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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Músicas Ao Calhas - Innocence e similares

cabelo para o olho.jpg 

 
Já não publicava aqui no Álbum há algum tempo. Tem-me faltado tempo e vontade por estar em época de exames. E, na verdade, tem-me faltado assunto, numa altura em que começo a ficar sem ideias para Músicas Ao Calhas. Esta entrada é uma cujo planeamento já estava na gaveta há algum tempo. Não queria estar a escrever novamente sobre uma música de Avril Lavigne - já falei sobre ela em duas entradas, no passado recente e, visto que em princípio lançará o seu single Rock 'n' Roll no próximo mês e um álbum novo em setembro, permanecerá um assunto recorrente ao longo dos próximos tempos. No entanto, as ideias alternativas que possuo dizem respeito a músicas dos Paramore ou de Bryan Adams, outros suspeitos do costume. Peço, assim, desculpa pela falta de variabilidade no meu blogue. 
 
Posto isto, passemos ao assunto desta entrada: Innocence e outras músicas abordando temas semelhantes.
 
 
"I think about the little things that make life great"

Innocence faz parte de The Best Damn Thing, o terceiro álbum de estúdio da Avril. Co-composta com Evan Taubenfeld, produzida por Rob Cavallo - responsável por Iris, dos Goo Goo Dolls, uma das músicas preferidas da cantautora canadiana e uma das inspirações para Innocence - ainda hoje é considerada uma das melhores baladas da cantora, das que melhor explora a sua voz. Os vocais encontram-se, de facto, muito bem colocados nesta faixa, a voz dela soa muito pura. Innocence é conduzida pelo piano, ao qual se juntam acordes de guitarra acústica e um arranjo de violinos. Estes são um dos grandes pontos fortes da faixa, pela maneira como vão fluindo, se vão soltando, em particular na terceira parte da música, imediatamente antes dos últimos refrões. O instrumental da música está tão bem arranjado que quase chorei da primeira vez que o ouvi, sem a voz da Avril.

A letra de Innocence fala sobre um momento de paz, benção, felicidade, de completa ausência de sentimentos negativos, de inocência no fundo - um momento a que nos queremos agarrar, que queremos que  dure para sempre, um momento proporcionado pelo amor.

Eu imagino como cenário desta música um dia de sol, em contacto com a Natureza. Pode ser um dia de primavera no campo, um dia de verão numa praia deserta, um dia de outono numa floresta. É, aliás, neste género de cenários que mais gosto de escrever. É claro que nem sempre posso estar no campo ou na praia. Já me contento com um canto ajardinado, um simples banco debaixo de duas árvores.


Innocence chegou a ser single promocional nalguns países mas nunca teve direito a videoclipe. O mais parecido com isso a que tivemos direito foi um anúncio da Canon, lançado em finais de 2009. Tirando a parte da publicidade às câmaras fotográficas, as imagens mostradas - na mansão, num dia de outono, no parte de skate, nas ruas que imitavam Nova Iorque, no estúdio - adequar-se-iam, perfeitamente, ao espírito da música.


"The feel of you just fills the night"

Depois de conhecer Innocence, não demorei muito a compará-la com uma música que já conhecia: Don't Let Go. Mais uma vez, um tema da banda sonora do filme Spirit, desta feita uma colaboração entre Bryan Adams e a cantora canadiana Sarah McLachlan. É, no entanto, a única canção de todo o álbum da banda sonora que não aparece no filme em si, só nos créditos finais, nem parece encaixar-se em nenhum momento da película. Assemelha-se em Innocence em termos de letra por falar, igualmente, sobre um momento que se quer prolongar, um momento em que se descobre o amor. Em termos musicais diferencia-se, contudo, da balada da Avril - possui um tom muito etéreo. Para isso contribuem os vocais de Sarah, em particular nos refrões. Não sou capaz de identificar os instrumentos todos - um piano ali algures, uma guitarra elétrica muito discreta... - mas estes também contribuem para esse efeito, fazendo de Don't Let Go uma autêntica obra de arte.


"We share the scars from our abandon
And what we remember becomes folklore"

Outra música semelhante a Innocence também faz parte de uma banda sonora. É ela The Forgotten, dos Green Day, faixa-tema do filme Amanhecer parte 2. Em termos musicais, traz claros ecos de Last Night on Earth, outra balada relativamente recente da banda. Conduzida pelo piano, acompanhada por violinos, bateria e um solo de guitarra elétrica. A letra em si é muito vaga. Também fala de um momento de felicidade proporcionado pelo amor, com um toque de nostalgia e um não sei quê que costuma estar presente em várias músicas dos Green Day. Um pouco por influência do filme a que fornece banda sonora, bem como de outras histórias escritas por mim, associo The Forgotten a felicidade familiar. Imagino amantes que passaram por muitas dificuldades ao longo dos anos - dificuldades essas que lhes deixaram cicatrizes, que ainda os assombram - mas que conseguiram conquistar o seu final feliz: têm o seu lar, vivem em paz com os filhos resultantes dessa união.


"A alma está calma e acalma
O meu peito está cheio de ti"

Uma das faixa mais recentes deste conjunto é uma música portuguesa, chamada Sabor de Ti, cantada por Catarina Rocha, uma cantora que tive o prazer de conhecer pessoalmente (mais pormenores AQUI). Esta canção faz parte do seu álbum de estreia, Infinito. Musicalmente, é constituída apenas por piano e os belos vocais da Catarina. A letra aborda, também, um momento de felicidade, de paz, de esperança, motivado pela presença do ser amado. Um momento em que ambos se sentem num mundo à parte, fora do tempo e do espaço correntes. É uma das minhas preferidas do CD que, de resto, tem várias músicas lindas - embora seja suspeita para falar disso.


"The first time to really feel alive!
The first time to break the chain!
The first time to walk away from pain..."

First Day Of My Life entrou em Portugal através de uma novela da TVI, cujo nome já não recordo, algures em 2005 ou 2006. Eu já conhecia a ex-Spice Girl, Melanie C, de Baby When You're Gone, que cantou com Bryan Adams. First Day Of My Life tem um arranjo musical semelhante a Innocence - é relativamente fácil obter lindas baladas juntando violinos a piano ou a uma guitarra acústica. A música não fala exatamente de um momento de felicidade mas assemelha-se a Innocence por descrever - de uma forma muito vaga, um uma letra algo fraca - sentimentos semelhantes, de renascimento, de redescoberta de felicidade, motivados pela descoberta do amor.


"Where there was dark, now 

Um tema semelhante tem a música A New Day Has Come, de Céline Dion. Também fala sobre renascimento, esperança, sobre o desaparecimento de sentimentos negativos, a abertura de um novo capítulo na vida, um capítulo feliz, tudo isto graças, uma vez mais, ao surgimento do amor. Em termos musicais, tem um tom mais etéreo, criado pelos vocais de Céline - que tem uma das vozes mais poderosas da música - pelos violinos que acompanham a guitarra acústica, pela bateria suave.

Tenho um par de entradas planeadas para os próximos tempos, incluindo uma de Músicas Ao Calhas sobre os Paramore, tal como referi no início, mas não prometo que seja capaz de publicá-las muito em breve. Com a pouca paciência com que tenho andados nos últimos tempos aqui para o blogue... Em todo o caso, os Within Temptation têm dado a entender que lançarão o primeiro single do seu novo álbum em breve, o que certamente motivará uma entrada sobre isso. No outono passado, eu dizia a brincar que os Paramore iam lançar um álbum novo antes da Avril, que já havia anunciado várias vezes que estava pronta para lançar o seu. Agora, oito ou nove meses depois, sou capaz de apostar que os Within Temptation vão lançar antes dela. É que, com os seus caprichos, não me admirava que a Avril decidisse regressar ao estúdio outra vez. Mas também, conforme disse há pouco, está previsto Rock 'n' roll sair em julho - mas, sabendo o que a casa gasta, não me admirava se saísse perto de dia 31, com sorte! (fã sofre, sobretudo da Avril...).

Por outro lado, daqui a pouco vou sair para ir aos Bon Jovi. Talvez fique com vontade de escrever sobre o concerto.

De qualquer forma, quando finalmente entrar de férias (daqui a duas ou três semanas), terei certamente mais disponibilidade aqui para o blogue. Até lá...

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