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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Avril Lavigne - Goodbye Lullaby (2011) #4

Continuamos a recordar Goodbye Lullaby agora que estamos a um mês do lançamento oficial de Avril Lavigne. Podem ler as partes anteriores desta crítica AQUI, AQUI e AQUI. Hoje falamos de I Love You e Everybody Hurts.

7) I Love You 
 


"Yeah, the reason I love you
Is all that we've been through"

Esta é uma doce canção de amor, se bem que não se limite a amor romântico. É uma espécie de Smile acústico, mais suave, com um cheirinho a Things I’ll Never Say. A Avril vai enumerando aquilo que gosta acerca do rapaz, isto numa voz doce de menina tímida declarando o seu amor. O verso “I like the way you misbehave when we get wasted” é muito engraçado – é como que uma marca da Avril e contraria um bocadinho o tom romântico da música. A faixa é predominantemente acústica mas a batida dá um certo carácter dançante. A música ganha, ao mesmo tempo, maior animação e maior sentimento depois do segundo refrão graças aos acordes frenéticos e aos vocais: estes e a terceira estrofe catapultam a música para um último refrão e um final em grande.
 
A Avril afirmou que compôs esta música pensando numa das pessoas que mais ama no Mundo. E, como não podia deixar de ser, nós, os fãs, interrogamo-nos sobre quem será esse indivíduo. Eu aposto em Deryck Whibley, o ex-marido com quem, contudo, continua a ter uma boa relação, sobretudo por causa do verso “Even though we didn’t make it through, I am always here for you”. Em todo o caso, quem quer que seja este amor, a Avril não tem medo de dizer que o ama. E se tivermos em conta que, nos álbuns anteriores, ela parecia hesitar em dizer, preto no branco, o que verdadeiramente sentia, isto é definitivamente uma evolução.

A Avril chegou a dizer numa entrevista recente que I Love You podia ter sido single. Eu acho que tinha perfil para isso.
 
À semelhança de Smile, I Love You é também uma música que podia vir dos fãs para a Avril. Eu, pelo menos, gosto do sorriso dela, do estilo, da vibração, de o seu carácter de estrela, da sua beleza, das maluquices que faz quando se embebeda (ou mesmo quando está sóbria), etc, etc. Basicamente, adoro-a por ela ser como é e por eu e a sua música já termos passado por bastante juntas. 
 
8) Everybody Hurts



"So many questions, so much in my mind
So many answers I can't find..."

 

Esta é uma das minhas preferidas do álbum e também outra das mais populares entre os fãs. Se não é uma das melhores músicas da Avril é, pelo menos, uma das melhores produzidas. Os acordes de guitarra, os arpejos, os arranjos de violinos, os vocais (em particular na parte final da canção) estão todos muito bem colocados, fazendo da música uma verdadeira obra de arte. Bom trabalho, Deryck!
 
O único “defeito” é que a sequência de acordes é sempre a mesma, excepto na terceira estrofe, o que pode baralhar uma pessoa que a canta. Até a Avril se baralhou de todas as vezes que a cantou (não que tenham sido muitas, mas…). E já que se fala disso, gostei muito de vê-la cantar Everybody Hurts ao vivo com o Evan. Sempre os imaginei cantando-a ao vivo, cada um com a sua guitarra acústica, tal como fizeram.
 
A letra é muito simples e repetitiva mas, como o costume, a Avril canta-a com genuína emotividade. A mensagem faz-me lembrar um pouco as b-sides de Let Go, em particular, Move Your Little Self On, mas espelha um pouco o amadurecimento da Avril, a maneira como ela aprendeu a não se deixar abater pela dor. No fundo, a mensagem de Everybody Hurts é muito semelhantes à do álbum num todo: toda a gente sofre de vez em quando mas não devemos deixar que isto nos vença, há que continuar a lutar e, eventualmente, encontrar-se-á uma saída.
 
Não sei se é coincidência ou não, mas a mensagem não difere muito da da música homónima cantada pelos R.E.M. Também o título “Everybody Hurts” é bastante limitativo nesse aspecto, isto é, com este título era difícil a música ter uma mensagem diferente. Em todo o caso, Everybody Hurts é mais uma prova de que as músicas que nascem da parceria entre ela e Evan Taubenfeld costumam ser das melhores. Tenho pena é que o álbum Avril Lavigne não inclua nenhuma dessas - tanto quanto sei.

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