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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Avril Lavigne (2013) #3

Terceira parte da crítica de Avril Lavigne. Partes anteriores AQUI e AQUI. Chegámos ao top 5 deste álbum. Por ordem...
 
Bad Girl

 
 
 "Just lay your head in daddy's lap"
 
Sendo este o dueto com Marilyn Manson, este título era, natural, um dos que mais curiosidade, e mesmo algum receio, despertava. Agora que já conhecemos Bad Girl, posso dizer que, de uma maneira geral, fomos todos apanhados de surpresa pela positiva. 
 
Eu estava mais ou menos à espera deste género de letra e sonoridade, mas não estava à espera que a música fosse tão contagiante nem que a voz de Manson combinasse tão bem. A distorção dos vocais tornam a voz de Avril quase irreconhecível mas reforçam o tom lânguido, condizente com a letra atrevida. Nesse aspeto, contudo, prefiro o refrão, em que a voz da Avril surge sem efeitos e com agudos impressionantes. É a faixa mais rock de todo o álbum, sem deixar de ser dançante. Faz pensar em roupa de cabedal e meias de rede. Há quem compare esta música a Taylor Momsen, de The Pretty Reckless - não a conheço, por isso, não posso concordar nem discordar. A mim, contudo, recorda-me Joan Jett. De qualquer forma, conforme já disse acima, a participação de Marilyn Manson não soa forçada, combina perfeitamente com o estilo da música. Por fim, um destaque positivo para a conclusão, com a gargalhada de Avril e as últimas palavras ofegantes de Manson.


Give You What You Like

 

"I've got a brand new cure for lonely"

Numa entrevista recente, Avril revelou que esta canção nasceu daquilo que era para ser a terceira estância de Bad Girl mas que ela, Chad e, provavelmente, David Hodges, decidiram transformar numa música independente. De facto, Give You What You Like repete o carácter erótico de Bad Girl, embora o faça de uma forma menos ostensiva. Tocada e cantada num tom grave e intimista, condizente com o tema da canção - recordando-me, de certa forma, In the Darkness, de Dead By Sunrise - conduzida pela guitarra acústica, acompanhada pela bateria suave e uma discreta linha de baixo, a que se junta o piano, mistura  erotismo com romance e alguma vulnerabilidade. Tenho lido comparações com Lana Del Rey - concordo, apesar de não a conhecer tão bem. É das poucas deste álbum em que se nota algum amadurecimento e evolução sendo, também, uma das melhor produzidas.

Falling Fast


"I never knew I needed you
Like a sad song needs a sea of lighters"

Da primeira vez que ouvi Falling Fast, o início recordou-me uma canção de Rui Veloso, "Nunca Me Esqueci de Ti" Falling Fast foi composta a solo pela Avril, provavelmente sobre o início do seu relacionamento com Chad. A produção - a guitarra acústica, os vocais incrivelmente suaves - recordam-me 4 Real e Tomorrow. Quanto à letra, nada de especial a assinalar, não diferem muito das habituais canções de amor da Avril. A interpretação dela, quase suspirada, conferindo um tom etéreo à canção, é verdadeiramente o maior pilar da música. Destaque para os "Oh" no fundo, na parte final.

17




"Hey, those days are long gone
But when I hear that song
It takes me back..."
 
Sem contar com os singles, esta era a música que conhecíamos há mais tempo deste álbum. Já tinha falado dela  AQUI, quando ela a apresentou ao vivo pela primeira vez. Acho que, em vários aspetos, gosto mais dessa versão do que da de estúdio: esta última ficou um bocadinho eletrónica a mais (embora tenha vazado uma versão demo que era ainda pior). Além disso, na versão ao vivo, Avril cantou-a de uma forma mais doce, mais condizente com o espírito da canção. Também ajuda a ausência de auto-tune. À parte tudo isso, contudo, 17 é, tanto na minha opinião como na dos críticos, uma das melhores músicas deste álbum.
 
Coo se constata facilmente, Avril Lavigne é rico em músicas exaltando o espírito jovem, adolescente. 17 - que já foi apelidado de Teenage Dream de 2013 - é aquela que, na minha opinião, aborda o tema da melhor forma: contando uma história de amor juvenil, com o tom agridoce da nostalgia. Que, tal como já tinha mencionado na primeira crítica, me recorda músicas de Bryan Adams e - sendo esta uma descoberta recente - a música Kids in the Street dos All-American Rejects. Há que lembrar, também, que os dezassete anos da Avril foram uma idade marcante, já que foi nessa altura que lançou o seu primeiro álbum e toda a loucura começou. Ela referiu também, numa entrevista recente, que a parte das cervejas roubadas no parque de caravanas era algo que ela e o irmão costumavam fazer quando eram novos.  Em suma, em termos de conceito, 17 é uma das melhores do álbum, se não a melhor.
 

Hush Hush



"So many questions, but I don't ask why"
 
Chegámos, finalmente, à minha música preferida de Avril Lavigne, o álbum. Não digo que seja a mais inovadora deste álbum - conduzida pelo piano, em termos de sonoridade é um pouco mais moderna do que as outras baladas da Avril mas, em termos de letra e conceito, é como se fosse uma Goodbye mais elaborada. Mais uma break up song, provavelmente sobre o fim da relação de dois anos com Brody Jenner. Além de que, neste álbum, é apenas a última faixa da tracklist, não tem o carácter de epílogo que Goodbye tem no quarto disco da cantautora canadiana. No entanto, Hush Hush é a mais emotiva de todo o álbum Avril Lavigne, arrebatadora ao ponto de partir o coração, de dar vontade de chorar, à semelhança de várias grandes baladas da cantora. Não é a primeira vez que Avril compõe baladas deste género, provavelmente não será a última mas, que diabo, a mulher sabe fazê-las! Se forem todas tão belas, tão arrebatadoras como esta, ela que esteja à vontade!
 

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