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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

O Poder dos Introvertidos

 

Há algumas semanas, enquanto folheava a revista Activa do mês de agosto, dei com um artigo intitulado "O Poder Secreto dos Introvertidos". Falava sobre um livro escrito por Susan Cain, intitulado, precisamente "Silêncio - O Poder dos Introvertidos num Mundo que não pára de falar". Mais tarde, quando pesquisei sobre o assunto, encontrei o vídeo acima das conferências TED, com um discurso da mesma Susan Cain. Essencialmente, tanto no livro como discurso, a autora desmonta todo o estigma das pessoas mais introvertidas, defendendo que o Mundo necessita de valorizar os mais solitários em vez de os marginalizar.

Sendo eu, desde tenra idade, uma pessoa introvertida, com predisposição para falar pouco e me isolar (palavra que, por motivos que explicarei mais à frente, ainda hoje possui, para mim, uma conotação negativa), não imaginam o bem que faz ao meu ego ouvir tais argumentos.

Entre os vários pontos fortes dos introvertidos, encontra-se a inteligência e a criatividade. Não vou falar da inteligência pois não concordo com muitas das ideias pré-concebidas que continuam a circular por aí - não acho que seja fixa, que seja algo com que nascemos e que nunca se altera; acredito plenamente que pode ser desenvolvida bem como pode regredir. Também acho que não se limita ao QI, aos resultados académicos, que existem vários tipos de inteligência, cada um com a sua utilidade.

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No entanto, não me choca o facto de várias teorias e/ou descobertas científicas - de Charles Darwin, Albert Einstein - livros, peças musicais, enfim, todo o tipo de obras de arte, que hoje fazem parte do nosso quotidiano, da nossa cultura, tenham sido concebidas por pessoas apreciadoras de solidão. Atividades como a leitura, a escrita, o desenho, a pintura, a composição de música, não se realizam em grupo, geralmente. Defende-se que esta maior criatividade e eficácia se deve ao facto e estas pessoas "refletirem", serem capazes de ouvir, tomar decisões mais ponderadas e ter ideias inovadoras.

Eu diria mesmo que, da mesma forma, os introvertidos possuem um maior sentido crítico. Não apenas por serem bons ouvintes, por pensarem antes de falar, mas também por, não tendo tanta necessidade de conviver, não sentem tanto a pressão de agradar aos demais para serem aceites num grupo. E pelo o fenómeno que Susan Cain descreve no vídeo acima: a tendência de adotarmos a opinião do alfa do grupo.

Um dos aspetos que é realçado várias vezes é que, contrariamente ao que se pensa, não se pode dizer que os introvertidos não gostem do convívio. Os mais reservados acabam, aliás, por serem melhores ouvintes, por terem menos predisposição para inconfidências que os mais extrovertidos.

Não admira que, de vez em quando, me procurem para desabafos.

 

Susan Cain argumenta ainda que, surpreendentemente, os extrovertidos não são os melhores lideres. Podem ser melhores em termos de carisma e oratória, como já foi afirmado em cima em defender o seu ponto de vista, mas, se calhar, não são tão bons em conteúdo - faz-me lembrar a discussão lógica versus retórica que estudei em Filosofia. Os extrovertidos gostam mais de mandar, entusiasmam-se com as suas próprias ideias, são impulsivos. Em contraste, os introvertidos são mais cautelosos e, tal como já foi dito anteriormente, são mais recetivos às ideias dos outros. Cain chega a invocar nomes com Elianor Roosevelt, Gandhi, Rosa Parks, Barack Obama, que na verdade são (ou foram) pessoas mais metidas nas suas conchas. É verdade que passam muito tempo no centro das atenções mas - pelo menos no caso dos três primeiros exemplos - faziam-o, não por gostarem, mas porque não tinham escolha. Para fazerem vingar os seus princípios, para, de facto, serem a mudança que desejavam ver no Mundo, tiveram de engolir a sua falta de à-vontade e falar às multidões, com os resultados que se conhecem.

Isto recorda-me uma citação do último livro do Harry Potter, uma das várias afirmações sábias de Dumbledore - de que os melhores líderes não são aqueles que ambicionam o poder pelo poder, mas sim aqueles para quem o poder, a liderança, é apenas uma ferramenta para concretizar as suas convicções.

De resto, conforme Susan Cain afirma, a subvalorização das pessoas reservadas é relativamente recente - ela dá o exemplo das religiões, cujos profetas testemunhavam as grandes revelações quando estavam sozinhos. Foi só a partir do século vinte, num mundo cada vez mais global, que a extroversão foi valorizada. Um mundo cada vez mais global, ironicamente graças a invenções dos chamados bichos-do-mato.
 
 
Foi assim que se formou o estigma, que se torna cruel, por vezes. Como todos os estigmas o são, de resto. A obsessão com a vida social. As bocas do género: "Ai e tal, eu não tenho tempo para ler, eu tenho uma vida". Em suma, a ideia de que a afinidade para a solidão é um defeito, quase uma deficiência.

E, no entanto, acho que o estigma já foi pior. Nos últimos anos, com o advento da Internet, dos blogues, do YouTube, das redes sociais, tornou-se mais fácil aos introvertidos expressarem a sua criatividade, as suas ideias, e encontrarem pessoas com interesses semelhantes. Há quem diga que estas tecnologias andam a promover o isolamento, a tornar as pessoas mais solitárias - mas eu penso o contrário. Penso que, com a Internet, já ninguém tem de se sentir sozinho. Porque uma pessoa pode estar rodeada de outros e estar sozinha. Mas não terá muita dificuldade em encontrar quem partilhe os seus ideais, as suas paixões, através da Internet.

Por outro lado, Jennifer Lawrence, uma das atrizes da moda, adorada por toda a gente por ser invulgarmente terra-à-terra (ou, pelo menos, representar bem esse papel), tem dito várias vezes que não é do género de sair à noite, que prefere passar os serões a ver televisão, que muitas vezes às onze da noite já só pensa em ir para a cama, provando que ser "fixe" não significa necessariamente levar o estilo de vida típico de Hollywood. Por fim, com as novas tecnologias, com pessoas como Steve Jobs, Mark Zuckerberg, os chamados nerds ou geeks, qualquer que seja a designação correta, começam a ganhar popularidade.
 

Aproveito, já agora, para dizer que, apesar de tudo, a sociedade continua a simplificar demasiado as pessoas. Já aqui falei que me irritam os rótulos em música - os rótulos em pessoas ainda me irritam mais. Susan Cain defende, precisamente, que o Mundo não se divide em introvertidos e extrovertidos. Que casa pessoa em a sua própria maneira de lidar com o contacto com os demais, a sua proporção de introversão e extroversão. Não me é difícil pensar em exemplos. Voltemos a Jennifer Lawrence, por exemplo: conforme já foi dito neste texto, ela não é do género de ir a muitas festas; no entanto, em entrevistas destaca-se pelo seu completo à-vontade, por ser alegre e bem humorada. Suponho que ela seja aquilo a que Cain chama, numa tradução possível, ambivertidos. Aqueles que, nas palavras da autora, aproveitam o melhor de ambos os mundos.

Agora vou falar do meu caso. Tendo eu sido sempre reservada, tal como já revelei, a minha mãe sempre tentou corrigir-me esse "defeito", à semelhança do que, certamente, acontece com todos os introvertidos. Chegou mesmo a dizer-me que era má educação estar com outras pessoas e não falar - hoje, contudo, apercebo-me que as pessoas mais difíceis de aturar são aquelas que nunca se calam.

Não pensem, no entanto, que tudo o que a minha mãe conseguiu com isto foi reprimir-me. Ela também me ensinou a ser mais simpática e agradável para com as pessoas, capacidades que, sejamos francos, são essenciais, básicas, para vivermos em sociedade.

 
Pior para mim foi o Secundário. Na escola que frequentei, gostavam de pensar que cultivavam valores como a união, a amizade, e outras coisas muito bonitas em que, no entanto, bastava raspar à superfície para perceber que não passava de hipocrisia. Queriam à força que fôssemos todos amigos e nunca passava despercebido que eu gostava de isolar-me durante os intervalos. Na verdade, passava grande parte desse tempo fechada na casa de banho a escrever, a aprender a ser a escritora que sou hoje. Uma das piores coisas que me podem fazer é obrigar-me a conviver e era isso que me faziam. Eu só queria que me deixassem em paz. Se eu queria isolar-me, o "problema" era meu, a pressão deles apenas fazia com que me sentisse ainda mais marginalizada. Talvez eu tivesse sido mais feliz durante o Secundário se, entre outras coisas, me tivessem deixado integrar-me na turma à minha maneira. Até porque, quando não me pressionavam, eu até convivia normalmente, até conversava - e eles ficavam sempre tão surpreendidos!
 
E a verdade é que eu aprendi a gostar de conversar com as pessoas, de conviver. Já existiram situações em que eu me sentia deprimida e uma simples conversa sobre séries com colegas minhas foi suficiente para me consolar. E com pessoas da minha idade ou mais novas é fácil falar, o assunto "aulas" é suficiente para fazer uma conversa fluir. É claro que daí a confiar nas pessoas, a fazer amizades, vai um grande passo - porque hoje toda a gente tem segundas intenções.
 
Para além da minha escrita, um dos motivos que me levam a procurar a solidão - ou uma das desculpas que dou a mim mesma - é, também, sentir que as pessoas não têm pachorra para os meus interesses, as coisas de que falo nos meus blogues, as minhas manias. Daí que a minha irmã seja uma das minhas pessoas preferidas - porque partilhamos vários interesses e, sobretudo, aturamos as maluquices uma da outra. 
 

Depois, tenho as pessoas que conheci na Internet, através das redes sociais, do Fórum Avril Portugal, dos meus blogues. Algumas, há já vários anos. Admito que podem não ser consideradas relações verdadeiras, podem ser só "amigos do Facebook" mas a quem, por vezes, me sinto mais próxima do que a quem vejo quase todos os dias. Porque, tal como um desses amigos me disse há pouco tempo, conhecem o nosso interior antes de conhecerem o nosso exterior. Antes de estarem sujeitos aos enganos da aparência. Da mesma forma, muita gente da minha família ficou surpreendida quando eu, no ano passado, fui convidada para ir ao A Tarde É Sua, Especial Seleção, (pormenores AQUI) e aparentava perfeito à-vontade, estava alegre e comunicativa. Chegaram mesmo a dizer:
 
- Aquela não é a Sofia!
 
Na verdade, estava de facto nervosíssima, mas também me sentia bem, feliz - porque aquelas pessoas tinham gostado do meu blogue ao ponto de fazerem questão de me trazerem ao programa, de me ouvirem falar sobre ele. Fizeram-me sentir aceite, mesmo admirada, graças a algo que era muito importante para mim - e que, na minha família, é frequentemente objeto de desdém.
 
As únicas alturas em que me sinto em perfeita harmonia com as multidões é, de resto, em concertos ou em jogos de futebol. Porque, para além da escrita e de outras atividades mais intimistas, duas das melhores sensações do Mundo são gritar "GOLO!" em uníssono com um estádio inteiro e cantar as nossas músicas preferidas em altos berros, em coro com dezenas de milhares de pessoas.


 
Susan Cain não diz, contudo, que devemos todos deixar de conviver. Até porque o isolamento em excesso torna-se prejudicial. Noto, aliás, uma certa contradição nos argumentos dela, quando diz que os introvertidos são mais abertos às opiniões dos outros. Ora, se uma pessoa se isola demasiado, tem maiores probabilidades de se tornar egoísta, de perder empatia. Da mesma maneira, os mais extrovertidos, por contactarem frequentemente com outras pessoas, podem perfeitamente tornar-se mais conhecedores da natureza humana, mais tolerantes. E o convívio também é importante para o sentido crítico - toda a gente precisa de ser questionada de vez em quando ou corre o risco de ficar demasiado preso às suas ideias. As conversas, os debates, podem, deste modo, ser extremamente enriquecedores ao ajudarem-nos a ver as questões sob diferentes prismas, prismas que, se calhar, nunca nos tinham ocorrido. Nestes assuntos aprendi que não se pode generalizar. Em linha com o que disse há pouco, as pessoas não são assim tão simples, cada caso é um caso e, que diabo, somos sete mil milhões! Como podemos ter a arrogância de julgar saber como é que todas as pessoas são?
 
O que se pede, no fundo, é tolerância, equilíbrio. Não que deixemos de estimular (sem as forçar) as pessoas a conviverem, a socializarem, porque isso também é importante, mas que se acabe com os estigmas todos contra os introvertidos, que se tente "curá-los" do mal. O que se quer é que se respeite a personalidade de cada pessoa, que lhe seja dado espaço, caso seja esse o seu desejo, para abraçar a solidão. O Mundo só tem a ganhar com isso. No meu caso, na maior parte do tempo, abraço a solidão para me dedicar à minha escrita, seja ela para os meus livros ou para os meus blogues Não me arrogo ao pensar que o Mundo perderia caso eles não existissem mas são uma parte de mim que tenciono cá deixar antes de morrer. E isso para mim é o suficiente para ir deixando se me sentir mal comigo mesma por me achar diferente de toda a gente, em vários aspetos. E para dizer "Não!" a pessoas como a minha mãe ou a minha antiga diretora de turma que me pressionem para ser menos "antissocial", para lhes esfregar no nariz que a introversão não é defeito, é feitio, podendo mesmo ser, por todos os motivos aqui listados, uma força.

Avril Lavigne - Goodbye Lullaby (2011) #3

Terceira parte da crítica a Goodbye Lullaby. Podem ler a anterior AQUI.

5) Smile

 

 

 

 
"It's been a while since everyday and everything has felt this right"

Esta é que acabou por ser o segundo single de Goodbye Lullaby. Com uns acordes de guitarra eléctrica e batida incrivelmente contagiantes e dançantes, esta música, à semelhança de What The Hell, traz a Avril roqueira, doida, selvagem – a diferença é que o namorado, em vez de se queixar, gosta disso e fá-la feliz de novo. Conceito que seria, de novo, abordado em Rock N Roll.
 
Esta música é claramente autobiográfica e, quase de certeza, dedicada ao namorado da altura, Brody Jenner. Os versos “I woke up with a new tattoo, your name was on me and my name is on you” são bastante explícitos, visto que ambos têm os nomes tatuados um no outro. O facto de ser pessoal, honesta, torna esta canção melhor do que outras, como, por exemplo, Gilfriend, que, apesar de também serem mais para o pop, são muito mais vazias de significado. É precisamente esse o ponto forte desta faixa: combina primorosamente o lado mais brincalhão e roqueiro da Avril com o seu lado mais romântico e sentimental, que é explorado no resto do Goodbye Lullaby. E o videoclipe joga bem com isso. Por um lado, temos a Avril com a guitarra eléctrica, num cenário que faz lembrar He Wasn’t. Por outro lado, temo-la a preto e branco, recolhendo pedaços de vidro que simbolizam dor, desespero e devolvendo a alegria, a esperança – cenas que também fariam sentido num eventual videoclipe de Darlin ou Everybody Hurts.
 
Devo dizer que gosto bastante destas cenas porque, no fundo, é o que a Avril me tem feito diversas vezes: quando andava deprimida, quando estava a ter um mau dia, a música dela, novidades dela (músicas novas, álbuns a caminho…) animaram-me, deram-me um motivo para aguentar. E sei que o mesmo tem acontecido com a larga maioria dos fãs da Avril. Aliás, a própria música Smile podia ter vindo de nós para ela. No meu caso, pelo menos, o lançamento de Goodbye Lullaby, coincidiu com uma fase particularmente feliz na minha vida - a altura em que "O Sobrevivente" foi aceite para publicação, algo que surpreendeu toda a minha família pela positiva. O lançamento de Goodbye Lullaby contribuiu ainda mais para essa alegria e o tema de Smile até se encaixava, pela maneira como a revelação da minha paixão pela escrita foi tão bem aceite. Smile acaba por ser a música do ano de 2011, que foi um dos mais felizes da minha vida. 
 
Muitos dizem que Smile é que devia ter sido o primeiro single e eu concordo com eles. Não só porque faria melhor ponte entre o The Best Damn Thing e o Goodbye Lullaby, mas porque toda a campanha - em que eu e muitos fãs participámos - foi o primeiro trending topic do Twitter para o qual contribuí - acerca do lançamento de What The Hell na Noite de Ano Novo, teria sido muito mais interessante se tivesse sido com Smile. Podíamos dizer: “Avril Lavigne is back and that’s why we smile”. Podíamos ter feito a contagem decrescente assim: “3… 2… 1… Smile, bitches!”. Podíamos verdadeiramente dizer “It’s been a while since everyday and everything has felt this right” porque a Avril estava finalmente de volta. Percebem a ideia?
 
Em todo o caso, fico feliz por Smile se ter tornado single: assim terá mais hipóteses de ser tocada ao vivo, mais pessoas ficaram a conhecê-la, apesar de o desempenho não ter sido grande coisa É o meu single preferido de Goodbye Lullaby.

6) Stop Standing There
 
 
 
"If you asked me to,
I just might be with you"
 
A Avril compôs esta música sozinha, em sua casa, ao piano. É a única cujos bastidores foram filmados e exibidos no DVD extra do Goodbye Lullaby. O tema lembra muito as b-sides de Let Go Why e All You Will Never Know, fala sobre o tipo que parece não saber o que sente ou, se o sabe, não o dá a entender enquanto a rapariga sabe que gosta dele, que quer estar com ele. A bola está do lado dele mas não há maneira de ele a chutar.
 
A produção que o Butch Walker fez, com a guitarra acústica, a batida e as palmas deram à música um toque à anos 50, como disse a Avril, tornando-a agradável ao ouvido, contagiante. Também se ouve o orgãozinho que o Butch toca no Making-Off no segundo refrão e este cria um enfeito engraçado. E a voz da Avril soa invulgarmente doce.
 
 
Há só uma coisa que me faz confusão: nos créditos, diz que a Avril toca piano nesta música - e é isso que acontece nas apresentações ao vivo -  mas, por mais que oiça a versão do CD, não encontro piano nenhum. Talvez a demo da música tivesse, mas a versão final não tem. Estranho…


Numa altura em que faltam pouco mais de cinco semanas para o lançamento de Avril Lavigne e esta começa a promovê-lo a sério a minha ansiedade e entusiasmo agudizam-se. Sobretudo depois de a cantora ter revelado que a maioria nas canções do seu álbum homónimo tem bastante história e alguma profundidade, sendo familiar e, ao mesmo tempo, experimental, que os dois primeiros singles acabam por ser os mais pop do CD. Suponho que 17 seja um bom exemplo disso. Eu confesso-me aliviada, pois cheguei a recear que todo o álbum fosse como Here's to Never Growing Up e Rock N Roll, que em pouco ou nada inovam relativamente ao material antigo da Avril. Embora não esteja a ver de que maneira é que canções como Hell oKitty, Sippin' On Sunshine ou Bitchin' Summer podem ser "profundas". Mesmo assim, não convém estar a tirar conclusões antes, sequer, de ouvir as músicas - tenho a certeza que vou ser surpreendida, que vamos todos ser surpreendidos. Faltam 38 dias. Que estes passem a correr!

Within Temptation - Paradise (What About Us) EP

 
Hoje, dia 27 de setembro, os Within Temptation lançaram um EP contendo Paradise (What About Us), o primeiro single do seu novo álbum, ainda sem nome e sem data prevista para lançamento, bem como três versões demo de músicas que farão parte desse mesmo álbum: Let Us Burn, Silver Moonlight e Dog Days.

 
 



"The wheel embodies all where we are going..."

Tal como já referi anteriormente aqui no blogue, Paradise (What About Us) conta com a participação de Tarja Turunen, antiga vocalista dos Nightwish, nos vocais. A sua voz - que difere da voz de anjo da Sharon, ao assemelhar-se mais a uma cantora de ópera, sem deixar de ser bela e mística, adequada ao estilo dos Within Temptation - é praticamente o único elemento de novidade numa faixa que pouco inova, tanto em termos de letra como de sonoridade. Gosto das partes instrumentais, dos vocais de Tarja, em particular na terceira parte da música, do pré-refrão. Já o refrão, tal como já havia mencionado na última entrada, não tem a força de outros temas semelhantes da banda holandesa.

O conceito é interessante, embora não completamente inédito na discografia dos Within Temptation. A canção apresenta uma situação apocalíptica, lamenta-a - gosto particularmente da imagem da roda que continua a girar, na minha opinião simbolizando um ciclo vicioso - mas reforça a necessidade, a determinação de defender aquilo que, não sendo um paraíso, é tudo o que se possui.

Algo que me faz confusão em Paradise (What About Us) é a passagem do pré-refrão para o refrão. Não sei se a frase "'Cause... what about us?" está gramaticalmente correta. Na minha opinião, devia ter-se substituído  "'cause" por "yeah" ou outra interjeição do género.


O videoclipe saiu ao mesmo tempo que o single. Como poderão ver acima, este apresenta uma história interessante. Passa-se num cenário desértico, pós-apocalíptico, em que duas raparigas jovens reúnem as peças necessárias para fazer funcionar uma máquina que fará com que chova. São bem sucedidas e, quando chegam a adultas - representadas por Sharon e Tarja - a terra está transformada num paraíso graças a elas. Adequa-se ao tema de Paradise (What About Us) mas eu estava à espera de uma maior participação por parte dos elementos da banda em termos de representação, que não se limitassem à atuação e a aparecerem no fim.
 

"I'll face all that is coming my way
The lying, the devil, the silence
Embracing the world on the edge"

Passemos às demos, começando por Let Us Burn, uma faixa que recorda Iron pelo conceito do fogo - nesta altura, já devem conhecer os motivos pelos quais este conceito me agrada. É uma típica música com carácter combativo do Within Temptation, em particular no seu último álbum. Por outro lado, gosto imenso do instrumental, com destaque para a introdução, as notas de piano, o solo de guitarra, os violinos na parte final da música. Só não gostei da parte em que a voz da Sharon soa alterada, na terceira estância. De resto, o pré-refrão, o refrão e os vocais antes do solo de guitarra estão muito bem conseguidos.


"Screaming at the walls of fire, 
closing into me..."

Silver Moonlight começa suave, da mesma forma com que depois é encerrada: com os vocais etéreos de Sharon, fazendo-nos pensar que será uma balada mas depressa ganha um ritmo acelerado, uma sonoridade extremamente parecida às faixas mais marcantes de The Unforgiving. O tema também vai em linha com esse álbum. A música apenas ganha identidade própria graças aos grunhidos de Robert Westerholt, guitarrista da banda. Grunhidos esses que, tal como acontece em temas mais antigos dos Within Temptation (neste momento, no entanto, só me recordo de The Other Half of Me, embora não tenha sido o Robert a grunhir nessa), soam surpreendentemente bem juntamente com a voz angelical de Sharon.



"Embracing the highs, defying the lows
Running down the path that I think I need to go"

Em contraste com o tom acelerado, in-your-face, das outras músicas deste EP, Dog Days é mais lenta e melancólica. Gosto do piano etéreo que a conduz, mas não tanto da letra. Para além de a segunda estância repetir a letra da primeira (coisa que, provavelmente, alterarão para a versão final), toda ela é fraca de uma maneira geral. Destaque para os verso "1,2,3,4, what are you waiting for") que fariam muito mais sentudo numa música pop pré-fabricada ou, pelo menos, numa das faixas de tom combativo e mesmo assim. Numa música melancólica como Dog Days soam completamente deslocados, não encaixam.

Em suma, as músicas do EP Paradise (What About Us) têm todas os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, sendo o defeito comum a todas elas a falta de evolução em relação ao último álbum de estúdio da banda, The Unforgiving. Se tivesse de eleger a melhor destas quatro, escolheria Silver Moonlight por ser a que possui menos imperfeições.

Em todo o caso, nenhuma destas opiniões se encontra gravada em pedra, até porque, tirando o caso de Paradise (What About Us), estas ainda não são as versões finais. Até ao lançamento do álbum, estas primeiras impressões terão tempo para amadurecer. Anseio por saber o nome deste disco, o conceito, ouvir as outras músicas, ver como é que as versões finais das faixas deste EP se encaixam no álbum. E, claro, escrever sobre isso aqui no blogue.

Mas ainda faltam alguns meses para isso acontecer. Mantenham-se ligados, contudo, porque tenho mais entradas planeadas para os próximos dias.

Músicas Não Tão Ao Calhas - A Light that Never Comes e Stay the Night


"The night gets darkest right before dawn"

Os Linkin Park lançaram recentemente uma faixa em colaboração com o DJ Steve Aoki intitulada A Light that Never Comes. A faixa já havia sido apresentada ao vivo no mês passado, no festival de música japonês Summer Sonic, aquando da atuação de Steve Aoki.

Tal como seria de esperar de uma colaboração com um DJ, A Light that Never Comes contém muitos elementos da atual disco pop que domina as rádios. O que, como seria de esperar, está a causar polémica entre os fãs da banda, saudosistas do estilo dos primeiros álbuns dos Linkin Park.

Um aparte só para comentar que ando a reparar que, em praticamente todos os vídeos do YouTube de um determinado musical, existe sempre pelo menos um comentário do género: "Tenho saudades dos [inserir nome da banda] de antigamente". Regra geral, as pessoas são avessas à mudança, à evolução. Não há nada a fazer. Parece que sou das poucas que prefere que os seus artistas preferidos se reinventem a si mesmos, ainda nem que sempre goste do resultado de tal evolução.

Mas regressando ao assunto do texto. Como estava a dizer, A Light that Never Comes acaba por ser um cruzamento do estilo dance pop atual - dubstep, auto-tune - com elementos icónicos, dos Linkin Park: o rap de Mike Shinoda, o refrão cantado por Chester Bennington, a atitude in-your-face, à New Divide, de que tanto gosto, compatível com filmes de ação e videojogos - a música, aliás, foi desbloquada através do jogo LP Recharge para o Facebook. A música acaba, de resto, por se assemelhar a um remix dubstep de Lost in the Echo. A letra recorda, aliás, não apenas o segundo single de Living Things, como também a de Burn it Down e New Divide. Sento estas três das minhas músicas preferidas da banda, não é de admirar que goste imenso de A Light that Never Comes.

Também não admira que lhe tenha montado outro AMV do Pokémon. Acho que é um dos melhores que fiz nos últimos tempos.




Os efeitos de auto-tune não ficam mal na voz do Chester e até combinam com o estilo da música. Ao mesmo tempo, fico satisfeita por não terem adicionado tais efeitos no rap de Mike, ao contrário do que aconteceu, por exemplo, com Until It Breaks - seria demasiado. Por outro lado, a letra acaba por ser o grande calcanhar de Aquiles de A Light that Never Comes - para além de reutilizar conceitos já muito batidos noutras músicas dos Linkin Park, torna-se repetitiva. Além disso, a segunda estância ficou demasiado curta. Para não falar do cliché "What don't kill you makes you more strong", que nem sequer está gramaticalmente correto. Podiam ter usado um bocadinho mais a imaginação, não é?

Em suma, gostei do resultado final desta colaboração embora, em boa verdade, como diz a minha irmã, "O Steve Aoki não fez nada" - Os pontos fortes da música vêm da parte dos Linkin Park, a produção confere a A Light that Never Comes o seu próprio carácter mas não mais do que isso. A faixa encontra-se incluída num EP que será lançado no final do próximo mês, que conterá remixes de faixas do último disco da banda, Living Things - no caso de serem remixes de dubstep, não me surpreenderia se ficassem parecidos com A Light that Never Comes.

Entretanto, parece que a banda se encontra em estúdio a preparar o seu sexto álbum que - e isto sou eu a especular - deverá ser editado no próximo ano. Consta que as músicas terão um estilo diferente de A Light that Never Comes - mas não me chocava se voltassem a enveredar-se pelo dubstep. Sendo os Linkin Park caracterizados por teorias híbridas, é mais do que natural que procurem evoluir, experimentar novas sonoridades. Ao mesmo tempo, espero que evoluam um bocadinho em termos de letras, que experimentem temáticas novas - mas que não deixem de produzir músicas compatíveis com AMV's!

Eu sei, sou exigente.

 


 
"We'll let this place go down in flames
Only one more time"

De resto, acho que me estou a converter ao dubstep, tendo em contra que os Linkin Park não foram os únicos artistas de que gosto a lançar recentemente uma faixa nesse género musical. Hayley Williams, vocalista dos Paramore, lançou também, na semana passada, uma música em parceria com Zedd, chamada Stay the Night. Já não é a primeira vez que a Hayley empresta a voz para canções fora da banda e do seu género - há três anos fez o mesmo com Airplanes de B.o.B., uma parceria que, na minha opinião, foi bem sucedida.
 
Ora, penso que a parceria que deu à luz Stay the Night também foi bem sucedida. Ao contrário do que aconteceu com Airplanes, Hayley não se limitou a cantar dois versos para o refrão, ela canta a música toda e terá, inclusivamente, escrito a letra - até que ponto, não sei. 
 
Stay the Night é uma faixa conduzida pelo piano a que se juntam elemento da eletropop atual. Gosto do facto de não ser uma faixa de dubstep pura, dos momentos em que só se ouve a voz de Hayley e do piano. A letra, que fala de um casal que passa uma última noite juntos antes da ruptura, não é nada de especial - consegue-se destacar-se de outras músicas deste género ao não ser completamente vazia de significado mas não faz mais o que isso - mas julgo que se nota o toque da Hayley. Adicionaram alguns efeitos à voz dela mas não em demasia, apenas o suficiente para combinar com o estilo musical. Tal como acontece com A Light That Never Comes, o produtor pouco faz pela música - não parece muito diferente de outras faixas do género - é a Hayley quem carrega Stay the Night nas costas. Ou melhor, nas cordas vocais. E, apesar de preferir mil vezes os trabalho de Hayley nos Paramore, considero este projeto lateral bem conseguido, tal como Airplanes o foi.

Não manterei este blogue inativo por muito tempo, não apenas por causa da crítica a Goodbye Lullaby, mas também porque não ficaremos por aqui em termos de música nova - os Within Temptation preparam-se para lançar o primeiro single do seu novo álbum, no próximo dia 27 - que é também o aniversário de Avril Lavigne.

É engraçado o que está a acontecer este ano: os Within Temptation vão lançar um single no aniversário da Avril. Esta, por sua vez, lançará o seu álbum homónimo no dia de anos de Bryan Adams. Isto se não for adiado novamente... Três vezes na madeira!!!

O novo single dos Within Temptation chama-se Paraside (What About Us) e é cantado em conjunto com Tarja, a vocalista da antiga banda, também de metal sinfónico, Nightwish (nota para mim mesma: ouvir-lhes a discografia um dia destes). Temos tido direito a várias previews, sendo o vídeo acima uma das mais recentes. O instrumental não parece diferir muito da sonoridade do álbum anterior, The Unforgiving, embora tenha alguns elementos interessantes. O refrão, contudo, não está a conseguir convencer-me até agora, não parece ter grande força. No entanto, admito que tenho gostado mais da música à medida que a vou ouvindo mais vezes, sobretudo quando as previews são colocadas lado a lado, como no vídeo abaixo. Quero, por isso, esperar pela música inteira, até porque estou curiosa em relação ao papel de Tarja em Paradise, quando não está a cantar o refrão juntamente com Sharon.


O single será lançado sob a forma de um EP que incluirá três demos de faixas novas do CD: Let Us Burn, Silver Moonlight e Dog Days. Estes, ao menos, compensam os fãs pelo adiamento de um álbum inicialmente previsto para o Outono deste ano. Também já tivemos direito a previews dessas faixas, como podem ouvir - previews essas que não me dizem por aí além, embora pareçam promissoras. Mais uma vez, terei de esperar pelo lançamento dessas demos para formar opiniões. Opiniões essas que expressarei aqui no blogue, como habitual.

Como podem ver, entre isto e o novo álbum da Avril, os próximos tempos vão ser bastante excitantes, terei bastante sobre que escrever aqui no blogue. Neste momento, faltam quatro dias para o lançamento do EP Paradise (What About Us) e quarenta e três dias para o lançamento de Avril Lavigne.

Avril Lavigne - Goodbye Lullaby (2011) #2

Segunda parte da crítica a Goodbye Lullaby. Podem ler a primeira parte AQUI. Hoje falamos de Push e Wish You Were Here e, depois, faremos uma rápida antevisão a Avril Lavigne, o quinto álbum homónimo - porque suspeito que, em breve, aparecerão previews das músicas e estas especulações deixarão de fazer sentido.

3) Push
 



"You and me, we can both start over..."
Push é uma faixa acústica composta pela Avril e pelo seu melhor amigo (BBF – best boi friend) Evan Taubenfeld - para aqueles que não sabem, o Evan foi o guitarrista principal da banda da cantora durante os primeiros dois anos da sua carreira. Ele acabou por deixar o lugar, para tentar a sua sorte como cantor, mas os dois têm-se mantido amigos muito próximos ao longo destes últimos dez, onze anos, e compuseram músicas juntos para os álbuns Under My Skin, The Best Damn Thing e Goodbye Lullaby.
 
Em termos estritamente musicais, Push lembra Torn, de Natalie Imbruglia, e Kiss Me, dos Sixpence None The Richer. Fala sobre amor, como este nem sempre é tão fácil como as pessoas pensam. Uma coisa que muitos de nós não devem saber é o verdadeiro significado da expressão que dá o nome à música: “when push comes to shove” é uma expressão idiomática que significa “quando as coisas chegam a um ponto em que se tem de tomar uma decisão”. E, no caso de Push, essa decisão tem de vir de ambas as partes – e essa é a mensagem principal. E, no fim, vale a pena, porque é de amor que se trata. A música faz lembrar a música do Evan, “Story Of Me And You”, se bem que esta última faixa seja um bocadinho mais suave enquanto que, em Push, temos um cheirinho da Avril mais durona.
 
Uma das melhores partes da música é quando o Evan canta uns versos. A voz dele soa primorosa ao lado da voz da Avril – isto é mais uma prova da extraordinária química musical que sempre existiu entre eles. A repetir no futuro, por favor!

Infelizmente, parece que não teremos direito a nenhuma parceria musical entre a Avril e o Evan no álbum homónimo da cantora.
 
A Avril sempre disse que esta era uma das suas músicas preferidas do GL e, por sua vontade, seria o segundo single (ou – e isto sou só eu a especular – o primeiro). Acabou por não ser, mas, na minha opinião, tinha potencial para isso. De qualquer forma, Push é mais uma bela música que se junta à lista de composições extraordinárias, fruto de colaborações entre a Avril e o Evan, bem como mais uma que, tal como já referi aqui no Álbum, à semelhança de várias outras músicas da cantora, se torna uma faixa-termo-de-comparação.

4) Wish You Were Here




"You're always there, you're everywhere
But right now I wish you were here"

Esta sempre foi uma das faixas mais populares do Goodbye Lullaby. Não constitui, portanto, surpresa que tenha sido escolhida para terceiro single.

Wish You Were Here mistura a mensagem de When You’re Gone com a melancolia e a vulnerabilidade de I’m With You. A voz da Avril está no ponto certo; ela, em muitas canções, canta o refrão em notas muito agudas e isso nem sempre favorece a sua voz. Aliás, nesta música, ela soa absolutamente mágica, encantatória, fazendo-nos querer voltar a ouvir a música outra e outra vez. A letra fala sobre saudade, de uma maneira simples. Na altura, os fãs especularam sobre quem a teria inspirado: se Deryck, o ex-marido, cujo divórcio parece ser o tema de várias músicas deste álbum, se Brody, o namorado da altura. Não há maneira de se ter a certeza mas a Avril diz que a música tem uma mensagem geral, universal, já que toda a gente, nalguma altura da vida, se apaixona e sofre quando está afastada do seu amor. Isso para mim chega.

A minha parte favorita da música é a terceira, em que a mistura dos versos falados, os vocais por detrás, as notas de piano resultam numa sequência muito bela e emotiva.

Muitos ficaram surpreendidos, alguns até desiludidos, com a simplicidade do videoclipe mas este reflete muito bem a temática do Goodbye Lullaby: sentimentos agridoces, realidade nua e crua, sem produção para disfarçar. Há quem diga que foi por baixo orçamento mas eu tenho a impressão que era mesmo isto que a Avril queria: que nos focássemos no sentimento e na incrível interpretação vocal.


Entretanto, já saiu há algum tempo a tracklist do álbum Avril Lavigne. Chegou a sair outra, em que era Here's to Never Growing Up a abrir o disco, mas já se provou que era falsa, que a oficial é a que é mostrada e cima. Eu fiquei com uma certa pena pois acho que o primeiro single seria uma faixa mais adequada para abrir o CD.

Alguns dos títulos já eram conhecidos. Nomes como Hello Kitty e Bad Girl já tinham aparecido em sites de registos de músicas - mas eu pensava que o primeiro, quanto muito, seria um jingle ou um tema-título para a respetiva série animada que a Avril teria composto e/ou interpretado. Mas parece que é uma música a sério, sobre a marca e a boneca japonesa, de cujos produtos a Avril sempre afirmou ser fã. Segundo a mesma, a música terá influências eletrónicas e incluirá uns versos em japonês. Confesso que estou um bocadinho receosa do que aí vem, que não sei bem o que esperar, mas definitivamente tenho a curiosidade despertada.

Bad Girl conta com a participação de Marilyn Manson nos vocais e, segundo a Avril, será uma faixa pesada e sedutora. Let Me Go será também um dueto, desta feita entre Avril e Chad Kroeger, vocalista dos Nickelback e, agora, marido dela. Ele participou na composição da larga maioria - se não tiver sido em todas - das faixas de Avril Lavigne, o que confere um interesse extra a este álbum visto que eles se apaixonaram em estúdio, aquando da composição destas músicas. Let Me Go, segundo o que eles disseram, é uma música sobre o fim de um relacionamento - a mim, faz-me pensar em Goodbye - mas em que, no fim, se reconciliam. Estou à espera de uma balada rock, no estilo habitual dos Nickelback mas que nem por isso deixa de ser compatível com o material da Avril. Pensa-se, com bastante certeza, que este será o terceiro single deste álbum. Em todo o caso, estou curiosa tanto em relação a Let Me Go como em relação a Bad Girl pois, sem contar com a participação de Evan em Push, serão os primeiros duetos originais da Avril.


Os restantes títulos, de uma maneira geral, têm o mérito de serem fora do vulgar, despertarem curiosidade, apesar de recear que as músicas se revelem demasiado futéis, como por exemplo Bitchin' Summer. Sippin' On Sunshine faz-me lembrar Walking On Sunshine e Runnin' On Sunshine... e não gosto de nenhuma destas músicas. Por outro lado, muita gente tem associado Hush Hush ao tema das Pussycat Dolls - a mim, no entanto, cheira-me que será uma música diferente, uma canção de amor, mais porque, até ao momento, as últimas faixas dos álbuns da Avril têm sido todas baladas. Give You What You Like já foi também mencionada pela Avril, que tê-la-á, inclusivamente, referido-a como uma das suas melhores músicas. Muitos têm pensado nela como uma balada mas, a mim, o título faz-me pensar numa música mais para o sensual, estilo Hot.

O título que, no entanto, me desperta maior interesse, depois de Bad Girl, Hello Kitty e Let Me Go, é You Ain't Seen Nothing Yet. A própria expressão "Ainda não viste nada" (a tradução do título) aguça a curiosidade, independentemente das circunstâncias. Para além disso, contudo, a mim recorda-me duas músicas de Bryan Adams: I thought I'd seen everything e dois versos de Not Romeo Not Juliet "You thought you've seen it all, but you ain't seen nothing yet".

De uma maneira geral, acho que a Avril está a tentar ser menos politicamente correta - isso resultou muito bem em Girlfriend, cuja composição foi quase acidental. Nota-se isso em Here's to Never Growing Up e em Rock N Roll. Eu aprecio a intenção, ainda que os resultados nem sempre tenham esse efeito. Em todo o caso, isto tudo não passa de especulação. Não seria a primeira vez em que os títulos que, antes do lançamento de um CD, me passavam mais despercebidos se revelassem as minhas músicas preferidas. Só nos resta esperar. E enquanto aguardamos as histórias das músicas de Avril Lavigne, continuaremos a recordar as histórias de Goodbye Lullaby, bem como a analisar as histórias de outras músicas a serem lançadas em breve, ou já lançadas (mais informações em entradas futuras).

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