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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Músicas Não Tão Ao Calhas - Saturday

 

 

 

 

 

 

 

 

Este tem sido um ano fraquinho em termos de música nova dos meus artistas preferidos. Por esta altura, há um ano, já tinha dois álbuns novos - três, se contarmos com Ghost Stories, dos Coldplay. Este ano, apenas conta Fly, de Avril Lavigne. No entanto, isto está prestes a mudar pois, a médio prazo, poderemos contar com material novo sobre o qual eu possa escrever. Uma parte desse material dirá respeito ao quinto álbum de estúdio da banda canadiana Simple Plan. Ainda não tem título, nem data de lançamento, mas o primeiro single, Saturday, foi lançado há poucos dias.

 

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"You and me, baby,

Nothing but Netflix"

 

Eu aguardava este álbum e este primeiro single com interesse pois, além de estar ansiosa por música nova, gostei imenso do EP que lançaram há pouco mais de ano e meio, Get Your Heart On - The Second Coming. No entanto, quando cliquei no play para a primeira audição e levei com uns gritos de "S! A! T-U-R! D-A-Y!", a minha reação foi:

 

- ...a sério?

 

Este espírito manteve-se ao longo dos três minutos certinhos que dura a faixa - três minutos de clichés de músicas de borga, alguns que já vêm da década passada. Acho que não existe um único verso nesta letra que não seja uma paráfrase de algo que já tenha ouvido noutro lugar. Por exemplo, a única frase mais batida que "let's get epic" é "legen... wait for it... dary!". Outro exemplo diz respeito a frases como "We can go get drunk, stayin' up all night" parecem recicladas de Outta My System - uma música com um tema não assim tão diferente, mas muito melhor conseguida em quase todos os aspetos.

 

 

Eu poderia deixar passar a letra pouco original se a melodia e o tratamento musical a redimissem. Infelizmente, não é isso que acontece. Não desgosto da melodia mas também esta me parece reciclada de outras músicas dos Simple Plan. Tal como dei a entender antes, não achei piada ao S-A-T-U-R-D-A-Y - se o facto de eles estarem a soletrar uma palavra numa canção já é suficientemente cliché, o facto de usarem vozes de crianças no coro não faz nada pela originalidade da faixa. A batida é vulgaríssima. O solo de teclados tem o seu interesse. Em termos musicais, em suma, Saturday parece um genérico de uma série do Disney Channel - o que é estranho para um tema de fala de apanhar uma piela e desmaiar no próprio vomitado.

 

Resumindo e concluindo, Saturday é uma desilusão. Qualquer um percebe que esta é uma tentativa de criar um êxito radiofónico - não posso censurá-los por quererem ter sucesso comercial, sobretudo com a pressão que as editoras discográficas exercem sobre os artistas. Eu sei que eles conseguem melhor do que isto - a canção "Boom", que só conhecemos de uma atuação acústica do ano passado, é mil vezes superior com o seu tratamento acústico e áudio amador, do que Saturday com uma produção completa. É por isso que dou à banda o benefício da dúvida no que toca ao seu próximo álbum. 

 

De qualquer forma, um dia destes torno a ouvir os álbuns antigos dos Simple Plan. Talvez até escreva sobre eles. 

 

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Entretanto, não devemos ficar por aqui em termos de música nova. Bryan Adams deixou pistas relativamente a um novo single e ao tal novo álbum de originais que eu espero há quase um ano (a fotografia acima é um screenshot do videoclipe). Também a Avril tem andado a brincar com a ideia de um single novo em breve. E ainda estou à espera que os Sum 41 digam alguma coisa sobre um possível álbum novo.

 

Quanto a nós, tenho várias entradas em processo de planeamento, uma já meio rascunhada. Fazendo um esforço para as publicar o mais cedo possível...

De Tudo Um Pouco

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Mais uma tag. Desta vez, foi por nomeação - obrigada Catarina Madeira, do Sinto-me Bonita, pelo desafio. Então comecemos... 

 

1. Qual o teu estilo musical favorito?
Definitivamente, o rock - como é deduzível do meu blogue, suponho. É certo que tenho uma definição relativamente abrangente de rock - para mim, é tudo o que tenha guitarra eletrica que não seja blues ou jazz.


2. Qual a tua peça de roupa que é a queridinha no momento?
Um casaco de cabedal castanho-claro que recebi nos anos, estilo o que a Emma Swan vestiu na primeira parte da quarta temporada de Once Upon a Time. Pena já estar demasiado calor para vesti-lo.

 

3. Qual dos teus vernizes são mais diva, marca e cor?
Marca? Esqueçam, eu não sei nada de vernizes, vou sempre à manicure. As minhas cores preferidas são o vermelho a dar para o bordeaux no inverno e o branco cal no verão.


4. Calções ou saias, e porquê?
Nem uma coisa nem outra. Calças, porque raramente tenho as pernas depiladas. De qualquer forma, entre ambas as peças, prefiro calções.

5. Cabelo liso ou encaracolado?
O meu cabelo é naturalmente liso, nunca experimentei encaracolá-lo.

 

6. Salto ou sapatilha?
Sapatilhas a maior parte das vezes, mas também gosto de usar saltos de vez em quando.

7. Doce ou salgado?
Doce mas demasiado.

8. Brigadeiro ou gelado?
Brigadeiro no inverno, gelado no verão.

9. Como defines o teu estilo?
Muito ténis-calças-de-ganga-e-t-shirt. Na verdade, estou a tentar mudar um bocadinho. Quando começou o calor este ano, percebi que estava farta das minhas t-shirts. Ando à procura de blusas um pouco mais sofisticadas.


10. És o tipo de mulher consumista ou só compras o básico?
Não sou de todo consumista, pelo menos não em termos de roupa. É raro encontrar peças de que goste e, em metade desses casos, quando vou experimentá-las assentam-me mal. Geralmente quando compro uma peça é porque gosto mesmo. Nunca compro só por comprar - acho pouco provável que algum dia me vicie em compras.


11. Consideras-te vaidosa?
Não, mas já fui menos. Nos últimos anos tenho vindo a cuidar cada vez mais da minha aparência - arranjando as sobrancelhas, indo à manicure de vez em quando, usando maquilhagem com regularidade - mas sempre a um nível muito básico. Sou um fraco exemplo como blogger feminina pois, no dia-a-dia, uso apenas base - é o suficiente para me sentir bonita.

 

Como toda a gente, tenho coisas na minha aparência de que gosto, outras de que não gosto. Se eu me visse numa situação semelhante a este anúncio da Dove, não sei se cruzaria a porta dizendo "bonita" (ou melhor, se dissesse "bonita" ou "pretty", cruzaria sem pensar duas vezes; se dissesse "linda" ou "beautiful", hesitaria), mas definitivamente não cruzaria a porta dizendo "comum". Até porque, com os meus traços de indiana, sou tudo menos comum. De qualquer forma, acho a aparência importante mas não tanto como, se calhar, outras mulheres consideram.

 

 

E pronto. Não vou nomear ninguém em específico, mas quem quiser fique à vontade para responder. Deixem o link com as respostas nos comentários.

 

E não se preocupem, as entradas "a sério" regressam em breve.

 

100 perguntas que ninguém pergunta

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Uma tag pouco ortodoxa a que me apetece responder. Adaptei as perguntas ao português europeu. Aqui vai...

 

Perguntas:

 

1: Dormes com as portas do teu armário abertas ou fechadas?

É conforme. Às vezes não me dou ao trabalho de manter os armários fechados. Já me ralharam por isso.

 

2: Levas contigo shampoos e condicionadores dos hotéis?

Sim. Ganhei esse hábito com a minha mãe.

 

3: Dormes com o edredom dobrado para dentro ou para fora?

Hum... qual é a diferença?

 

4: Já roubaste uma placa de rua?

...Não...

 

5: Gostas de usar post-it?

Sim. Dão jeito para lembretes, listas de compras e deixar recados.

 

6: Cortas cupões que depois nunca usas?

Não tenho o hábito de cortar cupões.

 

7: Preferes ser atacada por um urso ou um enxame de abelhas?

Acho que o urso é um bocadinho mais fácil de escapar. Além disso, teria medo de reações alérgicas às picadas das abelhas. O urso seria um mal menor, nesse sentido...

 

8: Tens sardas?

Não.

 

9: Sorris sempre para as fotos?

Geralmente, mas nem sempre gosto. Quando sou eu a tirar as fotos, prefiro captar as pessoas em posições naturais, não a fazer pose, com sorrisos forçados. Exceto, claro, quando me acontecem coisas como esta

 

10: Qual é a tua maior neura?

Neste momento, ver erros de ortografia e/ou gramática. Como disse antes, sou uma #GrammarNazi

 

11: Alguma vez contaste os teus passos enquanto andavas?

Quando era pequena, penso eu.

 

12: Já fizeste chichi na floresta?

Mais uma vez, quando era pequena.

 

13: E cocó na floresta?

Penso que não.

 

14: Danças mesmo com música?

Às vezes, mas faço-o mais frequentemente com música.

 

15: Róis canetas e lápis?

Por acaso, não. 

 

16: Com quantas pessoas já dormiste esta semana?

Nenhuma porque hoje é domingo, a semana ainda agora começou (ah ah, safei-me...).

 

17: Qual é o tamanho da tua cama?

De solteiro.

 

18: Qual é a música da semana?

 

 

Mais sobre isso em breve...

 

19: O que achas de homens que usam rosa?

Não sou grande fã.

 

20: Ainda vês desenhos animados?

Sim, mas, regra geral, revejo programas que via na minha infância, não vejo coisas que estejam a sair neste momento. Há pouco menos de um ano, por exemplo, revi a série Sonic Underground, que é uma das minhas preferidas. Recentemente, revi a primeira temporada de Digimon Adventures (hei de escrever sobre ela em breve). De vez em quando, vejo um episódio de Tom&Jerry no YouTube. Os filmes do Pokémon, um ou outro episódio da respetiva série animada e os Simpson são a única exceção a esta regra de nada inédito.

 

21: Qual é o filme de que menos gostas?

Aquele que me vem à cabeça neste momento é American Pie.

 

22: Onde enterrarias um tesouro que obtivesses?

Hum... no banco? Gente, estamos no século XXI.

 

23: O que bebes com o jantar?

Todos os dias, água. Somersby algumas vezes por semana. Sangria ou vinho espumante em ocasiões especiais.

 

24: Em que molhas um nugget de frango?

Não gosto de nuggets.

 

25: Qual é o teu prato preferido?

Comida italiana, sobretudo esparguete!

 

26: Quais filmes poderias ver vezes sem conta sem te cansares?

Vários. O Regresso ao Futuro. School of Rock. O Senhor dos Anéis. Os que referi nestas listas aqui e aqui. Na verdade, não tenho nenhum filme absolutamente preferido.

 

27: Última pessoa que beijaste/que te beijou?

A minha mãe, no rosto.

 

28: Já foste escuteiro(a)?

Não.

 

29: Posarias nua em uma revista?

Não e, sinceramente, não me parece que alguém achasse que valeria a pena eu fazer isso.

 

30: Quando foi a última vez que escreveste uma carta para alguém no papel?

Nem me recordo bem. Há pelo menos doze anos, aposto.

 

31: Sabes trocar o óleo de um carro?

Não...

 

32: Já apanhaste uma multa?

Ainda não, e quero adiá-lo o mais possível.

 

33: Alguma vez ficaste sem gasolina?

Felizmente não.

 

34: Tipo favorito de sanduíche?

Tomate, ovo cozido, manteiga e maionese.

 

35: A melhor coisa para comer ao pequeno-almoço?

Ovo estrelado em cima de uma torrada, sumo de laranja natural e um café pingado.

 

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36: Qual é a tua hora de dormir?

Por volta da meia-noite, geralmente. 

 

37: És preguiçoso(a)?

Culpada.

 

38: O que vestias para o Dia das Bruxas quando eras pequena?

Quando era pequena, não celebrávamos o Dia das Bruxas. No Carnaval, os disfarces mudavam todos os anos e, muitas vezes, eram imposição da escola para os desfiles.

 

39: Qual é o teu signo astrológico chinês?

*pesquisa rápida na Internet* Serpente. Uau! Mas até faz sentido estando eu em Farmácia - a serpente, que renova a sua pele constantemente, é um dos símbolos da Saúde.

 

40: Quantos idiomas falas?

Sou fluente a português e inglês. Ainda me lembro um bocadinho do francês do 3º ciclo. Vou aprender espanhol em breve.

 

41: Tens alguma assinatura de revista?

Não, apenas umas quantas newsletters por e-mail.

 

42: Quais são melhores, Lego ou Logs Lincoln?

Vou responder Lego porque não sei o que é a outra coisa.

 

43: És teimoso(a)?

Existem muitas maneiras de se ser teimoso, toda a gente com vontade própria o é. Por isso, sim.

 

44: Quem é melhor … Faustão ou Silvio Santos?

...quem?

 

45: Já assististe alguma novela?

Do princípio ao fim? A última é capaz de ter sido o Anjo Selvagem.

 

46: Tens medo de alturas?

Sim, mas nada de muito irracional, penso eu.

 

47: Cantas no carro?

A toda a hora.

 

48: Cantas no chuveiro?

De vez em quando. Quando estou a lavar o cabelo e demoro mais tempo, gosto de pôr música a tocar.

 

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49: Danças no carro?

Às vezes. Sempre dentro do bom senso, é claro.

 

50: Alguma vez usaste uma arma?

Não e não faço questão, obrigada.

 

51: A última vez que tiveste um retrato tirado por um fotógrafo?

No casamento da minha prima.

 

52: Gostas de musicais?

Não sou grande fã, com uma ou outra exceção.

 

53: Natal é stressante?

Agora que a minha avó morreu, não quero pensar no Natal, até porque ela fazia anos no dia 23 de dezembro. Se quiserem, leiam o texto que escrevi no Natal passado aqui.

 

54: Alguma vez comeste um Pierogi?

O que é um pierogi?

 

55: Tipo favorito de tarte?

Cheesecake conta?

 

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56: O que querias ser quando eras criança?

Várias coisas mas o desejo mais forte era mesmo ser escritora.

 

57: Acreditas em fantasmas?

É assim, coisas como fantasmas, magia, superstições, são coisas interessantes em ficção mas, na vida real, não acredito nelas.

 

58: Alguma vez tiveste um Deja-vu?

De vez em quando tenho, mas são sempre coisas que não consigo explicar

 

59: Tomas alguma vitamina diária?

Por enquanto não, graças a Deus.

 

60: Usas chinelos?

Cada vez menos, porque a minha cadela estraga-os.

 

61: Usas roupão de banho?

Não, só toalha.

 

62: Roupa de dormir?

Pijama ou t-shirt branca, largueirona.

 

63: Primeiro concerto?

Bryan Adams em 2003.

 

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64: Wal-Mart, Target e Kmart?

Tanto quanto sei, não há nenhuma dessas em Portugal...

 

65: Nike ou Adidas?

Vou dizer Nike, mas só porque é ela que fabrica os equipamentos da Seleção Portuguesa e, regra geral, os resultados têm sido bons. Na verdade, é raro ter dinheiro para comprar produtos da Nike ou da Adidas - nem sequer me lembro da última coisa que comprei com qualquer uma dessas marcas.

 

66: Cheetos ou Fritos?

Lays daquelas fritas em azeite.

 

67: Os amendoins ou sementes de girassol?

Nem uma coisa nem outra.

 

68: Já ouviste falar do grupo de Tres Bien?

Não...

 

69: Já tiveste aulas de dança?

Hip-hop durante uns meses quando tinha quinze anos. Era péssima naquilo...

 

70: Existe alguma profissão que imagines fazer no seu futuro?

Para além de farmacêutica e escritora? Não.

 

71: Consegues enrolar a tua língua?

Sim.

 

72: Já ganhaste algum um concurso de soletrar?

Nunca participei num...

 

73: Já choraste de felicidade?

Que me recorde, não... O mais perto que estive disso foi no concerto dos Linkin Park no Rock in Rio de 2008.

 

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74: Tens algum disco de vinil?

Eu não, mas os meus pais têm vários.

 

75: E um gira-discos?

Sim.

 

76: Utilizas incenso regularmente?

Não. 

 

77: Já te apaixonaste?

Não.

 

78: Quem gostarias de ver ao vivo?

Avril Lavigne, se possível ainda nesta vida.

 

79: Qual foi o último concerto a que foste?

Linkin Park, Rock in Rio 2014.

 

80: chá quente ou chá frio?

Na maior parte das vezes quente, embora uma esplanada que frequento faça uns chás frios jeitosos.

 

81: Chá ou café?

Café sempre!

 

82: Açúcar ou adoçante?

Adoçante. Muita gente me diz que faz pior e tal, mas eu não vou nessa conversa. Cresci vendo a minha mãe e a minha avó tomando café com adoçante. A minha mãe está bastante bem de saúde, a minha avó viveu até aos 88, mas nunca teve grandes problemas de saúde, felizmente e os que teve duvido que tenham sido do adoçante. Se ela usasse açúcar, era muito mais provável ela desenvolver diabetes, logo, tendo qualidade de vida pior e morrendo mais cedo.

 

83: Sabes nadar bem?

Não sou propriamente uma nadadora de alta competição, mas nado razoavelmente bem. Natação é o único desporto em que não sou péssima.

 

84:Consegues suster a respiração sem segurar o nariz?

Sim.

 

85: És paciente?

Penso que sim, comparando com as pessoas que conheço.

 

86: DJ ou banda num casamento?

Até agora só fui a casamentos com DJs.Só sei que, no meu, de uma maneira ou de outra, farão parte as minhas canções românticas preferidas.

 

87: Já ganhaste algum concurso?

Concursos há muitos... Eu devo já ter ganho algum mas, realmente, não me lembro...

 

88: Já fizeste alguma cirurgia plástica?

Não e só o farei se precisar mesmo - por exemplo, se tiver um acidente.

 

89: Quais são as melhores azeitonas, pretas ou verdes?

Não gosto de azeitonas.

 

90: Fazes tricô ou crochê?

Não, mas não me importava de aprender.

 

91: O melhor lugar para uma lareira?

Na sala de estar.

 

92: Já viajaste para fora do país?

Sim, já tive essa sorte.

 

93: Que lugares pretendes conhecer?

Que me lembre agora, Moçambique, onde os meus pais cresceram; gostava de conhecer melhor Inglaterra; Suíça; Paris e o sul de França; o Canadá - mais especificamente Napanee, no estado de Ontario (pesquisem para descobrir porquê). Felizmente, já tive a sorte de conhecer muitos sítios que queria mesmo, como Barcelona, Itália, a Holanda, o Brasil.

 

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94: Qual era a tua disciplina preferida no Secundário?

Biologia.

 

95: Esperneias até conseguir as coisas como queres?

De certa forma.

 

96: Tens filhos?

Não.

 

97: Queres ter filhos?

Sim!!!

 

98: Qual é tua cor favorita?

Azul.

 

99: Sentes falta de alguma coisa da tua infância?

Da despreocupação, sobretudo.

 

100: Pergunta inventada: preferes cães ou gatos?

Gosto de ambos, mas prefiro cães, sobretudo agora que tenho uma cadela chamada Jane.

 

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Avril Lavigne - Let Go (2002)

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Hoje completam-se treze anos desde que saiu Let Go, o álbum que apresentou Avril Lavigne ao mundo e que revolucionou a música pop. É também o meu álbum preferido da Avril e um dos meus preferidos de todos os tempos.

 

Avril cresceu em Napanee, no estado de Ontário, no Canadá. Foi descoberta aos quinze anos - depois de muitos anos cantando em público na igreja da sua terra, em diversas feiras e festas locais, de ter cantado nos álbuns do cantor de folk local Stephen Medd, e de ter ganho um concurso para um dueto em palco com Shania Twain - por diversos produtores, entre os quais Peter Zizzo (com quem colaboraria na composição para Let Go). Este convidou-a para vir a Nova Iorque, onde seria apresentada a Antonio LA Reid, na altura presidente da Arista Records. Nessa lendária reunião, Avril cantou Why, uma canção que compusera com Zizzo. LA terá sido um dos primeiros a quem a voz da cantautora canadiana acabou com o mau humor que sentia na altura. Nesse mesmo dia, Avril assinaria um contrato de dois discos com a Arista.

 

Mesmo assim, os primeiros tempos não terão sido fáceis. A ideia da gravadora era colocá-la a cantar músicas mais folk (pergunto-me se foi assim que surgiu Breakaway), compostas por outras pessoas, algo que Avril recusou quando, ainda por cima, acabara de descobrir o rock. Eventualmente, colocaram-na a trabalhar com Cliff Magness, com quem obteve maior controlo criativo. A parceria resultou em músicas como Losing Grip e Unwanted, pouco comerciais, o que deixou a gravadora à beira de um ataque de nervos. Por fim, a equipa de compositores The Matrix acolheu-a, compreendeu que o rock era o estilo mais consistente com a atitude de Avril, mas sempre com o cuidado de não se desviar demasiado do espectro do pop. No primeiro dia de trabalho compuseram Complicated e o resto é História.

 

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Há que dizer que muito do sucesso de Let Go se deveu ao retrato que a Comunicação Social traçou dela: a Sk8er Girl, a anti-Britney, a menina rebelde, a princesa do punk, etc. Eu admito que essa imagem foi uma das coisas que me atraiu para a Avril e para a música dela e não fui a única. Mas obviamente as pessoas são mais complicadas do que isso. A própria Avril, na altura, não gostava de ser encarada como um produto que era necessário vender e quando ela cresceu para além desses rótulos todos, todos se atiraram ao ar.

 

Depois temos velha questão sobre se ela é pop ou rock. Avril gosta de referir-se a si mesmo como roqueira, mas muitos não concordam, defendem que ela foi sempre pop. Eu confesso que me ralo cada vez menos com essas questões, prefiro focar-me na música em si.

 

Passemos então à análise do álbum. Let Go é um disco bastante eclético, com faixas abordando diferentes temas e emoções (alegria, tristeza, raiva, frustração, determinação, insegurança, vulnerabilidade, rebeldia...). É um álbum exploratório, como seria de esperar de um estreante, que mostra diferentes facetas da Avril - nos três álbuns que se seguiram a Let Go, a cantautora escolheria uma faceta em particular para cada álbum. De uma maneira geral, os temas são adolescentes, mas outros não são assim tão juvenis quanto muitos assumem. Ao mesmo tempo, existe uma certa homogeneidade nos arranjos musicais, o que confere consistência ao álbum. São raros os discos que conseguem fazer isso: serem consistentes sem se tornarem monótonos, serem diversificados sem serem demasiado heterogéneos, ou sem surgirem os inevitáveis outliers (embora haja quem diga que Sk8er Boi seja um outlier).

 

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Este álbum tem, ainda, a minha voz preferida da Avril. Um dos aspetos mais interessantes da carreira da cantautora cananiana diz respeito às mudanças no timbre da voz dela a cada álbum. Em Under My Skin, os seus vocais são firmes, cheios de personalidade, quase à maria-rapaz, condizendo com um álbum fortemente roqueiro. Em The Best Damn Thing, eles soam muito diferentes: agudos, um bocadinho esganiçados, fazendo lembrar uma menina mimada mascando pastilha elástica, mesmo a ver com músicas como Girlfriend. Em Goodbye Lullaby, os vocais estão menos esganiçados, mais amadurecidos, compatíveis com um álbum mais intimista. Em comparação com estes álbuns, há quem diga que os vocais de Let Go são ainda pouco firmes, imaturos, mas eu não o vejo como uma falha. Pelo contrário, considero que a voz inocente de Avril é adequadíssima a este género de álbum. Ainda que essa inocência nunca tenha desaparecido da voz dela, tenho saudades das nuances que nunca mais surgiram na música da Avril, tal como julgo já ter dito antes aqui no blogue.

 

Nestas críticas que tenho feito a álbuns, costumo começar pelas minhas faixas preferidas. Com este álbum, vai ser difícil pois, ao longo destes dez anos que passaram desde a primeira vez que ouvi o CD, praticamente todas as músicas estiveram entre as minhas preferidas, numa altura ou noutra.

 

Recentemente, uma música que tem tido um significado especial para mim é Mobile. Já falei sobre ela aqui no blogue, mas a verdade é que a canção ganhou novo significado quando vivi sozinha pela primeira vez e andei aos saltos entre Lisboa e Évora, durante o meu estágio. Mobile é uma das músicas mais populares de Let Go, o que não é de surpreender. Para além de ter uma melodia extremamente cativante, é uma música sobre, como se diz agora, "coming of age", com que toda a gente se identifica a certa altura na sua vida.

 

 

 

 

Também já falei sobre Naked. Outra que sempre esteve entre as minhas favoritas é Nobody's Fool. Esta é uma daquelas faixas que, na minha opinião, define muito bem a Avril, em particular durante os primeiros anos da sua carreira. Nesta música, Avril canta em rap por cima de uma sonoridade pop rock, uma combinação que resulta surpreendentemente bem. Só o rap seria suficiente para dar personalidade à canção. Essa personalidade reforçada pela letra, que fala de recusa em abdicar dos seus princípios, da sua personalidade - uma clara referência à sua luta, durante os primeiros anos da sua carreira, para que a sua imagem e estilo não fossem alterados por motivos comerciais. A mensagem de Nobody's Fool marcou-me fortemente entre os quinze e os dezasseis anos (tive uma fase em que escrevinhava os versos desta música em todo o lado). É, de resto, uma boa mensagem para jovens nessas idades, sobretudo quando, em contexto escolar, qualquer miúdo que revele ter personalidade própria corre o risco de ser vítima de bullying (mais sobre isso um dia destes).

 

Things I'll Never Say também foi uma das minhas preferidas entre os quinze e os dezasseis anos. É uma canção de amor muito alegre, reforçada pela guitarra acústica e pelos "la da da da" que se tornam a imagem de marca da faixa. Existe uma versão alternativa desta música, mais rock, mas que não funciona tão bem precisamente por não ter estes elementos. A letra da canção descreve muito bem uma paixoneta de menina de quinze anos, que fica nervosa por se encontrar com o objeto da sua afeição, sonhando estar com ele a toda a hora. É um lado que a Avril, na altura - como ela mesma o admite na música - não gostava de mostrar. Destacaria, ainda, um par de trocadilhos sexuais no refrão que eu, felizmente, só compreendi vários anos depois de ouvir a música pela primeira vez. 

 

Um aspeto que Let Go partilha com o álbum Reckless, de Bryan Adams, é o facto de os seus singles serem intocáveis, estarem acima de toda a crítica, pela parte que me toca. O primeiro single foi Complicated, que dispensa apresentações e, muito sinceramente, é uma das melhores canções pop de todos os tempos, ponto. Foi uma das primeiras músicas que conheci dela e tem andado sempre nos lugares cimeiros do meu top de canções da Avril. Com o tempo, aliás, tenho reparado melhor em alguns pormenores, tais como o sotaque canadiano (reparem na maneira como ela pronuncia "laugh out", "pose", "clothes") e as nuances na voz dela. É uma música que, apesar de falar de frustração, é alegre e divertidíssima de cantar, mesmo passados estes anos todos.

 

 

 

Outra que dispensa apresentações e é uma diversão do princípio ao fim é Sk8er Boit. Já na crítica a Reckless tinha-a comparado a Summer of 69 pelo seu carácter narrativo, pelas guitarras que se tornaram icónicas, pela estrutura semelhante, pelo protagonista que toca guitarra. A letra é igualmente icónica, daquelas que de tão má se torna boa, contribuindo para a graça - confessem, isto não teria a mesma piada sem o "he was a boi, she was a girl"! A história que conta é um típico cliché de liceu americano (daí que não me interesse particularmente o filme baseado na música de que se fala de vez em quando), embora se possa argumentar que o Sk8er Boi podia ser a própria Avril - afinal, aquando de Let Go, ela usava calças largas, andava de skate e tornou-se uma estrela de rock. De qualquer forma, mesmo passados estes anos todos, mesmo já muito depois de a Avril ter largado o visual de Sk8er Girl, Sk8er Boi continua a ser, e sê-lo-á para sempre, a faixa-símbolo da Avril Lavigne.

 

I'm With You, tal como já dei a entender amiudadas vezes aqui no blogue, foi a primeira música que conheci da Avril - completar-se-ão doze anos algures em agosto próximo - e é uma das minhas preferidas de todos os tempos. Numa altura em que ouvia bastante música na rádio e gostava (e hoje odeio...), I'm With You ficou-me no subconsciente. Meses mais tarde, quando eu saía das aulas depois das seis (já de noite) e ia alguém buscar-me à escola, dava por mim a cantar "Isn't anyone trying to find me? Won't somebody come take me home?"

 

Como muitas vezes acontece, com o tempo a canção foi ganhando novos significados, novos simbolismos - para além da menina solitária na noite que encontra um desconhecido. Já falei de um deles aqui. A noite fria pode simbolizar muitas coisas: uma depressão, uma vida sem sentido. I'm With You pode falar de procura de consolo, tendo mesmo uma leve mensagem de esperança, de um salto de fé (traduzido à letra uma expressão inglesa muito conhecida) - na medida em que a narradora decide confiar num estranho. Estranho esse que pode ser literal ou apenas alguém cuja história é ainda desconhecida. 

 

 

Losing Grip é o quarto single de Let Go, mas não se insere na mesma categoria que os outros três singles. No início da sua carreira, Avril falava dela como a sua preferida. No meu caso, foi uma daquelas canções de que só comecei a gostar verdadeiramente depois de começar a ouvir música mais pesada. É uma faixa rock, começa relativamente suave mas depois revela um refrão explosivo. Como o costume, apesar da letra imperfeita, Avril consegue transparecer na perfeição todas as emoções que sente: vulnerabilidade, desilusão, tristeza, raiva. Losing Grip fala de amor não correspondido, supostamente sobre um antigo namorado de Avril que não a terá tratado como deve ser. Pergunto-me se terá sido esse desgraçado que, segundo a própria Avril, ficou com as orelhas a arder depois de ouvir a música dela e telefonou-lhe a pedir desculpa.

 

Avril Lavigne: vingando-se musicalmente dos ex muito antes de aparecer a Taylor Swift! 

 

Unwanted tem uma sonoridade semelhante a Losing Grip, embora um tudo nada mais agressiva e com teclados mais evidentes. Unwanted fala, como o nome indica, de rejeição. À primeira vista, pensar-se-ia numa história semelhante à de Losing Grip; no entanto, já falei com fãs que dizem que esta música fazia-lhes lembrar o relacionamento com os seus pais. Por sinal, há relativamente pouco tempo, descobrir que Avril escreveu a letra de Unwanted sobre os pais de um namorado que não gostavam dela. A semelhança do que acontece com algumas músicas de Under My Skin, não me importava se Avril regressasse a este estilo musical.

 

Tomorrow é, à parte os singles, uma das músicas mais populares de Let Go. É também uma das mais tocadas ao vivo pela Avril , embora, na minha opinião, nenhuma dessas atuações roce a beleza da versão original. Sobretudo porque, aqui, a voz ainda inocente da Avril, cheia de nuances, assenta na perfeição e os backvocals foram muito bem colocados, dando um tom etéreo à canção. A letra, que fala de insegurança, deixa algo a desejar (mais uma vez, ela não consegue ser mais subtil que "tomorrow is a different day"), embora a simplicidade até combine com o tema e os vocais puros.

 

 

 

Anything But Ordinary foi uma das músicas que mais me agradou quando ouvi Let Go pela primeira vez. É outra música que simboliza bem uma faceta da Avril: neste caso, o gosto pela adrenalina ao invés de jogar pelo seguro. Algo que partilharia com muitos outros adolescentes, para o melhor e para o pior. Tem provavelmente a melodia mais pop de todo o álbum mais fácil de gostar. Talvez por isso, terá sido considerada para single - fico feliz por terem mudado de ideias por acho que o público cansar-se-ia de Anything But Ordinary do que se cansaram de Complicated. Do mesmo modo, Anything But Ordinary teria sido o título do álbum, se Avril não tivesse insistido em Let Go - mais sobre isso adiante. Mesmo assim, não deixou de ser uma expressão muito associada a Avril durante os primeiros anos da sua carreira.

 

Em My World - outra das mais pop de todo o álbum, com uma sonoridade alegre - Avril fala sobre a sua juventude em Napanee, ainda que a letra esteja longe de ser perfeita. Segundo um rumor que li na Internet, Avril teria composto parte da canção durante uma aula - provavelmente o refrão, que fala sobre sonhar acordado.

 

Too Much to Ask é a faixa de que gosto menos em Let Go. É uma balada com algumas semelhanças a I'm With You, cuja letra foi inspirada numa paixoneta de verão de Avril não correspondida. Não é má, atenção, é uma audição tão agradável como qualquer outra neste álbum. No entanto, é mais uma break-up song entre muitas na discografia da Avril e nem é das mais interessantes. Entre as b-sides de Let Go (muitas estão disponíveis na Internet) pelo menos meia dúzia delas são melhores que Too Much to Ask. A minha preferida é a que partilha o nome com este álbum.

 

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Conforme disse antes, Anything But Ordinary chegou a ser considerado para título deste álbum. Também funcionaria, pela maneira como Avril se destacava do resto da música, rompendo com os dogmas da pop da altura, abrindo caminho a outras cantoras para se expressarem através do rock. Chegava a ser irritante: sempre que alguma cantora tinha guitarra elétrica na sua música, gritava-se logo "Avril Lavigne!". 

 

No entanto, faz sentido que Avril tenha feito questão de chamar ao seu álbum Let Go. Não tanto pelo tema das músicas em si, mais pelo significado que o disco teve na sua vida. Tal como afirmei na crítica a Goodbye Lullaby, o primeiro álbum de Avril Lavigne marcou o início de um novo capítulo na sua vida. O título Let Go refere-se a tudo o que ela teve de abdicar para realizar o seu sonho. Tal como referi anteriormente, aquando de Let Go, Avril estava ainda a tentar adaptar-se ao mundo do espetáculo, à vida caótica, ao escrutínio incessante da Comunicação Social, etc. Hoje, treze anos depois, tem cinco álbuns lançados. Pelo meio, participou nalguns filmes, lançou uma linha de roupa, três perfumes e criou a sua própria Fundação (que já tem um hino e tudo). Infelizmente, a sua carreira foi perdendo relevância e mesmo a originalidade que caracteriza Let Go, o que pode ser desanimador. De qualquer forma, ela sempre deu a entender que, enquanto puder, continuará a criar música. Enquanto for capaz de se manter fazendo aquilo que mais gosta, não tem motivo para desistir. Pode ser que recupere o arrojo que perdeu com o seu quinto álbum e, mesmo, que volte a ter um êxito semelhante aos seus primeiros tempos.

 

Pela parte que me toca, mesmo numa altura em que já não venero a música dela da maneira que venerava há uns anos, Avril Lavigne continua a ser a artista cuja carreira conheço melhor - ainda que comece a gostar mais de outros artistas, não tenho pachorra para me inteirar de cada pormenor do trabalho deles, da maneira como me tenho inteirado do trabalho de Avril. E, claro, como já referi imensas vezes, a mulher tem conseguido deixar-me presa à música dela para lá do racional, ao longo destes anos todos. Portanto, como podem calcular, enquanto Avril Lavigne continuar a lançar música, eu estarei aqui. 

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