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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Era Uma Vez/Once Upon a Time - Quarta temporada, primeira parte

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Conforme prometi antes, eis-me aqui analisando a primeira metade da temporada da série Era Uma Vez/Once Upon a Time. Esta meia temporada teve como linha narrativa principal a integração do universo do filme Frozen na série.

 

Alerta Spoiler: Este texto contém revelações sobre o enredo, pelo que, até para a própria compreensão do mesmo, não é aconselhável que este seja lido a menos que tenham visto a primeira parte da quarta temporada de Era Uma Vez /Once Upon a Time.
 

 

Sendo este um filme recente (em contraste com a natureza mais clássica dos contos que, por norma, OUaT revisita), em vez de recontar a história de Frozen, esta linha narrativa funcionou mais como uma sequela aos acontecimentos do filme, com as personagems a sofrerem poucas ou nenhumas alterações relativamente às versões animadas. Os guinistas tomaram, também, a liberdade de não só preencher alguns buracos na história do filme, mas também de pegar no conto de Hans Christian Andersen (em que Frozen foi vagamente inspirado), tornando a sua personagem principal, a Rainha da Neve, a vilã desta meia temporada.

 

Muitos tinham as suas reservas relativamente à maneira como OUaT abordaria a integração de Frozen na história, eu incluída. Na minha opinião, a série acertou em praticamente todos os aspetos. Começando pelo elenco, que fez uma encarnação quase perfeita das personagens, não apenas das irmãs Elsa e Anna (esta última é absolutamente adorável em OUaT), mas também de figuras secundárias, como o homenzinho do spa e o duque de Weaselton, perdão Weselton. Gostei igualmente da interação entre as personagens de Frozen e as recorrentes de Once. A cumplicidade entre Emma e Elsa é o exemplo óbvio, mas também me deu gozo ver Anna trocando as voltas a Rumplestilskin.

 

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Desde cedo ficou claro que os guionistas olharam para Elsa e acharam que podiam criar um arco narrativo semelhante com Emma. Não estavam errados, mas o paralelismo que estabeleceram foi algo forçado. Se o descontrolo súbito de Emma sobre os seus poderes é mais ou menos credível, o igualmente súbito medo e hostilidade (ainda que momentâneos) que os seus pais desenvolvem não o são. Do mesmo modo, Emma deixa-se manipular demasiado facilmente por Ingrid (a Rainha da Neve, vilã desta meia temporada) quando esta a faz duvidar do amor da família - infelizmente, não é a primeira vez que os guionistas lidam mal com o relacionamento entre Emma e os pais.

 

De qualquer forma, esse arco narrativo é concluído em Smash the Mirror com uma mensagem bonitinha, de aceitação pessoal. Por um lado, termina aquilo que Frozen começou, ou seja, Elsa ganha aceitação e controlo sobre os seus poderes. Por outro lado, Emma dá mais um passo na sua integração na família e em Storybrooke.

 

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Também gostei de Ingrid, a Rainha da Neve, a vilã da meia temporada. A escolha de Elizabeth Mitchell foi acertada para este papel - embora eu não exclua a hipótese de terem criado esta personagem com esta atriz específica em mente, ou mesmo baseando-se em Juliet, personagem de Lost (série a que Once pisca muitas vezes os olhos). Por mero acaso, ao longo dos últimos meses estive a rever Lost, a propósito do seu décimo aniversário, e a apresentação de Ingrid coincidiu com a altura em que revia a terceira temporada. As comparações são inevitáveis: tanto Ingrid como Juliet foram separadas de uma ou mais irmãs, ambas possuem a capacidade de assumir posturas frias... bem, como o gelo, embora também saibam transparecer perfeitamente as suas emoções, quando assim tem de ser. Ingrid combica com isso, inclusivamente, uma calma e paciência infinitas, sendo raros ou mesmo inexistentes os momentos em que se exalta.

 

No fim, não pude evitar sentir compaixão por ela, sobretudo tendo e conta o seu historial com Emma. Ela merecia ter feito as pazes com a Salvadora e ter-se juntado à família. De qualquer forma, de uma maneira retorcida, Ingrid acabou por obter o seu final feliz ao reunir-se com as irmãs.

 

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O episódio em que isso acontece, Shattered Sight, é o meu preferido desta meia temporada. Ingrid lança a Maldição da Visão Estilhaçada, que faz com que as vítimaas vejam apenas o lado negro de todos o que os rodeiam. Eu esperava que esta Maldição fosse algo que reabrisse cicatrizes e deixasse sequelas. Não foi isso que aconteceu, pelo contrário, a Maldição acabou por ter um carácter mais cómico do que de ameaça, tornando este num dos episódios mais hilariantes de todas as quatro temporadas e meia de Once. Também ajudou o facto de Shattered Sight ter contribuído para a humanização da vilã da meia temporada. É claro que, em Once Upon a Time, há sempre uma série de inconsistências temporais e outros deus ex-machinas, e este episódio não foi exceção - como a maneira como Anna descobre a carta da mãe e chega à caverna de Ingrid a tempo de salvar o dia. A partir de certa altura, uma pessoa tem de ignorar estas incoerências para poder apreciar a série - mas é algo que não me agrada.

 

Alguns fãs queixaram-se de que o arco narrativo de Frozen desviou a atenção do elenco principal. Eu concordo, mas não acho que tenha sido uma coisa completamente má - nalguns casos passou-se o contrário. O exemplo mais óbvio disso foi o casal Snow e Charming. Nesta meia temporada tornou a acontecer o que afirmei na crítica ao terceio ano: isoladamente como casal são uma seca, só ganham interesse na interação com outras personagens, nomeadamente como pais de Emma. Dizem que, quando a série for retomada, o casal ganhará um papel de destaque - tal não me entusiasma.

 

Outro assunto deixado no gelo, literalmente, nestas semanas, foi o triângulo Regina-Robin-Marian. Tal commo disse antes, este foi o verdadeiro teste à redenção de Regina e não sería credível vê-la entrar em modo cem por cento Evil Queen de novo. Penso que passou no teste. Começou por considerar a hipótese de eliminar a sua rival (o que me pareceu realista), mas muda de ideias, felizmente, tendo mesmo sido obrigada a tentar salvar a vida de Marian. No fim do primeiro episódio, muda a sua estratégia habitual decidindo procurar o autor do mítico livro de Henry - o suposto responsável pelos destinos das personagens dos contos de fadas - de modo a obrigá-lo a escrever-lhe o final feliz que teima em fugir-lhe. Henry e, no fim, Emma apoiam-na na chamada Operação Mongoose e o arco não se desenvolve muito mais do que isto, tirando a partida de Robin, no último episódio.

 

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Nota-se que este arco foi "interrompido" pela história de Frozen (que não fazia parte do plano inicial), pois as vilãs da próxima meia temporada, aparentemente, também não estão satisfeitas com o estatuto de vilãs. O que parece vir em sequência lógica com o conflito de Regina. Mas já falamos sobre as Rainhas da Escuridão. 

 

Outro arco por desenvolver foi o respeitante a Will, o Valete de Copas, que parece ter caído de pára-quedas em Storybrooke - isto apesar de, segundo o que li, ele ter tido o seu final feliz na série onde "nasceu", Once Upon a Time in Wonderland. OUaT ainda não teve a delicadeza de nos explicar o que pretende de Will, mas espera-se que isso seja revelado em breve. 

 

Uma das coisas de que não gostei mesmo nesta meia temporada foi Rumplestilskin. Depois de um arco de redenção muito bem conseguido há um ano, neste ele reverteu completamente a cem por cento vilão. Os guionistas justificam-no com o desejo de se libertar da influência da adaga, de modo a evitar o que se passou com Zelena na temporada anterior. Eu poderia aceitar isso, que não quisesse dar a adaga verdadeira a Belle. Também poderia aceitar que ele manipulasse Hook (afinal de contas, o ressentimento deles dura há muitos anos, não é facilmente ultrapassável). Eu mesma tinha dio que um Rumple totalmente bonzinho não teria piada. No entanto, a maneira como o fizeram desafia a credibilidade. No início da temporada, Rumpe promete, junto à campa do filho, ser melhor. Episódios mais tarde, está disposto a sacrificar a amada do filho e mãe do seu neto para se libertar da adaqua? Não me convence.

 

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Felizmente, depois de meia temporada a dormir na forma no que tocava ao marido, no último episódio Belle descobre a verdade. Numa cena muito bem representada pelos respetivos autores, Belle expulsa-o de Storybrooke, privando-o dos seu poderes. Rumple regressa ao que era antes de se tornar o Dark One: um homenzinho coxo, cobarde, patético.

 

Depois disto, não sei como Rumple poderá voltar a ser perdoado. Duvido que o seja tão cedo. No entanto, estou curiosa ao que o futuro reserva para o eterno Dark One.

 

Por outro lado, depois de ter sido chantageado por Zelena na terceira temporada, Hook torna a ser a marioneta do vilão. Começa a tornar-se cansativo, mesmo patético. Por outro lado, foi refrescante ver Emma deixar, finalmente, as inseguranças de lado e envolver-se numa relação saudável com o pirata - isto é, dentro do possível, com Rumple puxando-lhe os cordelinhos nos últimos episódios. Houve quem se queixasse de não ter existido conflito entre ele e Emma, depois de Rumple ter sido desmascarado. Eu não concordo com as queixas. Depois da terceira temporada, seria redundante Emma tornar a erguer barreiras entre ela e Hook - já tivemos disso que chegue, obrigado. Se houver algum conflito entre o pirata e a Salvadora, que esse ocorra fora de câmaras e que seja resolvido rapidamente - deixem a moça ser feliz, por favor!

 

O trio de vilãs que vem aí na segunda metade da temporada não me entusiasma particularmente. Para além de ser Disney a mais, conforme já me tinha queixado antes (trouxeram a Cruella? A sério?), conheço mal os filmes de onde forma adaptadas. Acho que nunca vi nem a Pequena Sereia, nem a Bela Adormecida (o filme com a Angelina Jolie conta?). Quanto aos 101 Dálmatas, vi mais frequentemente a versão "em carne e osso", com a Glenn Close, mas nunca foi dos meus filmes preferidos. No entanto, a falta de familiaridade não me impediu de apreciar arcos narrativos como o do Feiticeiro de Oz, na terceira temporada. Daí que esteja disposta a dar o benefício da dúvida.

 

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De qualquer forma, o facto de termos três vilãs novas, em vez de apenas um(a), poderá evitar o desgaste daquela que tem sido a fórmula da última temporada e meia: novo mau da fita com ligação a pelo menos uma personagem do elenco principal, estragos causados pelo dito mau da fita, apresentada a história do mau da fita, mau da fita não assim tão mau no fundo, descobre-se plano maléfico do mau da fita, execução, derrota do mau da fita, fim da temporada. Há que já esteja cansado dessa fórmula. Eu ainda não pois, até agora, cada vilão tem sido único, provocando graus diferentes de compaixão (por exemplo, elevados em Ingrid, inexistentes com Peter Pan). As três Rainhas da Escuridão, provavelmente cúmplices de Rumplestilskin, deverão dar uma nova dinâmica à série - sobretudo se cada uma delas tiver as suas próprias motivações e estas entrarem em conflito com as motivações das outras.

 

Mesmo com algumas reservas, não estou demasiado preocupada com a próxima meia temporada. OUaT pode ter as suas incoerências, e estas podem tornar-se exasperantes. No entanto, das séries de acompanho atualmente, Once é a única que tem conseguido manter a consistência - Arrow e The Good Wife estão a tornar rumos estranhos este ano. Acredito que o nível se manterá na segunda metade da temporada.

 

Quanto a nós, aqui no Álbum, é possível que o deixe em stand-by por uns tempos, sobretudo porque... já esgotei as ideias que andei a acumular ao longo dos últimos meses. Tenho uma ou outra ideia para entredas futuras, por isso, a pausa não será demasiado longa. De qualquer forma, quero também aproveitar para me voltar para a minha escrita de ficção, que não tem tido grande progresso desde... antes do Mundial 2014.

 

Termino esta entrada com uma montagem de vídeos que fiz recentemente com cenas de OUaT. A música que usei já dispensa apresentações aqui no blogue:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coldplay - Ghost Stories (2014)

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Ghost Stories é o sexto álbum de estúdio, editado pela banda inglesa Colplay. Foi lançado a 19 de maio do ano passado. Eu, na verdade, sinto alguma relutância em classificá-lo como "álbum", visto este só possuir nove faixas. Considero-o mais um EP. Mas isto é apenas um pormenor. 

 

Antes de dar o meu parecer sobre este trabalho, quero relembrar que só comecei a ouvir regularmente músicas da banda há menos de um ano. Sei muito pouco sobre os Coldplay - o pouco que conheço sobre os membros da banda descobriu-o através da minha irmã. Ainda nem sequer decidi qual é a minha música preferida deles, o meu álbum preferido. Não me sinto, portanto, à vontade para fazer uma crítica exaustiva, faixa a faixa, como faria habitualmente.

 

Se quisermos comparar Ghost Stories com os álbuns anteriores dos Coldplay, o primeiro, Parachutes (de que menos gosto), é o mais parecido. Sobretudo pelo tom melancólico e lento de quase todos os temas. Ghost Stories é, acima de tudo, um álbum fortemente conceptual. Todas as faixas têm um tom etéreo, umas mais do que outras, de tal maneira que todo o disco (incluindo até A Sky full of Stars) parece uma única canção com múltiplas variações. Além disso, acontece o mesmo que acontece em Viva la Vida: o final de O é compatível com o início de Always in my Head, de tal forma que é possível ouvir o álbum em loop.

 

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Em termos de letra, de temática, Ghost Stories é o equivalente ao Goodbye Lullaby para os Coldplay. Foi editado escassas semanas depois do anúncio da separação do vocalista, Chris Martin, da esposa e mãe dos seus filhos, Gwyneth Paltrow. Não é de admirar que este seja um álbum fortemente introspectivo, intricado, em que praticamente todas as músicas deste álbum descrevam diversas fases do processo emocional de uma separação.

 

Especificando, em Always in My Head, o narrador revela-se assombrado por recordações. Semelhante a esta na sonoridade fortemente etérea é Anothers Arms, que se caracteriza pela amargura que o narrador sente ao imaginar a amada "nos braços de outro". O terceiro single, True Love, tem essencialmente a mesma mensagem que a música Lie to Me de Bryan Adams: o narrador pede à amada que lhe minta, pois não se sente com forças para enfrentar a verdade. Em Magic também há um certo grau de negação. O narrador teima em agarrar-se às coisas boas do seu relacionamento, em acreditar que aquilo tem condições para funcionar.

 

Magic é uma das músicas de que mais gosto em Ghost Stories, de resto. É uma balada em tom grave, com algumas semelhanças com Madness, dos Muse. Foi uma das músicas com que fomos martelados na rádio ao longo de 2014, mas esta não cansa tanto como outras. Gosto bastante da parte com a guitarra acústica antes da última estância.

 

 

 

A minha preferida em Ghost Stories é o quarto single, Ink. Tem a roupagem de uma música alegre mas, ao ouvir com cuidado, nota-se que é dolorosamente triste. Chega a dar-me vontade de chorar. A letra estabelece uma comparação entre um amor e uma tatuagem: tal como li numa crítica, fazer uma tatuagem dói, mas removê-la dói ainda mais. Os últimos versos são a melhor parte da canção, transmitindo bem - tanto no que toca à letra como à interpretação de Chris Martin - o desejo doloroso que o narrador continua a sentir pela amada. O vídeo que criaram para a música, que mostro acima, ilustra bem a história agridoce contada por Ink.

 

Midnight foi uma das primeiras faixas do álbum a serem disponibilizadas para audição. Na altura, dividiu a opinião dos fãs, mas, depois de se ouvir o disco todo, eu considero que se encaixa no conceito. É a mais eletrónica de todo o CD, encaixando-se no tom etéreo mas assumindo um carácter ainda mais misterioso e fantasmagórico. É a canção que melhor se encaixa no conceito Ghost Stories pois tanto a sonoridade como a curta letra - que fala de sentimentos de desorientação, perda de esperança, procura de um caminho - dão a ideia de alguém perdido num mar em tempestade ou numa floresta escura. Ou mesmo, se quisermos pegar na mitologia típica das histórias de fantasmas, em espíritos presos à Terra, incapazes de avançarem para "a luz". As notas eletrónicas em cascata antes da última estância ilustram bem o sentimento de confusão.

 

Queria falar, agora, das músicas de que não gosto em Ghost Stories. Oceans parece retirada de Parachutes, com a monotonia e falta de sal que caracterizam várias das faixas do álbum de estreia dos Coldplay, que o colocam no fim da minha lista de preferências. A Sky Full of Stars está no extremo oposto. Produzida por Avicii, é claramente uma faixa feita para a rádio, para aqueles que foram atraídos pelos singles mais alegres de Coldplay. É, no entanto, uma faixa apenas mediana, sem a epicidade de Viva la Vida ou Paradise, tornando-se cansativa após infinitas repetições na rádio. 

 

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Por fim, a última faixa de Ghost Stories é outro destaque pela positiva. Pegando de novo na comparação com Goodbye Lullaby, O é o equivalene a Goodbye, no sentido em que reflete a fase de aceitação. A letra de O pega na metáfora de um bando de aves migratórias para refletir sobre o carácter imprevisível e temporário do amor. Afinal, todos os romances terminam um dia, quer seja com uma separação quer seja com a morte.

 

Eis um pensamento adequado a vésperas do Dia de São Valentim. 

 

Em suma, considero que Ghost Stories, de uma maneira geral, é um trabalho bem conseguido. Em termos de conceito seria excelente, se não fosse o claro outlier A Sky Full Of Stars. É um álbum mais complexo do que, se calhar, alguns esperariam de uma banda mainstream como os Coldplay. Um álbum que exige múltiplas audições e consulta das letras para ser compreendido na totalidade. Sabe bem analisar música assim, numa altura em que as infinitas horas de rádio a que estive sujeita no ano passado me deixaram algo desencantada com a música em geral. Não quero assumir-me abertamente como fã mas, depois deste álbum, estarei atenta ao que os Coldplay forem fazendo. E se, por acaso, eles passarem por Portugal e a minha irmã quiser ir vê-los,terei muito gosto em acompanhá-la ao concerto.

Follow Friday #2

Apetece-me participar na Follow Friday de novo. Hoje, quero recomendar o blogue Incompleto, um dos vários que descobri quando me mudei para a plataforma SAPO. Não sei o nome da autora, mas gosto das suas publicações. A maioria delas abordam temas que também me interessam, questões com que me debato, pelo que me identifico bastante com ela. Sabe sempre bem ler textos como os dela.

 

Não deixem de visitar. 

 

 

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Top 10 videoclipes de Avril Lavigne

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Os videoclipes são uma faceta muito importante da música, sobretudo nos últimos anos, com o advento do YouTube e das redes sociais. Muitos de nós, contudo, cresceram vendo videoclipes na televisão, eu incluída. Quando era mais pequena, via-os no Top +, ao sábado à tarde. Em adolescente, descobri vários canais de música. E mesmo com a Internet e as redes sociais, ainda hoje gosto de fazer zapping pela Vh1 e os canais franceses MCM. Foi assim que conheci várias músicas que hoje oiço regularmente.

 

Como se poderá deduzir a partir do meu blogue, tenho vários artistas e bandas entre os meus preferidos. No entanto, não conheço nenhum dos videoclipes da maneira que conheço os de Avril Lavigne. Por vários motivos, um dos quais por, durante alguns anos, ter ganho o hábito de fazer montagens com esses vídeos. Váriias delas já apresentei aqui no blogue. Assim, na eminência de um novo vídeo e com a proximidade do fim de mais um ciclo de álbum, quis apresentar uma lista com os meus dez videoclipes preferidos da cantautora canadiana.

 

Antes de apresentar essa lista, quero fazer algumas menções honrosas, vídeos que não entraram no top 10, mas que estão num patamar acima dos outros: o vídeo para Goodbye e o de Mobile, de que já falei anteriormente; o vídeo para What the Hell, que vale pela comédia. Existe um, contudo, de que queria falar com mais detalhe.

 

Menção Honrosa: Girlfriend Remix

 

 

Não sou grande fã do remix de Girlfriend com a participação de Lil' Mama (na altura em que este foi lançado, as palavras Avril e remix não pareciam compatíveis) mas - isto pode ser surpreendente - gosto muito deste videoclipe. O conceito é simples: o vídeo combina cenários hip-hop com cenários mais pop rock, refletindo bem o carácter híbrido do remix. Acaba por ser uma espécie de Sk8er Boi quase só com meninas. Girlfriend Remix acerta onde Hello Kitty falha, pois as dançarinas não são um conjunto de mulheres iguais, sem expressão, e sim um grupo de amigas divertindo-se - mesmo que Avril e Lil' Mama se destaquem claramente. E isto chega para criar um vídeo que, sem ser nada de extraordinário, é engraçado.

 

Passemos à lista propriamente dita. Já falei de alguns dos vídeos em entradas anteriores. Nesses casos, deixo o link para o respetivo texto.

 

10º) Let Me Go

 

 

AQUI

 

9º) When You're Gone

 

 

 

When You're Gone foi a primeira canção de amor propriamente dita (a menos que consideremos I'm With You uma canção de amor) a ser lançada como single. Este vídeo surpreendeu na altura em qua foi lançado, sobretudo pelo contraste gritante com o vídeo de Girlfriend. Falando a canção de saudade, o vídeo conta três histórias diferentes de casais separados contra vontade. Eu chorei que nem uma Madalena quando o vi pela primeira vez, sobretudo com a história do velhote viúvo.

 

De uma maneira geral, a Avril acerta sempre que faz vídeos para baladas. O próximo vídeo na lista é outro bom exemplo...

 

8º) Nobody's Home

 

 

 

AQUI

 

 

7º) Smile

 

 

 

Conforme já tinha explicado anteriormente, Smile é uma das minhas músicas preferidas de Goodbye Lullaby. Um dos motivos é por Smile combinar uma sonoridade alegre e contagiante com letra que, não sendo particularmente profunda, é indentificável - algo que não acontece em muitos dos temas mais pop de Avril.

 

O videoclipe para este single joga bem com essa dualidade. De um lado, temos cenas mais roqueiras, num estúdio decorado pela própria Avril, com o verde-lima como cor dominante. De outro lado, temos cenas mais sentimentais, a preto e branco.

 

Um dos pontos fortes deste vídeo é a sua edição. Smile tem batida e acordes muito fortes e as cenas "roqueiras" exploram-nos bem. O mérito pertence ao realizador Shane Drake, que tornaria a fazer um bom trabalho mais tarde, com Monster dos Paramore (outro que se entre os meus favoritos). 

 

Nas cenas a preto e branco, Avril representa uma espécie de anjo invisível, que elimina as fontes de sofrimento, simbolizadas por cacos de vidro colorido, que formam um coração. Este conceito pode parecer algo simplista, mesmo infantil. No entanto, visto que, ao longo dos anos, a música da Avril tem-me servido de antidepressivo (à semelhança do que acontece com muitos fãs), gosto do simbolismo destas cenas.

 

Em suma, Smile é um vídeo perfeito para a música que divulga. Ou seja, cumpre o seu papel. Não se pode exigir mais do que isso.

 

 

6º) Rock N Roll

 

 

 

AQUI

 

 

5º) Sk8er Boi

 

 

 

Este vídeo é outro grande clássico da carreira de Avril Lavigne, mostrando a Avril de Let Go por quem tantos se apaixonaram. Realizado por Francis Lawrence - que dez anos mais tarde seria realizador de Catching Fire e Mockinjay - mostra Avril e a banda literalmente parando o trânsito com uma atuação no tejadilho de um carro. Gosto dos tons azul-esverdeados das imagens e da forma como as várias personagens do vídeo vão espalhando o logótipo de Let Go por todo o lado, em jeito de passa-a-palavra. 

 

 

4º) Don't Tell Me

 

 

 

Don't Tell Me foi o primeiro single de Under My Skin. É um hino de poder feminino, ensinando às jovens fãs a terem respeito por si mesmas e a não se rebaixarem perante os companheiros. O vídeo adequa-se, ao mostrar o suposto namorado de Avril deixando-a, mas continuando a ser assombrado por ela.

 

Este vídeo encontra-se nesta posição sobretudo por fatores nostálgicos. Foi um dos primeiros videoclipes que conheci da Avril, em 2004. Lembro-me de vê-lo várias vezes na MTV, em casa da minha avó (que morreu na semana passada), na altura em que saiu Under My Skin e eu ainda não tinha TV Cabo. Esta foi a "primeira" Avril que conheci: maria-rapaz, armando-se em rebelde, durona. O tipo de pessoa que eu queria ser quando tinha catorze, quinze anos. Ainda hoje a invejo - tenho ocasiões em que me dava jeito um quarto para destruir... sem que eu tivesse de arrumar.

 

 

3º) Alice

 

 

 

Quando começaram a trabalhar no videoclipe para Alice, tema principal da banda sonora da versão de Tim Burton de Alice no País das Maravilhas, nem Avril nem o realizador, Dave Meyers, quiseram enveredar pelo típico vídeo das bandas sonoras, com os artistas apenas cantando o tema em questão, intercalados com imagens das respetivas películas (como acontecerá com Give You What You Like. Mas sobre isso no fim). Ambos quiseram fazer a sua própria versão de Alice no País das Maravilhas. Avril desenhou o vestido e teve a ideia de aparecer tocando piano e correndo pela floresta. Meyers teve a ideia de filmá-la na toca do coelho. O vídeo também inclui o lanche com o Chapeleiro Louco. 

 

O resultado final ficou bem conseguido, na minha opinião. O vídeo reflete bem o carácter simultaneamente épico e gótico da música e está muito bem editado. As cenas de corrida são um bocadinho cliché nos vídeos da Avril, mas eu gosto, são emotivas, resultam sempre. O próprio tema florestal serviu de indício para o tema da capa e fotografias promocionais de Goodbye Lullaby, que seria editado cerca de um ano mais tarde.

 

 

2º) My Happy Ending

 

 

 

O videoclipe de My Happy Ending, o segundo single de Under My Skin, foi outro dos primeiros que conheci. Está muito bem feito. Temos as cenas na sala de cinema, ou teatro, com o tom avermelhado e o visual da Avril, com a sala de tutu - faz recordar a capa e o estilo do segundo álbum. Mais uma vez, as cenas de corrida são as minhas preferidas. A história do romance que acaba mal é representada de uma maneira simples, mas eficaz. De uma maneira geral, acertaram na edição, na transição de uma cena para a outra. É o videoclipe que mais tenho usado em montagens de vídeos, por ter cenas que se adequam a baladas, quer de amor quer de separação, e cenas mais roqueiras - com destaque para a atuação nos últimos refrões. 

 

 

1º) Complicated

 

 

 

Complicated foi o primeiro videoclipe de sempre da Avril e é o primeiro no meu Top 10. De caras. Foi com este videoclipe que muitos se apaixonaram pela cantautora. Avril aparece, neste vídeo, criando confusão num centro comercial, juntamente com os rapazes da sua banda, e tocando num parque de skate. Quando somos novos, admiramos e invejamos a lata dela. Quando somos mais velhos, achamo-la adorável e reparamos que ela andava claramente a divertir-se à grande filmando este vídeo. Ainda hoje me rio quando ela assunta a senhora no pronto-a-vestir. Na altura, a editora investiu um milhão de dólares neste vídeo - Complicated vale cada cêntimo.

 

 

 

 

Neste momento, nós, os fãs da Avril, estamos à espera do videoclipe para Give You What You Like. A faixa fará parte da banda sonora de Baby Sitters Little Black Book, um filme televisivo, com estreia marcada para dia 21 deste mês. Baseado em acontecimentos reais, conta a história de um grupo de adolescentes que, perante os problemas financeiros dos pais, criam um serviço de amas/explicadoras para crianças. No entanto, por muito boas que fossem as suas intenções iniciais, o serviço de amas acaba por se transformar num serviço de acompanhantes para os pais das crianças. O trailer para o videoclipe saiu durante a última madrugada e, como se pode deduzir, alternará cenas do filme com imagens da Avril cantando a música, acompanhada na guitarra pelo marido, Chad Kroeger. 

 

Eu não estava à espera disto. Quando se falava de um vídeo para GYWYL, eu esperava algo nos moldes de Goodbye: um trabalho só para fãs, sem particular intenção promocional, mesmo uma sequela ao vídeo que encerrou o ciclo de Goodbye Lullaby. Ao que parece, Give You What You Like será mesmo lançado como single, numa altura em que eu havia assumido que os trabalhos relacionados com o quinto álbum haviam terminado há muito.

 

Mas não me queixo, bem pelo contrário. Ao longo das últimas semanas, alguns fãs têm andado a espalhar a ideia falsa de que GYWYL faria parte da banda sonora do filme As 50 Sombras de Grey. Eu até comentara no Twitter que, de uma maneira muito típica, a comunidade de fãs fazia mais pela divulgação de Give You What You Like que a editora discográfica e a própria Avril. Agora, no entanto, não posso censurá-los. Um telefilme num canal pago americano não se compara a um blockbuster como As 50 Sombras de Grey, mas já é qualquer coisa, mais do que aquilo com que contava. A letra de GYWYL parece, até, mais compatível com este telefilme do que com a película baseada na obra de E. L. James - embora se possa discordar. 

 

Não sei se o vídeo alterará este Top 10, mas tenho as minhas dúvidas. Mais porque, ao intercalar com cenas do filme, teremos menos Avril que noutros vídeos. Conforme disse acima, isso não aconteceu com Alice - no entanto, também compreendo que o filme de Tim Burton tinha um universo bem mais rico para criar videoclipes do que um mero telefilme baseado em acontecimentos reais. De qualquer forma, espero que o vídeo passe nos canais de música e que a canção passe na rádio - incluindo a porrtuguesa, por favor!

 

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2015 ainda agora começou e já arrumou a um canto o fraco 2014 para os fãs de Avril Lavigne. Com Give You What You Like e Fly, os próximos tempos serão deveras excitantes - como fã da cantautora canadiana, já tinha saudades de me sentir assim. Já sabem, assim que Fly sair (ainda deverá demorar uns meses) falarei dela aqui no blogue. Continuem desse lado.

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