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Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Pokémon através das gerações - Cinquenta sombras de Black2&White2

Este texto é a segunda parte da análise à quinta geração de Pokémon. Podem ler a primeira parte aqui.

 

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Falemos, então, sobre Black2&White2. Por muitos defeitos que aponte a esta geração, estes jogos são capazes de ser os meus preferidos neste momento, como mulher adulta, sem nostalgia à mistura.

 

É certo que, hoje em dia, não jogo Pokémon assim tantas vezes – da quarta geração para a frente só joguei cada jogo uma vez. A única exceção foi White 2, que joguei duas vezes. Admito que não tenho muito em que me basear para formar uma opinião. Se me perguntarem daqui a um ano ou dois, sou capaz de dar uma resposta diferente.

 

Hei de reconhecer sempre, no entanto, que estes jogos estão muito bem feitos. Um dos maiores pontos a seu favor é o facto de serem sequelas propriamente ditas, em vez que apenas versões melhoradas de Black&White. Os jogos têm lugar na mesma região, sem adicionarem Pokémon inéditos. No entanto, os eventos decorrem dois anos após os de Black&White, reencontramos a larga maioria das personagens desses jogos e conhecemos algumas vezes. Adicionaram algumas localizações novas e o percurso que fazemos por Unova é diferente. Por fim, encontramos, também, muitos mais Pokémon de gerações anteriores.

 

Se formos a ver, Black2&White2 partilham vários pontos fortes com os jogos da segunda geração e respetivos remakes – que também funcionaram como sequelas aos jogos da primeira geração e respetivos remakes, se bem que com muito mais conteúdo inédito.

 

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Já que falamos disso… sim, fiquei chateada por não terem feito o mesmo com Ultra Sun e Ultra Moon. E não só: também queria jogos-sequela para X&Y! Mais sobre isso na altura certa.

 

A Unova de Black2&White2 é também um pouco mais rica que a dos jogos anteriores – com adições interessantes, como Lentimas Town ou o túnel subaquático entre Undella e Humilau. Muitos fãs também gostaram dos chamados “Hidden Grottos”, onde se podem encontrar certos itens e Pokémon com as respetivas Habilidades Secretas.

 

Por outro lado, só o facto de podermos encontrar Pokémon de gerações anteriores chega para dar a sensação de estarmos a jogar um jogo completamente diferente de Black&White.

 

Conforme referido antes, o enredo de Black2&White2 decorre dois anos após os eventos de Black&White. Logo no início do jogo, descobrimos que Cheren se tornou líder de ginásio em Aspertia, a cidade-natal do protagonista, e que Bianca está a trabalhar como assistente da Professora Juniper. Mais ou menos na mesma altura, conhecemos Hugh, o nosso rival, que guarda um particular ressentimento ao Team Plasma.

 

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Uma palavra sobre Hugh. Ninguém parece gostar muito dele e eu percebo porquê. Eu gosto da ideia por detrás dele: alguém com um motivo pessoal para se envolver na história e fazer frente aos protagonistas – neste caso, para recuperar o Purrloin que o Team Plasma roubou à irmã dele. Julgo que já referi aqui que, na minha opinião, estas personagens são mais credíveis do que aquelas que se envolvem na história por acaso e que permanecem porque “é a coisa certa a fazer” – como acontece na larga maioria dos jogos de Pokémon.

 

No papel fazia sentido, portanto. Mas a execução deixa muito a desejar. Hugh deseja recuperar o Purrloin da irmã, mas quase nada nos é revelado sobre ela. Não sabemos o nome nem porque motivo não vem ela mesmo procurar o seu Pokémon – já bastava uma desculpa do género: “Ai e tal, ela é demasiado nova”.

 

Faria, aliás, muito mais sentido se fosse o Purrloin do próprio Hugh.

 

Mesmo que fosse, no entanto, Hugh continua a ser um rival… esquisito. Tem um temperamento irascível, mas de uma maneira caricata, o que torna ainda mais difícil levá-lo a sério. Além disso, trata-nos menos como um rival e mais como uma arma a ser afinada para a sua vendetta contra o Team Plasma. De praticamente todas as vezes que fala connosco, sobretudo aquando dos combates, essencialmente diz para ficarmos mais fortes para que possa contar connosco na busca pelo Purrloin.

 

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É certo que é uma variante à costumeira fórmula do rival e admito que possa ser interessante para algumas pessoas. Mas dá a ideia – pelo menos até perto do clímax com Ghetsis e N – que Hugh é o verdadeiro protagonista dos jogos e nós somos um mero sidekick, que faz a maior parte do trabalho sujo.

 

Talvez tivesse sido melhor se Hugh não fosse um rival propriamente dito. Se, em vez disso, desempenhasse um papel parecido ao de Lillie, nos jogos da sétima geração: alguém importante para o enredo, mas que não nos distraia por aí além da nossa jornada como treinadores.

 

Dito isto tudo, pessoalmente, nos jogos de Pokémon, gosto de ter parceiros na enfrentar as equipas vilãs – sobretudo quando se juntam a nós em combates duplos. A moda surgiu na quarta geração e tem-se mantido em todos os jogos até agora. É fixe: poder da amizade e tal. Em Black2&White2, o principal aliado é Hugh, naturalmente, mas também temos a ajuda de Cheren.

 

O Team Plasma de Black2&White2 é interessante. Dois após Ghetsis ter sido desmascarado e N ter partido, a organização encontra-se em guerra civil. De um lado, aqueles que de facto acreditavam na mensagem de N. Do outro, aqueles que só estavam lá pelo estilo de vida criminal e/ou por Ghetsis.

 

Os primeiros procuram compensar pelos erros do passado e encarregam-se de cuidar de Pokémon feridos ou abandonados, procurando treinadores que os acolham.

 

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Os segundos, por sua vez, têm um novo plano para ganhar o controlo de Unova. Mete gelo.

 

Uma das novas personagens em Black2&White2 é Colress, que possui imensos fãs, por sinal. Não é o meu caso, mas não desgosto dele. Colress é um cientista, que procura a maneira mais eficaz de extrair o potencial de um Pokémon. Nestes jogos, aparece como segundo líder da facção pró-Ghetsis do Team Plasma – aparentemente, Ghetsis tê-lo-á considerado útil à sua causa. Colress, no entanto, é daquele género de pessoas que só é leal a si mesmo. Não tem problemas em trocar de lado, se isso servir os seus interesses.

 

Faz-me lembrar Hook na segunda temporada de Once Upon a Time, na verdade.

 

Prova disso é o facto de, depois de combater vezes suficientes connosco, descobrindo que o laço entre treinador e Pokémon é o que o motiva a dar o melhor de si, Colress não faz nada para nos impedir de chegar a Ghetsis. Mais tarde, confessar-nos-ia que sempre odiara o líder do Team Plasma.

 

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É uma personagem curiosa, de facto, este Colress. Voltamos a vê-lo na sétima geração – provavelmente porque os criadores perceberam que as pessoas gostavam dele.

 

Dizia eu antes que o novo plano de Ghetsis metia gelo. Ora, esse gelo vem de Kyurem – o dragão que, alegadamente, terá sobrado após Reshiram e Zekrom se separarem. Ghetsis apoderam-se de Kyurem e usa-o para recriar o segundo acto de Frozen em Opelucid (eu sei que Frozen saiu depois deste jogos, mas permitam-me a referência). Pelo meio, rouba os DNA Splicers a Drayden.

 

Isto tudo para obrigar N a sair da sua toca.

 

N, mesmo assim, só aparece quando vamos confrontar Ghetsis, no Giant Chasm – mesmo a tempo de impedir que Ghetsis nos transforme numa estalagmite.

 

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História engraçada sobre esse pormenor: por alturas da quinta geração, os jogos eram lançados em terras nipónicas vários meses antes de no resto do Mundo. No entanto, claro, alguns fãs conseguiam deitar as mãos a versões pirateadas. Nem todos sabiam ler japonês, quando viram esta cena sem ler os diálogos, puseram a circular o rumor de que Ghetsis nos tenta matar – o que chocou muita gente.

 

Eu até percebo por que motivo as pessoas acreditaram no rumor. Da parte de Ghetsis, não me parece nada implausível. Pode-se mesmo argumentar que congelar uma pessoa não é muito melhor que matá-la.

 

Depois disto, as coisas decorrem mais ou menos como no episódio de Generations. N passou dois anos em liberdade e finalmente vê Ghetsis como é: um vilão, um mentiroso, um manipulador. O jovem agora sabe a verdade sobre a relação entre humanos e Pokémon, afeiçoou-se a Unova e não vai deixar que Ghetsis a ameace de novo.

 

No entanto, era exatamente com issso que Ghetsis contava. E agora que N regressou com o seu dragão, basta-lhe ativar os DNA Splicers e formar ou White Kyurem ou Black Kyurem, consoante a versão.

 

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Já tinha referido no meu texto sobre Generations que acho esta cena deveras assustadora e que, por esse motivo, talvez nunca use o White Kyurem ou o Black Kyurem. O próprio N fica sem reação – e Ghetsis, de uma forma típica de um tirano, culpa o jovem pelo seu próprio comportamento abusivo.

 

Estão a ver o que eu digo sobre Ghetsis ser o maior vilão de sempre?

 

Em Black2&White2 somos nós mesmos a enfrentar o White Kyurem ou o Black Kyurem. Gosto do pormenor de, segundo Ghetsis, termos os nossos Pokémon a tremer de raiva nas Poké-bolas. Depois de derrotarmos o Kyurem, temos de enfrentar o próprio Ghetsis. Mais uma vez, N dá-nos uma mãozinha, curando-nos os Pokémon entre combates.

 

E mais uma vez, depois de derrotado, Ghetsis tem um ataque de mau génio. N bem tenta, em vão, apelar à sua humanidade. O líder do Team Plasma acusa o próprio filho adotivo de ser um “anormal sem coração humano”, mas, se existe alguém sem coração humano nesta história, esse alguém é Ghetsis – acho que, nisso, estamos todos de acordo.

 

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Ghetsis é escoltado para fora do Giant Chasm pela Shadow Triad. Consta que, depois desta segunda derrota, a fúria e a frustração levam-no à demência, perdendo por completo a sua racionalidade.

 

Problema resolvido, suponho eu.

 

Voltamos a ver N depois da Elite 4, nas ruínas do seu castelo. Aqui, combatemos com Reshiram ou Zekrom – tenho pena que ele não use uma equipa completa, mas suponho que fosse de esperar da parte de N. Este acaba mesmo por nos oferecer o seu dragão… mas eu, sinceramente, não me sinto bem a aceitá-lo. Fora a N que o dragão escolhera, dois anos antes! Fora com o dragão que N passara os seus primeiros tempos, aprendendo a verdade sobre o mundo Pokémon! A mim, parece-me profundamente errado ficar com o seu Reshiram ou Zekrom – seria como ficarmos com o starter de outra pessoa.

 

Mas percebo que tivesse de ser assim. O Black Kyurem e o White Kyurem são as mascotes dos jogos. De que nos servem as mascotes se não podemos usá-las?

 

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Regressando a N, depois de ele nos confiar o seu dragão, o jovem diz que vai à procura do protagonista de Black&White, para lhe agradecer por lhe ter mudado a vida. Se formos a Nuvema Town, à casa desse protagonista, descobrimos que este também anda à procura de N. Tal como referi no meu texto sobre Generations, é um bocadinho triste não sabermos ao certo se estes chegam a reencontrar-se.

 

Consta que haviam planos para podermos combater com o protagonista de Black&White. No código do jogo, existe texto programado para uma aparição deles no Pokémon World Tournament, mas é possível que nem sequer sejam, de facto, o herói escolhido pelo dragão. É uma pena: na minha opinião, estes eram os jogos ideais para reutilizar a parte preferida dos fãs dos jogos da segunda geração. Talvez, até, se pudesse usar o Memory Link para que o protagonista de Black&White aparecesse com a mesma equipa que usou frente a N.

 

Suponho, no entanto, que isto fosse demasiado complicado de implementar, tecnologicamente. Ou então, que os criadores não tivessem querido repetir a fórmula de Red – para manter a mística.

 

Os jogos Black2&White2 são muito elogiados pelo seu extenso post-game. Eu, na verdade, só agora é que ando a explorá-o: da primeira vez que joguei White 2, a minha irmã transferiu a minha equipa para o Pokémon Bank antes que pudesse completá-lo – deu, pelo menos, para explorar a parte de Unova onde os jogos Black&White começam.

 

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Desta feita – a segunda vez que estou a jogar White 2 – não quero trazer os meus Pokémon para jogos mais recentes sem ver tudo o que há para ver neste post-game.

 

Gosto bastante do Unova Challenge, no White Tree Hollow (em Black 2, ele tem locar na Black Tower). Esta é constituída por dez áreas com vários treinadores. Não é obrigatório vencê-los a todos. No mínimo, temos de vencer o Gate Trainer (Treinador do Portão?) para que nos indique o líder da área (Boss Trainer). Por sua vez, temos de vencer o líder da área para passarmos à área seguinte. Os combates não decorrem no modo competitivo: podemos ganhar dinheiro e experiência para os nossos Pokémon. No entanto, não podemos usar itens e só podemos curar a equipa uma vez em cada área – ou duas, em áreas mais avançadas.

 

Neste momento estou na área 9, mas estou numa fase em que os níveis já estão um bocadinho altos demais. Em que tento combater com o menor número de treinadores possível para desbloquear a área seguinte. Quero ver se subo alguns níveis à minha equipa antes de tentar avançar mais.

 

Por seu lado, o Pokémon World Tournament funciona em modo competitivo e permite-nos enfrentar líderes de ginásio, primeiro apenas de Unova, mais tarde de todas as regiões conhecidas até à altura e, por fim, os Campeões: incluindo Red.

 

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Sinceramente? É um golpe de génio! É fanservice bem feito – em que temos de nos esforçar, de investir tempo no jogo, para desbloquearmos o pacote todo.

 

Eu, infelizmente, ainda devo demorar até chegar aí: só desbloqueei os líderes de ginásio regionais. Aqui entre nós, eu falo muito, escrevo muito, mas não tenho grande jeito para os modos mais avançados dos jogos.

 

Pelo meio, ainda mal estive no Battle Subway, mas tenciono explorá-lo a fundo, eventualmente.

 

Como podem ver, os jogos Black2&White2 acertam em quase tudo, daí encontrarem-se entre os meus preferidos de todas as franquias. O tempo só os tem tornado melhores – sobretudo porque os jogos mais recentes não investem tanto no post-game, ou pelo menos não da mesma forma.

 

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Antes de falarmos sobre a música, uma palavra rápida sobre uns novos modos de combate introduzidos nesta geração: os Combates Triplos e os Combates… em Rotação? (É assim que se traduzem?).

 

Gosto das segundas, não gosto das primeiras. Sempre gostei de combates duplos, ainda mais quando emparceiramos com um NPC, mas os combates triplos tornam-se demasiado complicados. O facto de os Pokémon só poderem atingir os adversários imediatamente à sua frente e ao lado é uma chatice. Se, por exemplo, um Pokémon que queremos usar contra um adversário específico sai na ponta oposta, temos de desperdiçar uns quantos turnos só para reorganizar a equipa. Não havia necessidade.

 

Por outro lado, os combates em rotação têm a sua graça: três Pokémon de cada lado, que vão literalmente rodando entre si, no campo de batalha, sem desperdiçar turnos para trocar. Podemos escolher livremente o Pokémon que queremos, mas temos também de prever se o adversário roda para a esquerda ou para a direita ou se mantém o “tabuleiro” na mesma. É uma camada extra de desafio, sem se tornar demasiado frustrante, ao contrário dos combates triplos.

 

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Chegou a altura de falarmos sobre a banda sonora da quinta geração. Esta destaca-se de todas as outras gerações por ser muito mais trabalhada do que qualquer outra, até ao momento. Há temas que variam consoante as estações e vários dos temas das cidades possuem múltiplos instrumentos, apenas ativados quando falamos com certos NPCs.

 

O meu exemplo preferido é o tema da Village Bridge, cujas camadas incluem uma secção de beatbox e vocais masculinos – além de ser, por si mesmo, um tema maravilhosamente melancólico.

 

Outro exemplo da dedicação que os criadores e compositores investiram nesta banda sonora é o facto de incluírem uma música para quando, em batalha, o HP do nosso Pokémon se encontra no vermelho – confesso, no entanto, que não gosto muito, porque torna uma situação já de si difícil ainda mais enervante.

  

Por outro lado, nos combates de ginásio, quando o líder envia o seu último Pokémon, soa um tema vitorioso, uma variante do tema principal da franquia. É muito fixe, mas também é enganador porque, geralmente, o último Pokémon do líder é o mais forte. Quando é assim, o combate ainda está longe de estar decidido.

 

No entanto, é perfeito para o momento em que os líderes de ginásio aparecem no castelo do Team Plasma.

 

 

Já que falamos de líderes de ginásio, em Black2&White2, os criadores deram-se ao trabalho de criar variantes ao tema clássico para cada um dos ginásios. É-me difícil escolher um tema preferido – são todos perfeitos para os respetivos líderes e/ou ginásios. O de Opelucid City, por exemplo, é uma versão épica e grandiosa, adequadíssima a Drayden e aos seus dragões. O de Humilau é uma versão descontraída e tropical, adequada a Marlon, cujo ginásio é um lago de nenúfares e que, depois de vencido, vai dar um mergulho no mar.

 

Por outro lado, gosto imenso do piano no tema de Burgh e tenho um fraquinho pelo tema de Roxie. Os vocais soletrando “Pokémon” são um bocadinho fatelas, eu sei – até porque, na versão japonesa, ela soletra “Dogars”, o nome da sua banda, que se encaixa melhor na música – mas eu gosto à mesma. E gosto do facto de o tema ir perdendo camadas à medida que vamos derrotando os treinadores do ginásio – os outros membros da banda.

 

Suponho que, se tivesse mesmo de escolher um, escolhia o de Elesa: com um bocadinho de dubstep à mistura, que vai crescendo de intensidade, perfeito para um ginásio que virou passadeira de moda.

 

Outros temas de que gosto nesta geração são o de Alder – um tema sábio e sereno, bem adequado a um mentor – o tema da Route 10 – que parece antecipar a música de Kalos – da Route 19 – que possui aquele carácter inocente e esperançoso das primeiras routes de cada jogo. Gosto também do tema da bicicleta, apesar de a usar pouco, das versões de White e White 2 do tema de Opelucid City e do tema da Dragonspiral Tower.

 

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Em termos de temas de combates, os de Pokémon comuns e treinadores comuns são-me indiferentes, mas gosto dos temas dos líderes de ginásio. Também gosto do tema dos lendários – um tema que acelera e abranda sem aviso, com aquelas notas a meio, vindas do nada, mas que soam tão bem! – e dos temas de Zekrom e Reshiram – que, a meio, parece incluir parte da melodia de um tema mais antigo, mas não consigo dizer qual.

 

Por sua vez o tema de N, Emotion, mexe de facto com as minhas emoções, chega a levar-me lágrimas aos olhos. O seu tema de despedida acaba por ser muito parecido.

 

Acreditem quando o digo: Pokémon não seria a mesma coisa sem a música. Não gosto de toda a banda sonora desta geração – existem muitos temas que me são indiferentes e alguns dos quais não gosto mesmo, como o de Castelia, o dos rivais e do Team Plasma em Black&White – acho-os um bocadinho irritantes. No entanto, tenho de dar crédito aos compositores por terem criado uma banda sonora tão rica quanto esta.

 

Em suma, esta foi uma geração que correu o risco de fazer coisas novas, que investiu imenso nestes jogos. Mesmo que a execução nem sempre tenha sido a melhor, esta geração faz-me respeitar a Game Freak pelo esforço.

 

Depois desta, a próxima entrada de Pokémon através das gerações será sobre a sexta: sobre os jogos X&Y e Omega Ruby e Alpha Sapphire. Já estou a trabalhar nele – era um dos que mais ansiava escrever deste o início desta rubrica, há quase dois anos. Sem prometer nada, vou tentar não demorar muito a publicá-lo. Para já, como já é costume, concluímos com…

 

Pokémon preferidos:

 

  • Ducklett e Swanna (Menção Honrosa)

 

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Sempre achei piada a este par, claramente inspirado na história do Patinho Feio, mesmo que o desenho não seja muito imaginativo. Tornou-se um dos meus preferidos por causa dos dois Swannas que usei, em particular um em Pokémon X… mas isso é uma história para outra ocasião. O outro fez parte da minha equipa, da segunda vez que joguei White 2 e, como era macho, chamei-lhe… Henry. Para além da referência, é um nome associado à realeza, que acho que combina bem com um Pokémon cisne.

 

  • Lillipup, Herdier e Stoutland

 

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Durante muito tempo não liguei a esta família: eram apenas mais uma linha evolutiva inspirada em cães, um clone do Growlithe. O Lillipup até é fofinho e tal, mas não passava disso.

 

Tudo mudou quando adicionei uma à minha equipa, da segunda vez que joguei White 2 – uma fêmea. E, meu Arceus! Ela aguenta tudo, com o seu Defense e Special Defense. E com o Attack que tem, e com os TMs Return e Work Up (ambos obtidos perto do início do jogo) ela destrói tudo o que lhe aparece à frente. Tem a vantagem adicional de aprender os Fangs elementares – deu jeito quando cheguei a Opelucid, sem nada que me ajudasse perante os dragões de Drayden.

 

Admito, no entanto, que ela está a ser menos útil no post-game – existem demasiados Pokémon usando ataques do tipo Luta.

 

Confesso que existem razões sentimentais por detrás desta preferência. O nome que dei a esta Lillipup foi Jajane – uma das alcunhas da minha cadela, Jane, que por sinal adotei faz hoje três anos. Quando estive de férias sem a Jane e andava com saudades, acabei por me afeiçoar à Stoutland com o mesmo nome.

 

Só prova que, ainda que hoje em dia ligue sobretudo à utilidade dos Pokémon em combate na hora de escolher favoritos, como a maior parte dos fãs adultos, continuo a guiar-me muito pelo coração.

 

  • Zorua e Zoroark

 

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Pode haver quem argumente, não sem razão, que o Zorua e o Zoroark são uma segunda versão do Ditto, como as que descrevi antes. Se o é, no entanto, é uma versão bem melhor. O Ditto é uma massa amorfa, que na mecânica dos combates se limita a tomar a forma do adversário – o que não é muito útil. Por sua vez, tanto o Zorua como o Zoroark têm um desenho muito fixe – preto, com apontamentos vermelhos – e entram em combate “disfarçados” de outro membro da equipa. Pode-se fazer imensa coisa com um Pokémon assim, não apenas em combate – o único limite é a imaginação.

 

  • Krookodile

 

 

Já referi antes que o tipo Terra é muito útil nos jogos, por ser eficaz contra vários outros tipos e resistir a outros tantos. Quase todas as minhas equipas possuem um Pokémon deste tipo. Em duas das minhas equipas nesta geração – uma em Black, outra em White 2 – esse Pokémon era o Krookodile. É muito competente no campo de batalha – sobretudo quando tem o Moxie como habilidade, como o meu de White 2. Além disso, adoro o seu desenho – o corpo vermelho com riscas pretas, incluindo nos olhos, que fazem lembrar óculos escuros. É um autêntico bad boy!

 

Pokémon de que menos gosto:

 

  • Os macacos elementares

 

O trio Panpour/Semipour, Pansage/Semisage, Pansear/Semisear está entre os Pokémon menos populares desta geração, talvez mesmo de sempre… e eu, desta feita, concordo com a opinião da maioria.

 

Eu compreendo que eles tenham sido inspirados nos Três Macacos Sábios, mas, mesmo assim, não gosto de nada acerca destes Pokémon. São, essencialmente, um segundo conjunto de starters mas, à parte de serem macacos, possuem apenas as características mais básicas de starters, sem nenhuma personalidade para além disso. Nem sequer são particularmente bonitos, engraçados ou fofinhos. O facto de sermos quase obrigados a usá-los no primeiro ginásio de Black&White não ajuda.

 

Não sei se a Game Freak chegou a pôr a hipótese de torná-los os starters desta geração, mas demos graças a Arceus e a Hélix Nosso Senhor por não o ter feito – acho que haveríamos de odiá-los ainda mais. Posso não gostar muito dos starters desta geração, mas prefiro-os mil vezes a estes macacos. Dispenso.

 

 

  • Patrat e Watchog

 

Todas as gerações têm um clone do Rattata: um Pokémon do tipo Normal, muito comum no início do jogo, mas longe de serem viáveis a longo prazo. Quanto muito, servem para HMs.

 

Na quinta geração, esse papel é desempenhado pelo Patrat e pela sua evolução, Watchog… e eles são, sem dúvida, os piores de todos. O seu desenho não seria muito mau, não fossem aqueles olhos enervantes – parece que estão hipnotizados ou sob o efeito de alucinogénios.

 

Como se isso não bastasse, estes Pokémon possuem um leque de ataques que parece escolhido a dedo para nos chatear: Hypnosis, Confuse Ray, Bide, Detect, Sand Attack, Super Fang e Hyper Fang. Em Black&White, ainda por cima, temos de enfrentar um Watchog infernal no segundo ginásio. Além disso, os membros do Team Plasma não usam outra coisa.

 

Quem foi a alminha iluminada que achou que isto era boa ideia?

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