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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Digimon 02 #13

Não se pode falar de Digimon sem falar da música, em particular dos temas das digievoluções. Em 02 são introduzidas duas novas variantes de digievolução - Armo e ADN - cada uma com direito a tema próprio. Nesta temporada, as sequências de digievolução são um pouco melhor feitas que as de Adventures, sobretudo ao sincronizarem-se melhor com as músicas (o orçamento devia estar mais alargado). 

 

 

 

Break Up serve de banda sonora à ArmoDigievolução. Esta começa suave, com os "la la la...", mas depressa ganha ritmo com um solo de bateria que pede headbangs e notas de guitarra e piano. A música suaviza de novo nas estâncias, mas mantém o crescendo até ao refrão. Por esta altura, estamos já de punhos no ar.

 

 

Beat Hit, o tema da Digievolução ADN, também tem uma introdução em crescendo. Gosto particularmente do solo da bateria, que se sincroniza perfeitamente com os disparos do Paildramon na sequência evolutiva. Possui ainda uns quantos solos de guitarra bem sacados (à semelhança de Break Up). Ainda assim, o melhor é mesmo a sua terceira parte: primeiro com vocais distorcidos, depois com o solo de saxofone - instrumento que regressa para a conclusão da música.

 

Aquando da digievolução para nível Hiper Campeão, contudo, nota-se que os produtores ficaram com preguiça de arranjarem uma terceira música. Usaram Target, o tema do genérico (que não é nada de especial, embora eu goste da versão calminha do mesmo que, de vez em quando, aparece como música de fundo), e arrumaram o assunto. É um bocadinho anti-climático. Mais valia usarem de novo Beat Hit.

 

Nem Break Up nem Beat Hit roçam, sequer, a magia e emoção de Brave Heart, nem aspiram a isso. Ambas as faixas cumprem bem o seu papel de aumentar o entusiasmo da audiência aquando das digievoluções e dos combates. Não se lhes poderia exigir mais nada.

 

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Uma palavra rápida para as dobragens. Ao contrário do que aconteceu com Adventure, revi quase toda a temporada 02 em português de Portugal. Os episódios eram-me mais fáceis de enontrar que os originais e, pleo que me recordavaa a dobragem portuguesa não era má - ou, pelo menos, não tão má como a da primeira temporada. Ora, ainda que não tenha nada a apontar às vozes em si, a interpretação deixa muito a desejar. É, infelizmente, um problema comum a muitos desenhos animados na televisão portuguesa: metade dos atores contratados para as dobragens não estão para se chatear. Até em miúda eu percebia isso.

 

Em suma, apesar das fraquezas do Enredo e das Personagens menos bem desenvolvidas que em Adventure, a história global de Digimon 02 é boa, com uma boa mensagem, vilões interessantes (mais do que os heróis) e um final satisfatório - ainda que com um epílogo controverso. Em comparação com Adventure, empalidece, em certo, mas continua a ser muito melhor que a larga maioria das séries dirigidas ao público infantil. Quantos desenhos animados conhecem vocês que falem de solidão, rejeição, ansiedade escolar e, sobretudo, morte de entes queridos? Quantos desenhos animados conhecem vocês em que os vilões são pessoas normais que não conseguiram lidar com as coisas más que lhes aconteceram? 

 

Assim sendo, eu recomendaria tanto Adventure como 02 a qualquer criança (mais alertaria os pais para perguntas difíceis). Recomendaria Adventure a um adolescente ou adulto que se interessasse por anime e não se importasse com o público-alvo da série, mas só lhes recomendaria 02 se tivessem gostado muito da primeira temporada.

 

Não ficamos por aqui em termos de Digimon. Ainda falta falar da razão pela qual revi Adventure e 02 e escrevi estes testamentos todos: o primeiro filme de Digimon Adventures Tri, que saiu há pouco mais de um mês. A próxima entrada será sobre ele. Espero tê-la publicada antes do final do ano.

 

E já que hoje é dia 24... votos de um Natal muito feliz! 

 

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