Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Músicas Ao Calhas - Heaven

Primeira entrada de 2014! Feliz Ano Novo. Eu sei que já se passaram algumas semanas mas, este mês, tenho-me focado mais no meu quarto livro. Além disso, estava a precisar de uma pausa dos meus blogues, do frete que, às vezes, se torna passar páginas e páginas de rascunhos para o computador. Planeio, no entanto, publicar algumas entradas nos próximos tempos, com destaque para a crítica a Hydra, o novo álbum dos Within Temptation, editado no próximo dia 31.
 
Hoje gostava de vos mostrar um pouco o meu lado mais lamechas e falar-vos da minha canção de amor preferida: Heaven, de Bryan Adams.
 
 
 

"Now our dreams are coming true

And through the good times and the bad
Yeah, I'll be standing there by you"
Sei que muitos fãs consideram (Everything I Do) I Do it For You a melhor canção romântica de Bryan Adams, mas eu discordo. Primeiro, por considerar Heaven melhor, tanto em termos de letra como de música, mais emotiva. Segundo, porque Heaven tem imensas versões diferentes e, em todas elas, soa linda - algo que é raro. Heaven é, há já muitos anos, uma música muito especial para mim. Sei tocá-la na guitarra, cheguei a tentar aprendê-la no piano e, um dia, se tiver a felicidade de me casar, será a música do meu casamento.
 
Muitos, se calhar, não o sabem, mas Heaven esteve quase para não ser incluída no quarto álbum de Bryan Adams, Reckless. A música foi composta para a banda sonora do filme A Night in Heaven (Noites de Paixão, em Portugal). Filme esse que se centrava num stripper masculino e que... foi um fracasso de bilheteira. Deve ter sido essa uma das razões que levaram Bryan a ponderar excluir a música do álbum. Em todo o caso, à última hora resolveu incluí-la e fez bem: Heaven tornou-se o primeiro single da carreira dele a atingir o topo das tabelas de música nos Estados Unidos.
 
A letra de Heaven é muito simples, como quase todas as músicas de Bryan Adams. Ligeiramente nostálgica, fala de uma relação que tem resistido ao teste do tempo, aos altos e baixos, às dificuldades. É uma música de final feliz, na minha opinião, daí achar que é a música de casamento perfeita.
 
 
Vou agora falar de algumas das muitas versões que existem desta música, começando, naturalmente, pela orginal. Esta é conduzida pelo piano (ou será pelo órgão?), acompanhada por notas de guitarra elétrica, que funciona como uma segunda voz - tal como acontece com muitas canções de Bryan Adams - acordes no refrão, baixo a partir da segunda estância, tudo isto numa aura etérea, muito romântica, perfeita para o primeiro slow dos noivos num casamento.


Em 1997, Bryan apresentou uma versão acústica de Heaven, a propósito da MTV Unplugged. Esta caracteriza-se por, na sua maioria, ser quase só a voz de Bran, com a guitarra acústica muito discreta. Só no segundo refrão é que o resto da banda se junta - toda ela em acústico - destaque para a linda flauta do irlandês Davy Spillane. Banda essa que torna a desaparecer nos últimos refrões. Bem, não desaparece completamente, pois ainda se ouve uma ou outra nota de piano e a flauta, em particular na conclusão da música.

Na digressão Bare Bones, dos últimos anos, Bryan tem igualmente apresentado Heaven em acústico. Desta feita, sem banda - regra da digressão - só com guitarra acústica e piano. Apesar de não ser uma má versão,  não é das minhas preferidas. Teria sido mais interessante uma versão sem guitarra, só com o piano.

A minha versão preferida de Heaven é a do DVD ao vivo Live in Lisbon, editado em 2005. Esta versão é também conduzida pela guitarra acústica - é esta que eu toco na minha - acompanhada pela bateria discreta, o baixo, a guitarra elétrica de Keith Scott, notas de piano. Tudo muito suave, emprestando um tom etéreo à música. Pontos para o solo de Keith, após a terceira estância, e sobretudo para audiência no refrão seguinte, que canta como um coro contratado, quase abafando a voz de Bryan. De repente, contudo, a música aumenta de ritmo, explode para um último refrão em alta - para isso contribui também, uma vez mais, a guitarra de Keith Scott. Sem dúvida, uma das melhores versões de Heaven. De resto, recomendo o resto do DVD pois o concerto é excelente, muito graças ao fantástico público português.
 


Queria, agora, falar de versões de Heaven gravadas por outros cantores. Começando por uma de Brandi Carlile - responsável por The Story, outra das minhas canções de amor preferidas. Brandi oferece-nos uma versão mais folk de Heaven, bem ao seu estilo, conduzida pela guitarra acústica, acompanhada, ocasionalmente, por notas de órgão.


Outras versões mais conhecidas (julgo eu) foram criadas por DJ Sammy e cantadas por Yanou. Uma delas é conduzida por notas de piano, muitas delas agudas, fazendo com que a música se assemelhe a uma canção de embalar, acompanhada aqui e ali por violinos. A interpretação doce de Yanou é perfeitamente compatível. É uma das versões mais açucaradas de Heaven mas isso não é defeito. Tal como todos os exemplos aqui mencionados, mostra uma prespetiva diferente da canção.


A outra versão, de DJ Sammy é bem diferente: é um remix tecno de Heaven, lançado em 2002. Temos muitos exemplos de remixes deste género, que transformam todo o tipo de canções em temas dançáveis, muitas vezes com grande prejuízo para a qualidade da música original. Não é este o caso, nem de longe nem de perto. De alguma forma, este remix conseguiu preservar a magia e o romance da versão original e, ao mesmo tempo, adequá-la às pistas de dança. Também ajuda o facto de Yanou ter uma boa voz e de esta soar quase sem alterações - naquela altura o auto-tune ainda não estava na moda, belos tempos! Quase vinte anos depois de ser lançada pela primeira vez, Heaven regressava às rádios sob outro "disfarce" e também conseguiu atingir os primeiros lugares das tabelas.

Conforme afirmei no início, poucas músicas se podem gabar de terem inúmeras versões diferentes e soarem ótimas em todas. É incrível como uma canção como Heaven, que parece tão simples, pode afinal ter tantas facetas. É por estas e por outras que este tema é-me imortal desde há, pelo menos, nove anos, conseguindo sempre derreter o meu coração. Algo que, de resto, Bryan Adams nunca teve dificuldade em fazer.

Bem, depois de um tema tão meloso como este, acho que este texto me deixou com a glicémia elevada. Se não se importam, vou ouvir Linkin Park. Entretanto, mantenham-se ligados: em breve publicarei a crítica a Hydra.

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Segue-me no Twitter

Revista de blogues

Conversion