Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Álbum de Testamentos

Porque sou uma miúda com muitas maluqueiras e adoro escrever (e muito) sobre elas.

Músicas Ao Calhas – Here I Am & I'm With You

Tudo começou quando a minha irmã me enviou esta mensagem:

 

46519341_2323780471190488_7163402045477617664_n.jp

 

 

É claro que eu estava a exagerar para efeito cómico, mas confesso que fiquei um bocadinho chateada. Depois de arranjar uma cadela, tornei-me um bocadinho sensível a animais abandonados ou maltratados. Associar histórias dessas a uma das minhas canções preferidas de todos os tempos era a última coisa que desejava. Não se faz!

 

A neura não durou muito, felizmente. Aliás, esta mensagem da minha irmã pôs-me a pensar nas minhas duas músicas preferidas: I’m With You, de Avril Lavigne, claro está, e Here I Am, de Bryan Adams. Foi aí que reparei – pela primeira vez em mais de metade da minha vida – que as duas canções têm aspetos em comum, o que pode não ser coincidência.

 

Daí este texto. Não é a primeira vez que escrevo sobre I’m With You – esta será a terceira vez. Escrevi sobre ela de passagem na primeiríssima entrada de Músicas Ao Calhas, neste blogue. Também falei sobre ela quando analisei o álbum Let Go.

 

Talvez seja um bocadinho de mais mas, em minha defesa… é uma das minhas canções preferidas de todos os tempos! E espero, com este texto, apresentar uma nova perspetiva sobre a música.

 

 

Antes de começarmos, já que vamos falar sobre as minhas duas músicas preferidas, uma curiosidade. Há cerca de um ano, encontrei este artigo, que descreve um estudo segundo o qual os homens conhecem a sua canção preferida quando têm, em média, catorze anos. Para a mulher, a média é os treze anos. Cheguei a enviar este artigo para o Jon da ARTV (o tal Youtuber, crítico de música, que refiro de vez em quando), ele comentou o artigo no vídeo acima e parece que é verdade – embora hajam exceções, claro.

 

Pelo menos no meu caso, é verdade. Here I Am e I’m With You foram editadas em álbum quando tinha doze anos – com um mês de intervalo, por sinal! Ouvi Here I Am pela primeira vez algures no verão ou outono desse ano, quando fui ver o filme Spirit (sobre o qual escrevi aqui) ao cinema. Por sua vez, só conheci I’m With You no ano seguinte.

 

Tanto Here I Am como I’m With You foram as primeiras canções que conheci como sendo de Bryan Adams e Avril Lavigne, respetivamente. Não sei se o facto de terem sido as primeiras contribuiu para o seu estatuto como favoritas – talvez um pouco. No que toca a outros artistas ou bandas do meu “nicho”, as minhas canções favoritas deles não costumam ser as primeiras que oiço deles.

 

Acho que isso aconteceu com a Avril e com o Bryan porque foram os primeiros artistas que “adotei” oficialmente. Sempre gostei de música e de cantar desde muito pequena, mas foi com a Avril e o Bryan que iniciei oficialmente a minha vida como fã de música.

 

PhotoGridLite_1549492004398.jpg

 

Ainda há bem pouco tempo comentei que a Avril é a minha mãe musical. Pela mesma lógica, Bryan também pode ser considerado o meu pai musical (e esse tem de facto idade para ser meu pai). A relação de fã que tenho tido com cada um deles é diferente, visto que Bryan, na altura em que o conheci, já tinha uma carreira feita, com toda uma discografia que levei anos a conhecer. Avril, por sua vez, estava ainda a dar os seus primeiros passos no mundo da música.

 

Para além de serem ambos canadianos e de terem um estilo maioritariamente pop rock (e, tanto quanto parece, aparecerem nas capas dos álbuns novos em pelota), aquilo que Avril e Bryan têm em comum é o facto de – não tenho problemas em admiti-lo – não serem os melhores músicos por aí. Nem sequer são os melhores do meu nicho musical.

 

Não significa que sejam maus, bem pelo contrário. Bryan tem tido uma carreira invejável, cheia de êxitos, sobretudo nos anos 80 e 90. Aquela voz enrouquecida é como o vinho do Porto: só fica melhor com o tempo. Tem um jeito especial para baladas de amor (conforme deu para ver aqui), embora também saiba compôr músicas mais animadas, mais soft rock.

 

No entanto, acaba por não se venturar muito para fora de temas de amor e luxúria. Nunca foi o género de artista que tenta esticar os limites da música ou fazer algo que nunca foi feito.

 

PhotoGridLite_1549493183743.jpg

 

Por sua vez, Avril tem uma voz única, inconfundível. Abriu caminho para outras mulheres no mundo da música, tanto no que toca a música rock como para comporem as suas próprias canções, serem honestas e vulneráveis atrás do microfone. É conhecida pelos temas pop rock com influências de punk pop, mas também tem uma queda para baladas. Além de que, mesmo passados estes anos todos, continua a dar a ideia de ser genuína, despretensiosa, faz a música que entende, sem se preocupar com modas ou em causar choque mediático, ao contrário de muitos artistas por aí.

 

No entanto, apesar de uma boa parte da sua discografia ser honesta e autobiográfica, muitas das suas letras deixam a desejar. Uma coisa são músicas com Sk8er Boi e Girlfriend. Outra coisa são músicas como My Happy Ending, Nobody’s Home e Let Me Go, que tentam passar por sérias e emotivas, mas cuja letra tira-lhes credibilidade.

 

A qualidade aumentou no quinto álbum – e espero que continue a melhorar no próximo – mas, como vimos antes, a letra de Head Above Water, não sendo má, podia ser melhor.

 

Tenho de admitir, para além disso, falta a Avril algum carisma e presença em palco. Mais uma vez, ela tem melhorado com o tempo, mas continua intermitente – embora, na última digressão, os primeiros sintomas da Doença de Lyme podem explicar algumas apresentações mais apagadas.

 

Mesmo com estes “defeitos”, Avril e Bryan continuam a estar bem acima da média, a meu ver. Além disso, são os meus pais musicais, estarão sempre em primeiro lugar no meu coração.

 

s-l1000 (1).jpg

 

Mas falemos sobre as músicas em si, por ordem cronológica. Como referi acima, conheci Here I Am quando fui ver o filme Spirit. Conforme escrevi antes, Spirit é um dos meus filmes de animação preferidos de todos os tempos, o Rei Leão da DreamWorks, criminalmente subvalorizado (pergunto-me se terá a ver com o facto de os vilões serem os colonizadores americanos).

 

Um dos destaques do filme é a sua banda sonora, obviamente. Já escrevi aqui no blogue sobre várias das músicas. Ainda hoje tenho o CD no meu carro e, quando o oiço, não deixo de me maravilhar com os arranjos sublimes de Hans Zimmer – o homem é um génio! É um daqueles álbuns que considero clássicos.

 

Here I Am é considerado o tema principal da banda sonora de Spirit, mas a verdade é que I Will Always Return toca mais vezes ao longo do filme – enquanto Here I Am consiste, apenas, em uma estância e um refrão repetido, no início do filme, e nunca mais se ouve até aos créditos finais. No entanto, Here I Am foi lançada como single e acho que até se saiu bem. Portugal foi um dos três países, a par do Taiwan e do Azerbaijão onde chegou ao primeiro lugar (viva nós!). Mesmo nos Estados Unidos e nalguns países da Europa andou perto dos lugares cimeiros. Ainda hoje é tocada nas rádios.

 

Um rápido aparte: sabemos que estamos a ficar velhos quando a nossa música preferida passa na m80. E no entanto já apanhei Bad Romance, que tem menos de uma década…

 

Estou a desviar-me. Voltemos atrás.

 

 

Here I Am é o Circle of Life de Spirit: a música que toca quando o protagonista nasce. A versão que toca no filme está dentro do estilo dos arranjos de Hans Zimmer. Começa suave e inocente, como seria de esperar, até ganhar um carácter eufórico e grandioso no segundo refrão.

 

A versão single que toca nos créditos finais é diferente, claro: pop rock, mais compatível com as rádios do início dos anos 2000.

 

Ainda assim, Here I Am não é assim tão parecida com o resto da discografia de Bryan. Tem elementos de rock, sim, mas a percussão é diferente e os teclados são mais predominantes que o habitual. Segundo o booklet de Anthology – o álbum Greatest Hits que Bryan lançou em finais de 2005 – foram os produtores Jimmy Jam e Terry Lewis que, quando a banda sonora de Spirit estava quase pronta, pegaram nas gravações iniciais de Here I Am e deram-lhe um carácter mais R&B.

 

Suponho que, se tivesse sido produzida pelos seus colaboradores habituais, Here I Am seria mais parecida ao resto da discografia de Bryan.

 

Só sei que aquelas notas iniciais (de teclado?), que são a imagem de marca da música, aquecem logo o meu coração. A música começa suave, minimalista, até ao refrão. É nesta altura que surgem as guitarras elétricas e a batida, que conferem um tom eufórico que se mantém durante toda a faixa. Destaque para o tal riff que abre a canção e se vai repetindo e para o solo de guitarra.

 

 

A versão original de Here I Am tem quase cinco minutos de duração logo, como seria de esperar, existem versões mais curtas para passar nas rádios. A compilação Ultimate inclui uma delas. Nesta versão (que só ouvi pela primeira vez há coisa de duas semanas), curiosamente, a linha de abertura é tocada por guitarra elétrica, por cima do teclado. Não desgosto da alteração, dá um efeito fixe, mas gostava de saber se a fizeram por algum motivo especial.

 

Cortaram, no entanto, a repetição da primeira estância na terceira parte da música. Sei que é assim que Bryan a tem tocado nos concertos ao longo dos últimos anos, mas não sou fã.

 

Aliás, por princípio, não gosto de versões reduzidas para a rádio. Compreendo o seu propósito, mas por norma prefiro as versões integrais. Há exceções, claro – por exemplo, Let’s Make a Night to Remember é demasiado comprida e não me importo que Bryan corte a segunda parte quando a toca ao vivo. No entanto, regra geral, se os músicos achassem que dá para saltar uns compassos ou mesmo parte de uma estância, estes não teriam sido incluídos no álbum! Parecendo que não, alguns de nós conseguem concentrar-se numa música durante mais de quatro minutos.

 

No caso de Here I Am, então, não cortava nenhum momento de pausa, nenhuma nota do solo de guitarra. Na minha opinião, todos esses elementos, a alternância entre momentos de calma e momentos de euforia, contribuem para a emoção da música. Não digo que as versões editadas não tenham o mesmo efeito, mas fica definitivamente a faltar qualquer coisa.

 

 

Here I Am foi uma das canções incluídas no álbum ao vivo Bare Bones, em 2010 – e também no que foi gravado ao vivo na Casa da Ópera de Sydney e editado em 2013. Este arranjo também funciona – a música chega a parecer uma balada, com o piano tocando o riff de marca da canção e Bryan improvisando o solo na guitarra acústica.

 

Na verdade, a meu ver, Here I Am é daquelas músicas – como, por exemplo, Heaven – cuja melodia é tão boa que soa bem em quase todos os arranjos possíveis.

 

Passando à letra de Here I Am, sou a primeira a admitir que esta não é das melhores – curta, demasiado vaga, perdendo-se um pouco em clichés. Como ainda era muito nova quando conheci a música, nem sequer reparei na letra fraquinha. Nos dezasseis anos seguintes, não fiz outra coisa que não projetar significados nela.

 

Vimos acima que a música foi composta para assinalar o nascimento do protagonista de Spirit. Para mim, Here I Am é precisamente isso: uma música de começos, ou de recomeços. Bryan, por exemplo, escolheu-a para abrir o concerto que deu cá, em fevereiro de 2003 (o primeiro a que assisti na vida). Também em dezembro de 2011 (o segundo dele a que fui) foi uma das primeiras da setlist.

 

Here I Am, no entanto, serviria para marcar o início de qualquer história, desde que não seja demasiado sombria. Um nascimento. O Harry Potter vislumbrando Hogwarts pela primeira vez. Um treinador de Pokémon começando a sua jornada numa região nova. As Crianças Escolhidas despertando, pela primeira vez, no Mundo Digimon.

 

 

Para além destas, há muitos anos que associo Here I Am à Seleção Nacional. Montei este vídeo há quase uma década (!!!). As imagens estão desatualizadas (O Meireles sem barba!) e a qualidade não é a melhor, mas a emoção é a mesma: a euforia de um jogo da Equipa de Todos Nós, sobretudo ao vivo, de um golo, da presença num campeonato de seleções.

 

Fez particular sentido no 10 de julho de 2016 – tonight we’ll make our dreams come true.

 

No fundo, o tema de Here I Am é este: alguém que chegou a um sítio novo, ou regressou a um sítio, que é exatamente onde quer estar.

 

Por sua vez, I’m With You é sobre alguém que não quer estar onde está.

 

 

Avril compôs I’m With You com Lauren Christy (as duas colaboraram outra vez, passados estes anos todos, no sexto álbum, na música It Was in Me) quando estava a ter um dia daqueles: o tempo estava cinzento, ela sentia-se triste, vazia, chateada por não ter namorado.

 

Todos nós já tivemos dias assim. Todos nós nos sentimos sozinhos de vez em quando, sem saber onde estamos nem para onde vamos. Ou até sabemos, mas não queremos lá estar.

 

É aí que está uma das forças de I’m With You: a sua mensagem universal.

 

Já contei antes a minha história, de ter treze anos e de cantarolar I’m With You enquanto esperava que me viessem buscar à escola. Tenho, aliás, visto muitas pessoas na Internet gracejando que I’m With You é sobre estar à espera de um Uber.

 

Também já me vi numa situação parecida à do videoclipe, quando tinha dezoito anos: numa festa a que fui contrariada, em que literalmente toda a gente menos eu se estava a divertir, em que passei a noite inteira à espera que acabasse para poder ir para casa.

 

i'm with you.jpg

 

Liability, da Lorde, possui uma emoção parecida: a sensação de estar num sítio – ou numa relação – onde não nos integramos, onde não somos bem-vindos, onde nos sentimos isolados. A narradora de Liability decide, em resposta, voltar-se para si mesma, fazer companhia a si mesma. A narradora de I’m With You não tem uma atitude tão saudável, como veremos adiante.

 

Segundo Lorde, de resto, um dos temas do álbum Melodrama é solidão: as partes boas e as partes más.

 

Não gostei da cena dos cãezinhos abandonados, mas a interpretação não está errada. Há pessoas que se comportam como cachorrinhos perdidos: extremamente solitárias, sedentas de companhia, que se agarram a qualquer pessoa. Já apanhei utentes assim na farmácia. Não é o comportamento mais saudável, mas a narradora de I’m With You apresenta traços dele – ao pedir companhia a um estranho.

 

PhotoGridLite_1549495433437.jpg

 

Uma coisa em que só reparei há cerca de um par de anos foi que, se formos a ver, Give You What You Like é uma versão erótica de I’m With You. Em ambas as canções, as narradoras buscam uma cura para a solidão. Em I’m With You, essa vem da companhia de um estranho. Em Give You What You Like, essa cura vem de um encontro sexual.

 

Mesmo em termos musicais, as duas faixas possuem semelhanças entre si. Ambas começam num tom grave e intimista. Só que Give You What You Like mantém-se nesse tom, enquanto I’m With You evolui para uma power ballad de respeito.

 

O que me leva, então, à parte musical de I’m With You. Segundo a Avril, esta foi composta ao piano – terá sido a única do álbum Let Go a ser composta ao piano – mas, tanto quanto consigo ouvir, esse instrumento não aparece em parte nenhuma da música. I’m With You é guiada por uma guitarra acústica em tom grave, acompanhada por um violoncelo e uma ou outra nota de guitarra. É no refrão que surgem as guitarras elétricas.

 

O destaque, no entanto, é mesmo o desempenho vocal. Conforme vimos quando falámos sobre Let Go, nesta altura a voz da Avril não era tão firme como agora. Era pura, inocente, com nuances deliciosas – uma das minhas partes preferidas em I’m With You é a maneira como ela canta o verso “tryin’ to figure out this life” no último refrão.

 

 

Mesmo com vocais ainda algo frágeis, estes não falham na hora de cantar os agudos. A escalada dos yeah-yeah é um exemplo óbvio, mas a minha parte preferida da música é o último minuto: com os “I’m with you! I’m with you!” agudos e os últimos em tom normal, de novo. Sempre adorei esta transição. É como se houvesse um alívio da tensão após o clímax da música.

 

I’m With You é uma música triste na sua maioria, mas sempre deixa uma nota de esperança – a narradora consegue encontrar companhia no fim. Vimos antes que confiar em estranhos pode não ser a atitude mais saudável, pode correr mal. Mas também pode vir a correr bem. Pode ser que esse estranho se torne alguém importante na nossa vida – talvez um novo amor ou “apenas” um novo amigo. Se estivermos dispostos a dar esse salto de fé.

 

Numa sessão de perguntas e respostas que ela deu no Twitter, em dezembro último, Avril revelou que, se pudesse dedicar uma canção aos seus fãs, essa seria I’m With You. Para começar, é a sua favorita (embora, nos primeiros anos da sua carreira, alegasse que Losing Grip era a sua favorita). Em concertos, ela costuma virar o microfone para o público, para a primeira parte do último refrão. Nos últimos anos, chega mesmo a fazer as audiências repetirem essa parte várias vezes. Avril revelou que, mais do que qualquer outra, quando a canta, sente-se em sintonia com os seus fãs.

 

Gosto de pensar que é, também, dedicada àqueles que têm usado a música da Avril para combater a solidão, para conhecer e ligar-se a outra pessoas, para descobrir quem eram e o seu lugar no mundo. Como eu.

 

 

 

Como podem ver, as minhas duas músicas preferidas são o oposto uma da outra, de certa forma. I’m With You é sobre estar-se perdido – ou, pelo menos, no sítio errado – e encontrar uma luz que nos poderá conduzir ao sítio certo. Here I Am é sobre a euforia de estar no sítio certo.

 

Que diz isso sobre mim? Que alterno entre perdida e achada? Que ando sempre à procura de algo? De sítios perfeitos, como reza outra das minhas canções preferidas?

 

Talvez seja isso. Afinal de contas, existiram muitas alturas na minha vida em que me sentia isolada, desajeitada, sem saber o que estava a fazer com a minha vida, incapaz de me integrar entre os “normais”. Demorei muito tempo a aprender a sentir-me confortável na minha pele – ainda ando a trabalhar nisso. Fui capaz em parte porque, nos últimos anos, tive o prazer de conhecer várias pessoas, de viver experiências fabulosas, precisamente à conta das minhas paixões – as coisas que dificultavam a minha integração.

 

Por outras palavras, de viver momentos como os descritos em Here I Am.

 

E, agora que penso nisso, se houver uma canção equivalente a Here I Am na discografia de Avril – uma canção sobre estar no sítio certo – é Innocence.

 

 

I’m With You e Here I Am funcionam, assim, como prequela e sequela, duas facetas de mim mesma – com Perfect Places a funcionar, talvez, como um intermédio entre ambos esses modos. À medida que envelheço tenho conseguido inclinar-me mais para o modo Here I Am, mas continuo a ter os meus dias I’m With You.

 

Ou talvez tudo isto sejam coincidências. Talvez esteja a projetar, a ver tratados filosóficos em músicas pop. Mas também de que serve a música – e a arte em geral – senão como ponto de partida para descobrir quem somos?

 

Felizmente, como referido no texto anterior, nas próximas semanas vou receber dois álbuns novos de cada um destes artistas, com duas semanas de intervalo – já depois de ter recebido Resist, dos Within Temptation. Mais de trinta músicas novas no total para catalisarem as minhas introspeções.

 

Ou, pelo menos, para cantar no carro ou para ajudar a suportar um dia difícil.

 

Como é habitual, quero escrever análises desses três álbuns. E como também é habitual, essas análises devem demorar. Não quero escrever sobre Resist sem escrever sobre My Indigo – uma análise que ando a adiar desde o verão passado. No entanto, é possível que comece a escrever sobre Head Above Water mal o álbum esteja disponível.

 

Que querem? É a minha mãe musical!

 

De qualquer forma, as análises a esses quatro álbuns deverão ser as próximas publicações neste blogue, mesmo que ainda demorem umas semanas (se não forem meses).

 

Obrigada por terem lido este texto particularmente egocêntrico. Faltam oito dias e picos para Head Above Water e vinte e dois dias para Shine A Light. Até lá... 

Músicas Não Tão Ao Calhas – Shine a Light

IMG_20190120_151355.jpg

 

Bryan Adams lançou, na passada quinta-feira, dia 17 de janeiro, o single Shine a Light, primeiro avanço do álbum com o mesmo nome, que sai a 1 de março.

 

Shine a Light foi co-composta com Ed Sheeran. Consta que os dois se conheceram há uns meses, em Dublin, e mantiveram o contacto. Porque ninguém do mundo da música é idiota ao ponto de conhecer Ed Sheeran e não manter o contacto. A certa altura, Bryan enviou-lhe aquele que se tornaria o refrão de Shine a Light. Uns dias depois, recebeu o esboço de volta, com estâncias compostas por Ed.

 

Tenho uma certa pena que Ed não tenha também cantado, até porque Bryan disse que “devíamos tê-lo ouvido a cantar”. Por outro lado… não estou a ver ao certo onde está a influência de Sheeran nesta música. Não sei o que é que ele fez pela música que Bryan não podia ter feito. O estilo musical dos dois não é assim tão diferente quanto isso. Não havia necessidade, na minha opinião.

 

Mas, lá está, é o Ed Sheeran. Como disse acima, nos dias que correm, ninguém deixaria a oportunidade escapar.

 

 

"Big city lives, fast lane living but
You never forgot your roots"

 

Cinismo à parte, esta é uma canção que, não sendo extraordinária, cativou-me à primeira audição com o seu tom luminoso – a condizer com o título da música. A guitarra acústica domina (ouve-se muito pouca guitarra elétrica), num ritmo acelerado marcado pela bateria. Lembra-me um bocadinho Oxygen, do álbum 11, se bem que a bateria de Shine a Light não seja tão dominadora.

 

Outra música que Shine a Light me recorda é Breakin’, dos All-American Rejects.

 

Infelizmente, regressa uma das falhas de Get Up: a ausência de solos de guitarra. De que serve ter um guitarrista excelente, como Keith Scott, se não podemos ouvir a guitarra dele na música de Bryan?

 

Enfim. Passemos à frente.

 

O tema de Shine a Light não é inédito na discografia de Bryan. À semelhança de Walk on By, do álbum 11, a letra aborda a história, muito típica na cultura americana e canadiana, da jovem que deixa a terra pequena onde nasceu e parte para a cidade para seguir os seus sonhos. Enquanto a letra de Walk on By é mais cautelosa, Shine a Light conta a mesma história numa luz (pun intended) bem mais otimista. Aqui ninguém duvida que a menina em questão conseguirá desenrascar-se sozinha e tornar os seus sonhos realidade – até porque ela ilumina tudo o que a rodeia.

 

Bryan-Adams-tour-announcement-press-shot-web-optim

 

Em suma, Shine a Light é uma boa introdução ao álbum com o mesmo nome. Não acho que se vá tornar uma das minhas músicas preferidas, mas imagino-a ganhando um estatuto parecido ao de I thought I’d seen Everything, do álbum 11, e de She Knows Me.

 

Esta última, aliás, tem andado a subir na minha consideração ao longo do último ano. De vez em quando passa na Rádio Comercial, enquanto estou a trabalhar. Quando a oiço, lembro-me que saiu num dos períodos mais difíceis da minha vida. Só o percebi muito depois, mas na altura soube-me a um dia de sol, no meio de um verão invulgarmente cinzento e gélido.

 

Espero que seja esse o significado do nome deste álbum. Talvez o objetivo de Shine a Light seja mesmo esse: trazer música que nos aqueça neste inverno, que nos ilumine os dias, numa altura em que as vidas de muitos de nós já foram bem mais fáceis.

 

Já se conhece a tracklist do álbum Shine a Light. Desta feita, não temos apenas nove faixas inéditas, com quatro versões acústicas para nos poderem cobrar o preço de um álbum inteiro – mais de três anos depois de Get Up, ainda acho uma jogada super manhosa.

 

IMG_20190120_125342.jpg

 

Nada disso desta vez. Vamos ter direito a treze faixas inéditas. Bem, mais ou menos, uma é um cover de Whiskey in a Jar. A versão digital, em CD e em cassete (?) vai ter The Last Night on Earth como faixa exclusiva, enquanto a versão em vinil terá I Hear You Knockin’.

 

Um destaque da tracklist é o dueto com Jennifer Lopez. Confesso que não estava à espera desta. Não sou grande fã de JLo – tirando uma música ou outra, considero-a uma cantora mediana. No entanto, estou com algumas expectativas em relação a este dueto. Acho que pode sair uma coisa gira daqui.

 

Como disse antes, o álbum Shine a Light sai a 1 de março. Ou seja, no próximo mês e meio, vou receber três álbuns novos de artistas do meu nicho, com um intervalo de duas semanas. Resist, dos Within Temptation, a 1 de fevereiro. Head Above Water, de Avril Lavigne, a 15. Shine a Light a 1 de março. Que luxo!

 

Ainda bem que aderi à promoção do Spotify, que oferecia três meses de Premium pelo preço de um. Fiz a compra perto do Ano Novo e abarca estes três lançamentos. Bem jogado, Sofia-do-passado!

 

Já arranjei, aliás, uma playlist para toda a música nova que foi saindo este ano, para me ser mais fácil ir-me familiarizando com o material novo até arranjar os CDs. E também para ir manipulando o número de reproduções.

 

 

Entretanto, tenho andado a trabalhar num texto de Músicas Ao Calhas sobre duas músicas, uma de Bryan, outra de Avril Lavigne. Talvez o timing não seja o melhor – vai ser muita Avril e muito Bryan em pouco tempo neste blogue. Por outro lado, vou regressar às origens neste texto. Já que os dois se preparam para lançar álbuns novos, acho que é uma boa altura para voltar atrás e recordar o início da nossa relação musical.

 

Preparem-se, então, para muita música aqui no blogue nas próximas semanas, se não forem meses. Estamos apenas a começar. Continuem desse lado!

Música de 2017 #2

Primeira publicação de 2018! Bom Ano, minha gente! Hoje continuamos a falar da música que me marcou em 2017. Como poderão ler aqui, se ainda não o tiverem feito, terminámos a primeira parte com uma música cantada em português. A próxima música desta lista também é cantada na nossa língua – e sei que não fui de todo a única a render-me a ela.

 

  • Salvador Sobral – Amar Pelos Dois

IMG_20171010_211058_HDR.jpg

  

Não podia falar da música de 2017 sem falar de Salvador Sobral e de Amar Pelos Dois. Nunca me interessei muito pelo Festival da Canção mas, à semelhança da maior parte dos portugueses, não fiquei indiferente ao músico e à canção que finalmente nos sagraram vencedores da Eurovisão. A noite de 13 de maio é capaz de ter sido a mais feliz do ano todo – foi como estivéssemos a ganhar o Euro 2016 outra vez.

 

Confesso que, noutras circunstâncias, talvez a música me tivesse passado ao lado. É lindíssima, sim, mas está longe de ser pioneira. Não faltam por aí baladas de piano-e-violinos. Ainda este ano tivemos Writer in the Dark, de Lorde. Por sua vez, a minha cantora preferida, Avril Lavigne, tem uma data delas – destacando-se Innocence.

 

Também acho que, se esta música tivesse saído há dez, quinze anos, talvez tivesse passado despercebida a muita gente. Mas estamos em 2017: os instrumentos a sério estão em vias de extinção, tal como já referi antes; pelo menos noventa por cento das músicas que tocam na rádio são descartáveis; a larga maioria das músicas da Eurovisão são mais espetáculo, “foguetes”, que conteúdo (embora a edição deste ano tivesse umas quantas músicas giras, sobretudo a da Bélgica). Não foi, por isso, grande surpresa que Amar pelos Dois se tenha destacado. A sua vitória sempre abrirá caminho para que músicas parecidas, com mais emoção e conteúdo, se qualifiquem para o Festival do próximo ano.

 

 

  

E de facto, se ouvirmos com atenção, Amar Pelos Dois é uma música encantadora na sua simplicidade. A minha manicura habitual diz que a canção lhe parece saída de filmes antigos da Disney – bem visto. A música funcionaria bem como uma serenata de um príncipe à sua amada ou cantada pela Branca de Neve aos animais da floresta.

 

Outro ponto a favor é o facto de o Salvador ser… “Salvadorable”. Possui o equilíbrio perfeito entre esquisito e fofinho – penso que é a isto que os anglo-saxónicos chamam “adorkable”. Ele acaba por ser parecido com a Lorde no sentido em que ambos sentem e interpretam música com o corpo todo, de forma pouco convencional. Tem, ainda um sentido de humor terra a terra, que fica sempre bem.

 

  

Isto é, até se virar contra ele, no concerto do Juntos Por Todos.

 

A boca em si não me chateou… muito. Não era de todo a melhor altura para dizer aquilo, mas não acho que tenha sido por mal. São daquelas atitudes típicas de quem é famoso há pouco tempo e ainda não tem noção da sua posição. O que me chateou mais é que pôs toda a gente a falar sobre isso e as coisas boas que aconteceram durante o resto do concerto passaram ao lado.

 

Enfim. Mais importante é que o dinheiro chegue mesmo às vítimas.

 

Em setembro, o Salvador colocou a carreira em pausa, pelos motivos de saúde que todos conhecemos. Felizmente, há poucas semanas, recebeu finalmente um coração novo (esperemos que este também possa amar pelos dois…) e, por alturas do Natal, saiu dos Cuidados Intensivos. Ainda lhe espera uma recuperação longa, mas todos desejamos que tudo corra bem a partir de agora e que não demore muito a regressar aos estúdios e aos palcos – de preferência, a tempo de dar um saltinho ao próximo Festival da Canção, organizado por Portugal.

 

  • Paramore

 

IMG_20171220_171640_HDR.jpg

 

Os Paramore foram a banda que mais ouvi no Spotify, como poderão ver aqui. Isso deve-se muito ao álbum que lançaram – e que, de maneira paradoxal, me fez revisitar a discografia antiga deles. After Laughter é muito 2017, com uma data de canções sobre pessimismo, sobre desânimo, sobre cair na real… disfarçadas de músicas alegres. Uma espécie de escapismo ao contrário.

 

As minhas opiniões sobre o álbum não mudaram muito desde que publiquei a minha análise, no verão passado. After Laughter está muito bem feito – não parenas graças a Hayley Williams, às suas letras, à sua interpretação, mas também aos instrumentais criados por Taylor York, com a ajuda ocasional de Zac Farro.

 

Quando se fala de Paramore, a maior parte das pessoas fala apenas sobre a Hayley, tratando os outros membros (ou ex-membros) como mera banda de apoio. O que é um erro. Se Hayley é a cara, a voz e o final das músicas dos Paramore, Taylor é o cérebro. É onde surgem os xilofones de Hard Times, os riffs de Told You So, a guitarra acústica de 26, o piano de Tell Me How.

 

Para não dizer, mais uma vez, que poderá ser graças a Taylor que ainda temos Paramore.

 

IMG_20170306_1238851_HDRyt.jpg

 

O que nos vale é que o Taylor é muito tímido, segundo consta, não parece ser pessoa para reclamar créditos (talvez seja por isso que ainda não tenha imitado Josh ou Jeremy).

 

Mais sobre isso um dia destes.

 

Tal como referi acima, After Laughter representa bem este ano, pelo menos para mim. Uma das principais, nesse capítulo, é 26. Já tinha referido, na análise, que esta, na minha opinião, descreve um conflito entre idealismo e cinismo. Acho que já tinha dito aqui, algures, que por norma não sou uma pessoa cínica e não desejo sê-lo.

 

  

No entanto, tive momentos este ano em que estive perto – sobretudo durante as tais semanas de desânimo, depois do concerto pelo Chester. Houveram alturas em que não me reconhecia a mim mesma e que me assustaram – uma delas aquando dos jogos da Seleção de novembro, em que não me conseguia entusiasmar como antes. Procurava agarrar-me a qualquer resquício de esperança, de alegria, que conseguisse encontrar, mas a realidade nem sempre colaborava. Até mesmo no filme mais recente de Tri (cuja análise andava a escrever na altura) a esperança e o idealismo tinham saído derrotados, no final mais sombrio daquele universo.

 

Consegui ultrapassar esse mau momento, mas nada me garante que não volte a cair no desânimo, um dia destes. Não quero de todo perder a capacidade de sonhar, de me entusiasmar com pequenas grande coisas, como a minha escrita, jogos de futebol, músicas novas, entre outras coisas. De esperar por dias melhores. Tal como Hayley diz, em 26, sobreviver nem sempre é a parte mais difícil. Às vezes, o mais difícil é manter a nossa esperança e o nosso idealismo intacto, perante todas as facetas horríveis deste mundo.

 

Sem pensar que, por muito triste que seja a perda de pessoas excelentes, como o Chester, a verdade é que não parecem existir grandes vantagens em viver neste planeta.

 

15977960_855234827912217_5927008578269354388_n.jpg

 

A propósito do Chester, mais uma vez, a morte dele deu-me novas perspetivas sobre as músicas Idle Worship e No Friend – músicas que nos recordam que os nossos heróis são apenas humanos. Prova melhor do que o que aconteceu a Chester não há.

 

Um excerto de No Friend reza assim “I see myself in the reflection of people’s eyes, realizing that what they see may not be even close to the image I see in myself”. Parece-me que esse sempre foi o caso de Chester – ele que descrevia a sua própria mente como um lugar hostil, que dizia que ele mesmo era o seu pior inimigo, quando, na verdade, era idolatrado por milhões. E, no fim, ninguém conseguiu salvá-lo dele mesmo.

 

Mas regressemos aos Paramore. Neste final de 2017, Hayley parece um bocadinho melhor que há alguns meses, quando o Aflter Laughter estava para sair. Talvez o pior já tenha passado para ela e para o resto da banda.

 

Em todo o caso, gosto sempre de recordar que a última frase em After Laughter é “I can still believe”. Se a Hayley ainda consegue manter a esperança, ou a fé, ou o que quer que lhe chamemos, nós podemos tentar fazer o mesmo.

 

hqdefault.jpg

 

 

  • Lorde

15977960_855234827912217_5927008578269354388_n.jpg

  

Aquando do texto de Ano Novo do ano passado, eu sabia que voltaria a escrever sobre Lorde no texto deste ano. Após o excelente Pure Heroine, a fasquia estava alta para o segundo álbum de Ella Yelich-O'Connor. No entanto, Melodrama não desiludiu ninguém: é uma autêntica obra de arte, do princípio ao fim. Desde a energia dançante de Green Light e Supercut, à vulnerabilidade de Liability de Writer in the Dark, passando pela bipolaridade de Hard Feelings/L.O.V.E.L.E.S.S.

 

Não que o público em geral tenha dado por isso. Segundo as minhas pesquisas, apenas o single Green Light teve sucesso moderado. Conforme já tinha escrito antes, Homemade Dynamite seria o grande single – até lançaram um remix com uns quantos artistas da moda, a ver se descolava. Não que tenha tido grande sucesso, tanto quanto sei.

 

Tem piada. Em 2013/2014, quando ainda não era fã dela, as rádios portuguesas tocavam Royals até dar comigo em doida. Agora que já sou, não me lembro de ter ouvido uma música que seja dela.

 

De qualquer forma, continuo a fazer figas para que ela venha a Portugal no próximo ano.

 

  

Parece-me um sacrilégio estar a falar de favoritos num álbum tão consistentemente bom, mas tenho andado obcecada com Sober: uma canção como nenhuma outra, que combina inúmeros pormenores fantásticos. Deste os “Night, midnight, lose my mind”, às trompetes e saxofone no refrão, passando pelo rugido de um tigre (numa trela de ouro, espero eu). Este podcast disseca os elementos todos.

 

Não que as outras canções fiquem atrás em qualidade, mesmo não sendo tão intricadas. Nalgumas, aliás, a simplicidade é o seu ponto forte. Como Liability (só piano) e Writer in the Dark (piano e violinos, como vimos antes). Outras recriam o estilo minimalista de Pure Heroine. Nomeadamente Hard Feelings/L.O.V.E.L.E.S.S. e a reprise de Liability.

 

Já que falamos no estilo minimalista de Lorde, queria fazer um aparte e falar sobre o cover que ela gravou para o Live Lounge da BBC 1 e que tem incluído nos seus concertos.

 

 

Quando descobri acerca deste cover, fiquei contente por dois motivos. Primeiro, porque In the Air Tonight é uma das minhas canções preferidas de todos os tempo. Escrevi sobre ela aqui no blogue, há quase cinco anos (!!). Segundo, porque a versão original é perfeita para a Lorde – tão perfeita que me pergunto porque não reparei mais cedo.

 

Conforme escrevi na altura, a versão original de In the Air Tonight é grave, um tanto ou quanto fantasmagórica, assenta-se muito na percussão, com destaque para o famoso solo, no final da segunda estância. A música acabou, assim, por antecipar o estilo característico de Lorde, sobretudo do seu primeiro álbum.

 

Isto para não falar dos “Oh, Lord” – que, nesta versão, têm imensa piada.

 

Mas regressemos a Melodrama. Falta falar sobre a minha canção preferida nesse álbum e de todo 2017: Perfect Places.

 

  

Já tinha explicado antes aquilo que me atrai na música: um refrão que é puro ecstasy, uma letra com a qual me identifico. Tenho vindo a identificar-me cada vez mais com Perfect Places, aliás – sobretudo com o verso “I hate the headlines and the weather”.

 

No site Genius, Lorde escreveu sobre esta frase: “Esta música começou a ganhar forma no final do verão de 2016, em Nova Iorque e as notícias eram horríveis todos os dias e estava tanto calor de uma maneira errada, da maneira como eu imagino o tempo num filme de desastres mesmo antes de uma bomba rebentar ou de os aliens aterrarem. Deu comigo em doida, um bocadinho, eu andava por Midtown e sentia-me à beira de arrancar as minhas roupas ou de me passar perante um estranho. E todos os dias nas notícias diziam “Lado positivo! Temperaturas recorde todo o fim de semana!” e eu pensava “NÃO PERCEBEM O QUE ISTO SIGNIFICA!!! VAMOS TODOS MORRER!!!” Este é provavelmente o verso mais Melodrama em todo o álbum.”

 

Bem, tendo em conta o que se passou em Portugal com os incêndios, num verão que nunca mais acabava, nada disto me parece melodramático. Eu, aliás, alteraria o verso seguinte para “My whole country is on fire”.

 

E, claro, a parte do “All of our heroes fading”. Já me fartei de falar do Chester, mas este ano também perdemos Pedro Rolo Duarte (que ouvia há vários anos na rádio) e o Zé Pedro, dos Xutos – mais uma banda que não vai voltar a ser o mesmo. E não nos limitamos a heróis de carne e osso – tenho também um herói de infância que não teve um desfecho feliz da última vez que o vi.

 

  

Perfect Places funciona, assim, como uma boa representação do meu 2017: o mundo desabando à minha volta, eu tentando agarrar-me à minha versão de sítios perfeitos, às coisas boas da vida, a experiências que transcendessem a turbulência deste ano. Podem não resolver nada, podem não passar de escapismo, mas em certas ocasiões são das poucas coisas que me fazem levantar da cama. Que me impedem, lá está, de ceder ao cinismo.

 

E a verdade é que, apesar destas queixas todas, o ano 2017 trouxe várias coisas boas: as músicas de que falámos neste texto (em particular a que venceu na Eurovisão), o bom período da Seleção Portuguesa, a segunda e terceira geração de Pokémon Go, bem como os Raids Lendários, os jogos Ultra Sun e Ultra Moon, os dois filmes de Tri (mesmo com todos os defeitos, mesmo com o final triste do último).  Enquanto tivermos coisas como essas nas nossas vidas, conseguiremos sobreviver. Eu pelo menos conseguirei.

 

 

hqdefault.jpg

 

Agora que já falei sobre os principais artistas e músicas deste ano, deixo aqui algumas notas sobre outros músicos do meu nicho. Bryan Adams lançou Ultimate, um Greatest Hits com um par de músicas novas, Ultimate Love e Please Stay.

 

Ultimate Love tenta abordar temas atuais e ser inspiradora, mas não consegue elevar-se acima de clichés e banalidades. De Please Stay gosto mais, apesar de não fugir muito à fórmula das canções de amor de Bryan Adams. Essa, ao menos, tem passado algumas vezes na rádio.

 

Não tenho mais a dizer sobre estas faixas. Aqui entre nós, tanto elas como o próprio CD, Ultimate, eram desnecessários.

 

  

Primeiro, os Spotifys e YouTubes desta vida tornaram os álbuns de Greatest Hits obsoletos. Se alguém quiser conhecer melhor um artista ou banda, vai às playlists This Is [Artist] ou pesquisa no YouTube e clica nos primeiros resultados. Fãs de longa poderão comprar o CD para a coleção, mas calculo que muitos, como eu, limitar-se-ão a comprar as músicas inéditas no iTunes.

 

Segundo, o álbum de inéditas mais recente do Bryan saiu há apenas dois anos. Não fazia falta material novo tão cedo, na minha opinião.

 

Dito isto, é bom saber que Bryan ainda não se acomodou, continua com vontade de fazer e lançar música, dar concertos. Conforme escrevi há quase dois anos, se o Bryan ainda não se cansou, eu também não me canso.

 

Por sua vez, Sharon den Adel, dos Within Temptation, inaugurou um projeto a solo, de nome My Indigo. O álbum, homónimo, tem lançamento marcado para 20 de abril e já duas canções foram divulgadas: uma homónima, My Indigo, e Out of the Darkness.

 

18809613_1902645163281336_3142023852700205056_n_b4

  

Tenho gostado do que ouvi até agora, sobretudo de My Indigo – a primeira que conhecemos, a meio de novembro. Estive quase para escrever sobre ela, nas Músicas Não Tão Ao Calhas, mas preciso de mais tempo para decifrar a música. Prefiro esperar pelo lançamento do álbum.

 

My Indigo é, assim, o primeiro álbum por que esperar em 2018. Outro será, possivelmente, o sexto de Avril Lavigne… que, se se recordarem do texto do ano passado, ela tinha prometido para este ano. Eu, na altura, pensava que estava a ser pessimista quando dizia para apontarmos para novembro e dezembro. Pelos vistos não estava…

 

Não é o atraso em si que me incomoda, atenção. Não me importo de esperar… muito. A doença de Lyme não é brincadeira nenhuma, os sintomas podem durar anos (alguns fãs esquecem-se disso). Mesmo tirando o Lyme da equação, também não quero que a Avril lance material com o qual não esteja satisfeita, só porque os fãs estão impacientes. Um bom álbum pode demorar um ano ou cinco a ser lançado. Mas um mau álbum dura para sempre depois de partilhado com o mundo.

 

Confesso que um dos motivos para pensar assim foi um tweet da Lorde, há algumas semanas: quando um idiota qualquer reclamou com ela por ter demorado quatro anos a lançar um álbum, ela disse não vai lançar álbuns “que existam apenas numa única dimensão”, nem que leve dez anos a criá-los.

 

  

Não, o meu problema não é a demora – sobretudo se o sexto álbum valer a espera. O meu problema é que a Avril tem a mania de fazer promessas que depois não cumpre. Ela, por exemplo, passou os primeiros meses de 2017 deixando pistas sobre possíveis canções novas, em especial Warrior. Chegou mesmo a dizer, num vídeo, que “fez um álbum sem tentar fazer um álbum”. Mas, depois disso, passaram-se meses e meses sem mais nada de concreto e, no mês passado, num direto do Facebook, disse mesmo que ainda nem sequer tinha gravado Warrior.

 

Isso para não falar da palavra “soon”, que já se tornou um meme entre os fãs.

 

Eu nem me posso irritar com ela, porque já não é a primeira vez que ela faz isto. Já com os últimos dois álbuns foi este drama. Preferia mil vezes que ela se mantivesse calada, demorando o tempo que quiser em estúdio, e, quando estivesse pronta – e por “pronta” quero dizer já com nome, capa, tracklist, pelo menos um single lançado e, de preferência, CDs físicos sendo já enviados para as lojas e datas de digressão marcadas (para Portugal, por favor!!!!) – fizesse o grande anúncio nas redes sociais.

 

E, mesmo assim, acho que só acreditaria quando as músicas aparecessem no Spotify ou no iTunes.

 

  

Em todo o caso, espero mesmo que este álbum valha este drama todo. Vai ser bom ouvir música nova da Avril, depois de tudo o que aconteceu desde o último álbum.

 

É com esta nota de esperança que termino este texto. Deixo uma playlist com as músicas de que falámos aqui.

 

 

Também podem ver e ouvir aqui as músicas que mais toquei no Spotify este ano, se quiserem.

 

Que 2018 corra melhor para todos nós (já será bom se não ocorrer mais nenhuma tragédia, como a dos incêndios florestais, e se mais nenhum dos meus heróis ou qualquer pessoa de quem goste, morrer). Que não falte boa músicam, pelo menos. Fiquem bem. Feliz Ano Novo!

O meu gosto musical

2-4-2006 071.jpg

 

Como poderão ter deduzido, no último mês não tenho tido muito tempo aqui para o blogue. Isto porque me tenho focado mais nos meus livros. Infelizmente, num futuro próximo não deverei ter muito mais tempo porque o Euro 2016 está aí à porta, logo, darei prioridade ao meu outro blogue. Para não deixar aqui o estaminé ao abandono por tanto tempo, nos intervalos, vou tentar escrever uns textos mais ou menos rápidos. Hoje respondo à TAG "O meu Gosto Musical".

 

1) Qual é o teu estilo musical preferido?

 

Tal como respondi antes, o meu estilo musical preferido é o rock.

 

2) Qual é o teu cantor ou banda preferido?

 

Mais uma vez, tal como respondi antes, o meu cantor masculino preferido é Bryan Adams. A minha cantora feminina preferida é Avril Lavigne. De momento, a minha banda preferida é Paramore.

 

3) Qual é o estilo musical de que menos gostas?

 

Há uns anos responderia dubstep e/ou EDM, mas a verdade é que tenho músicas deste estilo entre as minhas favoritas. Acho que não existe estilo musical de que não goste mesmo nada: só música pimba e mesmo assim.

 

4) Indica uma música que te faça chorar.

 

Tenho várias, mas a maior culpada é Tears in Heaven, de Eric Clapton.

 

 

5) Indica uma música que tenha marcado algum momento da tua vida.

 

Posso falar de vários momentos diferentes?

 

 

Eu podia continuar...

 

6) Que música andas a ouvir muito ultimamente?

 

 

Neste momento, ando a ouvir imenso o álbum da Lorde - algo que me surpreende a mim mesma. Houve altura há um par de anos em que ganhei ódio a Royals depois de a ter ouvido milhões de vezes na rádio (agora, gosto imenso dessa música). Por outro lado, apaixonei-me por completo por Team quando a ouvi pela primeira vez, há cerca de ano e meio. Essa ainda hoje é a minha preferida dela - aquele refrão é perfeito.

 

Há umas semanas resolvi ouvir Pure Heroine na sua totalidade e gosto da maioria das músicas. As minhas preferidas são 400 Lux, Tennis Court, Ribs e Buzzcut Season, para além daquelas que já referi. O estilo musical dela é muito sui generis, não dá para encaixar em nenhum género - só o "indie", que de resto engloba tudo o que não seja mainstream - já que Lorde quase não usa instrumentos (ela nem sequer sabe tocar nenhum deles), o instrumento principal é a voz. Apesar de eu não ir muito na conversa de anti-popstar (essa fase nunca dura muito, querida...), acho que ela tem muito potencial e quero ver o que fará com o resto da sua carreira.

 

7) Indica três artistas que gostarias de ver ao vivo.

 

  • Avril Lavigne, mas, pelo andar das coisas, mais depressa Jesus Cristo desce à Terra...
  • Gostava de ver os Paramore mais uma vez.
  • Os Within Temptation

 

8) Que música te recorda a infância?

 

O primeiro tema da série animada de Pokémon (esta versão é a minha preferida). A banda sonora dos jogos Pokémon versão Gold/Silver/Crystal.

 

Ah, e Brave Heart. O Daniel Costa da Animedia, aliás, já arranjou um ficheiro áudio decente da versão orquestral que tocou em Saikai e de que gostei tanto. Fica aqui o áudio...

 

 

 

9) Que música melhora o teu humor?

 

Dreaming, dos Smallpools. Esta música é tão alegre, tão contagiante, é uma coisa parva. É-me muito difícil ouvir esta música sem abanar o esqueleto.

 

 

Uma música com um efeito semelhante, mais antiga, é What Is Love, de Haddaway.

 

10) O teu filme preferido em termos de banda sonora.

 

Spirit é a resposta óbvia, mais óbvia do que eu gostava, até... Existem muitas músicas de que gosto que fizeram parte da banda sonora de filmes, mas não consigo pensar em mais nenhuma película em que aprecie toda ou quase toda a banda sonora. Só mesmo o Mamma Mia, mas nem sei se conta pois o musical foi baseado das músicas dos Abba, não o oposto. Já agora, referir que Mamma Mia é o meu feel-good movie, aquele que me deixa facilmente bem disposta. E partilho a minha cena preferida (relembro que esta é a mesma atriz que faz de Diane Lockhart, em The Good Wife).

 

 

 

11) Que tipo de música gostas de ouvir quando estás triste?

 

Depende muito das ocasiões. Lembro-me que, no Mundial 2014, no dia a seguir ao jogo com os Estados Unidos (em que Portugal ficou praticamente eliminado da prova), a única coisa que me apetecia ouvir era o álbum The Hunting Party, dos Linkin Park. Tinha acabado de sair e o estado de espírito Linkin Park era o que mais se adequava ao meu desânimo e mau humor. 

 

Houve outra ocasião em que a única coisa que me consolava eram canções de amor. 

 

À parte isso, regra geral, quando ando em baixo evito música demasiado triste.

 

12) Em que altura houves mais música?

 

Quando estou a conduzir. Oiço cada vez menos rádio, prefiro pôr o meu telemóvel a tocar a minha música. Adoro cantar quando estou a conduzir, quer quando estou sozinha no carro, quer quando estou a minha irmã.

 

13) Que música mais gostas de cantar em voz alta?

 

Existe música para ser cantada e música para ser apenas ouvida. Não significa que uma seja pior do que outra, depende muito do artista e do estilo musical. Dito isto, a única que consegue pôr-me sempre a cantar é Avril Lavigne. Quer com músicas mais alegres, quer com músicas mais calmas, quer com melodias fortes, quer com raps. Ela agarra-me sempre. 

 

03.jpg

 

 

 

Liebster Awards #2

19412801_M6NfI.jpg

 

Eu já tinha respondido aos Liebster Awards há cerca de ano e meio. No entanto, fui nomeada de novo pela Miana do blog 1/2 tigela (que tenho vindo a acompanhar há algumas semanas e gosto muito). Visto que as perguntas são diferentes das que respondi anes, resolvi aceitar o desafio. Peço desculpa por só responder agora, mas tinha de acabar a minha análise a Ketsui antes de o próximo filme sair. 

 

Vamos a isso, então:

 

11 factos sobre mim:

 

1) A minha flor preferida é a papoila vermelha.

2) Se só pudesse comer um alimento para o resto da minha vida, esse seria esparguete.

3) Já tenho idade para me vestir mais à senhora, mas ainda adoro usar calças de ganga, ténis e um boné.

4) Dito isto, das poucas ocasiões que usei um fato formal (blazer e calças)adorei.

5) Os GNR são a minha banda portuguesa preferida.

6) Os Xutos e Pontapés são a minha segunda banda portuguesa preferida, quase empatados com os GNR.

7) Sei tocar guitarra e um bocadinho de piano.

8) A primeira canção "a sério" que aprendi na guitarra foi Back to You, de Bryan Adams.

9) O meu Pokémon preferido é o Vaporeon.

10) A minha marca de chá preferida é Lady Grey.

11) Descobri hoje de manhã que Wada Kouji, o músico que canta Buttefly, o tema de abertura de Digimon Adventures, faleceu vítima de cancro. Apesar de nunca ter gostado por aí além dessa música até ouvir a versão de Tri, estou aqui ouvindo a versão em piano da canção, sentindo vontade de chorar...

 

 

 

Agora as perguntas...

 

1)Lema de vida?

 

Eu não teho um lema propriamente dito, ou pelo menos um que seja radicalmente diferente do de outras pessoas. Um daqueles com que mais me identifico é este aqui em baixo, de Mike Shinoda dos Linkin Park, sobretudo a parte do "Don't be an asshole". São cada vez menos as pessoas que seguem esse conselho, infelizmente.

 

02.jpg

 

2) Banda ou artista de eleição?

 

Conforme os leitores do meu blogue estão gregos de saber, o meu cantor preferido é Bryan Adams, a minha cantora preferida é Avril Lavigne. A minha banda preferida não é uma coisa tão fixa mas, neste momento, são os Paramore

 

3) O que achas da adoção por casais do mesmo sexo? 

 

Como diz Ricardo Araújo Pereira (vivemos numa altura em que as palavras de maior sabedoria saem da boca de comendiantes...), sou daquelas que acredita que aquilo que uma pessoa faz entre lençóis, a menos que seja pedofilia, não é um bom indicador da sua capacidade de educar uma criança. Desde que esta seja criada com amor e respeito, sem que nada de essencial lhe falte, não me interessa se tem dois pais, duas mães, só um pai, só uma mãe, um pai e uma madrasta, uma mãe e um padrasto, só avós. Nenhuma criança merece crescer sem família. 

 

4) Para além do português, que outra língua falas fluentemente?

 

Inglês. Sou praticamente bilingue.

 

5) Uma cidade ou país que queres visitar?

 

Gostava de visitar Moçambique, onde nasceram os meus pais.

 

6) O que mais aprecias no sexo oposto?

 

O mesmo que aprecio em qualquer pessoa: que seja bem-educada, simpática (ou, pelo menos, tenha um mínimo de cortesia). Que tenha uma mente aberta e seja capaz de aceitar pontos de vista contrários aos seus. Em suma, que não seja um "asshole" (penso que a melhor tradução é "besta"). Pode parecer pouco - isto no fundo são características básicas de uma pessoa decente - mas estas características são cada vez mais subvalorizadas

 

03.jpg

 

7) Uma coisa que muita gente faça e que aches estúpido/irritante?

 

Este é apenas um exemplo, mas aquilo de que me lembro agora é a atitude contraditória da sociedade perante o álcool. Qualquer pessoa com dois dedos de testa conhece os danos que o álcool pode fazer a uma pessoa e, no enanto, uma boa parte da população (adolescentes sobretudo) acham que beber até cair para o lado é "fixe". Não que eu seja abstémia: adoro Somersby (sobretudo agora, que o calor se faz sentir de vez em quando), gosto de uma boa sangria, de vinho espumante, entre outras bebidas. Nunca me embebedei a sério e, para ser sincera, não acho que tenha perdido nada por isso. Consigo compreender (bem, mais ou menos) que uma pessoa goste de se embebedar de longe a longe e, não vou ser hipócrita, os eventos do meu livro só aconteceram porque o protagonista bebeu um shot a mais. Mas sinceramente, se vocês não conseguem divertir-se e/ou arranjar coragem para fazer algo sem um estímulo etílico, vocês têm um problema.

 

8) Coisas mais importantes da tua vida?

 

A minha família e a minha cadela.

 

9) O teu sonho?

 

É menos um sonho que um projeto de vida: escrever e publicar mais livros e ter pelo menos dois filhos.

 

10) Uma pessoa conhecida com quem gostasses de jantar?

 

Existem várias, mas acho que aquela com quem poderia aprender mais (sobre escrita e não só) seria J.K.Rowling.

 

11) Qual a tua bebida favorita?

 

Neste momento é o chocolate quente com chantilly do Jeronymo. 

 

04.jpg

 

E já está. Não vou estar a nomear ninguém em específico para responder à TAG. Quem quiser, que responda e, já agora, partilhe nos comentários o link com as respostas para eu ler. Obrigada.

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Sofia

    Sim, Iddle Worship e No Friend são músicas difícei...

  • Anónimo

    After Laughter é uma obra-prima, de certeza. Idle ...

  • Sofia

    Olá Fernando! Há muito que não dizias nada. Fico c...

  • Bibliotecário

    Olá Sofia!!"Este foi também um ano em que recebi b...

  • P. P.

    Adoro!

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D

Segue-me no Twitter

Revista de blogues

Conversion