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Álbum de Testamentos

Mulher de muitas paixões e adoro escrever (extensamente) sobre elas.

Odaiba Memorial Day: Digimon Adventure #12 - A iluminada

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Quando eu era mais nova, Kari era a minha personagem preferida da segunda temporada de Digimon. No entanto, na primeira temporada, tem muito pouco espaço para se desenvolver. Para começar, ela só entra bem depois do meio da temporada e, ao contrário de todas as outras Crianças Escolhidas, não tem um único episódio dedicado a ela e só a ela. Kari é a irmãzinha mais nova de Tai e caracteriza-se por, mais do que qualquer coisa, por ser altruísta, tão altruísta que, em certos momentos, chego a questionar a sua auto-estima. Chega a lembrar-me a Bella Swan, o que não é um elogio - já disse antes que não sou adepta de mártires. Não nos é fornecida uma explicação para este seu altruísmo incondicional e, na minha opinião, pouco saudável.

 

Na verdade, nesta temporada, Kari só parece existir para caracterizar Tai. Destaco o episódio em que ela adoece - revejam o efeito que isso tem em Tai aqui. É mais uma personagem feminina que só existe em função de uma personagem masculina - o T.K. também tem como função principal caracterizar Matt, mas, tal como expliquei aqui, pelo menos ele tem uma oportunidade de sair da sombra do irmão e mostrar o seu valor. Não vou reclamar muito mais, pois Kari encontrará mais tempo de antena na segunda temporada. 

 

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Por sua vez, o seu Digimon, Gatomon, é o mais desenvolvido dos defensores das Crianças Escolhidas, mais desenvolvido que a humana que lhe coube proteger. Para além de ser mais forte que os equivalentes das outras Crianças (é a única que, em repouso, se mantém no nível Campeão), ela é mais madura do que os outros Digimon e do que a própria Kari. É de esperar, tendo em conta a sua história: ela foi separada dos outros Digimon ainda antes de nascer e escravizada por Myotismon ao ponto de esquecer a sua verdadeira identidade. Gatomon só percebe quem verdadeiramente é quando, depois de descobrir que Kari é a Oitava Criança, não consegue matá-la, contrariando, assim, as ordens de Myotismon.

 

Em linha com o que disse antes, faz muito mais sentido que Gatomon evolua para um anjo guerreiro implacável que o inocente Patamon.

 

O cartão de Kari é um dos mais controversos, pois não representa nenhuma virtude específica, apenas Luz. Da maneira como vejo as coisas, esta Luz representa o Bem em geral, em oposição à Escuridão, conceito que, no Mundo Digimon, se atribui ao Mal. Com a maior parte das outras Crianças, os Cartões assinalam uma virtude a que estas devem aspirar. No caso do Cartão da Luz, acaba por ser Gatomon quem, depois de tanto tempo na Escuridão, deve procurar a Luz. Há quem defenda que os verdadeiros virtuosos não são aqueles que nunca sentiram a tentação do Mal e sim aqueles que a sentiram, talvez tenham mesmo abraçado temporariamente esse lado, mas não se deixaram vencer. Gatomon é um bom exemplo disso. 

 

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Kari, por sua vez, não tem a oportunidade de sentir verdadeiramente o efeito da Escuridão, pelo menos não nesta temporada. O seu Cartão é ativado quando o seu ser se revolta contra a Escuridão - quando se entrega para proteger os amigos e quando Wizardmon, um amigo de Gatomon, dá a vida por elas. Não sei se deva considerar as estranhas possessões por Luz que ela sofre como parte do trabalho do seu Cartão. No entanto, se bem me recordo, será durante a segunda temporada que a jovem andará mais no limite entre Luz e Escuridão. 

 

Finalmente, já analisámos todas as Crianças Escolhidas. No próximo texto, falaremos sobre os vilões.

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