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Álbum de Testamentos

Mulher de muitas paixões e adoro escrever (extensamente) sobre elas.

Era Uma Vez/Once Upon a Time

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As histórias clássicas conhecem uma reviravolta surpreendente em "Era Uma Vez", explorando um lado nunca antes visto. Os guionistas Edward Kitsis e Adam Horowitz ("Perdidos") convidam o espectador a conhecer de perto um conto de fadas moderno com reviravoltas emocionantes e traços de obscuridade, pleno de assombro e da magia própria das histórias mais queridas da nossa infância.

 

Comecei a ver esta série no início da temporada televisiva, por curiosidade e, até agora, estou a gostar. O AXN passou a primeira temporada ao longo do outono e agora, há poucas semanas, começou a passar a segunda temporada.
 
Aquilo que me mais me atraiu em Era Uma Vez quando comecei a vê-la foi o facto de ser diferente do tipo de séries a que estou habituada. Não é uma série infanto-juvenil mas tem aquele espírito muito típico dos contos de fadas, magia, fantasia, romance, mistério. Constituiu uma lufada de ar fresco numa altura em que começo a ficar saturada das outras séries.
 
Como já foi mencionado acima, os guionistas de Era Uma Vez são os mesmos de Lost. As semelhanças entre as duas séries são evidentes. Em Lost, tínhamos pessoas perdidas numa ilha, à procura de uma maneira de regressar a casa. Em Era Uma Vez temos habitantes da terra dos contos de fadas perdidos em Storybrook, no mundo real - este conceito dos mundos/dimensões paralelas, mais os respetivos portais, recorda o Digimon - também desejando regressar ao seu mundo. Temos de novo uma mecânica de flashbacks, de alternância entre o "antes" e o "depois", de modo a conhecermos as personagens, o que as move. O facto de, na primeira temporada, as personagens de Era Uma Vez não se recordarem das vidas passadas traz ecos da última temporada de Lost. Por fim, em ambas as séries é o amor que faz com que as personagens se recordem de quem são - se bem que este processo seja bem mais emocionante no lendário final de Lost.
 
A história de Era Uma Vez demora bastante tempo a arrancar. A primeira temporada tem vários episódios circulares, que servem apenas para apresentar as personagens, pouco ou nada avançando na história. Demora algum tempo a ganhar fôlego mas, quando ganha, torna-se viciante. A partir do meio da primeira temporada, a tensão vai crescendo a cada episódio atingindo o clímax no último. Achei este capítulo final da primeira temporada bastante emocionante embora previsível. 
 

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Nesta altura, já vi os três primeiros episódios da segunda temporada de Era Uma Vez. A dinâmica de narrativas alternadas, estilo Lost, mantém-se. A maior diferença, contudo, reside na tensão: incomparavelmente maior, fazendo-nos ansiar pelo episódio seguinte.
 
É nessa situação que me encontro agora, viciada em Era Uma Vez, curiosíssima relativamente ao que acontecerá com as várias personagens. Sabe bem ter algo por que ansiar, sobretudo agora que Homeland já acabou (publicarei a crítica à segunda temporada depois da exibição do último episódio na televisão portuguesa, para evitar spoilers desnecessários). Do mesmo modo, quando a segunda temporada de Era Uma Vez terminar, falarei disso aqui no blogue. Até lá...

Música de 2012 #2

Para além de Guardian, duas músicas que me marcaram o ano que termina são do âmbito, não deste blogue, mas do meu outro, sobre a Seleção Nacional. Isto por serem hinos de apoio à Equipa de Todos Nós, lançados a propósito do Euro 2012 - o melhor período deste ano para mim. As músicas em questão são o "Hino da Seleção 2012" de Paulo Lima e o tema "Portugal Is All In" composto pela Adidas. A primeira por, entre outros motivos, me recordar um dos meus melhores dias de 2012. A segunda é um grande guilty pleasure. Mais pormenores no meu blogue O Meu Clube É a Seleção!, em particular nestas entradas AQUI e AQUI.
 

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No entanto, em termos musicais, para mim, 2012 pertenceu aos Linkin Park. Cortesia do concerto que eles deram no Rock in Rio e do álbum que lançaram, Living Things. Sei que já fiz a crítica a esse álbum (podem lê-la AQUI) mas essa foi escrita pouco após tê-lo ouvido as músicas pela primeira vez, são apenas as primeiras impressões. Com o tempo, com o lançamento dos videoclipes, das versões instrumentais, entre outras coisas, as músicas foram ganhando significados diferentes.

 
Os singles Burn It Down, Lost in The Echo, Castle Of Glass e Powerless continuam a ser as minhas músicas preferidas. É curioso, os Linkin Park costumam escolher para single as músicas de que mais gosto. Isso já tinha acontecido com A Thousand Suns mas nunca acontece com os álbums da Avril Lavigne... Talvez tenha uma queda para as faixas mais rentáveis comercialmente dos Linkin Park. Contudo, no caso de Living Things, acredito firmemente que, independentemente do potencial comercial, os singles lançados até agora são as músicas mais fortes do álbum.

 

"Let the sun fade out and another one rise
Climbing through tomorrow"


Dizem que o próximo single será I'll Be Gone. Não acho que seja má escolha. E mesmo que fosse, os quatro primeiros singles são suficientemente bons para compensá-lo. I'll Be Gone não é das mais marcantes de Living Things, na minha opinião, mas não deixa de ser uma faixa interessante. Como já tinha afirmado na crítica ao Living Things, I'll Be Gone é uma faixa pós-apocalíptica, de tom melancólico. Faz-me recordar um pouco a música Goodbye, de Avril Lavigne. Ambas as músicas falam sobre a necessidade de partir de modo a encerrar um capítulo e a abrir um novo - embora o sentimento seja diferente. Em I'll Be Gone há uma amargura de derrotado, de pessoa que perdeu tudo e se vê obrigada a desistir.

 

"I watched you fall apart and chased you to the end
I'm left with emptiness that words cannot defend
You'll never know what I became because of you..."

Powerless assemelha-se a I'll Be Gone em termos de sentimento, podendo mesmo servir de prelúdio à segunda. O assunto da letra é típico Linkin Park: desilusão, traição, impotência. O ponto forte da faixa é mesmo a parte musical: a introdução Tinfoil, o piano, a bateria forte, os vocais que se perdem na música após o segundo e o terceiro refrão, dando grande emotividade à faixa e mesmo um carácter épico.


"I can't fall back, I came too far
Hold myself up and love my scars"

O segundo single de Living Things com direito a videoclipe é a faixa que abre - primorosamente - o álbum: Lost in The Echo. Para além daquilo que referi na primeira crítica de Living Things, um dos seus pontos fortes é a letra: poderosa, desafiadora, cheia de personalidade - embora uma significativa parte disso venha da interpretação de Mike Shinoda, para mim o melhor rapper do Mundo. Tem vários versos marcantes, frequentemente citados por mim e pela minha irmã: "Test my will, test my heart" "Ya'll go hard, I'll go smart" e em particular "Hold myself up and love my scars". Acaba por ilustrar uma situação marcante do meu segundo livro, "O Tsunami", assemelhando-se, nesse aspeto, a Faster, dos Within Temptation.

Estava bastante curiosa relativamente ao videoclipe mas este acabou por ser dececionante. Estava à espera de algo mais dinâmico, com mais história. Já sairia beneficiado se pelo menos incluísse imagens da banda interpretando a música. Mas admito que teve a sua graça ver pessoas chorando e gritando perante uma foto minha em biquíni.

 

"Bring me home in a blinding dream
Through the secrets that I have seen..."

Outra faixa marcante este ano foi Castle Of Glass. Como já afirmei na primeira crítica, esta música tem um efeito engraçado: fala sobre vulnerabilidade, pede cura e consolo após uma dura batalha mas, ao mesmo tempo, o seu tom etéreo é reconfortante por si só - esse efeito acentua-se na versão usada no videoclipe. Uma entrevistadora disse o mesmo há uns tempos. Sei que estou a repetir-me mas sim, também serve de banda sonora à minha história. Neste caso, ao episódio do terceiro livro em que estava a trabalhar aquando do lançamento de Living Things.


Esta música teve, finalmente, um videoclipe à altura da qualidade de Living Things. Embora, inicialmente, não tenha achado muita piada à associação da música a um videojogo, o Medal Of Honor Warfighter. Foi uma das coisas de que menos gostei neste regresso dos Linkin Park, a parte da publicidade. Começando pela Honda Civic Tour e terminando em só lançarem o vídeo de Castle Of Glass após não sei quantos downloads do jogo.

Já me disseram, contudo, que a Honda Civic Tour é algo que várias bandas fazem de vez em quando, que depois é lançado um carro criado pelos artistas. Não é tão mau como pensei à primeira, mas... Mesmo a parte dos videojogos acaba por ter razão de ser. Eu mesma já colhi inspiração a videojogos, direta ou indiretamente - destaque para o Pokémon - e não me admirava se os Linkin Park tivessem feito o mesmo - parece que o Chester gosta de videojogos... Acho, apenas, que uma música estilo Lost in the Echo seria mais adequada.


"So when you fall, I'll take my turn
And fan the flames as your blazes burn"

No entanto, a música de 2012 foi Burn It Down. Não há volta a dar, nenhuma outra música teve neste ano o impacto que o primeiro single de Living Things teve. Afirmei, anteriormente, que o impacto não seria muito diferente se Lost In The Echo ou Castle Of Glass tivessem sido escolhidas como introdução ao álbum - agora não tenho tanta certeza disso pois a música tem vários motivos que a tornam especial, para além do facto de ter sido o primeiro single.

Um deles, já foi mencionado na primeira crítica: por ilustrar um episódio importante do meu segundo livro. Outro tem a ver com o AMV (anime music video, ou seja, videoclipe de anime) do Pokémon que montei poucos dias após o lançamento do single. É algo que faço há alguns anos, montagens de vídeo para o YouTube e fui ganhando jeito com a prática. Para além da parte do conceito do fogo, o terceiro verso descreve um pouco o início do primeiro filme do Pokémon, a história de Mewtwo e Geovanni. Modéstia à parte, acho que o meu AMV ficou melhor que o videoclipe oficial, mais porque este último não faz justiça à música. Mas vejam por vocês:


Burn It Down tem, além disso, uma energia incrível, poderosa e contagiosa, do início ao fim. Começando pela sequência de notas que abre e fecha a música, passando pelas fortes batidas, pelos acordes de guitarra, a melodia fortíssima. O rap do Mike está também bem conseguido, relativamente pausado, tornando-se fácil de acompanhar e decorar (o que não acontece, por exemplo, em Lost In The Echo. Estou sempre a trocar-me toda...) sem deixar de ter grande atitude. Sempre que passa na rádio, e não têm sido poucas vezes - foi até a quarta mais votada na Rádio Comercial em 2012 - eu e a minha irmã aumentamos o volume e cantamos. Já lhe disse que, um dia, temos as duas de cantá-la num karaoke.



Todo o álbum é extraordinário. Poderoso, contagiante e francamente inspirador. Mais de metade das músicas serão citadas nos meus livros, o que o torna, para mim, um álbum imortal.

Ouvir um CD novo de um artista ou banda é como ler uma sequela de um livro - quando lemos de novo o(s) antecessor(es), vemo-lo sob uma nova perspetiva, reparamos em coisas em que não tínhamos reparado antes, ou melhor, ganham novo significado. Foi o que aconteceu com os álbuns antigos dos Linkin Park, redescobri músicas que já conhecia. Gosto particularmente de Hybrid Theory, da energia das músicas, apesar de serem muito parecidas umas com as outras. Esse e o Living Things são, na minha opinião, os melhores dos Linkin Park.

 

Descobri, também, que os elementos da banda são divertidos, surpreendentemente divertidos tendo em conta a música que criam e interpretam. O Mike é o meu favorito, embora o Chester também seja engraçado. A minha irmã costumava ter medo dele - ele no concerto do Rock in Rio estava um bocado assustador, suando em cascata, fazendo cara de mau - mas isso passou-lhe depois de vê-lo cantando enquanto saltava à corda...
 

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Em 2013, deverão sair muitos bons álbuns. Os Paramore já anunciaram o deles para abril. Foi batizado com o mesmo nome da banda - mais pormenores numa eventual crítica ao álbum - e o single Now deve ser lançado em breve. A Avril Lavigne supostamente já acabou as gravações há umas semanas, ou mesmo há uns meses, mas ainda não anunciou o seu quinto álbum, o que está a levar-nos a nós, os fãs, à loucura. Mas em princípio sairá em 2013. O Bryan Adams tem dado a entender que se encontra em estúdio, trabalhando num álbum novo - a ser verdade, será o primeiro álbum de estúdio a ser lançado desde 11, de 2008. E visto que, trinta anos de carreira e não sei quantas músicas mais tarde, ele ainda consegue tocar-me quando descubro uma ou outra música antiga que ainda não conhecia, estou também ansiosa por esse álbum. Por fim, diz-se que os Within Temptation também devem editar um disco em 2013.
 
Como se pode ver, não deverá faltar música de qualidade no ano que começou há menos de uma hora. Para me dar inspiração ou, pura e simplesmente, para nos alegrar os dias. Não deixarei de falar aqui no blogue sobre os singles e álbuns que forem saindo. Bem como de séries que estiver a ver - tenho já uma ou duas entradas planeadas sobre esse assunto -  de livros, de filmes, enfim, o que me der na gana.
 
Deixo, por isso, os meus votos de um bom ano, boas músicas, boas séries, bons livros, bons filmes, enfim, tudo de bom. Feliz 2013!
 

 

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