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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Músicas Não Tão Ao Calhas - You Belong to Me

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Interrompemos uma longa série de entradas sobre a primeira temporada de Digimon para vos trazer o mais recente single de Bryan Adams, disponibilizado ontem: You Belong to Me, primeiro avanço de Get Up, o décimo-segundo álbum de inéditos do cantautor canadiano, com lançamento marcado para 16 de outubro. Não sei se é um single a sério, pela pouca divulgação da música até ao momento. Às tantas, é só uma faixa promocional, como acabou por ser Saturday, dos Simple Plan (e ainda bem!)

 

 You Belong to Me é uma faixa curtinha, com apenas dois minutos e meio de duração. Abre com uma linha de guitarra eléctrica que nos remete para o rock dos anos 60-70. Depressa se juntam outros instrumentos e a música ganha um carácter country, muito alegre e descontraído. A canção vai repetindo a mesma estrutura até ao fim, sem que o ritmo se altere e com pouquíssimas variações na melodia. O solo de guitarra é um dos pontos altos da faixa.

 

A letra é muito simples, dentro do registo romântico habitual de Bryan. Tirada do contexto de uma música alegre, no entanto, faz lembrar demasiado algo que um stalker - ou, pelo menos, um homem sem noção dos limites - diria. Se alguém falasse assim comigo, eu diria:

 

- Meu amigo, eu não pertenço a ninguém!

 

 

Em suma, You Belong to Me não é uma música extraordinária, nem anda perto disso. Tem o mérito de ter uma sonoridade, tanto quanto sei, única na carreira de Bryan - e isso é significativo, sabendo que o homem já lançou onze álbuns de inéditas. Nesse aspeto, ganha a She Knows Me, lançada há um ano. You Belong to Me é uma audição agradável. No entanto, os seus méritos limitam-se a isso - volto a dizer que, comparando com outros primeiros avanços, I thought I'd seen everything encantou-me mais.

 

De qualquer forma, estou curiosa em relação a este álbum. Conforme expliquei no início, este intitula-se "Get Up" - um título demasiado prosaico para um álbum, na minha opinião. Suponho que o "up" se refira a "upbeat", ou seja, alegre, animado em termos musicais. É assim que Bryan, de resto, o descreve: "animado, roqueiro, soa muito retro... e não me importo!"

 

Continuo a achar que é um título pouco imaginativo.

 

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Pegando de novo nas declarações de Bryan sobre Get Up - que ele afirma ser um dos melhores que já fez - as influências retro não me surpreendem. Depois de Tracks of My Years, estava mais ou menos à espera. No entanto, acabo de ler no site de Jim Vallance que a coisa é mais complexa do que isso: You Belong to Me e outra música, intitulada Don't Even Try foram compostas em finais de 2012 para uma série sobre uma banda pré-Beatles - logo, teriam de soar à anos 50, 60. Mais tarde, o produtor Jeff Lynne gravou-as e produziu-as. Nos dois anos que se seguiram foram criando mais faixas de longe a longe, até terem um álbum (que, mesmo assim, só tem nove músicas inéditas. Forretas...).

 

Já que falo em Jim Vallance, assinalar o facto de Get Up ser o primeiro álbum, depois de Into the Fire, em 1987, em que o compositor participa em todas as faixas. 

 

Na verdade, aquilo que mais me intriga em Get Up é o entusiasmo com que Bryan fala dele. Já referi aqui no blogue que, durante muito tempo, julguei que ele não tornaria a lançar álbuns de inéditos. E, no entanto, ei-lo aqui. Se um cantor com mais de trinta e cinco anos de carreira, com uma mão-cheia de êxitos no currículo, que já não tem nada a provar como cantautor, sente este nível de entusiasmo ao lançar um álbum novo, dizendo mesmo que este é um dos melhores da sua carreira... isso tem de significar alguma coisa!

 

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Os próximos singles de Get Up não tardarão: a 7 de setembro será lançada uma faixa chamada A Brand New Day, com a participação de Helena Bonham Carter no videoclipe (estão a ver o que eu digo? O álbum 11 não teve direito a videoclipes a sério e, agora, Bryan vai lançar um videoclipe com Helena Bonham Carter?!?!?). Para além da óbvia entrada de Música Ao Calhas, estou a pensar escrever uma crítica ao álbum Into the Fire mais ou menos na mesma altura (quando receber o CD que encomendei na Amazon). Contem, por isso, com uma overdose de Bryan Adams aqui no blogue nos próximos tempos.

 

Antes disso, no entanto, tenho muitas outras coisas sobre que escrever. Mantenham-se ligados!

 

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