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Álbum de Testamentos

Mulher de muitas paixões e adoro escrever (extensamente) sobre elas.

Músicas Ao Calhas - Heaven

Primeira entrada de 2014! Feliz Ano Novo. Eu sei que já se passaram algumas semanas mas, este mês, tenho-me focado mais no meu quarto livro. Além disso, estava a precisar de uma pausa dos meus blogues, do frete que, às vezes, se torna passar páginas e páginas de rascunhos para o computador. Planeio, no entanto, publicar algumas entradas nos próximos tempos, com destaque para a crítica a Hydra, o novo álbum dos Within Temptation, editado no próximo dia 31.
 
Hoje gostava de vos mostrar um pouco o meu lado mais lamechas e falar-vos da minha canção de amor preferida: Heaven, de Bryan Adams.
 
 
 

"Now our dreams are coming true

And through the good times and the bad
Yeah, I'll be standing there by you"
Sei que muitos fãs consideram (Everything I Do) I Do it For You a melhor canção romântica de Bryan Adams, mas eu discordo. Primeiro, por considerar Heaven melhor, tanto em termos de letra como de música, mais emotiva. Segundo, porque Heaven tem imensas versões diferentes e, em todas elas, soa linda - algo que é raro. Heaven é, há já muitos anos, uma música muito especial para mim. Sei tocá-la na guitarra, cheguei a tentar aprendê-la no piano e, um dia, se tiver a felicidade de me casar, será a música do meu casamento.
 
Muitos, se calhar, não o sabem, mas Heaven esteve quase para não ser incluída no quarto álbum de Bryan Adams, Reckless. A música foi composta para a banda sonora do filme A Night in Heaven (Noites de Paixão, em Portugal). Filme esse que se centrava num stripper masculino e que... foi um fracasso de bilheteira. Deve ter sido essa uma das razões que levaram Bryan a ponderar excluir a música do álbum. Em todo o caso, à última hora resolveu incluí-la e fez bem: Heaven tornou-se o primeiro single da carreira dele a atingir o topo das tabelas de música nos Estados Unidos.
 
A letra de Heaven é muito simples, como quase todas as músicas de Bryan Adams. Ligeiramente nostálgica, fala de uma relação que tem resistido ao teste do tempo, aos altos e baixos, às dificuldades. É uma música de final feliz, na minha opinião, daí achar que é a música de casamento perfeita.
 
 
Vou agora falar de algumas das muitas versões que existem desta música, começando, naturalmente, pela orginal. Esta é conduzida pelo piano (ou será pelo órgão?), acompanhada por notas de guitarra elétrica, que funciona como uma segunda voz - tal como acontece com muitas canções de Bryan Adams - acordes no refrão, baixo a partir da segunda estância, tudo isto numa aura etérea, muito romântica, perfeita para o primeiro slow dos noivos num casamento.


Em 1997, Bryan apresentou uma versão acústica de Heaven, a propósito da MTV Unplugged. Esta caracteriza-se por, na sua maioria, ser quase só a voz de Bran, com a guitarra acústica muito discreta. Só no segundo refrão é que o resto da banda se junta - toda ela em acústico - destaque para a linda flauta do irlandês Davy Spillane. Banda essa que torna a desaparecer nos últimos refrões. Bem, não desaparece completamente, pois ainda se ouve uma ou outra nota de piano e a flauta, em particular na conclusão da música.

Na digressão Bare Bones, dos últimos anos, Bryan tem igualmente apresentado Heaven em acústico. Desta feita, sem banda - regra da digressão - só com guitarra acústica e piano. Apesar de não ser uma má versão,  não é das minhas preferidas. Teria sido mais interessante uma versão sem guitarra, só com o piano.

A minha versão preferida de Heaven é a do DVD ao vivo Live in Lisbon, editado em 2005. Esta versão é também conduzida pela guitarra acústica - é esta que eu toco na minha - acompanhada pela bateria discreta, o baixo, a guitarra elétrica de Keith Scott, notas de piano. Tudo muito suave, emprestando um tom etéreo à música. Pontos para o solo de Keith, após a terceira estância, e sobretudo para audiência no refrão seguinte, que canta como um coro contratado, quase abafando a voz de Bryan. De repente, contudo, a música aumenta de ritmo, explode para um último refrão em alta - para isso contribui também, uma vez mais, a guitarra de Keith Scott. Sem dúvida, uma das melhores versões de Heaven. De resto, recomendo o resto do DVD pois o concerto é excelente, muito graças ao fantástico público português.
 


Queria, agora, falar de versões de Heaven gravadas por outros cantores. Começando por uma de Brandi Carlile - responsável por The Story, outra das minhas canções de amor preferidas. Brandi oferece-nos uma versão mais folk de Heaven, bem ao seu estilo, conduzida pela guitarra acústica, acompanhada, ocasionalmente, por notas de órgão.


Outras versões mais conhecidas (julgo eu) foram criadas por DJ Sammy e cantadas por Yanou. Uma delas é conduzida por notas de piano, muitas delas agudas, fazendo com que a música se assemelhe a uma canção de embalar, acompanhada aqui e ali por violinos. A interpretação doce de Yanou é perfeitamente compatível. É uma das versões mais açucaradas de Heaven mas isso não é defeito. Tal como todos os exemplos aqui mencionados, mostra uma prespetiva diferente da canção.


A outra versão, de DJ Sammy é bem diferente: é um remix tecno de Heaven, lançado em 2002. Temos muitos exemplos de remixes deste género, que transformam todo o tipo de canções em temas dançáveis, muitas vezes com grande prejuízo para a qualidade da música original. Não é este o caso, nem de longe nem de perto. De alguma forma, este remix conseguiu preservar a magia e o romance da versão original e, ao mesmo tempo, adequá-la às pistas de dança. Também ajuda o facto de Yanou ter uma boa voz e de esta soar quase sem alterações - naquela altura o auto-tune ainda não estava na moda, belos tempos! Quase vinte anos depois de ser lançada pela primeira vez, Heaven regressava às rádios sob outro "disfarce" e também conseguiu atingir os primeiros lugares das tabelas.

Conforme afirmei no início, poucas músicas se podem gabar de terem inúmeras versões diferentes e soarem ótimas em todas. É incrível como uma canção como Heaven, que parece tão simples, pode afinal ter tantas facetas. É por estas e por outras que este tema é-me imortal desde há, pelo menos, nove anos, conseguindo sempre derreter o meu coração. Algo que, de resto, Bryan Adams nunca teve dificuldade em fazer.

Bem, depois de um tema tão meloso como este, acho que este texto me deixou com a glicémia elevada. Se não se importam, vou ouvir Linkin Park. Entretanto, mantenham-se ligados: em breve publicarei a crítica a Hydra.

Bryan Adams - Bare Bones

adams-into-the-fire-5.jpg

 

Este senhor é o meu cantor masculino preferido. Conheci-o há dez anos, com o filme "Spirit", embora já conhecesse, vagamente, de algumas músicas dele. O tema principal do filme, "Here I Am", é a minha música preferida dele e ainda hoje, passada uma década, adoro esta música por vários motivos - se já tiverem espreitado o meu outro blogue, saberão já que uma das razões é o facto de a associar à Seleção Nacional - ainda me toca, não sou capaz de me cansar dela. Esta é uma crítica ao mais recente álbum dele, um álbum ao vivo.
 
O Bryan nunca foi muito de concertos super produzidos, o estilo dele sempre foi deixar as músicas falarem por si mesmas. E, pelo menos desde que vou seguindo a carreira dele, isso tem resultado. Quando se tem carisma, bom humor e uma carreira recheada de singles de sucesso que os fãs cantam em coro como Bryan Adams tem, não é preciso mais nada para se dar um bomespetáculo. 
 
Ora, há cerca de um quatro anos, o Bryan decidiu levar essa máxima de "deixar as músicas falarem por si mesmas"; a outro nível e começou a dar concertos acústicos. É só ele, uma guitarra acústica, às vezes a sua harmónica, às vezes acompanhado por um pianista. Chamou a essa digressão The Bare Bones Tour precisamente porque as músicas são apresentadas no seu esqueleto mais básico, só com os instrumentos mais básicos, da maneira como foram inicialmente compostas. E há um ano, foi editado um álbum ao vivo dessa digressão, também com o título Bare Bones. 
 
Da tracklist, fazem parte alguns dos singles mais conhecidos como (Everything I Do) I Do It ForYou e Summer of '69, à mistura com temas que não são singles - Walk On By e You'reStill Beautiful to Me - músicas que ele compôs para outras pessoas mas que, tanto quanto sei, nunca gravou em estúdio e uma inédita - I Still Miss You... A Little Bit. 
 
No geral, todas as músicas soam bem a diferentes níveis, tirando apenas It's Only Love, que fica muito  incompleta sem os acordes frenéticos e os solos de guitarra elétrica. Outras soam muito parecidas às versões originais embora algumas como You're Still Beautiful to Me ganham um novo encanto ao serem cantadas ao vivo. Outras - como Let's Make a Night to Remember e Straight From The Heart - soam bem melhor assim, acústicas. Finalmente, temos aquelas, comoSummer of '69, Heaven e Here I Am (a minha preferida dele) que soam absolutamente fantásticas em todas as versões criadas. 
 
Um destaque para a faixa inédita I Still Miss You... A Little Bit, uma música bem humorada que, na minha opinião, parece-se com What The Hell contada do ponto de vista do namorado. O narrador queixa-se da amada que diz que o ama e tal mas que parece querer uma relação aberta e passa a vida a dormir com os amigos dele. 
 
Para além disso, o CD tem todas as coisas boas dos álbuns ao vivo e mais algumas que só esta digressão pode ter: os aplausos, as palmas marcando a batida, o público cantando com um coro profissional, as piadas e histórias que o Bryan vai contando nos intervalos, as gargalhadas depois dessas histórias ou quando, entre outras coisas, ele se pôs a cantar com um sotaque sulista (penso eu...). 
 
Podem ver no vídeo abaixo um exemplo das coisas que mencionei acima: 
 

 
Em suma, é um álbum recomendável a fãs do cantor ou então a pessoas que queiram conhecer melhor a sua música.
 
Esta crítica já tinha sido publicada no Fórum Avril Portugal nas vésperas do concerto que o Bryan deu em dezembro do ano passado, a propósito dos 20 do seu álbum Waking Up The Neighbours. Depois um dia destes publico, não exatamente uma crítica mas o relato da minha experiência nesse concerto. Esta nunca a publiquei antes, aliás, nem sequer está acabada. Digo apenas que nem esse concerto, nem o que ele deu no Rock in Rio deste ano foi como acabei de descrever; tiveram a banda toda, um pouco com pena minha, pois tinha vontade de assistir ao um espectáculo Bare Bones. Contudo, como já disse acima, com banda ou sem ela, Bryan Adams tem tudo o que é preciso e ainda mais para dar alto concerto, tem tudo o que é preciso para, sempre que sobe a um palco, oferecer a cada membro da audiência (isto já é um cliché entre os fãs do Bryan mas enfim...) uma "Night to Remember".

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