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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Pokémon através das gerações #3 - Somewhere over the rainbow

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A primeira geração é aquela que a maioria dos fãs recordam com maior nostalgia. No entanto, no meu caso, isso acontece com a segunda geração. Johto é a minha região preferida, os seus lendários (tirando um) encontram-se entre os meus preferidos, a sua banda sonora é a minha preferida e o jogo Pokémon Crystal é o meu preferido. Tentarei explicar porquê a seguir.

 

Mesmo colocando de parte toda a nostalgia, muitos concordam que estes jogos estão muito bem feitos, opinião reforçada pelos remakes Heart Gold e Soul Silver, mas isso é conversa para outra ocasião (aproveito, desde já, para definir a regra: os remakes serão abordados na geração em que foram lançados). Na minha opinião, o principal motivo para estes jogos terem funcionado tão bem foi o facto de, ao contrário do que aconteceria nas gerações seguintes, estes jogos terem sido concebidos como uma sequela direta aos seus antecessores, Red, Blue e Yellow. Em termos de mecânicas, corrigiram as maiores falhas dos primeiros jogos, tornando a experiência de jogo mais fluida e equilibrada. Apresentaram uma região nova, com Pokémon novos, mas incluíram a região antiga, Kanto.

 

O enredo destes jogos volta a não ser nada por aí além, mas não deixa de ser interessante. Decorre três anos após os eventos dos jogos da primeira geração. A organização criminosa volta a ser o Team Rocket, que se encontra ainda a lidar com a grande derrota de três anos antes, em Kanto. Nestes jogos, têm vários esquemas em funcionamento (tráfico de caudas de Slowpoke, forçando evoluções de Magikarps, etc), enquanto procuram o seu antigo líder, Giovanni, que nunca mais fora visto após a humilhação de ser derrotado por uma criança de dez anos. Não tenho nada a apontar ao papel do Team Rocket nestes jogos, só acho uma pena a organização criminosa ser de novo derrotada antes de Giovanni regressar do exílio. Teria outro impacto se, no clímax do enredo (isto é, quando o Team Rocket invade a torre de rádio), Giovanni aparecesse (e, de caminho, se cruzasse com o filho, o nosso rival)... e fosse de novo derrotado por uma criança. O arco de Team Rocket termina, aliás, demasiado cedo no jogo, tendo em conta que este, ao incluir duas regiões e dezasseis ginásios, é um dos mais longos de toda a franquia. Depois dos eventos na torre de rádio, tudo o que acontece é o roubo de uma peça da PowerPlant, em Kanto, obra de um membro do Team Rocket isolado, desorientado e... hilariante.

 

De resto, quando chegamos a Kanto, detetamos sinais da passagem do tempo, tanto no cenário como nas personagens. E, bem no fim do jogo - esta é a parte preferida dos fãs em geral - reencontramos Red, o protagonista dos jogos da primeira geração, e combatêmo-lo.

 

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Há algo mais épico do que isto?

 

Estas são as razões pelas quais a maior parte das pessoas gostam destes jogos. Agora indico as minhas. Para começar, gosto das várias funcionalidades introduzidas nesta geração: o relógio, o ciclo dia/noite, os dias da semana. Dava-me motivo para jogar quase todos os dias, já muito depois de ter completado o jogo: para levantar as bolas que o Kurt fazia com os Apricorns (embora agora saiba que essas bolas não funcionavam de acordo com as intenções), para entrar nos concursos de captura de insetos, no National Park; para embarcar no S.S.Anne, tanto no sentido Olivine-Vermilion como Vermilion-Olivine, e enfrentar uma mão-cheia de treinadores (boa maneira de ganhar dinheiro e treinar Pokémon), participar no Buena's Password.

 

Gosto bastante do PokéGear, aliás, que inclui telefone e rádio. O primeiro permite manter o contacto com treinadores com quem tenhamos lutado, que podem convidar para repetir combates, alertar para o aparecimento de certos Pokémon em certas áreas, oferecer itens (só em Pokémon Crystal) ou pura e simplesmente dizer uma baboseira ou outra (o eterno Youngster Joey, com o seu "top percentage" Ratatta". Também o rádio tem a sua graça, sobretudo o já mencionado Buena's Password (um destaque para a fala da Buena, quando a rádio é invadida pelo Team Rocket: "Today's Password? HELP, of course!" Impagável!).

 

Uma das coisas que mais adoro nesta geração é a mitologia de Johto. Tirando Celebi, os lendários destes jogos são os meus preferidos da franquia. No caso de Lugia, isso deve-se muito ao meu filme preferido de Pokémon. Quanto a Ho-oh e ao trio Suicune, Raikou e Entei, as razões são mais complexas. Admito, desde já, que projetei imenso nestes lendários. A mitologia à volta deles encontra-se sediada em Ecruteak Town, nomeadamente nas duas torres: a Tin Tower (Bell Tower nos remakes; em português, Torre do Sino) e a Burned Tower (em português, Torre Queimada. Cento e cinquenta anos antes dos eventos dos jogos da segunda geração, a segunda Torre teria sido atingida por um relâmpago que, por sua vez, provocara um incêndio. Nesse incêndio três Pokémon teriam falecido. A chuva acabaria por apagar esse incêndio e, graças a Ho-oh, esses três Pokémon seriam trazidos de novo à vida sob a forma de Raikou (representando o relâmpago que provocara o incêndio), Entei (representando o fogo que consumira a Torre) e Suicune (representando a chuva que apagara o incêndio). 

 

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Um aparte só para referir algumas teorias que circulam por aí, que defendem que os três Pokémon que morreram no incêndio seriam um Vaporeon, um Jolteon e um Flareon, ressuscitando, respetivamente, como Suicune, Raikou e Entei. Faz bastante sentido, na minha opinião. Os tipos coincidem e cada par é parecido em termos de stats - aliás, tanto o Vaporeon e o Suicune são conhecidos por usarem o ataque Aurora Beam. Além do mais, esta teoria explica o facto de as Kimono Girls (que se destacam por usarem Eeveelutions) viverem em Ecruteak e que os três sacerdotes que temos de enfrentar antes do encontro com o Suicune, na versão Crystal, possuam um Vaporeon, um Jolteon e um Flareon. São demasiadas coincidências. Tanto quanto sei, nunca foi confirmado oficialmente, mas eu acredito nesta teoria.

 

Regressando à mitologia de Johto, no que toca à série animada, a história é um pouco diferente. Segundo essa narrativa, Ho-oh visitaria frequentemente a Burned Tower - antes de ela arder, evidentemente - e aí seria venerado pelos humanos. O incêndio que destruiu a Torre teria resultado, não de um desastre natural e sim de mãos humanas, que ambicionavam o poder de Ho-oh para si. Como resultado, Ho-oh fugira da Torre em chamas - não sem antes trazer à vida Suicune e os outros dois - e nunca mais fora visto por olhos humanos... tirando Ash, no seu primeiro dia como treinador. Segundo as lendas, Ho-oh encarregara as três bestas que criara de assegurar a paz entre humanos e Pokémon, só regressando em definitivo quando se atingisse a harmonia entre as duas espécies - o Ho-oh tem a mentalidade de uma candidata a Miss América, portanto.

 

Muitos fãs da franquia não consideram a série animada como cânone, compreensivelmente. No entanto, quando vi os episódios que apresentam a mitologia que descrevi acima (este e este), estes tiveram grande impacto em mim. Mais: a minha fan fiction sobre Pokémon, que refiro aqui no blogue de vez em quando, centrava-se precisamente nesta versão das lendas de Ecruteak, nas três bestas e em Ho-oh. É de admirar que me sinta tão ligada a eles, hoje em dia?

 

 

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Mesmo sem fan fiction, o papel de Ho-oh na série animada é suficientemente fascinante, pela maneira como aparece no episódio-piloto (quando a segunda geração nem sequer tinha sido anunciada), no momento em que Pikachu e Ash formam uma ligação pela primeira vez (provavelmente o momento mais bonito de toda a série), e noutros momentos marcantes da vida do protagonista. Não me parece, aliás, que seja coincidência que o nome do herói seja a palavra inglesa para "cinza" e Ho-oh ser baseado numa fénix. 

 

Talvez isso explique o facto de Ash, aparentemente, ter dez anos há quase duas décadas: ele é parte fénix! Vai-se regenerando de tanto em tanto tempo e nunca envelhece! A brincar a brincar, existe uma teoria sobre isso na Internet, baseada num dos textos da Pokédex sobre o Ho-oh. Reza esse texto que quem avista o Ho-oh ganha felicidade eterna. Se felicidade eterna para Ash equivale a uma jornada sem fim pelas diferentes regiões do mundo Pokémon, está tudo explicado. Por outro lado, há quem especule que o papel de Ho-oh na série animada é ser um guia distante para Ash, algo que ele esteja destinado a perseguir sem nunca conseguir encontrar, e que Ho-oh só descerá dos céus e se encontrará com Ash no último episódio da série animada - se esta algum dia acabar.

 

Vou fazer outro aparte só para referir que existem outras criaturas fictícias inspiradas pelo mesmo conceito de Ho-oh entre as minhas favoritas. Só depois desta publicação é que descobri que o Birdramon, um dos meus Digimon preferidos, é mais uma fénix do que uma ave de rapina. Mais, a forma Extrema da sua linha evolutiva chama-se, na versão japonesa, de todos os nomes possíveis, Hououmon e, na versão americanizada, Phoenixmon. Evidentemente, tanto o Ho-oh como o Phoenixmon (vou usar o nome americano para evitar assonâncias desnecessárias) foram inspiradas pela mesma figura mitológica: a fénix chinesa, cujo nome em japonês é Hō-ō. Esta criatura pouco tem em comum com o conceito ocidental da fénix, mas também é uma ave imortal, símbolo de elegância e virtude. Acho, de facto, uma enorme coincidência um dos meus Pokémon preferidos e um dos meus Digimon preferidos tenham uma origem semelhante. Não foi intencional, juro, só reparei nisto há pouquíssimo tempo! Talvez o meu Patronus seja, afinal, uma fénix... mas seria uma enorme presunção da minha parte dizer que o meu Patronus é o mesmo que o do Dumbledore.

 

 

O que é certo é que eu gosto imenso do Ho-oh, sempre gostei. Ainda hoje, quando vejo um arco-íris, às vezes imagino o Ho-oh voando sobre ele, tal como no episódio-piloto, servindo-me de guia, de símbolo de harmonia e de esperança, tal como tem servido a Ash.

 

Por sua vez, do trio Entei-Raikou-Suicune, o último é o meu preferido, disputando com o Ho-oh o primeiro lugar entre os meus lendários favoritos. Para começar, foi o primeiro dos três que me apareceu enquanto jogava a versão Silver. Ainda me lembro da emoção que foi. Uns anos mais tarde, voltaria a experimentá-la ao encontrá-lo na versão FireRed - na altura, não sabia que podia encontrá-lo nesse jogo. Além disso, o Suicune é a mascote da versão Crystal, a minha preferida de toda a franquia. O maior motivo para a minha preferência pelo Suicune, no entanto, é o papel que ele desempenha na minha fan fiction, ou seja, são sobretudos aspetos projetados por mim. Eu sei que isso é batota, de certa forma, mas, se estavam à espera de argumentos cem por cento isentos e racionais, estão no blogue errrado.

 

Vou então falar da versão Crystal. Muitos desvalorizam-no como apenas uma cópia melhorada de Gold e Silver mas, na minha opinião, essas melhorias são significativas. Antes de mais nada, é o primeiro jogo em que se pode escolher uma personagem feminina como avatar do jogador, o que para mim significou muito. O desenho da personagem feminina é um dos meus preferidos, aliás (foi um crime não a terem incluído nos remakes, mas isso é conversa para outra altura...). Este foi, também, o jogo que introduziu animações nos sprites dos Pokémon, o que tornou o jogo um tudo nada mais orgânico (para depois desaparecerem em Ruby/Sapphire e FireRed/LeafGreen, mas isso é mais outra conversa para outra altura). Também se fizeram melhorias ao telefone do PokéGear, com os diálogos dos outros treinadores a variarem mais, desenvolvendo o carácter a cada um deles. Adicionaram, também, a possibilidade de esses treinadores nos oferecerem itens, incluindo pedras evolutivas - o que é excelente, tendo em conta que, em Gold e Silver, só as conseguimos muito mais tarde no jogo e apenas uma de cada.

 

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Por fim, em Pokémon Crystal, o Suicune desempenha um papel muito mais relevante no jogo. Esta exposição extra provavelmente contribuiu para que se tornasse um dos meus preferidos. Crystal é, aliás, o primeiro jogo que envolve um Lendário diretamente no enredo - por outras palavras, que impede o jogador de prosseguir o jogo até participar nos eventos em questão. Por um lado, isso pode ser irritante quando uma pessoa quer apenas vencer os ginásios e seguir para a Elite 4 e preocupar-me mais tarde com o Suicune. Por outro, é uma mais-valia para um jogador mais desinformado, que falha parte do jogo por ignorância. Quando joguei a versão Silver pela primeira vez, por exemplo, só libertei o Suicune, o Entei e o Raikou da Burned Tower numa fase bem mais avançada do jogo do que era suposto.

 

Apesar de gostar imenso destes jogos, estes não deixam de ter as suas falhas. As mecânicas, ainda que significativamente melhores que nos jogos anteriores, continuavam a deixar a desejar. O caso mais flagrante é o sistema de armazenamento dos Pokémon, que nos obrigava a mudar de "box" manualmente, quando estas ficavam cheias, ou o jogo não nos deixaria apanhar mais Pokémon.

 

Além disso, estes jogos não têm ordem fixa para a conquista dos crachás. Depois de Ecruteak, podemos escolher se seguimos para Olivine primeiro ou para Mahogany. Isso por um lado é bom, sobretudo em comparação com jogos mais recentes, em que o percurso é muito linear, não vão os jogadores perderem-se. Por outro lado, isso faz com que os níveis dos Pokémon dos treinadores não passem da casa dos vinte durante grande parte do jogo. Só depois do último ginásio é que combatemos com Pokémon acima dos trinta e poucos e os Pokémon da Elite 4 só vão até ao nível cinquenta. Mesmo depois da Elite 4, os líderes de ginásio em Kanto, exceptuando o último, voltam a só ter Pokémon entre os nível quarenta e cinquenta. Tudo isso dá um ar de estagnação e facilitismo desnecessário a uns jogos tão bem feitos noutros aspetos. Confesso, aliás, que esses jogos me deixaram enviesada e ainda hoje estranho quando, noutros jogos, encontro ginásios em nível quarenta ou cinquenta.

 

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Chegamos, então, à música. Na minha modesta opinião, os jogos Gold, Silver e Crystal possuem a melhor banda sonora de toda a franquia, explorando a fundo as capacidades do sistema 8-bit. Seria, aliás, capaz de escrever uma entrada à parte, com a mesma extensão que esta, até agora, só sobre a música da segunda geração. Em primeiro lugar, estes são capazes de ser os únicos jogos em que gosto dos temas de todas as cidades - e, tendo em conta que estes jogos incluem duas regiões, isso é notável. O de New Bark Town, a primeira cidade, por exemplo, parece incluir uma flauta verdadeira e é muito reconfortante - adequado àquela que é a nossa casa no jogo. O tema de Violet City e de Olivine City deixa qualquer um alegre. De tantas vezes apanhar o Magnet Train para ir de Johto a Kanto e vice-versa, o tema de Goldenrod City faz-me pensar em comboios. Os temas das cidades em Kanto, aliás, são, naturalmente, remixes dos temas da primeira geração e, na sua maioria, considero-os melhores. Gosto imenso do tema de Vermilion City, por exemplo: ganhou um carácter mais sereno, bem adequado a uma cidade portuária. Outro de que gosto muito é o de Lavender Town: é o antídoto perfeito para a versão sinistra da primeira geração. Nestes jogos, a música é triste mas também reconfortante, agridoce - assinalando, no meu ver, o facto de o drama com a mãe do Cubone e o Team Rocket já ter sido resolvido há algum tempo e a paz ter regressado à cidade.

 

No entanto, no que toca a cidades, o meu tema preferido é o de Ecruteak Town. Possui um carácter ao mesmo tempo exótico e triste, o que combina bem com as lendas da cidade: fascinantes mas trágicas. A versão que gravaram para a série animada, com orquestra completa, é lindíssima. É pelas histórias e pela música que Ecruteak é a minha cidade preferida de todos os jogos da franquia.

 

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Os temas das routes estão ao nível de temas homólogos de outros jogos, mas, tendo eu gostado tanto dos jogos da segunda geração, esses temas - como o da route 29da route 30, da route 32, da route 38 (como passava muitas vezes por esta route quando andava à caça do Raikou, do Entei ou do Suicune - na Silver - este tema ficou-me associado a isso). Um dos melhores de toda a franquia, contudo, é o da route 26. Esta route é aquela que une Johto a Kanto. Fãs destes jogos, como, eu recordarão para sempre o momento em que, depois de cruzarmos o lago que vai de New Bark Town a esta route pela primeira vez, no preciso momento em que chegamos a terra e esta música começa a tocar, um NPC (non-playable characters, ou seja, personagens no jogo não controladas pelo jogador) dirige-se automaticamente a nós e diz: "Hey! Do you know what you just did? You took your first steps into KANTO!". Não há como não ficar entusiasmado. Esta música encontra-se, portanto, associada a euforia e triunfo - até porque, nesta altura do jogo, já derrotámos os oito ginásios de Johto e vamos a caminho da Elite 4, logo, a confiança está em alta. Esta também tem uma versão gravada para a série animada, que tenho ouvido enquanto jogo Pokémon Go. Por sua vez, em Kanto, gosto imenso do remix que fizeram para o meu tema preferido na primeira geração: The Road to Cerulean City.

 

Por fim, queria referir o tema dos créditos finais (que passam depois de se vencer a Elite 4 e de se vencer Red). O que é fascinante é que existe uma versão deste tema para a série animada que, ao contrário dos casos que referi até agora, tem uma emotividade completamente diferente. A versão do jogo é um tema muito alegre, festivo. A versão para a série animada dá-me vontade de chorar. É extremamente agridoce, dá mesmo a sensação de fim de história, em que as coisas não voltarão a ser o mesmo. E a verdade é que, com a terceira geração, houve muita coisa que não voltou a ser o mesmo... mas isso é conversa para a próxima entrada.

 

Em suma, é uma mistura de sentimentalismo e aspetos mais objetivos que fazem da segunda geração a minha preferida. 

 

Pokémon preferidos:

 

  • Espeon e Umbreon

 

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Já tinha dito no texto anterior que as Eeveelutions em geral encontram-se entre os meus Pokémon preferidos e como tudo isso começou. Agora vou contar a sequela dessa história. Nesta geração, obtém-se um Eevee relativamente cedo no jogo. Quando joguei a versão Silver pela primeira vez, tinha-se passado relativamente pouco tempo desde o meu episódio com o Vaporeon. Logo, quando arranjei um Eevee, fiquei contente e conservei-o na equipa até que arranjasse uma pedra para evoluí-lo. O jogo ia prosseguindo e eu, claro, não encontrei pedra nenhuma, mas não tirei o Eevee da equipa (na altura, não tinha bem a noção dos ataques que ele não ia aprendendo ao mantê-lo por evoluir). Até que um dia, ou melhor uma noite - lembro-me perfeitamente das circunstâncias: estava já em Kanto, defrontando a Erika, em Celadon - o Eevee começou a evoluir. Eu desatei a chamar pelo meu irmão:

 

- Mano, o Eevee 'tá a evoluir, o Eevee 'tá a evoluir, 'tá a evoluir para Umbreon, 'tá a evoluir para Umbreon!

 

Só mais tarde percebi como funcionavam aquelas evoluções - maximizando a felicidade/amizade do Eevee. Se essa se maximizar durante o dia, evolui para Espeon. Se se maximizar durante a noite, evolui para Umbreon. Depois disso, naturalmente não descansei enquanto não arranjei um Espeon. Mesmo assim, esse meu primeiro Umbreon tornou-se uma das estrelas da minha equipa nesse jogo. Acho que não chegou a aprender nenhum ataque do tipo Negro, mas ensinei-lhe o Zap Cannon e o Iron Tail. Eu, pelo menos, considerava-o um adversário de respeito e orgulhava-me dele.

 

Não que goste menos do Espeon. Para começar, na minha opinião, é o mais bonito das Eeveelutions, tirando apenas o Vaporeon. Gosto mais de usá-lo em combate do que o Umbreon, hoje em dia - por o Espeon ser mais ofensivo e ter um conjunto de ataques interessante. Umbreon é ótimo em termos defensivos, é um tanque, mas não aprende ataques de jeito para fazer muito mais do que engonhar em combate. De qualquer forma, acho que o Espeon e o Umbreon funcionam bem como um par, como antíteses um do outro - sobretudo tendo em conta que, tal como referi antes, eles representam a dualidade sol/lua, conceito que dá título aos próximos jogos.

 

 

  • Quagsire 

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Desde que voltei a jogar Pokémon com frequência, nos últimos anos, tenho vindo a desenvolver um maior apreço pelos Pokémon do tipo Terra. Estes são eficazes contra o tipo Elétrico, Fogo, Veneno, Rocha e Ferro, o que os torna muito úteis. Combinamos o tipo Terra com o tipo Água e, para além das eficácias todas, só ficamos com uma fraqueza: o tipo Erva. Este, por sua vez, tem uma infinidade de fraquezas, todos terão na equipa pelo menos um Pokémon capaz de resolver o problema. Foi por isso que o Quagsire que usei em Heart Gold fez com que a espécie subisse imenso na minha consideração. Também gosto do seu desenho.

 

  • Mareep, Flaafy e Ampharos

 

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Tal como no caso acima, este foi um gosto que se desenvolveu nos últimos anos. Para começar, sempre gostei dos "grunhidos" do Mareep e da Flaafy: os "méééé" muito fofos. Quase tenho pena de os evoluir para Ampharos. Digo "quase" porque Ampharos é atualmente o meu Pokémon Elétrico preferido. Atrevo-me a dizer, aliás, que, neste momento, é um dos melhores do tipo Elétrico. Pode aprender ataques variados, o que lhe confere uma enorme versatilidade. Teve a sorte, também, de ganhar uma Mega Evolução que lhe dá um Special Attack absurdo. Usei dois nos meus recentes jogos na Heart Gold e na White 2 (este último foi já transferido para os nossos jogos da sexta geração) e só me trouxe benefícios.

 

 

Pokémon de que menos gosto:

 

  • Wobbuffet

 

Este é um daqueles Pokémon que só existe para chatear. Tem HP que nunca mais acaba, apenas aprende o Counter, o Mirror Coat (ataques que pegam nos últimos sofridos pelo Pokémon e devolvem-nos com juros ao adversário), e o Destiny Bond (que leva o seu adversário consigo, caso o Wobbuffet seja derrotado nessa jogada) e tem como abilidade o Shadow Tag, que impede o adversário de fugir ou de trocar de Pokémon. Se tiverem o azar de se cruzar com um Wobbuffet nos vossos jogos, preparem-se para perder anos de vida e sanidade mental.

 

  • Pichu, Cleffa e Igglybuff

 

Ao contrário de muitos fãs, eu não tenho nada contra os Pokémon bebé por princípio. Podem não ser os mais úteis em combate - longe disso, por norma - mas ao menos derretem-nos o coração com a sua fofura. A sério, quem consegue resistir ao Togepi? Dito isto tudo, o Pichu, a Cleffa e o Igglybuff não precisavam de existir. São as pré-evoluções do Pikachu, da Clefairy e do Jigglypuff, respetivamente, Pokémon que já se destacavam por serem amorosos. As suas pré-evoluções não acrescentam absolutamente nada, nem sequer são mais fofinhos que as suas evoluções - pelo contrário, são versões mais deslavadas de três dos Pokémon mais adoráveis de toda a franquia. Como dizia o outro, não havia necessidade...

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