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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Música de 2014 #2

Depois de ter falado sobre os álbuns mais marcantes de 2014 aqui, nesta segunda entrada quero falar sobre outros artisas que foram, de uma maneira ou de outra, marcantes ou que podem vir a sê-lo este ano.

 

Shakira

 

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A cantora columbiana Shakira sempre foi uma figura da música cuja carreira tenho mais ou menos acompanhado ao longo dos últimos dez anos. Não sendo uma das minhas cantoras preferidas, sempre a respeitei, sempre a coloquei num nível superior à maioria das cantoras pop, tanto pelo trabalho filantrópico como pela sua versatilidade musical e a sua voz - uma das melhores da música atual. E a cada álbum que lança, acaba sempre por lançar uma ou outra música de que gosto.

 

Shakira editou um álbum homónimo (imitanto muitos outros artistas nos últimos anos, tais como Paramore e Avril Lavigne) este ano. Este CD chamou a atenção quase apenas por causa de Can't Remember to Forget You - uma canção mediana que, por sua vez, apenas chamou a atenção pelo vídeo sensual com Rihanna. Uma entrevista à SIC por altura da edição, no entanto, despertou-me curiosidade. Dei uma espreitadela ao álbum e descobri algumas pérolas escondidas. A maior de todas é 23, que se tornou numa das canções que mais ouvi este ano.

 

 

23 é uma balada romântica acústica incrivelmente amorosa. Alguns podem considerá-la demasiado melosa, mas isso perdoa-se facilmente graças à sua honestidade e vulnerabilidade. É raro ouvirmos canções com este nível de honestidade hoje em dia. Se por um lado isso é comovente, também ficamos pouco à vontade. É algo que me acontece muito quando figuras públicas que admiro partilham aspetos da sua intimidade connosco e, no caso de 23, sabemos exatamente de quem estão a falar: Gerard Piqué. E claro, o pormenor da "voz" do bebé Milan no final tem sempre graça.

 

Outra música marcante de Shakira em 2014 foi o tema La La La, uma das canções do Mundial. Shakira tem deixado a sua marca nos últimos Campeonatos do Mundo, tendo cantado em três finais consecutivas até ao momento. Ela chegou mesmo a afirmar que os Mundiais têm um significado especial para ela pois, se não tivesse cantado Waka Waka, não teria conhecido o pai do seu filho. Ou melhor, dos seus filhos, já que ela espera um segundo rapaz, que deverá nascer em breve.

 

 

De início, não gostei assim tanto de La la la, por ser demasiado dubstep para o meu gosto e por a letra ser demasiado literal. No entanto, fui gostando cada vez mais da música - pena é tal só ter acontecido já depois de o Mundial ter acabado. Na verdade, a minha músic preferida deste Mundial por Dar um Jeito (We Will Find A Way) com Wycleaf Jean e a guitarra de Carlos Santana. Ninguém gostou muito de We Are One, com Jennifer Lopez e Pitbull. Não me enganei quando, na altura em que se soube que seria o auto-intitulado Mr. Worldwide a cricar a música do Mundial, eu afirmei que era má ideia. Eu e muito boa gente.

 

Paramore

 

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O álbum homónimo dos Paramore saiu em 2013, mas o seu sucesso prolongou-se por 2014. Isto deve-se sobretudo a Ain't it Fun, lançado como single há cerca de um ano. Conforme se previa - porque a música é verdadeiramente espetacular - foi um sucesso estrondoso, cimentando-se o mais recente álbum como o maior êxito da banda até ao momento. A própria Hayley foi destacada com a primeira edição do Trailblazer Award, da Billboard, que premeia as mulheres que se destacam na música. No findo, o mundo demorou mais um ano do que eu demorei a descobrir que os Paramore são uma das melhores bandas da atualidade - sendo que, para mim, são os melhores. O álbum Paramore continua a ser o meu absoluto preferido dos últimos dois ou três anos.

 

Em jeito de encerramento do ciclo (acho eu), a banda lançou uma Edição Deluxe inclui uma série de versões ao vivo, as já conhecidas b-sides Escape Route e Native Tongue, uma b-side só revelada agora, chamada Tell Me It's Okay (em demo apenas) e um dueto com Joy Williams, da banda Civil Wars, em Hate to See Your Heart Break. Sobre este último dueto não há muito a dizer, as vozes de Hayley e Joy misturam-se incrivelmente bem. Em relação a Tell Me It's Okay, a sonoridade recorda-me Where the Lines Overlap, a letra tem a ironia dos interlúdios do álbum Paramore. Pela letra, a música encaixaria bem neste álbum Paramore, que, tal como já comentei aqui no blogue, aborda vários aspetos do processo de recuperação após uma fase má. Pela sonoridade, nem por isso. Na minha opinião, não se perdeu assim muito ao excluir-se Tell Me It's Okay.

 

Não sei os Paramore tencionam começar já a trabalhar num próximo álbum. Ainda poderão levar algum tempo - no mínimo, seria editado em finais de 2015. Uma coisa é certa: será dificílimo fazerem algo melhor que o álbum Paramore.

 

Sum 41

 

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Uma banda que apreciso mas de que ainda não tive oportunidade de falar aqui no blogue - porque eles têm estado inativos nos últimos anos - é a liderada por Deryck Whibley, os canadianos Sum 41. Admito que o meu interesse pela banda adveio do facto de o vocalista ter sido casado com Avril Lavigne, que muita da minha simpatia por Deryck deriva disso (gosto mais dele do que do actual marido dela). E apesar de gostar de uma mão cheia de músicas dos Nickelback, já antes de Chad ter assumido a relação com Avril, gosto muito mais do punk rock dos Sum 41.

 

Ora, 2014 foi um ano complicado para Deryck uma vez que ele esteve gravemente doente. Ele já tinha um historial de drogas bem conhecido e, alegadamente, tê-las-ia abandonado por pressão da própria Avril, com quem começara a sair na altura. Deryck deve ter achado que o álcool seria diferente pois não o deixou de lado, pelo contrário. Foi-se tornando um consumidor cada vez maior, chegando ao ponto de despachar uma garrafa inteira de vodca por dia - chegou a especular-se que o divórcio dele e de Avril se deveria precisamente ao alcoolismo dele. Finalmente, este ano, a noiva dele encontrou-o desmaiado e ele foi parar ao hospital. Segundo o próprio Deryck, tinha dado cabo do fígado e dos rins, chegou mesmo a passar uma ou duas semanas em coma induzido, de modo a evitar a violência dos sintomas de desmame. O que, mesmo assim, não impediu de ele ter estado perto de ir desta para melhor por umas cinco vezes. Mesmo depois de receber alta, a recuperação tem sido lenta, ao que parece. Teve de voltar a aprender a andar, depois de o coma (e provavelmente também o etanol) lhe ter dado cabo dos nervos das pernas. O Deryck alegou-se surpreendido por tudo o que aconteceu, pois não sabia que o álcool teria este efeito - e a ingénua sou eu, por me admirar com a ignorância das pessoas...

 

Em todo o caso, Deryck aprendeu a lição, aparentemente. Quando se soube da história, eu fiquei ao mesmo aflita e furiosa. Temos perdido inúmeras figuras públicas, ídolos, para a toxicodependência, a última coisa que queria era que um dos meus preferidos se juntasse a ele.s Tenho tido alguma sorte pois o caso de Billie Joe Armstrong foi resolvido a tempo (espero!) e o Deryck sobreviveu - ainda que a recuperação esteja a ser difícil. Além de que Avril ficaria destroçada se ele não se tivesse safado. Não acredito, contudo, que o alcoolismo não lhe deixe sequelas permanentes - não me admirava, por exemplo, se ele precisar de um fígado novo daqui a uns anos - mas, por enquanto, ele está vivo e está sóbrio... ou assim o diz.

 

Ao longo dos últimos meses, a partir das atualizações do seu blogue e das redes sociais da banda, estes têm dado sinais de estarem em estúdio. O que poderá indicar um álbum novo em 2015. Tendo em conta o hábito de Deryck de escrever as letras baseando-se em experiências pessoais - praticamente todo o álbum Screaming Bloody Murder parece inspirado no seu divórcio - e aquilo que lhe aconteceu este ano, estou à espra de um Out of Ashes versão Sum 41.

 

Avril Lavigne

 

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Quem teve um 2014 fraquinho foi Avril Lavigne. Tirando alguns concertos na primeira metade do ano, mais coisa menos coisa, quase todas as notícias relacionadas com ela foram fúteis e mesmo parvas. O single e vídeo para Hello Kitty suscitaram polémica, mas não exatamente da maneira que eu previa. O videoclipe foi acusado de racismo, sobretudo por causa das dançarinas japonesas inexpressivas. Estas acusações nunca me fizeram muito sentido, pois eu e os outros fãs sabemos perfeitamente que a Avril nunca insultaria os japoneses de propósito, pelo contrário, ela nutre um carinho especial pelo país - o que deixa os fãs do resto do mundo com alguns ciúmes. O meu problema com o vídeo não é o alegado racismo. O meu problema é que o vídeo é fraquíssimo. Não há uma cena com um mínimo de graça ou interesse, é tudo vulgar. O que é pena, porque existiam mil e uma possibilidades diferentes para fazer um vídeo engraçado. Já ajudaria se as dançarinas não fossem robôs e sim pessoas com vida e personalidade própria. 

 

Esta foi apenas uma de várias notícias que não contribuem para a felicidade de ninguém com dois dedos de testa, mas chateiam. Nos últimos meses de 2014, a cantautora manteve-se afastada das atenções, tendo mesmo passado quase dois meses sem dar sinais de vida. Isto foi explicado em dezembro: ela está doente. Não sabemos o que é, mas será suficientemente complicada para ela desaparecer durante este tempo todo e para pedir aos fãs que rezassem por ela.

 

Não se sabe bem o que pensar. Pensou-se em gravidez de risco, em reabilitação (eu cheguei a temer um problema semelhante ao que o ex-marido enfrentou), e ambas as hipóteses foram desmentidas. Pode ser uma infinidade de patologias (onde anda o Dr. House quando precisamos dele?), duvido que a Avril revele o que é.

 

Entretanto, este ano já começa a correr melhor. Há poucos dias, a Avril anunciou que lançará Fly - uma canção descartada do quinto álbum, inspirada na sua Fundação - como tema dos Special Olympics. Partilhou até uma parte da letra, dizendo até que esta a está a ajudar a suportar a sua situação. "Just reach up, don't give up until you've touched the sky. Just reach up, don't give up until you've realized THAT WE WERE ALL MEANT TO FLY". Nós, os fãs, temos assumido que será uma balada ao estilo de Keep Holding On. A música só deverá sair daqui a vários meses, já que os Special Olympics só se realizam em finais de julho. Ela já disse que antes disso, em fevereiro, teremos uma surpresa - em princípio, um vídeo para Give You What You Like, lançado em moldes semelhantes aos de Goodbye. São notícias animadoras, sobretudo nas circunstâncias atuais. Se a Avril está a fazer planos lançamentos futuros, é porque está a contar com uma melhoria do seu estado de saúde... acho eu. E apesar de, ao longo do último ano, ano e meio, andar a sentir um desgaste na carreira da Avril, já tinha saudades de notícias como estas. Agora, só quero que ela melhore e que Fly não desiluda. Haverá tempo para nos preocuparmos com álbuns novos - eu, pelo menos, não tenho pressas. 

 

 

 

Conforme disse anteriormente, tenho várias entradas planeadas, algumas delas diferentes do habitual aqui no blogue. Não posso prometer datas, mas vou tentar não demorar muito. Continuem desse lado...

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