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Álbum de Testamentos

Mulher de muitas paixões e adoro escrever (extensamente) sobre elas.

Músicas Ao Calhas – All too Well

Ninguém vai acreditar que foi por mero acaso que resolvi escrever sobre Taylor Swift agora, ninguém vai acreditar que já planeava fazê-lo há algum tempo. Vão achar que quis aproveitar-me do interesse aumentado em Taylor a propósito do álbum folklore, lançado há pouco mais de uma semana. 

 

Acreditem ou não, eu já estava a escrever o primeiro rascunho deste texto quando Taylor anunciou o álbum literalmente na véspera do dia em que saiu. Como é que eu ia adivinhar? A mulher costuma demorar pelo menos dois anos entre álbuns!

 

Bem, agora já está. Vou aproveitar-me do interesse aumentando em Taylor, mesmo não tendo sido essa a minha intenção. 

 

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Taylor Swift é uma cantautora que dispensa apresentações. É a primeira vez que lhe dedico um texto neste blogue, mas a verdade é que tenho acompanhado a carreira dela assim ao de longe desde 2014/2015. Talvez mesmo antes, mais foi só em 2014 que comecei a ouvir ativamente músicas dela. Os singles de 1989 basicamente, como Blank Space e Out of the Woods. Com o passar dos anos, sobretudo desde que comecei a usar o Spotify com frequência, fui acrescentando mais músicas dela às minhas playlists, aqui e ali.

 

Durante anos não quis admitir que Taylor Swift era uma cantora do meu nicho musical. Mas a verdade é que ela ia aparecendo em várias listas de mais tocadas no Spotify. Quem é que eu queria enganar?

 

Era só uma questão de tempo até escrever sobre ela aqui. 

 

Ainda assim, não sou de todo uma enorme fã de Taylor (uma Swiftie, uma stan ou o que quer que os miúdos fixes lhe chamem por estes dias). Sou uma fã muito casual, muito superficial. Não conheço assim tão bem a discografia dela. Só tenho ouvido músicas soltas, acho que nunca cheguei a ouvir um álbum dela do princípio ao fim – quero fazê-lo com folklore, no entanto.

 

Na mesma linha, no que toca à sua repercussão mediática, aos dramas com ex-namorados, com outras celebridades… em geral, não ligo muito, tenho ter uma posição neutra.

 

Tirando no caso do Kanye. Que se lixe o Kanye, o homem é uma besta. Eu sei que ele tem tido problemas com a sua doença bipolar, mas isso não serve de desculpa para todas as coisas que tem feito.

 

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Voltando a Taylor, por um lado sim, acredito que seja difícil passar o fim da adolescência e toda a idade adulta, em particular a sua vida amorosa, debaixo do escrutínio impiedoso dos holofotes. Também admito que, se ela fosse um homem, a sua vida seria mais fácil.

 

Por outro lado, nenhuma dessas dificuldades, nenhum dos lados negros da fama a impediram de se tornar uma das maiores estrelas pop da atualidade, uma das mulheres mais poderosas e influentes dos Estados Unidos, se não for do mundo. Não precisa que tenhamos pena dela, na minha opinião. Além de que, não apenas como celebridade, também como compositora, como letrista, tem maior controlo sobre a narrativa do que outras personagens da sua história. 

 

Em todo o caso, sei reconhecer boa música quando a oiço e é por isso que estou aqui. All too Well é considerada, de maneira quase unânime, uma das melhores canções de Taylor Swift, se não for a melhor. Como (ainda) não conheço assim tão bem a discografia dela, não posso dizer que seja, de facto, a número um. Mas é uma das melhores entre aquelas que conheço. 

 

É sem dúvida uma das melhores baladas que conheço. Baladas a sério, mesmo power ballads, daquelas que arrebatam. Sempre gostei deste estilo de música, duas das minhas canções preferidas de todos os tempos – I’m With You e Last Hope – são power ballads. All too Well está ao mesmo nível.

 

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All too Well, aliás, é um caso bastante raro, se não for único, entre as power ballads no sentido em que não assenta em grandes notas agudas para arrebatar. I’m With You caracteriza-se muito pelos agudos. Last Hope nem tanto, mais nos pré-refrões, mas estão lá. Mesmo aquelas baladas universalmente aclamadas, como I Don’t Want to Miss a Thing, Total Eclipse of the Heart, Always, My Heart Will Go On, I Will Always Love You, todas elas assentam em grandes agudos. 

 

É, de resto, uma técnica muito usada em música: cantar os últimos refrões uma oitava acima, acrescentar uns quantos backvocals mais agudos, mesmo elevar o tom da música. A própria Taylor já usou este último truque com grande eficácia em Love Story. 

 

All too Well, no entanto, só tem um único verso agudo. Não precisa de mais. Taylor sob controlo total, transmitindo bem as emoções da música através da sua voz. Na verdade, no que diz respeito a vocais, prefiro versões ao vivo, em particular a lindíssima apresentação nos Grammys de 2014. A voz soa menos polida, mais crua – numa versão de estúdio não dava, mas ao vivo funciona e, para ser sincera, leva-me às lágrimas. 

 

O acompanhamento musical contribui para o arrebatamento da canção em partes iguais à voz. Começa relativamente minimalista, só com um par de guitarras (ou piano, no caso das versões ao vivo), ganhando novas camadas ao longo da faixa. All too Well é feita de crescendos atrás de crescendos, de crescendos sobre crescendos, clímaxes sobre clímaxes. Por volta dos três minutos e quarenta a intensidade diminui por instantes, mas não tarda a crescer de novo. Culmina no último refrão antes de diminuir de novo para o final. 

 

É uma montanha-russa de emoções.

 

 

Falemos então sobre a letra. Resumidamente, All too Well fala sobre uma relação falhada, à semelhança de oito em cada dez músicas de Taylor. Esta terminou de forma amarga, só que a narradora não consegue esquecer os bons momentos, continua presa a esse passado. 

 

Penso que já referi aqui no blogue que Taylor Swift é uma das melhores compositoras, uma das melhores letristas da actualidade, na minha opinião. Dá para ver um pouco disso aqui, várias das coisas que ela faz bem. 

 

Uma delas é a forma como conta histórias ao longo das músicas. All too Well, por exemplo, conta a história da relação que falhou, do princípio ao fim – como veremos melhor adiante. 

 

Outra coisa que Taylor faz bem é dar pormenores, reais ou ficcionados, que tornam as histórias muito mais tangíveis. Como as camisas em xadrez nesta música, os aviões de papel em Out of the Woods, os Old Fashioned em Getaway Car, a Cornelia Street da música com o mesmo nome. Por um lado, suspeita-se que esses pormenores sirvam de pistas para a audiência brincar aos detetives, tentando descobrir de quem Taylor está a falar (não estou a tecer juízos de valor, eu compreendo o apelo).

 

Por outro, esses pormenores também servem para fazer um bocadinho de “show, don’t tell”. Vou roubar um exemplo ao Pop Song Professor e referir New Year’s Day: em vez de dizer apenas que quer estar lá nos bons e nos maus momentos, a narradora diz que quer estar nas festas, nas doze badaladas à meia-noite, mas que também estará lá na manhã seguinte, arrumando a casa com o amado.

 

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Temos exemplos disso em All too Well. Começando pelo lenço (ou cachecol? A tradução dá para os dois lados…) na primeira estância, que, tal como a própria canção o confirma mais tarde, simboliza a esperança e inocência do início da relação. 

 

Consta que foram chatear a irmã do Jake Gyllenhaal (o ex de Taylor que, supostamente, terá inspirado All too Well) a perguntar por esse lenço. Ela não sabia do que estavam a falar. Provavelmente é ficcional.

 

A parte entre a estância refere-se, então, à fase de lua de mel, em que o casal se divertia, em que ele não conseguia tirar os olhos dela (“You almost ran a red ‘cause you were looking over at me” – nada mais romântico do que uma quase contra-ordenação muito grave), em que tudo parecia perfeito, destinado (“Autumn leaves falling down like pieces into place”). 

 

De notar as pausas da narrativa – nos pré-refrões, em que a narradora assegura que sabe que aquilo tudo é passado e ainda está a tentar aceitá-lo. 

 

Na parte seguinte, depois do primeiro refrão, temos a narradora descobrindo acerca da infância do amado, falando com a mãe dele, vendo fotografias. Sabemos que a relação já vai além da excitação inicial – ninguém conhece a família do parceiro romântico, fazendo perguntas sobre a sua meninice, se não está a pensar a longo prazo. A própria letra resume-o bem: “You tell me about your past thinking your future was me”.

 

Temos também uma breve referência a um momento de intimidade, a meio da noite: “We're dancing round the kitchen in the refrigerator light”.

 

 

Aquele que será, porventura, o maior clímax da música corresponde ao momento da separação. A letra refere problemas de comunicação, expetativas diferentes mas, segundo a narradora, a culpa é sobretudo dele. Nesta fase da sua carreira, quase todas as músicas de Taylor sobre relações falhadas colocavam a culpa no ex – Back to December será uma das poucas exceções. Foi só a partir de 1989 que ela começou a admitir culpas no cartório.

 

Uma vez mais, não estou aqui para tecer juízos de valor. Faz parte do crescimento.

 

De qualquer forma, segundo All too Well, esta separação incluiu uma chamada telefónica cheia de palavras desnecessariamente duras, supostamente honestas, que a magoaram profundamente. A ser verdade, não se faz.

 

A parte seguinte, depois da acalmia, ocorre já algum tempo depois do fim. Ela ainda está a fazer o luto, ainda não conseguiu reencontrar-se consigo mesma. Estão naquela fase em que devolvem as coisas que ficaram na casa um do outro.

 

Mas – plot twist – ele não devolveu o tal lenço. Ele também ainda não desligou por completo. No ano passado, aquando do lançamento de Lover, foi revelada uma das primeiras versões do último refrão, rezando “There we are again, you’re crying on the phone/Realized you lost the one real thing you’ve ever known”. Partindo do princípio que estes versos são verídicos, já foi tarde, agora já não dá para voltar atrás.

 

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É uma canção extraordinária, de facto. Tem cinco minutos e meio de duração – talvez seja por isso que nunca foi lançada como single – mas acho que ninguém lhe cortaria um segundo que fosse. 

 

Reza a lenda, aliás, que existe uma versão de All too Well com dez minutos de duração. No entanto, daquilo que descobri nas internetes, essa versão não era mais do que um primeiro rascunho sem filtros, um longo desabafo à guitarra. Taylor admitiu que demorou algum tempo a editar tal monstro, a reduzir às partes essenciais. Tanto quanto percebo, ao contrário do que uma parte dos fãs acredita, Taylor nunca chegou a gravar uma versão com dez minutos, ou mais, de duração.

 

E, para ser sincera, não acho que essa versão faça falta. A versão final utiliza com mestria os seus cinco minutos e meio de duração. Uma versão com o dobro ou o triplo da duração provavelmente divagaria na letra, não teria os mesmos crescendos e clímaxes. All too Well está perfeita como está.

 

Taylor afirmou que a canção tem tido duas vidas. A primeira como seu desabafo, como catarse sua. A segunda vinda do feedback dos fãs, que lhe gritam a música de volta nos concertos (a sério, vejam o vídeo abaixo, uma pessoa fica com pele de galinha), que fazem tatuagens com a letra. 

 

É ao mesmo tempo o risco e a excitação de expressões artísticas como a música: depois de lançadas no mundo já não pertencem exclusivamente ao artista, ganham uma personalidade nova. Para o pior e, pelo menos deste caso, para o melhor. All too Well tem recebido a apreciação que merece. Eu mesma só conheço esta canção há relativamente pouco tempo, mas já me imagino de lágrimas nos olhos cantando-a aos berros num concerto.

 

 

Sei perfeitamente que não sou, nem de longe nem de perto, a primeira pessoa a elogiar All too Well (e não serei decerto a última). Mesmo a maior parte destas opiniões não são propriamente originais. Mas a verdade é que este blogue também funciona um pouco como um diário de bordo das minhas paixões. Se descubro alguma coisa de que gosto a sério, mesmo que seja com algum atraso, escrevo sobre ela aqui.

 

Talvez volte a escrever sobre a música de Taylor no futuro. Existe pelo menos mais uma canção que merece uma entrada de Músicas Ao Calhas, mas não vou escrevê-la já já – são planos a médio prazo.

 

Por agora, se não se importam, vou ouvir folklore como deve ser, para ver se é essa Coca-Cola toda.

Músicas Não Tão Ao Calhas - Fly

A última quinta-feira, 16 de abril, ficou marcada pelo lançamento de Fly, o mais recente single da cantautora canadiana Avril Lavigne. 

 

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A comunidade de fãs já sabia da existência da música há um tempo considerável. Fly foi composta em 2012, em colaboração com Chad Kroeger e David Hodges - terá sido aproximadamente na mesma altura em que nasceram várias faixas que, hoje, fazem parte do álbum Avril Lavigne: Let Me Go, Hush Hush, Bad Girl, Give You What You Like, Hello Kitty. Alguns destes títulos (Fly incluída, penso eu), na verdade, já tinham chegado aos fãs ainda nesse ano (acreditem, há pouco tempo dei com um tópico antigo do Fórum Avril Portugal), depois de terem sido registados em sites especializados. Eu na altura, não lhes dei muito crédito (títulos surgidos em circunstâncias semelhantes anteriormente nunca tinham sido confirmados e, além disso, quem no seu juízo perfeito comporia uma música chamada Hello Kitty?). Cerca de um ano mais tarde, em vésperas do lançamento de Avril Lavigne, Fly surgiu em possíveis tracklists para o quinto álbum. Avril chegou mesmo a referi-la em algumas entrevistas, dizendo que a compusera para ser o hino da sua Fundação (a Fundação Avril Lavigne, inaugurada em 2010, que trabalha essencialmente com crianças e jovens com doenças graves ou deficiências.

 

Logo nessa altura, eu calculei (à semelhança de muitos outros fãs), que Fly seria uma espécie de Keep Holding On 2.0, com toques de Black Star. Fly, no entanto, acabaria por ser excluída da tracklist final do álbum Avril Lavigne, à semelhança de outros títulos, igualmente divulgados. Calculo que, pelo menos no caso de FLy, estivessem à espera de uma ocasião especial para a lançar - como as Special Olympics deste verão.

 

Entretanto, depois de um 2014 fraquinho, no final de dezembro, a Avril revelou estar a debater-se com problemas de saúde. No início deste mês, numa entrevista à revista People, revelou que, durante quase um ano, sofreu de Doença de Lyme, uma infeção bacteriana provocada pela mordedura da carraça. Os sintomas são inespecíficos, assemelham-se a uma gripe má, o que dificulta o diagnóstico mas, se detectada a tempo e se medicada com antibióticos, passa ao fim de algumas semanas. No entanto, a Avril teve de passar por vários médicos, muitos dos quais não a levaram a sério, e chegou a estar cinco meses seguidos presa à cama, sem forças para desempenhar tarefas tão básicas como tomar duche. Chegou a pensar que estava a morrer. Felizmente agora está melhor (eu estou aliviada por não ser cancro...), mas foi um período difícil.

 

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Neste contexto, a Avril revelou que a sua própria canção, Fly, a ajudou a sobreviver. Não apenas a mensagem da música em si, mas também a determinação da cantora em partilhá-la com os fãs (que, ainda por cima, foram impecáveis, fartaram-se de enviar mensagens de força sob várias formas : tweets, desenhos, vídeos...).

 

A verdade é que a música da Avril tem-nos salvo a vida há muitos anos, de várias maneiras. Para nós é emocionante a noção de que, agora, a Avril sabe exatamente o que isso é.

 

 

A single step becomes a leap of faith

 

Fly corresponde às expectativas. Conforme tinha dito antes, de uma maneira geral, a Avril é incapaz de falhar no que toca às chamadas "power balads" e não precisou de se esforçar muito para criar um hino inspirador para a sua Fundação e para os Special Olympics. Tal como seria de esperar, em termos de sonoridade, Fly assemelha-se a Keep Holding on e à b-side Won't Let You Go. Fly, no entanto, tem uma produção mais leve (terá sido a Avril a produzi-la sozinha, como fez com 4 Real e Goodbye?), é conduzida pelo piano (KHO tem mais guitarra acústica). Poucos mais instrumentos tem, destacando-se um adorável violino. 

 

Numa entrevista recente, Avril admitiu que, inicialmente, pensara numa produção mais pop - provavelmente ao estilo de Hello Heartache, talvez quando a ideia ainda era incluí-la no quinto álbum. Não me custa imaginar e acho que também resultaria. No entanto, acabou por considerar esta produção mais simples - fazendo lembrar Goodbye Lullaby - mais adequada, destacando mais a voz. Uma boa aposta, que os vocais nesta música estão excelentes. Por outro lado, regra geral, uma orquestra dá sempre um carácter épico e inspirador a qualquer música.

 

Na verdade, o único defeito que encontro nesta música é o facto de ser curta (só dura três minutos, quando as baladas da Avril costumam durar à volta dos quatro). Eu queria ouvir mais daquele violino. É possível que esta seja uma versão mais curta (vi a indicação "misturada para o iTunes" nalgum sítio...). 

 

A letra de Fly é sólida, sem ser nada de muito original. Avril recicla conceitos de Breakaway (é praticamente a mesma mensagem, com a diferença de que Breakaway fala da experiência pessoal da cantora, enquanto Fly é um apelo a terceiros) e também a mensagem do seu primeiro perfume, Black Star (que também inspirou o nome da comunidade de fãs. Se formos a ver, isto está tudo ligado...). É uma mensagem de esperança, de estímulo à luta pelos sonhos. Na verdade, a letra de Fly recorda-me, um pouco, Last Hope dos Paramore, na medida em que defende que basta dar o primeiro passo para começarmos a voar.

 

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O videoclipe para Fly saiu no mesmo dia que o single - algo que, tanto quanto me lembro, para a Avril, é inédito. De uma forma igualmente previsível, o vídeo alterna imagens dos atletas das Special Olympics, bem como da Avril fazendo o trabalho da sua Fundação, com imagens da Avril interpretando a música - fazendo também um shout-out  para o álbum The Best Damn Thing, que por esta altura faz oito anos de publicação (mais sobre isso em breve...).

 

Em suma, Fly não surpreende, mas isso não é uma coisa má. No que toca à Avril, o previsível está sempre muito acima da média. Tendo em conta as circunstâncias, destacando-se o facto de Fly ser uma sobra do quinto álbum (que, conforme assinalei antes, não impressiona pelo arrojo), não estava à espera de uma grande evolução. Fly não compete com as melhores baladas de Avril, mas cumpre muito bem o seu papel e apresenta potencial para tocar os corações de muitos fãs. É uma boa adição à discografia da cantautora. 

 

Contudo, parece que não ficamos por aqui. A Avril revelou também que, no início do ano, compôs uma canção sobre a sua luta com a Doença de Lyme. Também tornou a falar de um possível álbum de Natal, dando a entender que é desta que vai levar a ideia para a frente. Parece, então, que vamos ter mais Avril este ano, o que é ótimo.

 

Também teremos mais Avril aqui no blogue, nos próximos tempos. Continuem desse lado.

 

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