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Álbum de Testamentos

Mulher de muitas paixões e adoro escrever (extensamente) sobre elas.

15 Conselhos sobre Escrita (para blogues e não só!) #1

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Não me orgulho disso, mas uma das coisas que me irritam na blogosfera são publicações em que os bloggers se queixam de falta de inspiração, de não saberem sobre que escrever. Todos nós já estivemos nessa situação, a que chamamos bloqueio de escritor. No entanto,  queixarmo-nos e/ou termos pena de nós próprios não ajuda. O tempo que perderam a escrever esse texto teria sido muito melhor empregue procurando resolver o bloqueio.

 

Hoje, no entanto, não quero ser desagradável em relação a isso, quero ser construtiva.

 

O bloqueio de escritor (ou bloqueio criativo para a arte em geral) tem muitas causas possíveis: falta de ideias, falta de tempo, ansiedade a mais, problemas noutras áreas da nossa vida, problemas com o que estamos a escrever, entre outras. Este texto, contudo, não se focará tanto nas causas do problema, mais em soluções.

 

Admito que não sou propriamente uma escritora best-seller ou uma blogger de sucesso. Estou longe de ser uma autoridade na matéria. Dito isto, escrevo com regularidade desde os meus sete ou oito anos, tenho um livro publicado, criei o meu primeiro blogue há quase nove anos e o meu segundo – este – há quase cinco. Basta darem uma olhadela rápida pelos dois blogues para verem que as minhas publicações estão longe de serem telegramas. Como podem calcular, são muitas palavras escritas só entre o meu livro e os meus blogues – e nesta equação nem sequer entram coisas que ainda não publiquei ou que não tenciono publicar. Bem acima da média da população geral. Não se consegue escrever tanto sem uma dose razoável de trabalho e disciplina. Sem falsas modéstias, acho que tenho algo a ensinar.

 

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Além disso, esta é a ducentésima publicação deste blogue (publicação número duzentos para os amigos). Tendo em conta que criei este blogue para poder escrever sobre o que me apetecesse, parece-me adequado falar sobre escrita em geral para assinalar a marca. Vou, assim, deixar-vos quinze conselhos de escrita, divididos em três publicações. A maior parte deles serão formas de contornar o bloqueio criativo, mas também falarei sobre outros aspetos da escrita.

 

Um alerta rápido: nenhum destes conselhos é completamente original, longe disso. A maior parte destes conselhos foi-me dada, direta ou indiretamente, por outros escritores. Vou apenas referir aqueles que funcionam melhor comigo.

 

Assim, sem mais delongas…

 

1) Não comecem com uma página em branco.

 

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Na minha opinião, começar o processo de escrita com uma página em branco é erro de amador. Não digo que seja impossível ou mesmo que nunca tenha, pura e simplesmente, pegado em papel e caneta e começado a escrever. No entanto, para a maioria das pessoas, uma página em branco é algo intimidante, assustador – e o medo é o maior inimigo da criatividade. Além disso, nove em cada dez vezes, pensar naquilo que se quer escrever e escrever ao mesmo tempo é muito difícil. Quando consigo fazê-lo – e é cada vez mais raro – são textos que, antes, andavam a ruminar na minha cabeça durante muito tempo.

 

A verdade é que existe toda uma preparação antes de se começar a escrita propriamente dita. Antes de mais nada, é necessário ter uma ideia (ou várias) para aquilo que queremos escrever. Seja um conto, um livro, uma série de livros, um texto para um blogue. Se vocês querem ser escritores é porque têm algo a dizer, algo sobre que escrever – uma opinião, uma história, um acontecimento, etc.

 

Se, por acaso, não têm ideias, o vosso primeiro passo terá de ser arranjá-las. Ao contrário do que muitos pensam, a inspiração não é algo por que se espera, é algo que se procura ativamente. Cada um tem o seu próprio método para arranjar assunto sobre que escrever, as suas próprias fontes de inspiração. Em linha com isso, aconselho-vos a virarem-se para essas fontes (sejam elas livros, música, jornais, revistas, o Pinterest, o Instagram, o YouTube) e procurarem algo sobre o qual queiram escrever.

 

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Se isso não resultar, existem fontes de ideias mais diretas na Internet. Há uns tempos encontrei uma publicação intitulada “100 ideias para posts”. Penso que já a passei a uma ou duas pessoas aqui no Sapo Blogs. Existem, também, em diferentes locais online, fontes de writing prompts – pequenos exercícios de escrita criativa. Do género, sublinharem dez palavras ao calhas na página de um livro e escreverem um texto que as inclua todas. Outros exercícios dão ideias mais específicas, do género: “Imagina a tua refeição perfeita. Qual seria a entrada? O prato principal? A sobremesa? Quem se sentaria à mesa contigo? Quem a cozinharia?”

 

Pessoalmente, nunca precisei de recorrer a esses bancos de ideias. Mas gosto de tê-los à mão, só para o caso.

 

De qualquer forma, depois de ter essa ideia, o segundo passo deverá ser planear o que vamos escrever. Quando é para ficção, faço uma lista e/ou esquema do que acontece na cena do livro em que estou a trabalhar. Quando é para os blogues, faço uma lista e/ou esquema dos tópicos principais do texto.

 

Como exemplo, mostro-vos o plano que fiz para este texto (um dos poucos planos que está apresentável):

 

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A forma como se planeia um texto é muito pessoal, naturalmente, e está sempre a mudar – pelo menos no meu caso. Nem sempre sigo rigorosamente os planos que faço – posso inverter a ordem de alguns pontos, cortá-los ou, mesmo, ocorrerem-me ideias completamente novas em plena escrita. Seja como for, é importante passar este brainstorming inicial para o papel, organizar os nossos pensamentos, antes de começar o texto propriamente dito – sobretudo se este for longo. Assim, se por acaso se bloquearem, essas notas dizem-vos o que escrever a seguir.

 

Em suma, começar com uma folha em branco é como visitar uma cidade completamente nova sem um mapa, um guia turístico, um itinerário ou placas com direções. Existem pessoas capazes de se desenrascar nessas circunstâncias, claro, que até preferem explorar cidades assim. No entanto, regra geral, os mapas ajudam-nos a descobrir a maneira mais rápida de chegarmos ao nosso destino, sem nos perdermos pelo caminho ou acabarmos em becos sem saída – o que, no caso da escrita, equivale a terminar o texto.

 

 

2) Escrevam sobre aquilo que vos apaixona/entusiasma.

 

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Este conselho pode parecer muito óbvio, mas é importante. Escrever nem sempre é fácil. Fica ainda mais difícil se o tema da escrita não vos interessa o suficiente para suportar as dificuldades.

 

Conforme já referi algumas vezes aqui no blogue, foi escrevendo fan fiction (a partir dos meus quinze, dezasseis anos) que me apaixonei a sério pela escrita de ficção em geral. Escrevia essas histórias pura e simplesmente porque queria, para me satisfazer a mim mesma. A partir de certa altura, contudo, quis escrever algo inédito. Tive umas quantas ideias que tentei executar, mas, tirando um ou outro conto, nunca acabei esses projetos. Acabava sempre por regressar à minha fan fiction, mesmo sabendo que esta não daria em nada publicável (na altura, não sabia que era possível publicar fan fiction na Internet).

 

Finalmente, descobri porque aquelas ideias não resultavam: porque não me cativavam o suficiente. Não sonhava acordada com essas personagens e as suas adventuras e desventuras da maneira como sonhava com a minha fan fiction. Se eu não me entusiasmava com as minhas próprias histórias, como podia esperar que outros que se entusiasmassem?

 

Tive, assim, de arranjar personagens e histórias que me apaixonassem tanto como as da minha fan fiction. Demorou algum tempo, mas, assim que as consegui, tornou-se tudo mais fácil. E assim comecei a série cujo primeiro título é “O Sobrevivente”.

 

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O motivo pelo qual, ao contrário da maior parte dos bloggers, não escrevo sobre a minha vida pessoal é semelhante. Por uma questão de privacidade, por um lado, mas sobretudo porque… a minha vida pessoal não é assim tão interessante quanto isso.

 

De igual modo, também não embarco em muitos assuntos da atualidade, ou naquelas “polémicas de Facebook” que, de vez em quando, atacam e fazem correr muita tinta digital. Porque não me interessam e/ou não tenho nada a dizer que outras pessoas não tenham dito, ou que justifique uma publicação no blogue. Nestas alturas faz-se muito barulho, dizem-se muitas barbaridades. Para quê contribuir para isso se não tenho nada a acrescentar ao debate?

 

Prefiro, assim, ir escrevendo sobre a Seleção, música, Pokémon, Digimon, entre outras coisas. Assuntos “nicho”, que dificilmente me dão destaques no Sapo Blogs, mas sobre os quais tenho muito a dizer.

 

Em suma, o que vos aconselho é que se certifiquem de que estão realmente interessados naquilo que estão a escrever. Tenham a certeza de que não estão a escrever apenas porque esse género literário é o que está na moda, nesse momento, ou porque os outros bloggers estão a escrever sobre isso. Acreditem, os leitores notam quando os escritores não estão completamente investidos no que escrevem.

 

 

3) Cafeína e água podem ajudar.

 

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Comecei a beber café aos dezasseis anos – mais ou menos. Nessa altura, bebia apenas garotos, de longe a longe. Só me viciei muito depois. Um dos motivos foi por ter descoberto que a cafeína me ajuda imenso, não apenas a manter-me acordada, mas também a escrever – tem um efeito estimulante, anti-depressivo, aumenta a concentração, a motivação. Eu sinto mesmo que o meu cérebro funciona mais depressa. E esta minha dependência de cafeína é um dos motivos pelos quais os cafés são um dos meus locais preferidos de escrita.

 

Se vocês não bebem café (seja por não gostarem, seja por motivos de saúde), não vou, obviamente, aconselhar-vos a fazê-lo. No entanto, se já bebem café habitualmente (ou outra bebida cafeínada, como certos chás, Coca-Cola ou… Red Bull), aconselho-vos a tentarem escrever logo depois de beberem-no – vão ver a diferença!

 

Por outro lado, uma coisa em que tenho vindo a reparar é que o meu cérebro funciona melhor se beber água com regularidade. Não sei se é por hábito, se é efeito placebo. Em todo o caso, mantermo-nos hidratados é sempre benéfico, independentemente das circunstâncias. Este é, portanto, um conselho que dou a todos, ao contrário do anterior, sobre a cafeína. Aliás, se seguirem o meu conselho do café, mais urgente se torna que sigam, igualmente, o conselho da água. Como a cafeína é diurética, um dos seus possíveis efeitos secundários é a desidratação. Assim, não apenas pela vossa escrita, também pela vossa saúde, bebam água.

 

4) Escrevam o mais que puderem.

 

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Um dos meus conselhos preferidos de escrita é de Geoff Dyer e reza assim: “Façam-no todos os dias. Habituem-se a traduzir as vossas observações para palavras e, gradualmente, isso tornar-se-á instintivo. Esta é a regra mais importante e, naturalmente, não a sigo.” Tirando a última frase, isso é algo que tenho feito toda a vida. Ajudou-me, particularmente, ter escrito diários entre os doze e os dezassete anos. Não escrevia tooodos os dias (ainda hoje não consigo fazer isso, embora tente), mas escrevia com regularidade. O hábito de escrever sobre a minha vida desinteressante ensinou-me a lidar com palavras. A partir de certa altura, comecei, de facto, a escrever mentalmente, a fazer um primeiro rascunho na minha cabeça daquilo que pretendia escrever no meu diário, mais tarde.

 

Todos os escritores dir-vos-ão o mesmo: uma pessoa só aprende a escrever escrevendo. Como diz J.K.Rowling, terão de desperdiçar muitas árvores antes de escreverem algo como deve ser. Eu, felizmente, comecei cedo, mas ainda estou a aprender. Aconselho-vos, portanto, a escreverem o mais que puderem, todos os dias ou quase. Só escrevendo é que se tornarão escritores, é tão simples quanto isso.

 

5) Façam pausas enquanto escrevem.

 

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Tenho alturas em que consigo escrever várias páginas de seguida, até ficar com a mão dorida. Quando isso acontece, por norma, procuro não interromper o fluxo da escrita – se o perco, pode ser muito difícil fazer o motor pegar novamente. No entanto, existem alturas em que estou a debater-me com uma frase ou ideia e não adianta continuar a escrever a todo o custo.

 

Nesses casos, muitas vezes basta-me levantar-me e dar dois passos para aclarar as ideias.

 

O meu conselho é, então, saberem quando precisam de parar. Se estão a ter dificuldade com aquilo que estão a escrever, o simples ato de irem beber um copo de água pode resolver esse imbróglio. Desde que, evidentemente, não se distraiam e se esqueçam completamente do que estavam a escrever.

 

Estes foram os primeiros cinco conselhos. Podem ler os próximos aqui.

 

Manuscrito

Depois de uma longa série de entradas sobre música, decidi escrever algo diferente. A inspiração para este texto veio-me da seguinte imagem, que me apareceu no Facebook há algum tempo:
 
 
Estive a pesquisar na Internet sobre o assunto e, pelo que li, escrever ao computador e escrever à mão são, de facto, atividades muito diferentes, em diversos níveis. Sendo a escrita manual uma atividade mais intensa a nível sensorial, estimula uma parte diferente do cérebro, a área de Broca, ligada à linguagem - talvez isso explique a maior facilidade das palavras em surgirem na escrita em papel, testemunhada por mim e por outras pessoas. Outros estudos demonstraram que, por dar mais trabalho e por requerer maior concentração, a escrita manual facilita a aprendizagem, em particular no que toca a símbolos e fórmulas e mantém o cérebro ativo, contrariando os efeitos do envelhecimento. No fundo, as diferenças entre escrever à mão e escrever no computador acabam por serem equivalentes às diferenças entre praticar um determinado desporto e ver alguém a praticá-lo. 
 
Devo dizer que fui sempre uma grande adepta da escrita à mão, em detrimento da escrita a computador. Não que nunca digite, é óbvio que não, se assim fosse não estariam a ler este texto. O que costumo fazer é rascunhar manualmente estes textos e depois passá-los a computador.
 
Foi, de resto, quase sempre a regra no que toca à minha escrita: primeiro em suporte de papel, com lápis ou caneta. Devo ter escrito milhões de páginas desde os meus oito anos. Tirando os meus diários, durante muitos anos escrevi em folhas soltas, pouco recorrendo a cadernos. Isto porque, muitas vezes, escrevia durante as aulas. Ao contrário dos cadernos, as folhas podem, facilmente, ser escondidas debaixo de um dossier ou entre as páginas de um manual ou caderno diário. Os inconvenientes eram o facto de poderem ser perdidas e a ordem das páginas baralhadas.
 
 
 
 
Só em 2010, quando comecer a pensar seriamente em escrever algo publicável, é que adotei, definitivamente os cadernos. Prática que mantenho ainda hoje. Geralmente, são cadernos A5, que podem ser levados para todo o lado na minha mala. Muitas vezes, são oferecidos aos meus pais, em congressos, outras vezes são sobras de material escolar, minhas ou dos meus irmãos, outras vezes sou eu que os compro. Se puder escolher, prefiro argolas e folhas quadriculadas. Por possuírem mais linhas - e a minha letra, ainda por cima, é grande - e por darem jeito para fazer esquemas. Como poderão ver nesta fotografia, e no topo do blogue, gosto de guardá-los e exibi-los. Em parte por vaidade, para poder olhar para eles e pensar: "A minha "obra" está toda ali". Também gosto de folhear os cadernos, ver os rascunhos de certos capítulos ao lado de notas ou rascunhos de entradas para os meus dois blogues, para me recordar das circunstâncias em que escrevi aquelas passagens (jogos da Seleção, episódios de séries que acompanhava, músicas recém-lançadas...). Mas sobretudo por conterem imensas notas para as sequelas de "O Sobrevivente".
 
Posso acrescentar às que disse acima mais umas quantas vantagens da escrita manual: é mais prática, pois não tenho de carregar com um computador portátil, com o risco de esgotar a bateria e não ter acesso a eletricidade. É claro que, para a escrita manual, estou dependente de papel e caneta, mas estas últimas são bem mais fáceis de transportar - um aparte só para referir que sou a maior consumidora do mundo de canetas bic - e, mesmo que me esqueça do caderno, existem sempre guardanapos em cafés e restaurantes. 
 
Outra vantagem de estar longe do computador é estar longe da Internet. Eu, aliás, nos últimos tempos, tenho escrito relativamente pouco em casa. Se tenho um computador por perto, fico irremediavelmente presa ao Twitter, ao Facebook, ao YouTube e afins. Sou muito mais produtiva à mesa de um café, por exemplo. E agora, com o regresso do bom tempo, tenho escrito bastante em jardins públicos e esplanadas, enquanto faço a fotossíntese. 
 

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A maior vantagem já foi, contudo, mencionada aqui: as palavras saem-me com mais facilidade quando escrevo à mão.
 
Vou dar um exemplo relacionado com o meu primeiro blogue, sobre a Seleção Nacional. No primeiro ano, ano e meio, de entradas (não conto com o ano que estive sem publicar nada), escrevia diretamente no editor do blogger. Só em meados, finais de 2010, é que me habituei aos rascunhos manuscritos. Ora, aquando do particular com a Argentina, em fevereiro de 2011, andava cheia de exames, só tive tempo de trabalhar na entrada de antecipação do jogo na tarde do dia do próprio encontro. Como achava que não teria tempo para o rascunho manuscrito, resolvi escrever o texto diretamente no computador. Levou-me a tarde toda. Só consegui terminar menos de uma hora antes do início do jogo.
 
Daí que, agora, escreva sempre à mão antes. Dá bastante mais trabalho e consome-me bastante tempo - durante o Euro 2012, às vezes, só conseguia publicar as entradas vários dias depois dos respetivos jogos. A do jogo com a Espanha, então, levou-me uma semana - mas, quando comparo entrada, as que foram manuscritas primeiro estão melhores. Mesmo pequenos textos, para as páginas no Facebook, por vezes custam-me a sair quando escritas diretamente no computador. Por fim, o ato de passar os rascunhos a limpo já constitui uma primeira correção.
 
 
Por outro lado, passar os rascunhos das minhas histórias a computador sempre foi uma das minhas partes preferidas, nem eu sei bem porquê. Ao longo de uns bons doze anos, tenho tido muitas tardes felizes, ou mesmo noites, de férias em particular, digitando rascunhos das minhas pequenas "obras" de ficção, ao som da minha música. As memórias mais antigas que tenho disso remontam aos meus onze anos de idade. Na altura, penso que eram histórias inspiradas n'"Os Cinco" e/ou n'"Uma Aventura" e a música era a banda sonora do Pokémon. Hoje, as histórias são as sequelas d"O Sobrevivente" e as músicas são playlists por mim compiladas de modo a adequarem-se ao espírito da cena em que estou a trabalhar. 
 
Sei perfeitamente que sou uma raridade, que a tendência é a digitalização de tudo. Não sei por mais quanto tempo fabricarão papel e caneta. Duvido que seja tão cedo, contudo, nem que seja porque a eletricidade pode, sempre, falhar. De qualquer forma, enquanto me for possível, não deixarei de recorrer ao suporte em papel e, quando a altura chegar, farei questão de que os meus filhos aprendam a escrever manualmente. Nem que os tenha de ensinar eu mesma.
 
Entretanto, terminei na semana passada o rascunho do meu terceiro livro. Quase dois anos depois de o ter começado... Estou, portanto, a entrar numa parte de que gosto muito. O que também significa que terei de fazer uma pausa aqui no blogue. Não convém estar a aumentar a resma de papel que tenho de passar a computador com entradas para o Álbum. Com a agravante de ter imenso trabalho para a Faculdade este semestre.
 
Esta pausa não se deve prolongar muito, no entanto, já que se aproxima o término da temporada de séries e quero falar, pelo menos, de Era Uma Vez.
 
Em todo o caso, não deixem de visitar aqui o Álbum de vez em quando, caso continuem interessados nestes meus monólogos, primeiro manuscritos e depois digitalizados.

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