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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Hoje celebramos 20 anos de Pokémon...

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Há exatamente vinte anos, eram lançados no Japão os jogos para Game Boy Pokémon Red and Green, inaugurando assim a franquia Pokémon, que hoje se exprime, não apenas numa série de videojogos, mas também em jogos spin-off, uma série de anime, um jogo de cartas, entre outras coisas. A propósito deste aniversário, hoje celebramos o Pokémon Day. Já falei aqui no blogue, por diversas vezes até, da importância que esta franquia tem para mim, não podia deixar esta data passar em branco. Resolvi fazê-lo partilhando um texto que escrevi para um projeto do blogue Nerdy Girl Notes

 

O projeto consiste num livro sobre cultura pop e comunidades de fãs, celebrando a capacidade que personagens femininas fortes possuem de tocar pessoas, inspirá-las, mesmo não sendo de carne e osso. A autora do blogue desafiou-nos a participar enviando-lhe cartas nossas, homenageando mulheres ficcionais que nos tivessem marcado. 

 

Ora, eu tive vontade de participar desde início, mas não sabia a quem escrever a carta. Ao longo da minha vida, praticamente todas as pessoas que idolatrei - homens e mulheres - eram de carne e osso. Sim, tenho tido uma personagem feminina ficcional acompanhando-me durante muitos anos, mas fui eu mesma quem a criou e nem sequer foi diretamente baseada em personagens já existentes. Cheguei a pensar escrever à Sora de Digimon, mas o seu fraco desenvolvimento e o seu inexplicado destino, revelado no epílogo de 02, tiraram-me a vontade. Por fim, acabei por me lembrar de Misty.

 

Como poderão ler, a minha ligação a Misty acaba por ser um reflexo da minha ligação a toda a franquia. Daí que tenha querido partilhá-la convosco hoje, em dia de 20 anos de Pokémon. Escrevi originalmente em inglês, mas obviamente traduzi-a aqui para o blogue. Abaixo, segue a versão em português. Tenham em conta que esta é uma carta para uma heroína de infância, preparem-se para uma dose saudável de lamechice.

 

02.jpg

 

Querida Misty,

 

Olá. Chamo-me Sofia, sou de Lisbon City, na região de Portugal. Cresci jogando Pokémon e vendo-te, ladeada pelo Ash e pelo Brock. Pokémon sempre significou muito para mim, ainda significa e terá sempre um lugar especial no meu coração. Isto acontece em parte graças a ti, daí esta carta.

 

Conheci-te quando tinha dez anos. Pelo menos para mim, foste a primeira rapariga no mundo dos Pokémon. Foste tu a dizer, a mim e ao resto do mundo, que os Pokémon não eram apenas para rapazes, que as raparigas podiam também ser treinadoras de Pokémon. Não fosses tu, teria sido mais difícil para mim entrar neste mundo. Por esse motivo, estarei-te sempre agradecida 

 

Durante algum tempo, logo depois de te conhecer, idolatrei-te. Tentava imitar o teu rabo-de-cavalo - sem sucesso, porque o meu cabelo era demasiado curto. Lembro-me em particular de pedir à minha mãe que me comprasse um par de calções de ganga, parecidos com aqueles que usavas. Na altura, não ligava muito a roupa, mas sentia-me feliz usando esses calções com um top amarelo. #MistySwag! Por tua causa (entre outras coisas), água foi o meu tipo de Pokémon favorito durante muito tempo. Hoje em dia não ligo assim tanto aos tipos, mas vários dos meus Pokémon preferidos são aquáticos. 

 

Não eras muito fácil de simpatizar no início, contudo. Devo dizer, tu eras um bocadinho dura demais para o Ash quando o conheceste. Eu sei que ele não é lá muito esperto, é casmurro e costumava passar de super arrogante a zero em auto-confiança numa questão de minutos. Ele precisava de amor duro. No entanto, às vezes parecia que te esquecias que ele era apenas um miúdo, um novato, a aprender tudo do zero.

 

Dito isto, Ash aprendeu imenso contigo, mas tu também aprendeste com ele: com a sua gentileza, a sua sabedoria inocente, com o seu amor genuíno pelos Pokémon. Desde, bem, não exatamente o primeiro dia, desde o segundo (ou terceiro? Não me lembro ao certo...). Um dos meus momentos preferidos em Pokémon foi quando tu estavas a ver o Ash com o seu Metapod recém-evoluído e disseste: "Nunca conheci ninguém como ele. Gosta mesmo de Pokémon." Aposto que também não conheceste ninguém como ele depois. Eu não, pelo menos.

 

Ao contrário da maior parte das pessoas, nunca vos imaginei como parceiros românticos. Sempre vos vi mais como irmão e irmã. Do mesmo modo, houve alturas em que te via a ti e ao Brock como os pais adotivos do Ash.

 

Também gostava da tua relação com o Togepi. Cheguei a invejá-la um boocadinho. Sejamos honestos, todos nós gostaríamos de ter sempre uma coisinha tão adorável como aquela nos nossos braços. Mais à frente, gostei de te ver ligando-te com a Sakura e o Max, que também são irmãos mais novos.

 

Apesar de ter ficado triste quando tiveste de te separar do Ash e do Brock, depois de Johto, hoje compreendo que, a partir de certa altura, não seria suficiente para ti andares sempre atrás do Ash. Eventualmente terias de seguir o teu próprio caminho, cumprir o teu próprio destino. A história de como te tornaste Líder de Ginásio de Cerulean é linda. Tal como muitos de nós no início de um capítulo novo nas nossas vidas, andaste um bocadinho perdida. Estavas habituada a ter sempre o Brock e o Ash contigo. Para piorar, assim que chegaste ao ginásio, tiveste de lidar com um Gyarados descontrolado, de todas as coisas - sobretudo porque tinhas medo deles. Não foi fácil, mas acabaste por conseguir.

 

Gostei em particular do facto de aquilo que te fez ganhar a confiança do Gyarados foi tê-lo protegido contra os Tentacruel, quase morrendo no processo. Recordou-me todas as vezes que o Ash fez o mesmo: enfrentando um bando de Spearow para proteger o Pikachu, escudando o Squirtle no meio de um bombardeamento, atravessando um nevão para salvar a vida ao Pikachu, atirando-se para o meio do combate entre o Mewtwo e o Mew (espera, tu lembras-te disto, certo? O Mewtwo devolveu-vos as memórias que vos retirou, não devolveu?), tratando do Charizard pela noite adentro, fazendo questão de nunca deixar a cabeceira dos seus Pokémon quando estes estão feridos - e estes são os únicos exemplos de que me recordo neste momento. É isto que o Ash faz, ele coloca a segurança dos seus Pokémon acima da sua - ao mesmo tempo, este é o que o Ash tem de mais admirável e de mais frustrante, porque é só por sorte que isso não deu para o torto, até agora.

 

O Ash costuma dizer que os nossos entes queridos nunca nos deixam verdadeiramente. Isso aplica-se a vocês os dois. A maior homenagem que poderias prestar à tua amizade com o Ash foi teres-te provado merecedora do título de Líder de Ginásio fazendo o que ele faria, o que ele te ensinou. Mesmo que não tornes a vê-lo, sabes que és uma treinadora melhor, uma pessoa melhor, só por teres passado tanto tempo com ele. Essa é a beleza de Pokémon: o facto de sempre se ter baseado em amizade, lealdade, amor, tolerância e coragem. Tal como alguém escreveu, "O coração da história de Pokémon não é combater e competir - é o espírito de crescer, explorar a natureza e ver o mundo de modo a tornarmo-nos pessoas melhores". A tua história é um ótimo exemplo disso.

 

Orgulho-me por ter testemunhado a tua caminhada desde menina, que podia ser um bocadinho mazinha quando queria, desesperada por sair da sombra das irmãs, até te tornares uma jovem amável, Líder de Ginásio. Obrigada por me abrires a porta para o mundo dos Pokémon e por tudo o que esse mundo me tem dado ao longo dos anos.

 

Com muito amor,

Sofia

 

Como já afirmei aqui, deixei de acompanhar o anime de Pokémon há muito tempo, mas gosto de ver os filmes à medida que vão saindo - tinha grandes expectativas para o mais recente, protagonizado pelo lendário Hoopa, mas este ficou aquém das mesmas. Ainda jogo Pokémon, se bem que não de forma tão consistente como quando era miúda (por norma, dou prioridade à escrita) e sempre de forma casual. Na verdade, depois de ter estado uns meses sem jogar, há algumas semanas bateu-me a saudade e comecei a versão White 2 (nunca a tinha jogado eu mesma, apenas tinha visto a minha irmã a jogar). Para além disso, no outro dia fui à Fnac do Colombo buscar um Mew, que andaram a distribuir a propósito deste aniversário. Fez-me recordar o meu primeiro Mew, que também trouxe do Colombo há cerca de quinze anos.

 

E agora acabou de ser anunciado um novo par de jogos para juntar à família: Pokémon Sun e Pokémon Moon.

 

 

Não se sabe quase nada ainda sobre esta nova adição à série de jogos (adoro o vídeo que usaram para apresentá-los, mesmo a puxar à nostalgia). Tudo indica que estes serão os primeiros jogos da sétima geração, com novos Pokémon e uma nova região, mas ninguém tem certezas absolutas ainda. Os conceitos de sol e lua, apesar de não propriamente originais (e, de qualquer forma, não são tão óbvios como Preto e Branco ou como X&Y), têm uma infinidade de mitologia associada (a dualidade dia/noite; em algumas culturas, o Sol simboliza fogo, virilidade, poder, coragem, e a Lua simboliza água, feminilidade, fertilidade, duplicidade, entre outros conceitos). Quero ver de que maneira os jogos explorarão essa mitologia. De resto, a dualidade sol/lua já serviu de fonte de inspiração na franquia - Solrock e Lunatone são o exemplo óbvio, mas Espeon e Umbreon interpretam essa dualidade de maneira mais interessante. Para além desses, temos todos os Pokémon que evoluem por Moon Stone/Pedra da Lua (em especial, a família das Clefairy) ou Sun Stone/Pedra do Sol. Por fim, temos Cresselia, que simboliza a lua cheia, Darkrai, que simboliza a lua nova, e Volcarona, que, segundo a Pokédex, chegou a servir de substituto para o sol, depois de uma erupção vulcânica ter coberto a atmosfera de cinza, bloqueando a luz solar.

 

Em todo o caso, novos jogos, novas gerações de Pokémon são sempre uma notícia excitante. Os jogos só deverão sair por altura do Natal, mas até lá vamo-nos entretendo especulando sobre qualquer informação que vá saindo.

 

 

Outra coisa relacionada com Pokémon por que anseio este ano é pela app Pokémon GO, anunciada em setembro último. Pokémon GO será um jogo de realidade aumentada, baseando em localização, estilo Ingress, em que os jogadores poderão usar os seus telemóveis para encontrar Pokémon no mundo real. Segundo informações que vêm saindo, as espécies de Pokémon que poderemos encontrar variarão com as características do terreno - por exemplo, perto de rios ou do mar encontraremos Pokémon aquáticos - certos Pokémon estarão localizados em sítios icónicos, como momumentos; será possível trocar Pokémon e combater com outros utilizadores do jogo; certos lendários poderão ser capturados em eventos próprios; existirão também ginásios e equipas formadas por vários jogadores (esta parte eles ainda não explicaram muito bem...).

 

Este jogo é uma daquelas coisas que eu não sabia que desejava até descobrir acerca dela. É uma das minhas fantasias de infância tornada realidade (houve uma altura quando tinha dez ou onze anos em que eu me imaginava encontrando Pokémon ao pé da minha casa ou nos sítios que visitava). Por norma, quando posso e o tempo está bom, gosto de passear ao ar livre, de andar de bicicleta, De vez em quando, o meu pai gosta de levar-nos a fazer caminhadas. Com Pokémon GO, tenho um incentivo extra. Eu e a minha irmã, que por norma não gosta assim tanto de caminhadas. Pergunto-me, no entanto, o que pensarão pessoas "normais" quando nos virem às voltas num jardim público, de telemóvel na mão, como se procurasse um tesouro escondido. Da mesma maneira, já estou a imaginar o meu pai quando, numa caminhada, eu e a minha irmã ficarmos para trás ou seguirmos por um caminho diferente:

 

- Meninas, onde é que vocês vão?

 

- Só um bocadinho, pai, vamos só ali apanhar aquele Eevee, já voltamos!

 

Contudo, à semelhança do que acontece com muitos outros, tudo isto me parece demasiado bom para ser verdade, receio apanhar uma desilusão. Suspeito que a tecnologia de realidade aumentada será muito básica, pelo menos no início, que tenhamos de pagar por Pokébolas, itens ou atualizações que incluam Pokémon além dos 151 originais. É praticamente certo que a app não funcionará offline, pelo que terei de gerir muito bem os dados móveis do meu smartphone. No entanto, se bem feito, Pokémon GO tem o potencial para ser algo espetacular. Estou a tentar manter as minhas expectativas baixas, mas dou-lhe o benefício da dúvida.

 

02.jpg

 

Já vamos em vinte anos, mas a franquia Pokémon ainda não perdeu a força, ao que parece. Longe de estar perto de me fartar da franquia, como cheguei a pensar há uns tempos, há anos que não me sentia tão entusiasmada com Pokémon - e não há dúvida, de resto, que esta é uma excelente altura para se ser fã da franquia, com a reedição hoje dos jogos originais - Red, Blue e Yellow - para o sistema 3DS (comprámos a Yellow, que nunca jogámos antes), Pokémon Sun&Moon, Pokémon GO, distribuições mensais de lendários, entre outras coisas. Estou cada vez mais convencida de que este casamento tão cedo não acaba.

 

A mais vinte anos de Pokémon!

14 comentários

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    Sofia 05.02.2018 21:36

    Meu Deus, melhor comentário de sempre! Não estava à espera e não mereço de todo.

    Sei perfeitamente que estou a projetar imensas coisas na Misty. Os produtores queriam, mais do que tudo, vender jogos e brinquedos. Ainda hoje querem, toda a gente sabe isso. Provavelmente, criaram a Misty para que o público feminino se revesse nela (e deram-lhe um top e calções curtinhos, para o público masculino regalar a vista).

    Dito isto, gosto de pensar que se, entre milhentas outras personagens de desenhos animados que via em miúda, escolhi a Misty para projetar coisas, aqueles que a criaram fizeram alguma coisa bem.

    Concordo com aquilo que disseste sobre a beleza das nossas diferenças. Uma das melhores coisas acerca de Pokémon enquanto franquia é o facto de ter inúmeras facetas -- os jogos principais, os spin-offs, Pokémon Go, o anime, as cartas, e, na minha opinião, pode fazer-me muito mais com a franquia.

    Muitos fãs na Internet, pelo menos, inventam inúmeras maneiras de se expressarem a partir da franquia -- no YouTube, então, são imensos. Há quem faça apenas os chamados “Let’s Play”’s ou vídeos de Top 10 (de Pokémon preferidos, de jogos, de gerações…), mas também há quem faça tutoriais, vídeos de teorias, remixes da banda sonora dos jogos, quem faça hacks/jogos de fãs. Há inclusivamente um tipo que faz um talk-show com os seus peluches de Pokémon… e é hilariante (pesquisa “Pokémon Talk” no YouTube, vale a pena). As possibilidades são infinitas, o único limite é a nossa criatividade.

    Não te preocupes, que tenciono fazer a minha parte neste blogue. Posso demorar cada vez mais a publicar, mas não tenciono desistir. Não tenho planos para outras cartas, como a desta publicação mas, por sinal, neste momento estou a escrever um texto sobre a quinta geração. Ainda não sei quando consigo publicar -- talvez daqui a uma semana ou assim.

    Muito obrigada pelo teu comentário! Fica bem!
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    Fernando Couto 06.02.2018 20:57

    Olá, antes de mais agradeço a tua resposta. Adoro o tamanho do teu comentário pois adoro quando as pessoas escrevem muito! E se tiver qualidade como é o caso, melhor. E mereces sim o meu enternecimento pois finalmente encontro alguém que também se apaixona pelas coisas mesmo que elas sejam irrisórias, a paixão torna-as um universo novo. Por exemplo falaste que há muita gente que elogia e fala das coisas nos youtubes, eu tenho um certo preconceito com quem faz vídeos, comparando com quem escreve, enfim no fundo uma pessoa pode falar com qualidade sobre as coisas da mesma maneira que existem textos sem graça, mas até agora só vi vídeos com fraca qualidade, daí que não os vejo e não conheço isso do Pokemon Talk. (Estou errado naquilo que digo?) E não é preconceito contra novas formas de comunicação pois até estive a pensar, programas como a Casa dos Segredos, eu os poucos segundos que vi pois entrei em cafés ou assim e é difícil evitar não ver (estou a falar da minha experiência, não teria qualquer vergonha de admitir que via) já que em casa não tenho televisão, cheguei à conclusão que aquilo é muito idiota mas se as pessoas que estivessem a ser filmadas fossem como o Luís de Camões, a Florbela Espanca, o Almada Negreiros, aí podem ter a certeza que eu seria o primeiro a assistir à Casa dos Segredos.

    Normalmente a minha noção de quem faz aqueles vídeos "Pokemons que gosto mais" ou coisas do género é como quem faz "As bolachas que gosto mais" ou algo parecido. E normalmente quem liga aos desenhos como os Pokemon ou é fã incondicional das dobragens (logo não dá para falar de outra coisa), ou então gosta muito de desenhos animados especificamente japoneses, eu a grande maioria até não gosto nada, mas têm uns 3/4 que gosto, e os Pokemon venero!!)

    A minha paixão pelos Pokemon é assim romântica e muito problemática!!
    A Misty é fantástica, ela segue o Ash para ele lhe devolver a bicicleta, está toda chateada e acabam por desenvolver uma grande amizade, o que hoje em dia é um milagre pois as pessoas guardam rancor muito facilmente, são muito "o que é branco é branco e só pode ser branco" e qualquer coisa batem-nos logo com a porta.

    Ah e agora tenho que te fazer um pedido para uma pequena ajudinha.. disseste que vias milhentos de desenhos, és daqueles que se lembra de muitos desenhos? É porque eu tenho estado a fazer uma lista de todos os desenhos animados que via na infância (o porquê disto é uma razão decadente), e há uma meia dúzia que não me lembro, será que me podias dar uma ajudinha?

    Fica bem, vou agora comentar outra publicação tua,
    Fernando
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    Sofia 07.02.2018 22:30

    Adoras pessoas que escrevem muito? Meu amigo, estás no blogue certo! Este é o Álbum de Testamentos precisamente porque escrevo muito, sobretudo sobre as coisas que me apaixonam.

    Eu não tenho nada contra quem se expressa em vídeo. Aquilo pode parecer muito fácil para o espectador desatento, mas existe muito trabalho por detrás. Só a parte da edição, mesmo em vídeos mais simples, consome imenso tempo. E existem muitos em que é necessário pesquisar, escrever um guião, filmar (às vezes são precisos vários takes) e editar. Não penses que dá menos trabalho do que um blogue como o meu, porque não dá.

    Eu talvez deva esclarecer que os Poké-tubers que vejo são, sobretudo, anglo-saxónicos, isto é, falam inglês. Não conheço muitos portugueses -- só o Danny, d'A minha vida em bits, a Hermy e pouco mais.

    Em relação aos desenhos animados que via em miúda... Eh pá, foram mesmo muitos! Por sinal, ainda me lembro de muitos deles, mas se me puder a fazer uma lista, nunca mais saio daqui...

    Mas vou deixar já alguns: para além de Pokémon, as duas primeiras temporadas de Digimon (já escrevi sobre elas neste blogue), o Doraemon, o Ninja Hattori, o Dartacão (quando era muito pequena), o Oliver e Benji, o Sonic Underground, uma versão qualquer das Tartarugas Ninja, o Dragon Ball durante algum tempo... E é tudo quanto me lembro agora.
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    Fernando Couto 10.02.2018 20:41

    Nunca duvidei do trabalho cinematográfico, seja o da atuação, edição, realização etc até porque já estive ligado a ele e já fiz algumas coisas.

    Em relação aos desenhos animados: nada de Carrinha Mágica, As três Irmãs, Puzzle Park....??

    Eu cresci apenas com dois canais de televisão, a RTP2 e a SIC pois a antena era de sala, não daquelas dos telhados. Em 2004 passámos a ter mais um canal, se virássemos a antena para a direita apanhávamos a TVI, se para a esquerda a RTP1. A minha mãe em 2011/2012 decidiu aderir àqueles pacotes que vêm com muitos canais mas eu já tinha deixado o hábito de ver televisão, via que a qualidade dos desenhos estava a piorar.
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    Sofia 10.02.2018 23:05

    Ah sim, eu vi a Carrinha Mágica e as Três Irmãs -- alguns episódios, pelo menos.

    Eu também cresci só com os quatro canais e nem por isso deixávamos de ter variedade nos desenhos animados. Quando tinha onze anos é que descobri o Canal Panda e passei a ver na casa dos meus avós. Só tivemos mais canais quando eu tinha dezassete anos. Nessa altura, eu ainda via Pokémon na SIC, mas, depois desse ano, deixei de ver com regularidade.
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    Fernando Couto 16.02.2018 23:15

    Se eu te disser que via uns desenhos animados na RTP2 por volta de 2005, em que o tema principal eram as viagens no tempo. Acho que havia duas personagens principais, uma mais responsável e esta parece-me que era um dinossaurozinho ou coisa parecida, a outra personagem acho que era humana. E viajavam numa espécie de helicópetero (??).
    Com esta descrição lembras-te de alguma coisa? Ando à procura destes desenhos há séculos...

    A minha ligação com Pokemon é apenas da série que adoro, cartas, tazos, (o jogo Game Boy Color conhecia-o, tentei jogá-lo mas não gostava, e depois irritava-me quando ficava preso num sítio e só tinha Ratatas para apanhar!) acho que vi bem a primeira e segunda temporadas, depois acho que me desliguei um pouco. Voltei recentemente a ver e já vou na 4ªtemporada (sei que são 20 no total).
    Muita gente diz-me que o melhor são as primeiras duas temporadas, as da liga Johto também são boas mas Pokemon é 1ª e 2ª temporadas. E depois choram imenso ao falarem na 6ªtemporada para cima.
    Eu por exemplo não sabia que a Misty se ia embora, depois vi num sítio qualquer e tu confirmaste na tua carta, isto é horrível!!! Ela devia pelo menos aparecer de vez em quando para um cafézinho por exemplo.
    Eu lamento que o Tracey das Ilhas Laranja nunca mais tenha aparecido, gostava bué dele!!
    Recentemente tenho visto pela primeira vez os filmes, vi os quatro primeiros, tu noutra publicação disseste que o teu favorito é o terceiro. Eu sinceramente não gosto nada dos filmes.

    P.S.: hoje estive a procurar o teu livro pelas bibliotecas municipais de Lisboa, não o encontrei, quando o tiver lido digo alguma coisa!
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    Sofia 19.02.2018 16:16

    Pois é, neste momento a minha ligação à franquia é sobretudo através dos jogos. Segui a série animada até para aí à 9ª temporada, depois disso, vi só uma mão-cheia de episódios soltos. Mesmo os filmes, o último que vi foi o do Hoopa, depois desse deixei de ter vontade -- gostava de ver o último, que é uma espécie de reboot do episódio piloto, mas estou sempre a adiar...

    A Misty chega a aparecer algumas vezes, mesmo depois de deixar o grupo. Eu, aliás, gosto imenso de vê-la, não só com o Ash e o Brock, mas também com a May e o Max, os novos companheiros do Ash. Eu gosto bastante destes dois últimos, por acaso, devias dar-lhes uma oportunidade.

    Quanto ao desenho animado de que falas... desculpa, não conheço mesmo. :-/
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    Fernando Couto 21.02.2018 13:23

    Ver os Pokemon não te deixa com uma certa tristeza meio frustrante pois estamos diante de um mundo belo cheio de aventuras, de magia e poderes, (quero evitar dizer muito melhor que o nosso), excitante e sempre fantástico mesmo quando as coisas parecem correr mal?
    Eu sei que isto parece ingénuo mas acontece-me muito isto de maneira muito forte.

    P.S.: já espreitaste o meu louco blogue?!
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    Sofia 21.02.2018 13:40

    Isso é exatamente o que sinto, tanto em relação ao anime como aos jogos -- eu adoro o mini-discurso do narrador no final do episódio-piloto, que fala exatamente sobre isso. Se é um mundo melhor, isso é relativo, mas é sem dúvida mais interessante. Aliás, um dos motivos pelos quais adoro Pokémon Go é porque traz uma parte desse mundo para o nosso.

    P.S. Já vi o teu blogue, sim, já o adicionei à minha Lista de Leitura do Blogger. Mas preciso de algum tempo para vê-lo com mais calma.
  • Sem imagem de perfil

    Fernando Couto 23.02.2018 23:47

    Também gosto imenso do narrador, então quando ele é irónico...

    Ai não é nada relativo do mundo melhor!!! Aquilo é o paraíso!!

    Obrigado, o meu blogue é completamente diferente do teu, provavelmente já te assustaste por lá!!
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    Sofia 24.02.2018 19:26

    Ah ah, não, não me assustei mas, lá está, é diferente do que estou habituada. Preciso de um bocadinho para me ambientar, se não te importares...
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    Fernando Couto 24.02.2018 23:03

    aquilo ao início é muito escuro, mas se te atreveres a ler é como um sortilégio, então se comentares muito muito e muito, não digo o que acontecerá a seguir.......
  • Sem imagem de perfil

    Fernando Couto 14.04.2018 20:15

    Pronto, está criado o meu novo blogue de desenhos animados!!:

    https://bibliotecadesenhos.blogs.sapo.pt/
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