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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Digimon 02 #7 - Sem piedade

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Um problema comum a T.K e Kari, os únicos do elenco de Adventure que continuam Crianças Escolhidas a título regular, é o facto de a idade não os ter tornado mais interessantes. Pelo menos não a um nível que considero aceitável. Agora que não têm de ficar à sombra de Crianças Escolhidas mais velhas, em particular dos irmãos, estão livres para serem tão corajosos e engenhosos como qualquer outro dos heróis - pena é fazerem-o de uma forma tão genérica.

 

O desenvolvimento mais notável em relação a Adventure é o lado obscuro de T.K., que emerge ainda durante a luta com o Imperador Digimon. Como se sabe, da primeira vez que Patamon Digievoluiu para Angemon, este sacrificou-se para que Devimon fosse derrotado. Na altura, conforme assinalei antes, T.K. não pareceu particularmente traumatizado por perder o seu Digimon, até porque este renasceu no episódio seguinte. No entanto, eu admito a hipótese de o trauma ter ficado enterrado, para ressurgir quando o jovem volta a ver Devimon, passados aqueles anos todos. Mais: quando T.K percebe que Ken pretende usar o poder de Devimon para criar Kimeramon, claramente sem saber em que se estava a meter, T.K. entra em modo Berserk e vai confrontar o Imperador Digimon.

 

Este é um dos momentos mais populares de T.K. A maneira como o jovem controla a sua raiva no confronto com Ken é de mestre. Quando T.K. mostra todo o desprezo que sente pelo Imperador Digimon por este não saber de todo o que anda a fazer, Ken - que, por esta altura, começa a perder o controlo da situação - leva aquilo à letra e responde com insultos e uma chicotada. Chicotada essa que T.K. recebe sem um esgar de dor, apenas com indiferença. Só depois de terminar o seu discurso é que T.K. parte para o combate corpo a corpo - onde, como se tudo o que fizera antes não fosse já à patrão, o jovem ainda agarra o chicote de Ken com a mão nua.

 

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Desculpa Tai. Tu serás sempre o líder supremo das Crianças Escolhidas e tal, mas nunca conseguirás suplantar T.K. no seu confronto com o Imperador Digimon. Além disso... é este o mesmo T.K. que, em Adventures, Matt achava completamente indefeso?

 

Um pouco à semelhança de Cody, T.K. não tem piedade para com Digimons aliados à Escuridão, embora por motivos diferentes: menos por princípio, mais em termos pessoais. Mesmo se não contarmos com o caso de Devimon, há que recordar que, em Adventure, os vilões são cem por cento maus e sem escrúpulos. Não admira que T.K. seja dos menos tolerantes para com BlackWarGreymon. Aliás, achei curiosa a maneira como Angemon Digievoluiu para MagnaAngemon motivado, não por esperança, antes por intolerância contra as Trevas - fiquei mesmo com a ideia de que MagnaAngemon era um anjo impiedoso, pronto a condenar um pecador às chamas do Inferno (a sério. As falas de MagnaAngemon podiam ter sido ditas por um padre fazendo um exorcismo). No entanto, como acontece frequentemente nesta parte da narrativa, não deu em nada. 

 

Só aquando da conversa com Azulongmon é que T.K. reconhece que a Luz e a Escuridão são indissociáveis. É uma grande evolução em relação à intolerância dos episódios anteriores, mas eu gostava de ter visto mais repercussões desta mudança nas suas crenças.

 

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O parceiro de T.K. na Digievolução ADN é Cody. Não falei desta parceria na análise a Cody porque, na verdade, não há muito para falar. Tal como escrevi antes, os dois até têm aspetos em comum e Cody, ao perceber que é com T.K. que terá de emparceirar, tenta decifrá-lo, chegando mesmo a pedir conselhos a Matt. No entanto, a ligação entre os dois arrasta-se e, quando a digievolução acontece, acontece de uma forma muito anticlimática: eles olham um para o outro, dizem praticamente "Agora? Agora!" e puff! Fez-se o Chocapic! Perdão, desbloquearam a Digievolução ADN. Não podiam ter feito isso um ou dois episódios antes?

 

Em todo o caso, a grande vantagem de T.K. e Kari como personagens é o facto de regressarem a Tri como protagonistas. Ainda poderão dar algo mais à história. Pelo menos é isso que espero...

 

As próximas Crianças Escolhidas de que vamos falar também têm um relacionamento muito próprio com a Escuridão. Continuem desse lado...

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