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Álbum de Testamentos

"Como é possível alguém ter tanta palavra?" – Ivo dos Hybrid Theory PT

Nómada / The Host

 
Melanie Stryder recusa-se a desaparecer.
O nosso Mundo foi invadido por um inimigo invisível. Os Humanos estão a ser transformados em hospedeiros destes invasores, com as suas mentes expurgadas, enquanto o corpo permanece igual.
Quando Melanie, um dos poucos Humanos "indomáveis", é capturada, ela tem a certeza de que chegou o fim. Nómada, a Alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, foi avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, recordações demasiado presentes. Mas existe uma dificuldade com que Nómada não conta: o anterior dono do corpo combate a posse da sua mente.
Nómada esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada – Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos do seu corpo, Nómada começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão delatar. No momento em que um inimigo comum transforma Nómada e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida do homem que amam.
Este é um livro sobre extraterrestres escrito pela autora que é mais conhecida por escrever sobre vampiros. Gosto mais deste livro do que dos da "saga Twillight/Crepúsculo", também conhecida como saga Luz e Escuridão, em parte por causa de O Sobrevivente, que também é um livro sobre extraterrestres, mas não só.
 
Quando li "Nómada" pela primeira vez, o conceito de Alma, do alien que toma posse do corpo e da mente de um ser humano, recorda-me Sobrenatural, os anjos e os demónios, que usam igualmente humanos como marionetas. No entanto, após leitura mais cuidada, percebi que as Almas não são apenas, como uma das personagens refere, "a mão que manipula a marioneta", eles, de certa forma, acabam por adquirir a personalidade dos humanos que controlam. Nesse aspeto, Stephenie Meyer ganha pontos pelo conceito e, sobretudo, por não ter retratado as Almas como seres cruéis, que escravizam os humanos por motivos egoístas, mas sim como criaturas que acreditam sinceramente estar a fazer o correto. Na parte final do livro, é dado a entender que é possível um mundo em que ambas as raças possam viver em harmonia.
 
Um dos pontos fortes do livro é precisamente o facto de induzir reflexões sobre o amor e a natureza humana, de nos levar a concluir que nada é, pura e simplesmente, preto ou branco. E o facto de apresentar a Humanidade sob o ponto de vista de um alien é particularmente interessante para mim, que escrevo livros sobre extraterrestres.
 
Ora, o problema de Stephenie Meyer é ser capaz de criar conceitos interessantes à sua maneira, mas ser incapaz de criar enredos que lhes façam justiça. Esta deficiência é clara na saga Crepúsculo e também em "Nómada".
 
Ainda que, como referi acima, as Almas sejam retratadas como pacíficas, de não serem o inimigo cruel que, se calhar, outros autores criariam, julgo que estas premissas pediam uma história com uma tensão diferente, com mais ação. Em vez disso, o livro acaba por se centrar no triângulo/quadrado amoroso Melanie-Nómada-Jared-Ian. Para além de já ser um cliché em Meyer, que já teve um triângulo-amoroso-que-não-chega-a-sê-lo-pois-toda-a-gente-sabe-logo-com-quem-é-que-ela-fica noutros livros, não é assim tão interessante e acaba por conduzir a umas quantas situações um bocado parvas, mesmo quando inseridas no contexto.
 
A própria personagem principal Nómada - também conhecida como Noa - assemelha-se a Bella Swan de Crepúsculo. Na timidez, na baixa auto-estima, na - passe a expressão - choraminguisse. Enerva-me um bocado a maneira como ambas as personagens se fazem de mártires, se sentem culpadas por tudo o que de mau acontece à volta delas quando, na verdade, não têm capacidade de fazer mal a uma mosca. Nómada só não se torna tão patética como Bella pois partilha a mente com Melanie, uma humana completamente diferente, lutadora, que lhe empresta alguma da sua coragem e astúcia.
 
Além de que Stephenie Meyer parece convencida de que o suicídio é prova de amor. As suas personagens não parecem ter personalidade suficiente para ultrapassarem o luto derivado à perda dos respetivos apaixonados, nem mesmo quando até têm família e amigos que, em teoria, lhes dariam razão para viver. É claro que existe o muito apregoado em Harry Potter caso daquele que sacrifica a sua própria vida para salvar a vida de outros - mas eu, por vezes, questiono a bondade de tal ato. No caso de Nómada, ela até tem a hipótese de viver mas recusa-se a isso. Não acho que seja amor condenar os seres amados ao luto, à culpa, ao ódio a si mesmos por a sua vida ter custado a vida de um ente querido. Pelo menos não nestas circunstâncias.
 
Mesmo assim, apesar de tudo isso, considero "Nómada" um bom livro, à sua maneira, sobretudo pelo conceito, por nos fazer sentirmo-nos gratos por (ainda) termos um planeta tão belo como o nosso e por nos fazer refletir sobre a condição humana - algo que a saga Crepúsculo não faz. Por isso, recomendo a sua leitura e aguardo a exibição da versão cinematográfica do livro que, segundo o que consta, chega aos cinemas no próximo ano.
 

Avril Lavigne

 

Já publiquei cá no blogue duas críticas a álbuns musicais e tenciono publicar mais umas quantas nos próximos tempos. No entanto, sinto que, antes de mais nada, devia ter falado sobre a minha maior referência no que toca a música, aquela com quem comparo, quer consciente quer inconscientemente, praticamente todo e qualquer cantor ou banda: a minha cantora preferida: Avril Lavigne.
 
Faz mais ou menos agora nove anos desde que a conheci, quando comecei a ouvir I'm With You várias vezes na rádio. Não me tornei imediatamente fã, pelo menos não conscientemente. Contudo, ao longo dos meses que se seguiram, ainda antes de saber o nome dela, dava por mim cantarolando: "Isn't anyone trying to find me? Won't somebody come take me home?". Mais tarde, conheci Complicated e Sk8er Boi na rádio e, quando saiu o Under My Skin (o segundo álbum dela), comecei a ver os videoclipes de Don't Tell Me e My Happy Ending - até à data, dois dos meus preferidos, juntamente com Complicated e Alice. Finalmente, comprei os dois CD que ela havia lançado até à altura (Let Go e Under My Skin) e fiquei fã. Agora, há já uns bons sete ou oito anos, tem-se mantido como a minha cantora feminina preferida. 
 
Existem muitos motivos para tal. A sua voz, inconfundível, inimitável, que considero a melhor voz feminina do Mundo. O facto de ter músicas para todas as ocasiões, de praticamente cada uma das músicas da sua discografia ser diferente de todas as outras, sem se desviar do estilo pessoal - quer dizer, tem algumas exceções mas até agora, não encontrei um único cantor ou banda que conseguisse ter um trabalho musical tão variado, sem perder a sua identidade. A maneira como mete o seu cunho pessoal em tudo o que faz, como é genuína, não recorrendo a artifícios, a alter-egos, a máscaras, por motivos comerciais, para aumentar a popularidade, ao contrário do que fazem a maioria das cantoras femininas hoje em dia, como me ensinou a ser assim, a ser fiel a mim mesma, aos meus princípios, independentemente de isso agradar a outros ou não.



Podia escrever mais umas duzentas linhas sobre os motivos pelos quais adoro a Avril, mas vou passar ao motivo principal. Avril Lavigne é uma das razões principais - se não for a principal - pela qual neste momento sou uma autora publicada. Por vários motivos. Para começar, as músicas dela têm servido de fonte de inspiração, algumas delas seriam a banda sonora perfeita de certos momentos dos meus livros. Além disso, a Avril despeja a sua personalidade, os seus gostos, o seu coração, nas coisas que faz, sejam estas a sua música, a sua linha de roupas, os seus perfumes, a sua Fundação. Eu procurei fazer o mesmo com a minha escrita. Sei perfeitamente que, na sua essência mais básica, os meus livros não são absolutamente originais. No  entanto, tenho sempre procurado recorrer aos meus gostos, às minhas paixões,  aos meus estudos, às minhas crenças, de modo a criar algo que, ainda que não seja propriamente único, não possa ser criado por mais ninguém.


A maior razão de todas, contudo, é o facto de ela, com o seu exemplo, com a mensagem que tem transmitido, através das suas músicas e não só, ter-me ensinado o que mais ninguém me ensinou: a acreditar em mim própria, a saber o que quero, a lutar por isso, independentemente das opiniões dos demais. Foi ela quem me deu a coragem de verter a minha alma no meu livro e de fazer com que ele fosse publicado.

É por estas e por outras que me é quase impossível ser imparcial em relação à Avril. Não que ela esteja acima das minhas críticas, longe disso. Mas a verdade é que eu hei de gostar de praticamente qualquer coisa que a Avril faça, qualquer música que a Avril lance. Mesmo que ela lançasse um CD fraquíssimo,  eu haveria de gostar à mesma e de passar os dias seguintes a ouvi-lo e a cantá-lo outra e outra vez. Mesmo que as músicas nada tivessem a ver comigo, mesmo que eu as detestasse, haveria sempre de arranjar motivos para as adorar. Ou por ser o primeiro material inédito em muito tempo, ou porque até tem uma certa piada, ou porque gosto daquele segmento, ou simplesmente porque sim, porque foi a Avril a compô-la e a interpretá-la. Sou maluca a esse ponto! Quer isso esteja certo ou errado, adoro a música dela para lá do racional. E a verdade é que, até ao momento, não há mais nenhum cantor ou banda que tenha conseguido cativar-me a esse ponto, que me faça gostar quase automaticamente de qualquer coisa que grave, que me faça cantar e dançar, que me faça rir e chorar, que tenha influenciado tanto a minha maneira de pensar e agir, que me tenha encorajado, com a sua mensagem e o seu exemplo, a seguir o meu próprio sonho, que me tenha inspirado em tantos sentidos, que traga tanta alegria à minha vida…

Em suma, que me perdoem este ostensivo, confesso e militante favoritismo, mas, para o bem e para o mal, não há, nunca houve e, provavelmente, nunca voltará a haver, outro cantor ou banda como Avril Lavigne!

E como que para provar que não estou sozinha nisto, que existem outros como eu cá em Portugal, divulgo aqui um vídeo feito por fãs portugueses - incluindo eu própria, embora o meu contributo não seja muito significativo - precisamente para declarar o nosso amor pela cantora canadiana e fazer-lhe um apelo para que venha a Portugal.

Simple Plan - Get Your Heart On! (2011)

 

A banda canadiana Simple Plan comemorou recentemente o décimo aniversário do lançamento do seu primeiro álbum “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Já conheço a banda há alguns anos. Ainda me lembro de ouvir Welcome To My Life pela primeira vez em 2005 ou 2006, num anúncio de um automóvel cuja marca não recordo (alguém se lembra desse anúncio?). Músicas como essa, When I’m Gone, Crazy (nunca me esquecerei de quando o meu pai disse que esta música podia ser o hino do Partido Comunista…), Grow Up, já fazem parte da minha playlist há alguns anos. Finalmente, há alguns meses, ouvi a discografia da banda, excetuando o último álbum.
 
A sonoridade da banda é um pop punk rock que se tem mantido mais ou menos homogéneo ao longo da carreira deles. Na verdade, assemelha-se bastante ao som de Avril Lavigne (a minha cantora preferida. Um dia destes escreverei uma entrada só sobre ela). No outro dia, quando estávamos a ouvir o Get Your Heart On no carro, o meu pai perguntou-me se a Avril Lavigne tinha andado a tomar esteroides porque estava a cantar com voz de homem… Achei graça pois eu própria considero os Simple Plan como uma versão masculina da Avril, pelo menos nalguns aspetos: são canadianos, surgiram mais ou menos ao mesmo tempo (acho que chegaram a abrir alguns concertos para ela), têm sonoridade semelhante e abordam temas parecidos.
 
É precisamente sobre a temática das músicas dos Simple Plan que quero falar agora. Os primeiros dois álbuns são muito adolescentes. Há quem fale de Let Go - o primeiro álbum de Avril Lavigne - como um álbum adolescente, mas o No Pads, No Helmets… Just Balls e o Still Not Getting Any vão ainda mais longe no que toca a situações com que praticamente toda a gente lida nesta fase da vida: dúvidas existenciais, fases tipo ninguém-gosta-de-mim ou ninguém-me-compreende, vontade de fugir aos problemas, à rotina, solidão, desentendimentos com os pais, rebeldia, limitações à individualidade e, claro, amor: paixões, saudade, desgostos.
 
O terceiro álbum dos Simple Plan, lançado quando eles já eram mais velhos, não é tão adolescente mas as temáticas acabam por ser as mesmas, tirando apenas uns pozinhos aqui e ali. E o mais recente álbum deles, Get Your Heart On!, lançado em Junho do ano passado, acaba por ser mais do mesmo, nesse aspeto. Anywhere Else But Here recicla o conceito de músicas como Jump e Welcome To My Life. Músicas como You Suck At Love e Freaking Me Out recordam músicas como Addicted e Your Love is A Lie. Can’t Get My Hands Off You relembra I’d Do Anything e Promise. Last One Standing lembra Me Against The World. 
 
O pior é que, quando eles procuram inovar, a coisa não resulta. Falo de Summer Paradise, a faixa em que eles fazem um dueto com o K’naan.  Algo mais para o folk, mas que não tem muito a ver com os Simple Plan, na minha opinião. Ou então, sou eu que, pura e simplesmente, não gosto da música…

 

 

No entanto, este álbum não deixa de ter músicas interessantes. Começarei por Jet Lag, segundo singe, que foi a que conheci primeiro. Esta faixa foi gravada em dueto com Natasha Bedingfield. Também existe uma versão francesa com Marie-Mai. Jet Lag é capaz de ser a faixa mais contagiante que ouvi nos últimos tempos, muito animada, com uma melodia super cativante e letra engraçada, sobre quando o nosso amor se encontra noutro fuso horário. Adoro o verso “Tryin’ to figure out the time zone is making me crazy!”, antes do início do refrão: “You say Good Morning when it’s midnight…”.

 

 

O terceiro single é Astronaut, uma balada rock sobre solidão, que recorda I’m With You, de Avril Lavigne, mas que se torna única graças ao conceito do astronauta e das viagens espaciais (embora eu seja suspeita nessa matéria…).
 
Uma nota rápida só para dizer que Loser Of The Year, de letra e som clássicos dos Simple Plan, faz-me lembrar, no que toca ao seu conceito, dois temas de Bryan Adams: The Only Thing That Looks Good On Me Is You e All I Want Is You.

 

 

Outro destaque do álbum é a faixa Gone Too Soon. Esta é uma balada de luto, muito semelhante a Slipped Away - mais uma vez, de Avril Lavigne - no sentido em que também fala da morte de um ente querido que foi tão rápida, tão inesperada, que não houve tempo para despedidas. Só que, enquanto Slipped Away tem uma letra bastante simples, bastante crua, Gone Too Soon é bastante poética. Gosto imenso da imagem da estrela cadente e da estrela orientadora. Uma faixa linda e comovente.
 

 

Deixei para o fim aquela que, para mim, é a melhor faixa de Get Your Heart On, se não for a melhor de toda a discografia dos Simple Plan. Chama-se This Song Saved My Life e é uma autêntica carta de amor de um fã de música dirigida ao seu artista ou banda preferida. Fala da capacidade que a música, em geral, tem de servir de escape, de consolo, de fonte de força, em suma, fala de tudo o que a música tem de melhor. Para mim, recorda-me o efeito que a Avril Lavigne e a sua música têm tido na minha vida. Bem, não apenas ela, mas sobretudo ela. Para outra pessoa, pode recordar a música dos próprios Simple Plan, do Eminem, da Lady Gaga, do Justin Bieber… Dá-me a ideia que os Simple Plan copiaram frases de cartas que receberam dos fãs. Dá para destrinçar referências a músicas antigas deles : Perfect, Welcome To My Life, Shut Up… Talvez a ideia deles fosse homenagearem os seus fãs mas, no fim, conseguiram criar uma música única, linda, tocante, de mensagem universal. Recomendo-a vivamente.
 
Eu gostei deste álbum. Apesar de os Simple Plan terem repetido fórmulas, fizeram um bom álbum, com conteúdo, em vez de apenas um conjunto de faixas radiofónicas. É sempre de louvar o facto de não terem cedido ao sucesso fácil. Com Get Your Heart On, os Simple Plan fazem o que sempre têm feito ao longo desta última década: animam, dão voz à nossa raiva e rebeldia, comovem.  Em suma, consolidaram-se como uma das minhas bandas preferidas e não me arrependo de ter comprado o CD (que, por sinal, foi caríssimo…).

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