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Álbum de Testamentos

Mulher de muitas paixões e adoro escrever (extensamente) sobre elas.

Digimon 02 #3 - Arcos e mini-arcos

Como já tinha desenvolvido aqui, o Enredo em Adventures é muito direto, com arcos narrativos bem definidos, o nível de dificuldade crescendo de forma mais ou menos linear. Tinha momentos em que parecia demasiado formulaico, sobretudo nos primeiros episódios, mas funcionava.

 

Infelizmente, o enredo de 02 tem problemas de consistência. Ao contrário do que acontecia com Adventures, existem muitos fillers. Certos momentos são muito leves e descontraídos, mesmo cómicos, mas, se for preciso, o episódio seguinte é muito mais sombrio. 

 

Eu dividiria o enredo de 02 em duas partes: a arco do Imperador Digimon e o arco pós-Imperador Digimon. Não vou escolher o melhor entre estes, pois ambos possuem pontos fortes e fracos de maneira mais ou menos equilibrada. 

 

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O primeiro arco funciona um bocadinho como transição entre Adventure e 02. Em muitas ocasiões, os veteranos juntam-se às novas Crianças Escolhidas nas suas missões. Isso contribui para o desenvolvimento dos novos heróis, mas também deixa claro que os "caloiros" não possuem o carisma dos antigos protagonistas. O próprio conceito de ArmoDigievolução (desbloqueada através de Digiovos representantes das virtudes encarnadas pelos protagonistas de Adventure) dá a entender que, pelo menos nesta fase, as novas Crianças Escolhidas servem para substituir as antigas - uma vez que estas, por influência das Torres Negras, não conseguem fazer com que os seus companheiros digievoluam. No entanto, acaba por funcionar. E, de qualquer forma, apesar da constante ideia de transição neste arco, este é bem mais consistente que o segundo. Mas já lá vamos.

 

Na verdade, o maior defeito deste arco é a sua conclusão. As Crianças Escolhidas têm vários desafios a ultrapassar. O facto de o vilão ser um humano, uma Criança Escolhida: Ken. A apetência desta mesma Criança para a tortura de Digimons inocentes e jogos psicológicos com os heróis. A altura em que Ken consegue escravizar Agumon. Kimeramon, a monstruosidade que o próprio Imperador cria a partir de pedaços de outros Digimons. As Crianças Escolhidas apenas conseguem derrotá-lo porque encontram o Digiovo Dourado (um grande Deus Ex-Machina) e porque o companheiro Digimon de Ken, Wormon, se sacrifica. O mérito dos heróis nesta vitória é mínimo, para não dizer inexistente, o que mina a credibilidade de um grupo de Crianças Escolhidas que, já de si, empalidecem na comparação com as suas antecessoras.

 

O maior ponto forte do primeiro arco em relação ao segundo é o facto de seguir uma linha narrativa única, de forma mais ou menos consistente. As coisas, no entanto, ficam confusas após a queda do Imperador Digimon. Eu dividi este segundo arco em quatro partes, numa tentativa de dar sentido a uma narrativa que, demasiadas vezes, pouco sentido faz.

 

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primeira parte vai do episódio 22 ao 29, inclusive. É a única parte para a qual não arranjei um título porque acontecem muitas coisas. Para começar, no final de um episódio em que conhecemos o passado sombrio de Ken, este recupera Wormon, dando o seu primeiro passo na busca de redenção. Nos episódios seguintes, o jovem vai-se integrando no grupo das Crianças Escolhidas. Estas, por seu lado, vão desbloqueando as Digievoluções "normais", para nível Campeão - de forma bastante anti-climática, diga-se (exceptuando Yolei), sobretudo comparando com Adventure. Entretanto, é-nos apresentada uma nova vilã: uma misteriosa mulher, que consegue criar Digimons a partir de Torres Negras e que terá influenciado as ações de Ken enquanto Imperador Digimon. Mais tarde, descobrimos que essa mulher é, na verdade, um Digimon: Arukenimon que tem ainda um companheiro, Mummymon. Por fim, é desbloqueada a primeira Digievolução ADN, entre Ex-Veemon e Stingmon (de Davis e Ken, respetivamente).

 

segunda parte compreende os episódios 30 até ao 37, inclusive. O título que lhe daria é "BlackWarGreymon e as Pedras Sagradas" (uau, dava um bom nome para uma banda... alguém que faça um meme!). Nesta parte, Arukenimon cria um Digimon de nível Hiper Campeão para derrotar as Crianças. No entanto, ao contrário das outras criações dela a partir de Torres Negras, BlackWarGreymon desenvolve uma consciência e escapa ao controlo de Arukenimon. Numa tentativa de encontrar sentido para a sua vida e, ao mesmo tempo, um adversário à sua altura (mais sobre isso adiante), BlackWarGreymon desata a destruir Pedras Sagradas (marcos que, supostamente, mantém a estabilidade do Mundo Digimon), lançando o caos no Mundo Digital.

 

Esta é a parte mais frustrante de toda a temporada. Numa altura em que as Crianças apenas conseguiram desbloquear duas Digievoluções ADN (que, de resto, são apenas de nível Super Campeão), em quase todos os episódios os heróis tentam desesperadamente impedir BlackWarGreymon de destruir as Pedras Sagradas e falham de todas as vezes. A situação melhora um bocadinho nos últimos episódios desta parte, quando só sobra uma Pedra Sagrada, depois de a terceira Digievolução ADN ser desbloqueada. Mesmo assim, a onda destruidora de BlackWarGreymon só termina quando Azulongmon (um Digimon Dragão, semi-deus, um dos quatro guardiões do Mundo Digital) é invocado. E, mesmo assim, termina porque Azulongmon, essencialmente, manda-o pastar (OK, manda-o procurar um sentido para a vida noutro lado, obrigadinho) e, de facto, BlackWarGreymon desaparece do mapa até à quarta parte deste arco.

 

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Aqui é que as Crianças Escolhidas foram completamente inúteis, tirando quando usaram os D3 para invocar Azulongmon - e nem sequer foi intencional, eles queriam apenas mover a Pedra Sagrada. O melhor é mesmo passar à frente... 

 

A terceira parte deste arco (entre o episódio 38 e o 42, inclusive) é mais levezinha e agradável: é a "Digressão Mundial de Natal". Estamos na época natalícia na cronologia de 02, mas as festas são interrompidas que começam a surgir Torres Negras no Mundo Real, primeiro em Tóquio, depois um pouco por todo o Mundo. Os veteranos juntam-se aos caloiros na luta e, graças a uns cordelinhos puxados por Gennai e Azulongmon, os Digimons dos mais velhos recuoeram a capacidade de atingir o nível Super Campeão e o Paildramon - a Digievolução ADN de Davis e Ken - desbloqueia a sua forma de nível Hiper Campeão, Imperialdramon. 

 

Não gostei da forma como Davis e Ken conseguiram o nível Hiper Campeão. Foi demasiado fácil, nem eles nem os Digimon fizeram nada por merecer. Eu sei que, em Adventures, Tai e Matt conseguem-no de uma forma não muito mais brilhante, com uma profecia enfiada a martelo. No entanto, sempre obrigou Tai e Matt a emprestarem coragem um ao outro, enquanto Angemon e Angewomon lhes lançavam flechas com a luz, a esperança e o amor dos irmãos mais novos - um dos meus momentos preferidos em Digimon, chegando mesmo a ser brevemente referido em Tri.

 

São nestes pequenos pormenores que 02 empalidece em relação ao seu antecessor. No entanto, não me vou queixar muito pois, alguns episódios mais tarde, teremos um momento semelhante ao referido acima em termos de emoção e significado.

 

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Convenientemente, Imperialdramon é capaz de voar a grande velocidade e de transportar as Crianças Escolhidas para diferentes pontos do planeta em duas ou três horas (sem terem de passar pelas medidas de segurança e burocracia dos aeroportos e, aparentemente, sem ficarem com as náuseas e dores de cabeça com que eu fico sempre que ando de avião. Há gente com sorte...). Nos diferentes países, os heróis colaboram com as Crianças Escolhidas locais na destruição das Torres Negras e orientação dos Digimons perdidos para que voltem para o Mundo Digital. Estes episódios pouco mais são que fillers, as Crianças Escolhidas locais não passam de estereótipos, mas eu até gosto desta parte. A ideia de Crianças Escolhidas de diversas nacionalidades colaborando em diversos pontos do planeta é, na minha opinião, muito fixe por si só. Juntem o elenco de Adventures e um tom natalício e temos uma combinação vencedora. Foram momentos divertidos, ligeiros, antes de as coisas ficarem muito sombrias nos últimos episódios da temporada.

 

Intitulo a quarta e última parte (do episódio 43, inclusive, até ao fim), Oikawa e as Sementes da Esturidão (outro nome possível para uma banda...). Nesta fase, descobrimos que Oikawa foi quem criou Arukenimon e Mummymon e quem manipulou Ken para que ele se tornasse Imperador Digimon. Oikawa tem, aliás, um novo e perigoso plano para cumprir o seu sonho de infância de visitar o Mundo Digital.

 

Conforme veremos adiante, esta situação já suficientemente complicada por si só. No entanto, os guionistas lembraram-se de enfiar a martelo mais um vilão: Daemon e uns quantos minions. Nunca se percebe muito bem o que vieram eles fazer, para além de criar confusão. Aparentemente, não têm ligação nenhuma ao vilão principal da temporada. Por fim, Daemon nem sequer é derrotado, o melhor que as Crianças Escolhidas conseguem é encurralá-lo no Mar Negro. Fica, assim, esta ponta solta no fim de 02, juntando-se ao deus do Mar Negro, Dragomon (pergunto-me se Daemon ou Dragomon regressarão em Tri...). Ao menos, este mini-arco insatisfatoriamente resolvido destaca-se de outros mini-arcos insatisfatoriamente resolvidos em 02 ao proporcionar um dos melhores momentos de toda a temporada - mais sobre isso quando falarmos sobre Ken.

 

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Pelo meio, nesta parte da narrativa, BlackWarGreymon aparece no Mundo Real e a sua história resolve-se de forma aceitável. Finalmente, no antepenúltimo episódio, Oikawa consegue abrir um portal... mas não para o Mundo Digimon. Em vez disso, Oikawa, as crianças em quem ele implantou as Sementes da Escuridão (mais sobre isso adiante) e as Crianças Escolhidas vão parar ao Mundo dos Sonhos, de que já falámos antes. Aqui é revelado o vilão principal da temporada, a mão que controlava Oikawa havia já três anos. Nada mais nada menos que Myotismon.

 

Esta é a minha parte preferida da temporada. Para além de termos a resolução das várias histórias da temporada (com as exceções já referidas), temos mais desenvolvimento de carácter nesta parte que em todo o resto de 02, sobretudo no que toca aos vilões. Falarei melhor sobre isso quando analisarmos as Personagens.

 

Não falo, para já, do controverso epílogo de 02. Vou guardá-lo para o fim, depois de analisar o elenco da temporada. Algo que começo... na próxima publicação.

Digimon 02 #2 - Cenários e atividades extracurriculares

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Falemos um pouco dos Cenários. Não me vou alongar muito no que toca ao Mundo Digimon visto que este é o mesmo que em Adventures, expandindo-se apenas num aspeto ou outro. Por outro lado, em 02, é-nos revelado que existem outros mundos/dimensões paralelas, para além do Mundo Real e do Mundo Digital, embora só cheguem a falar de dois deles: o Mar Negro e o Mundo dos Sonhos.

 

De 02, eu fiquei com a ideia de que o Mar Negro é a fonte de toda a Escuridão do Mundo Digimon (e não só, suponho...). No entanto, não encontro informação oficial que confirme, preto no branco (no pun intended) esta teoria. O Mar Negro é governado por Dragomon, cujos súbditos, Divermon, se referem como o seu "deus das profundezas". De uma maneira paradoxal, Kari, a Encarnação da Luz, é particularmente vulnerável à influência deste Mundo. Por outro lado, o Mar Negro serve de catalisador à transformação de um Ken deprimido e solitário no Imperador Digimon. O Mundo dos Sonhos, por sua vez, acaba por ser a antítese do Mar Negro no sentido em que dá vida a emoções, sonhos e desejos. O Mundo Digimon acaba por ser formado a partir de elementos tanto do Mar Negro como do Mundo dos Sonhos à mistura com dados digitais, tal como já tinha explicado aqui

 

Eu sei que isto parece muito vago e resumido, mas a verdade é que isto é tudo o que sabemos sobre estes mundos. O Mar Negro aparece algumas vezes ao longo de 02, mas sempre num plano secundário. No fim do episódio 13, o primeiro em que visitamos o Mar Negro, a ideia que fica é que Dragomon será um vilão futuro, que as Crianças Escolhidas terão de enfrentar depois de vencerem o Imperador Digimon. No entanto, este nunca mais é referido.

 

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Por sua vez, o Mundo dos Sonhos só aparece no final da temporada, embora isso até faça o seu sentido: um mundo em que os desejos se tornam facilmente realidade não tem grande potencial em termos de história - pelo menos, não no universo de Digimon. Mesmo assim, sobretudo no que toca ao Mar Negro, é apenas mais um exemplo de conceitos mal-desenvolvidos em 02.

 

Mudando de assunto, ao contrário do que acontece em Adventure, aqui as Crianças Escolhidas (exceto Ken) não chegam a viver no Mundo Digimon, tirando durante três ou quatro episódios. As Crianças vão salvando o Mundo Digital mais ou menos em jeito de atividade extracurricular. Tal como já tinha escrito antes, eu gostava desse aspeto quando tinha doze anos. Por outro lado, este carácter um bocadinho facultativo da salvação do Mundo Digital faz-nos questionar as motivações das novas Crianças Escolhidas. Sobretudo quando Yolei - que, em muitos aspetos, é uma Mimi 2.0 - depressa revela insegurança e aversão à violência. E mesmo Cody, que chega a trocar uma visita ao Mundo Digimon por... uma aula de kendo. As primeiras Crianças Escolhidas foram, literalmente e sem cerimónias, atiradas para o Mundo Digimon. Mesmo que não quisessem fazê-lo, tiveram de lutar para sobreviverem. Desta forma, quando descobriram que o seu dever era salvar o Mundo Digital, já existia uma certa ligação àquele mundo e, de qualquer forma... salvá-lo permitir-lhes-ia regressar a casa. Aqui não existiam problemas de motivação, enquanto que, em 02, tirando T.K e Kari, a única motivação parece ser, apenas, o cliché de fazer o que está certo. 

 

Em 02 existe, ainda, um maior enfoque nas tecnologia e informática - outro dos aspetos que mais me agradou quando tinha doze anos. Para começar, passa a ser possível entrar no Mundo Digimon a partir de um computador. Por essa altura, sempre que passava por um computador, na escola ou noutro sitio qualquer, divertia-me pensando que, enquanto outros viam meros monitores, em via passagens para o Mundo Digital. Ainda existiram ocasiões em que pegava num D3 (os dispositivos digitais em 02) imaginário, encostava-o aos monitores e exclamava para mim própria: "Porta digital aberta!"

 

Se a história decorresse nos dias de hoje, talvez fosse possível entrar no Mundo Digimon com maior facilidade, através de um smartphone - provavelmente com uma aplicação especial para o efeito. 

 

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Já que falo em smartphones, quero falar também dos D-Terminais - outros dispositivos usados pelas Crianças, embora não seja clara a maneira como estes foram obtidos. Numa altura em que os SMS estavam apenas a começar a estar na moda, com cada caracter pago a peso de outro, em que ter uma conta de e-mail em meu nome e só em meu nome era um dos meus maiores orgulhos (pensar que, hoje em dia, miúdos de doze anos já têm Facebook, Twitter, Instagram, etc...), eu invejava as Crianças Escolhidas por poderem trocar mensagem entre si em qualquer sítio, a qualquer hora, através de dispositivos manuais. Algo que hoje é trivial, quer com telemóveis dos mais baratos, quer com o último iPhone, que dispõe de inúmeras aplicações diferentes para o efeito.

 

É tudo por hoje, na próxima entrada falaremos do Enredo de 02. Continuem ligados.

Digimon 02 #1

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Há pouco mais de duas semanas, saiu o primeiro filme de Digimon Aventures Tri, o primeiro de uma série de seis. Esta série de filmes é protagonizada pelo elenco de Crianças Escolhidas da primeira temporada de Digimon, denominada Adventure. Em jeito de antecipação, no verão passado resolvi rever essa primeira temporada pela primeira vez em, pelo menos, dez anos. Foi uma experiência incrivelmente intensa, emocionante, voltar a ver aquilo que considero um dos melhores produtos televisivos para crianças (entre os oito e os doze anos, pelo menos) de todos os tempos. Escrevi um total de quinze entradas sobre Aventures, começando por esta.

 

No mês passado, resolvi rever a segunda temporada, que funciona como sequela direta à primeira. Decorre três anos após os eventos em Adventures - mais concretamente em 2002 (apesar de ter sido emitida originalmente em 2000). É precisamente o ano que faz com que a temporada se denomine Digimon 02. Por mero acaso, Digimon 02 foi transmitida pela primeira vez na televisão portuguesa precisamente entre 2001 e 2002 (embora, na altura, não tenha dado pelo pormenor do ano...).

 

Trago de volta dois alertas...

 

1) Spoilers: as entradas desta série terão inúmeras revelações sobre o enredo da primeira temporada e segunda de Digimon, talvez mesmo do primeiro filme de Digimon Adventure Tri. Leia por sua conta e risco.

 

2) Alguns conceitos próprios desta série animada têm traduções controversas - na língua portuguesa, têm mais do que uma possível. Neste texto, vou adotar as traduções com que estou mais familiarizada e/ou que considero mais adequadas.

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Em 2002, três anos depois daquelas inesquecíveis férias de Verão, o Mundo Digimon está de novo sob ameaça.O grupo original de Crianças Escolhidas (excluindo T.K e Kari, ainda que não numa fase inicial) não pode fazer nada, devido à interferência de misteriosas Torres Negras que surgem por todo o Mundo Digital, impedindo os seus companheiros Digimon de digievoluir. Assim, três novas crianças são... bem, escolhidas e cada uma delas ganha Digimons que conseguem digievoluir de maneira diferente. Mais tarde, T.K e Kari descobrem que, apesar de já terem tido o seu papel na salvação do Mundo Digimon três anos antes, estes ainda são necessários. Assim, os cinco embarcam na complicada tarefa de salvar o Mundo Digital do auto-intitulado Imperador Digimon.

  

Ao contrário do que aconteceu com a primeira temporada, que eu tinha visto inúmeras vezes em miúda, antes disto só tinha visto 02 uma vez - lá está, entre 2001 e 2002 - e, mesmo assim, tinha falhado vários episódios, incluindo os dois últimos. Como tal, ao longo destes anos todos, Adventures esteve acima da sua sucessora na minha opinião por a conhecer melhor. Agora que a vi do princípio ao fim, será que mantenho essa opinião?

 

Bem, sim. Adventures é superior a 02 em quase todos os aspetos, ainda que com exceções notáveis. De uma forma resumida, 02 apresenta uma série de conceitos interessantes, que expandem o universo do franchise, mas vários não foram desenvolvidos como mereciam. O enredo é inconsistente e as Crianças Escolhidas em nenhum momento conseguem imitar o carisma e, com poucas exceções, a profundidade das suas antecessoras, nem mesmo os veteranos T.K e Kari.  Na verdade, em 02 os vilões são mais interessantes que os heróis. Isso, por um lado, é inovador, sobretudo numa série infantil; por outro lado, é estranho, sobretudo numa série infantil. 

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Vou organizar esta análise de maneira semelhante à de Adventures. A minha ideia era que esta não se esticasse, de novo, por quinze entradas, mas acho que vai voltar a ser um número grande de publicações. Depois, ainda vou escrever sobre o primeiro filme de Tri. Em suma, preparem-se para uma grande dose de Digimon durante os próximos tempos...

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