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Álbum de Testamentos

Mulher de muitas paixões e adoro escrever (extensamente) sobre elas.

Músicas Não Tão Ao Calhas – Bite Me

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Aqui no estaminé, Avril Lavigne dispensa apresentações. É uma personagem recorrente desde os primeiros tempos deste blogue – gosto de chamar-lhe a minha mãe musical – tendo inspirado múltiplos textos. Este é mais um deles, a propósito de Bite Me, o primeiro single do seu sétimo álbum. 

 

Avril já anda a lançar pistas sobre este álbum há um ano, na verdade – embora, segundo entrevistas mais recentes, nessa altura ainda estava a começar. Típico dela, fazendo anúncios e promessas antes de tempo, deixando os fãs baralhados. Mas ao menos já temos o primeiro single.

 

Este álbum, ainda sem nome, representa o regresso de Avril ao pop punk. A cantora sempre esteve associada a este género musical. Se perguntarem por aí, dir-vos-ão que Let Go foi a sua era mais pop punk, mas o álbum que mais explora este estilo é na verdade o The Best Damn Thing. Antes do seu terceiro álbum, Avril só contava duas músicas lançadas oficialmente influenciadas por este estilo: Sk8er Boi, em Let Go, e He Wasn’t, em Under My Skin

 

Temos ainda I Always Get What I Want, dos trabalhos do segundo álbum, que faz parte da banda sonora do segundo filme d’O Diário da Princesa. Este é um tema que tem tido muita rotação nos concertos de Avril: está no top 10 das músicas mais tocadas segundo o Setlist.fm, mais do que alguns singles. Tenho quase a certeza que Avril se arrepende de não ter incluído a música na edição-padrão de um álbum. 

 

Na minha opinião, devia ter sido guardada para o The Best Damn Thing. Encaixa-se que nem uma luva ao lado de I Can Do Better e a faixa-título.

 

Penso que a b-side Take It, também the Under My Skin, poderá ser igualmente considerada pop punk. Por outro lado, temos um caso estranho com I Don’t Give, dos trabalhos de Let Go. A música foi lançada como b-side do single Complicated e soa semelhante à larga maioria de Let Go. No entanto, durante a digressão Try to Shut Me Up (ela antigamente era mais imaginativa com os nomes das digressões), Avril tocava uma versão diferente de I Don’t Give: mais pesada, mais rápida, pode-se dizer mesmo mais pop punk. 

 

 

Eu adoro esta versão. Há mais de metade da minha vida que lamento que não haja uma versão pop punk de I Don’t Give gravada em estúdio. Seria uma surpresa agradável se isso acontecesse com uma potencial edição comemorativa dos vinte anos de Let Go. Pouco provável, mas uma pessoa pode sonhar…

 

Por outro lado, faz-me pensar em quantas músicas no primeiro álbum teriam um arranjo parecido com este, se Avril tivesse tido mais controlo sobre o processo. 

 

Isto tudo para dizer que, nos primeiros dois álbuns de Avril, apenas cinco músicas, no máximo, podem ser consideradas pop punk. E destas, só duas fazem parte das edições-padrão. Foi precisamente para colmatar esta falha que Avril criou o The Best Damn Thing – em que pelo menos metade das músicas, mais uma b-side, têm influências pop punk. Por isso, quando a comunicação social diz que Avril está a recuperar o estilo de Let Go com Bite Me, não fizeram o trabalho de casa. 

 

O regresso de Avril a este estilo acontece na mesma altura que o pop punk tem estado de novo na moda. Não é uma coincidência: ela é um dos muitos artistas apadrinhados por Travis Barker, o baterista dos Blink 182, o grande catalisador deste movimento. Outros artistas com quem Travis tem colaborado são Mod Sun, Machine Gun Kelly, Willow Smith, Yungblood. 

 

Não surpreende. Há quem diga que a nostalgia cumpre ciclos de vinte anos. Nos anos 2000 tínhamos saudades dos anos 80, na década de 2010 tínhamos saudades dos anos 90, agora temos saudades dos anos 2000. Suponho que tenha a ver com a geração que está na casa dos vinte e/ou dos trinta durante determinado período, que recorda a sua infância e/ou adolescência. 

 

Um aspeto engraçado em que tenho vindo a reparar é que, na altura, os críticos desprezavam muita da cultura que nós, da minha geração, consumimos. Sobretudo nós, meninas adolescentes. Mas agora que somos adultos, temos a palavra e podemos fazer justiça àquilo que nos definiu. 

 

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Travis Barker está, no fundo, a capitalizar esse ciclo de nostalgia. Pode-se debater que percentagem disso é oportunismo e que percentagem é genuína paixão por este estilo musical. Eu pelo menos acho que não havia necessidade de o homem se colar a todos estes artistas, como o “feat Travis Barker” no título de cada música. 

 

Há quem acuse este movimento de alguma falta de carácter, alguma falta de originalidade. Mesmo sem acompanhar essa onda de muito perto, tenho um par de exemplos desse problema. Olivia Rodrigo, para começar, não é uma das artistas patrocinadas por Travis Barker, mas também ela trouxe o pop punk de volta ao mainstream com a música good 4 u. Desde o início, as pessoas assinalaram as semelhanças com Misery Business, o êxito dos Paramore. Até que, há poucos meses, Olivia acabou por incluir Hayley Williams e Josh Farro nos créditos da música, o que deu polémica.

 

Pessoalmente, não acho good 4 you assim tão parecida com Misery Business. Um bocadinho no refrão, talvez, mas combina com elementos mais modernos, parecidos à música contemporânea. Para acusações de plágio já vi exemplos piores. 

 

Depois, temos grow de Willow – esta sim, um dos artistas apadrinhados por Travis Barker. Avril canta uma parte da música. O tema até é agradável ao ouvido, mas é uma mistura estranha de All the Small Things com música das estrelinhas do Disney Channel, nos anos 2000.

 

Não se pode ser demasiado duro com Olivia e Willow pela falta de originalidade. São miúdas novinhas, que ainda estarão a desenvolver o seu estilo pessoal, a descobrir a sua identidade. 

 

 

Depois, temos Machine Gun Kelly. Já falámos dele antes, de passagem – quando participou no concerto de homenagem a Chester Bennington e quando colaborou com Mike Shinoda em Lift Off. Nessa altura, ele era rapper, mas há um par de anos desistiu do rap/hip-hop e decidiu aventurar-se no pop punk, com o álbum Tickets to my Downfall. Ora, eu não teria problemas com isso… só que o tipo parece ser um estafermo. 

 

Segundo consta, o motivo pelo qual MGK trocou de géneros musicais foi por ter entrado em rota de colisão com Eminem. Mas aparentemente não aprendeu nada, pois quando veio para o pop punk arranjou logo picardias. A mais recente foi com Corey Taylor, dos Slipknot. As pessoas já começaram a virar-se contra ele – há um par de meses, MGK foi assobiado durante um festival qualquer. Não contente com isso, o tipo chegou a vias de facto com pessoas da audiência. 

 

Avril referiu MGK como uma das pessoas com quem ela colaborou no seu sétimo álbum, o que não me agrada. Não pelas suas qualidades musicais, mas pela personalidade dele. Preferia que Avril não se associasse a um tipo como este. O que vale é que ela tem juízo suficiente para não se envolver nas encrencas de MGK. 

 

Por outro lado, Avril está a namorar com Mod Sun, com quem colaborou no seu álbum – e no álbum dele, Internet killed the rockstar. Este também tem um passado como rapper, mas parece-me ser um tipo decente, mais decente que MGK. Parece gostar genuinamente de Avril – e tem um Husky muito giro. 

 

No início do ano lançaram um dueto, Flames – que tem vindo a subir na minha consideração, ligeiramente. O instrumental é diferente, é giro – alternando momentos mais calmos, ao piano, com momentos mais intensos e pesados. Só acho o refrão algo repetitivo. 

 

Além disso, eles perderam uma oportunidade ao não terem tentado fazer uma ligação com Bridgerton na promoção da música.

 

 

A minha opinião sobre a participação de Avril neste movimento tem oscilado entre contra e a favor. Existe uma parte que parece um bocadinho forçada: a transição da era Head Above Water para esta nova foi muito repentina. Mesmo aspetos como aquele Tik Tok com Sk8er Boi me parecem exploração descarada da nostalgia – algo que ela já tinha feito com Here’s to Never Growing Up (como assim já lá vão mais de oito anos?!). E pergunto-me se a sua associação com Travis Barker e companhia não será uma extensão disso. 

 

Talvez seja um bocadinho. Por outro lado, Avril está longe de ser a única artista musical, sobretudo feminina, em constante reinvenção. Taylor Swift comentou há uns tempos que ela e as suas contemporâneas são obrigadas a fazê-lo, mais do que os seus homólogos masculinos. Para manterem o público interessado nelas. 

 

Não que seja uma coisa má, na minha opinião. Aposto que muitos artistas, de qualquer género, não gostam de estar sempre a fazer o mesmo, gostam de mostrar diferentes facetas. Como Fernando Pessoa e os seus heterónimos. Avril por exemplo é conhecida mais pelo pop rock, mas já brincou com vários estilos musicais.

 

Ela ia regressar a este estilo, mais cedo ou mais tarde. O seu modus operandi tem sido sempre alternar álbuns mais leves e alegres com álbuns mais sérios e pausados. Já em 2019, em plena era Head Above Water, Avril dizia que o sucessor teria mais guitarra e bateria. E assim o fez, oportunismo ou não. Penso que não corremos o risco de o material novo dela ser demasiado derivativo – ela está há mais de vinte anos nisto, não terá dificuldades em dar carácter próprio à música.

 

O que nos leva a Bite Me. É mais ou menos o que se esperava – penso que todos concordamos com isto. Um tema pop punk que, não sendo particularmente original, não é nada que esteja demasiado batido. Mesmo dentro do microcosmos da discografia de Avil, é suficientemente distinto do que ela fez antes. 

 

 

Gosto imenso do instrumental nas estâncias e no pré-refrão. Também gosto da mudança da velocidade a meio do refrão. E a voz de Avril soa impecável, como sempre. 

 

A letra é Avril sendo Avril, os tropos do costume: um ex-namorado que se arrepende de a ter deixado, mas ela agora manda-o passear. Uma vez mais, não é nada por aí além, mas ela tem letras piores.

 

Em suma, gosto de Bite Me. Talvez estivesse com a fasquia demasiado baixa, depois das desilusões que apanhei com os trabalhos mais recentes da Avril. Mas, ao contrário da maioria de Head Above Water, Bite Me sabe exatamente quem é, o que vem fazer e fá-lo com eficácia. 

 

Ao que parece, o resto do álbum deverá ser neste estilo. Avril chegou a dizer que não haveria uma única balada no disco – o que seria inédito na discografia dela. Mas entretanto mudou de ideias e incluiu uma. 

 

Eu fico contente. 

 

Em termos de temáticas, Avril disse que, no início dos trabalhos, estava numa fase de desgaste em relação ao amor. Não surpreende: mesmo sem estar a par dos mexericos dos últimos anos, estamos a falar de uma mulher com dois divórcios. Ninguém poderá censurá-la pelo cinismo. Uma das primeiras músicas compostas para este álbum chama-se mesmo Love Sux. 

 

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No entanto, quando Mod Sun colaborou com ela, Avril apaixonou-se e começou uma relação com ele. Ou seja, a sua atitude em relação ao amor mudou – o que se deverá refletir no álbum. Outro título avançado por Avril é Kiss Me Like the World is Ending (o que faz sentido em tempos de pandemia). A balada do álbum – aposto que será a faixa de encerramento – chama-se Dare to Love Me, precisamente sobre abrir-se de novo ao amor. 

 

Tudo isto me parece bem. Está longe de ser um tema inédito – veja-se Petals For Armor, de Hayley Williams. Duvido que Avril faça melhor. Mas ao menos sempre dará alguma profundidade a um álbum que, Avril já o confirmou, será bastante descontraído – com The Best Damn Thing nem se preocupou com isso, tirando as baladas e pouco mais. 

 

Nesta fase, não estou à espera que Avril se ponha a re-inventar a roda ou a ser particularmente introspetiva. Nem sequer quero – quando tentou fazê-lo com Head Above Water não resultou, perdeu-se em clichés. Nestas circunstâncias, mais vale manter-se na sua zona de conforto. Além disso, como tenho vindo a referir, nesta altura não quero música demasiado triste.

 

Estou assim cuidadosamente otimista em relação a este novo álbum. Não deverá ser nada que mude as nossas vidas, mas sei que vou gostar de pelo menos uma mão-cheia de canções. E aposto que haverá pelo menos uma que me tocará de maneira especial. 

 

Ainda não sabemos o nome do álbum, nem a tracklist, nem a data de lançamento. Há poucos dias ela anunciou datas no Canadá sob o nome “Bite Me Tour”. Será esse o nome do trabalho? Espero que não, é pouco imaginativo. Avril disse que lançará um segundo single em janeiro. Talvez divulgue o resto dos pormenores nessa altura. O álbum em si deverá sair “no início do ano”, o que quer que isso signifique (com o histórico dela, lá para abril ou maio, isto se tivermos sorte!). 

 

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Entretanto, a digressão europeia foi remarcada, pela segunda vez, para a primavera do próximo ano. A tal que devia ter decorrido em 2020. Como já escrevi antes, tenho bilhetes para o concerto de Zurique. 

 

A ver se é desta. É mais de metade da minha vida à espera. 

 

E pronto, para já é tudo. Acabei por falar muito pouco de Bite Me em si, mas não faz mal. Estes textos de Músicas Não Tão Ao Calhas sobre primeiros singles têm funcionado mais como prequelas às análises dos respectivos álbuns. E pareceu-me importante refletir sobre o histórico de Avril com este género musical antes de me debruçar sobre a música em si. 

 

Como sempre, obrigada pela vossa visita. Continuem desse lado que o próximo texto não deverá demorar muito.

Músicas Não Tão Ao Calhas - Hard Times

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Em janeiro de 2013, estreava aqui no blogue a rubrica Músicas Não Tão Ao Calhas. Nela, escrevo sobre músicas inéditas que os meus artistas preferidos vão lançando – na maior parte das vezes singles antes de álbuns, mas não só. A minha primeira entrada de Músicas Não Tão Ao Calhas foi sobre Now, o primeiro single do quarto álbum dos Paramore – aquele que ficou conhecido por The Self-Titled. Hoje, mais de quatro anos depois, volto a escrever sobre o primeiro single de um álbum dos Paramore – é um ciclo que se fecha.

 

Infelizmente, este ciclo nem sempre foi fácil para a banda. O início até nem foi mau. O Self-Titled é um álbum excelente, mudou por completo a maneira como encaro a vida. Graças a Deus, teve o devido reconhecimento em termos comerciais: foi platina e teve dois singles de sucesso: Still into You e Ain’t it Fun. A segunda ganhou um merecidíssimo Grammy. O ciclo desse álbum durou até meados de 2015, terminando com a digressão Writing the Future.

 

No entanto, em finais de 2015, a banda anunciou a partida do baixista Jeremy Davis. Desde essa altura, os Paramore têm passado por… bem, tempos difíceis.

 

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Ainda não tive oportunidade para escrever sobre a desistência de Jeremy. Custou-me, para ser sincera, ainda me custa. Nos primeiros tempos, ainda pensei/esperei que tivesse sido uma “rescisão” amigável, que ele tivesse partido porque tem uma filha e não pode andar em digressão.

 

Essa ilusão não durou muito. Meses depois surgiram notícias de que Jeremy e a banda estavam envolvidos numa disputa judicial, alegadamente devido a honorários da música e dos concertos. Como o processo ainda está em decurso, ainda não foi divulgada oficialmente a razão da partida de Jeremy. A ideia com que fico – e posso estar errada – é que, no centro disto tudo, está aquele três vezes maldito contrato celebrado, algures em 2005, entre a Atlantic Records e Hayley Williams, excluindo os restantes membros da banda. O mesmo contrato que já tinha sido um dos motivos para a partida dos irmãos Farro, em finais de 2010.

 

Toda esta história dá-me vontade de bater com a cabeça numa parede. Aquando do Self-Titled, a ideia que os Paramore davam era de que a banda tinha resolvido os seus problemas, aprendido com os erros cometidos. O trio estava mais forte, mais unido do que nunca, capaz de sobreviver a tudo. Eu acreditei nisso. Talvez os próprios membros da banda acreditassem nisso.

 

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Mas a verdade é que não devia ter ficado surpreendida. A banda nunca teve estabilidade – desde a ausência de Jeremy das gravações de All We Know Is Falling, passando pela saída dos irmãos Farro, e agora isto. A verdade é que Hayley tem sido a única constante em Paramore (ainda que Taylor só não se tenha juntado oficialmente à banda até depois do lançamento de Riot! porque os seus pais não deixaram). Por um lado, toda a gente sabe que Hayley podia, desde o início, optado por uma carreira a solo. Se não o fez até agora é porque, obviamente, não o quer. Por outro lado, para os membros estarem sempre a entrar e a sair, alguma coisa não está bem.

 

Não quero pensar que Hayley seja o problema. Ela parece ser uma miúda simpática, com valores parecidos com os meus – aliás, é atualmente uma das minhas pessoas preferidas no mundo da música. Mas como não a conheço pessoalmente, não dá para ter a certeza.

 

Nestas alturas, a música Pressure, do primeiro álbum, faz mais sentido do que nunca.

 

 

Em defesa deles, os membros da banda parecem tão frustrados com esta história toda como eu. Ainda mais, já que esta é a vida deles. Hayley tem referido várias vezes que pensou em desistir. Disse que os Paramore parecem mais uma novela do que uma banda, que estava farta de perder amigos e de se questionar sobre o que estava a fazer de errado. Considerou várias alternativas: dedicar-se à sua linha de tintas para o cabelo, ter uma família (ela casou-se no ano passado), compôr para outras pessoas, começar um projeto diferente com Taylor.

 

Terá sido este último a salvar os Paramore, segundo Hayley. Taylor disse-lhe que a apoiaria independentemente da decisão que ela tomasse relativamente à banda. Isso aliviou a pressão sobre Hayley – que, no meio desta história toda, chegou a debater-se com depressão e ansiedade. Assim, os dois foram compondo música a pouco e pouco.

 

Entretanto, Taylor chamou Zac, o mais novo dos irmãos Farro, para tocar bateria no álbum novo. Inicialmente, veio apenas como músico contratado. Ao fim de algum tempo, Taylor convidou Zac para regressar oficialmente à banda. Ele disse que sim.

 

Toda a gente ficou feliz, como seria de esperar. Em primeiro lugar, Zac é um ótimo baterista e sentiu-se a falta dele em certos momentos do Self-Titled. A música dos Paramore fica a ganhar. Além disso, eu mesma referi, há pouco mais de dois anos, que tinha esperanças de que, um dia, os irmãos Farro regressassem. Cinquenta por cento desse desejo já se realizou.

 

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Mas fica um amargo de boca por Jeremy já lá não estar.

 

Os membros da banda chegaram mesmo a dizer que já não sabem muito bem por que os Paramore continuam a ser uma banda. Nesta altura, deve ser só por nós, os fãs – porque eles sabem que a música deles é uma das coisas que nos ajuda a sobreviver. Eu, apesar de tudo, fico grata por isso. E, agora, teremos um álbum novinho em folha daqui a menos de duas semanas.

 

Suponho que haja uma qualquer metáfora para a vida no meio desta história toda. Talvez seja assim que as coisas funcionem: uma batalha sem fim, com perdas e ganhos, cometendo os mesmos erros, sempre a desfazermo-nos e a reconstruirmo-nos outra vez, sempre a aprendermos. Uma pessoa vai continuando, às vezes só por causa daqueles que ama, às vezes só porque… qual é a alternativa?

 

 

Gonna make you wonder why you even try

 

Com isto tudo, vamos quase em mil palavras e ainda nem sequer falámos de Hard Times. Mas eu tinha de escrever sobre as aventuras e desventuras dos Paramore nestes últimos anos porque, na minha opinião, a letra da música fala sobre elas. As estâncias falam claramente sobre depressão, com referências a um buraco onde nos enfiar até os nossos problemas terem desaparecido e a uma nuvem negra que nos segue para todo o lado. No refrão, questiona-se mesmo como é que se consegue aguentar tudo isto e continuar.

 

Na verdade, a letra de Hard Times não me impressiona por aí além. Não me interpretem mal, não a acho má. É, aliás, melhor que muito do que se ouve por aí. No entanto, cai muito nos clichés habituais de Paramore. Por exemplo, o primeiro verso (“All that I want is to wake up fine”) remete para Last Hope – “Every night I try my best to dream tomorrow makes it better”. “Tell me that I’m alright” recorda-me Tell Me It’s Okay. Os versos “And I’m gonna get to rock bottom!” e “We’ll kick it when I hit the ground” fazem lembrar Turn It Off: “I’m better off when I hit the bottom”. Eu podia continuar. Não há nada na letra de Hard Times que não tenhamos ouvido antes, o que é uma pena.

 

Isso, de resto, é a única falha que tenho a apontar a Hard Times – e nem sequer a acho grave no primeiro single de um álbum novo. A letra pode não trazer nada de novo, mas o mesmo não se passa com o acompanhamento musical. Depois de músicas como Grow Up, Still into You e Ain’t it Fun, Hard Times parece lógica como o passo seguinte. À semelhança de Ain’t it Fun, Hard Times começa com notas de xilofone, que são rapidamente substituídas por notas de guitarra – são estas as responsáveis pelo ritmo dançante da música. Ouvem-se também algo que se assemelha a tambores africanos, algo que se mantém durante toda a faixa. A bateria de Zac dá personalidade à música (sobretudo numa altura em que este instrumento está em vias de extinção). No refrão, noto elementos de Daft Punk - sensação que se reforça no fim da música, com os vocais distorcidos.

 

Não sei se o mesmo aconteceu com vocês, mas eu demorei algum tempo a decifrar esses vocais. Se não estou em erro, dizem “Makes you wonder why you even try” e “Still don’t know how I even survive”. Em suma, em termos musicais, à semelhança das melhores músicas do Self-Titled, Hard Times conjuga vários elementos de forma primorosa, podendo-se ouvir a contribuição de cada membro da banda. Eu gosto. Não estou propriamente caída de quatro, mas também não estava por Now quando esta foi lançada e, com o tempo, a música foi ganhando novos significados. Estou certa de que o mesmo acontecerá com Hard Times. Sobretudo quando puder ouvi-la no contexto do álbum. Para já, espero que não demore muito a chegar às rádios portuguesas.

 

 

O quinto álbum dos Paramore chama-se, então, After Laughter, e sai dia 12 de maio. Sim, daqui a menos de duas semanas. Confesso que fiquei estonteada com esse anúncio, ainda estou. Um dia, tínhamos a vaga ideia de que os Paramore estariam a trabalhar num álbum, algumas pistas como músicas registadas no site da ASCAP. No dia seguinte, temos nome, capa, tracklist, data de lançamento, primeiro single com videoclipe e pessoas que já ouviram o álbum (inveja!). Tendo em conta que os álbuns da Avril Lavigne têm sempre um parto longo e complicado (e o sexto álbum não está a ser exceção), esta é uma alternativa atordoante, mas muito mais agradável.

 

Segundo Hayley, o título After Laughter (a melhor tradução que me ocorre é “Pós-riso”) refere-se àquele momento após uma gargalhada em que regressamos à realidade. Dá para ver, assim, que este álbum vai ser animado… só que não. Quem já ouviu o álbum dá a entender que o resto será semelhante a Hard Times. Ou seja, os Paramore vão fazer o que fazem desde o início da sua carreira: queixar-se da vida. A diferença é que, enquanto antes, Paramore depressivo equivalia a guitarras pesadas e estética emo, agora equivale a música rítmica, falsamente alegre (o nome de uma das faixas novas é Fake Happy, por sinal), e tons pastel.

 

Gostava de chamar a atenção para o símbolo no centro da capa: as barras de néon que criam uma ilusão de ótica, de modo que não sabemos se são duas ou três. É obviamente uma variante do símbolo que a banda adotou em 2011, uma provável alusão à recente troca de membros. Eu, de qualquer forma, gosto imenso deste símbolo. Já encomendei, até, um dos conjuntos de merchandising da banda que inclui uma t-shirt preta com este símbolo, para além do álbum em CD (uma encomenda que, admito, foi para aí quarenta por cento impulso).

 

Havemos de falar mais sobre os Paramore quando analisar o resto de After Laughter. Ainda não decidi se analiso faixa por faixa, por ordem crescente de preferência, ou se analiso em texto corrido. Mas vou tentar publicá-la não muito depois do lançamento do álbum. Entretanto, vou ganhar vergonha na cara e ver se acabo e publico de vez a análise ao quarto filme de Digimon Adventure Tri.

Músicas Não Tão Ao Calhas - Brand New Day e I Don't Wanna Be Sad

Hoje venho falar de dois singles lançados nas últimas semanas por músicos - todos canadianos, por sinal - que se preparam para lançar álbuns em breve. O segundo single de Get Up - o álbum que Bryan Adams vai lançar no próximo mês - Brand New Day saiu numa altura chata para mim: era dia de jogo da Seleção (ou seja, estava ocupada com o meu outro blogue) e andava a arrastar a análise a Once Upon a Time há já algum tempo. Em suma, não me dava jeito escrever uma entrada de Músicas Não Tão Ao Calhas. Entretanto, os Simple Plan lançaram também um single. Vou, portanto, aproveitar a oportunidade para falar das duas músicas no mesmo texto. 

 

  

"Johnny had a plan, gonna see the world, knew he had to go..."

 

Depois de You Belong to Me se ter caracterizado por uma sonoridade fora do habitual para Bryan, Brand New Day traz uma nota de familiaridade. Encaixaria sem grande dificuldade no álbum de estúdio anterior, 11. Sou capaz de apostar que os acordes de abertura, que acabam por servir de imagem de marca à canção, são os mesmos que os de Summer of '69, ainda que tocados de maneira diferente. Continua a faltar um solo de Keith Scott embora, para ser justa, essa falta não seja muito gritante em Brand New Day.

 

Suspeito, até, que Keith Scott não participou neste álbum, o que me deixa um bocadinho triste. Tal como disse antes, será a primeira vez que isto acontece desde os primórdios da carreira de Bryan.

 

A letra foge ao registo habitual de Bryan, mas não muito. Faz-me lembrar um bocadinho a música Getaway, do álbum On A Day Like Today. Conta-se a história de um casal que resolve partir à aventura. É dado a entender que a primeira tentativa acaba por dar em nada, o casal separa-se, mas, ao fim de algum tempo, o homem desafia a antiga companheira a tentar outra vez. 

 

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Temos também uma forte referência ao título do álbum no refrão. Mas continuo a achar que "Get Up" como nome de álbum é fraquinho.

 

No videoclipe participam a atriz Helena Bonham Carter e Theo Hutchcraft, da banda Hurts, que dão vida de forma primorosa ao casal de que a canção fala. Tal como calculei antes, Bryan investiu mais neste videoclipe do que tinha investido nos últimos anos - para não dizer na última década. Além do mais, há que dizê-lo, é refrescante ver uma mulher emparelhada com um homem mais novo - o contrário é muito mais frequente.

 

De uma maneira geral, Brand New Day tem um espírito muito alegre, esperançoso, encorajador. Gosto muito mais de Brand New Day que de You Belong to Me - que, aliás, não tinha voltado a ouvir desde a respetiva entrada de Músicas Não Tão Ao Calhas. Consta que Don't Even Try também será lançada como single, mas será mais ou menos na altura em que sairá o álbum - pelo que, naturalmente, não se justificará escrever uma entrada de Músicas Não Tão Ao Calhas para essa música. 

 

Por outro lado, eu tinha prometido uma análise ao álbum Into the Fire mas vou ter de adiá-la. Isto porque o site pessoal de Jim Vallance (o co-compositor) está em baixa. Tal como já referi antes, o site de Vallance contém sempre várias curiosidades sobre a composição e gravação dos temas que cria com Bryan e eu queria usá-lo como fonte - até porque este é o álbum de que ele menos gosta. Vou esperar algum tempo, a ver se o site volta a funcionar, mas se vir que continua em baixa, escrevo a análise à mesma.

 

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Os Simple Plan continuam sem título ou data de lançamento do novo álbum, mas já vão em três músicas lançadas: não lhes chamo "singles" porque, entretanto, foi revelado que Saturday não fará parte do álbum novo. Por um lado, fico satisfeita com essa decisão - como se pode ler na minha análise, eu não gostei da música - por outro lado, fico confusa. Não percebo esta lógica de marketing: lançar dois singles (três, se contarmos com Saturday) com menos de um mês de intervalo, quando tudo indica que o álbum só será lançado algures no fim do ano, princípios do próximo - e, pela experiência que tenho, não me admirava se só saísse em março ou abril de 2016. 

 

Compreendo a ideia de lançar vários singles antes da edição de um álbum, numa altura em que as pessoas já não compram CDs e muito menos compram um álbum inteiro por causa de um único single. Não sei se a ideia deles, contudo, é ir disponibilizando o álbum às prestações ao longo dos próximos meses, até ao lançamento oficial. Pela parte que me toca, isso diluiria o impacto do álbum. Eu continuo a dar importância à ordem da tracklist, à faixa de abertura e de encerramento, ao título do álbum e à maneira como cada faixa se relaciona com esse título. Um dos motivos pelos quais não fui capaz de apreciar devidamente o álbum Reckless (não falo da edição especial) foi por já conhecer - e conhecer muito bem - mais de metade das faixas. 

 

É esperar para ver a jogada seguinte da banda. Para já, analisemos está faixa em específico.

 

 

"I've got a badass personality

So I just need to set it free

And it starts today"

 

A sonoridade de I Don't Wanna Be Sad é um híbrido perfeito entre o som clássico dos Simple Plan e um estilo mais retro, tipo jazz dos anos 50 ou 60, incluindo saxofones e uns coros mais interessantes que os de Saturday. Um som fora do vulgar. 

 

A letra tem um tema muito Simple Plan, sobretudo em início de carreira - desânimo, alguma autocomiseração - com uma ligeira subversão. Fala-se de um período de depressão em que o afetado já está farto de se sentir assim. Suponho que seja uma fase importante para a recuperação nestas situações: admitir que se tem um problema e querer resolvê-lo pode demorar o seu tempo. De certa forma, I Don't Wanna Be Sad podia servir de prequela a Tell Me It's Okay, dos Paramore - esta última fala do momento em que a depressão já faz parte do passado, em que o afetado (ou, neste caso, afetada) está ainda a habituar-se a não estar triste.

 

Em suma, apesar de gostar mais de Boom, I Don't Wanna Be Sad é uma boa música. Inova sem perder de vista as raízes da banda. Possui ainda uma das coisas que mais valorizo nos Simple Plan: uma letra com que muita gente se pode identificar. Deixa boas indicações para o álbum novo - quando quer que este saia. 

 

Quanto a nós, visto que por enquanto esgotei as minhas ideias para o blogue e que os últimos dois meses têm sido bastante ativos, vou fazer uma pausa e tentar trabalhar na minha escrita de ficção. Mas não se preocupem - podem contar com uma crítica a Get Up quando este sair, a meio de outubro.

Músicas Não Tão Ao Calhas - Boom

 

Assim está melhor.

 

Na passada sexta-feira, dia 27 de agosto, a banda canadiana Simple Plan lançou um novo single, retirado do seu quinto álbum de estúdio, ainda sem título, ainda sem data de lançamento, ainda inacabado ao que parece. A canção, chamada Boom, não era totalmente desconhecida dos fãs, visto que já tinha sido apresentada ao vivo no fim do ano passado, sob a forma acústica. Aparentemente, Saturday foi apenas um single promocional (que alívio!), Boom é o verdadeiro primeiro single, veio com videoclipe e tudo.

 

Como poderão ler aqui, o avanço anterior deste álbum desconhecido, Saturday, desiludiu-me. No entanto, como já gostava da versão acústica de Boom, era altamente provável que fosse gostar da versão de estúdio. E foi o que aconteceu.

 

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Ainda não sei de qual versão gosto mais, se da acústica, se da com banda completa. De qualquer forma, em ambas o ponto forte é a letra: faz-me lembrar Still Into You no sentido em que fala de um amor que tem resistido ao tempo e a um mundo imperfeito. A minha parte favorita da letra é o refrão: o verso em que o narrador compara a amada a uma canção preferida é uma das coisas mais românticas que já ouvi. Encontrar alguém que nos emocione continuamente, que nos console, que nos faça sentir vivos da maneira como só as músicas da nossa vida conseguem (efeitos que, de resto, já foram muito bem descritos em This Song Saved My Life) é algo a que todos nós devemos aspirar.

 

Tirando a parte dos "Boom!", se calhar, a versão acústica seria mais adequada à letra romântica. Na versão de estúdio, a letra perde-se um pouco no meio das guitarras barulhentas e bateria frenética, da sonoridade explosiva a condizer com o título. Uma pessoa comum que oiça esta música da rádio há de reparar mais depressa nos "Boom! Boom-boom-boom-boom-boom-boom-boom..." do que na metáfora que descrevi no parágrafo anterior. É óbvio que os "Boom!" foram colocados precisamente para isso, para chamar a atenção. O próprio Pierre Bouvier, o vocalista, disse qualquer coisa como:

 

- A partir de agora, as pessoas vão falar desta música como "aquela dos Simple Plan com os Boom-boom-boom".

 

O grande mérito de Boom é, assim, conjugar potencial radiofónico e para concertos ao vivo com alguma substância - ficando a anos-luz da fraquíssima Saturday. Ainda é muito cedo para decidir se Boom arranjará lugar entre as minhas preferidas dos Simple Plan, mas já se tornou uma das minhas favoritas deste ano. 

 

OK, eu sei que temos tido poucos singles dos meus artistas preferidos em 2015, mas mesmo assim...

Músicas Não Tão Ao Calhas - Saturday

 

 

 

 

 

 

 

 

Este tem sido um ano fraquinho em termos de música nova dos meus artistas preferidos. Por esta altura, há um ano, já tinha dois álbuns novos - três, se contarmos com Ghost Stories, dos Coldplay. Este ano, apenas conta Fly, de Avril Lavigne. No entanto, isto está prestes a mudar pois, a médio prazo, poderemos contar com material novo sobre o qual eu possa escrever. Uma parte desse material dirá respeito ao quinto álbum de estúdio da banda canadiana Simple Plan. Ainda não tem título, nem data de lançamento, mas o primeiro single, Saturday, foi lançado há poucos dias.

 

saturday.jpg

 

"You and me, baby,

Nothing but Netflix"

 

Eu aguardava este álbum e este primeiro single com interesse pois, além de estar ansiosa por música nova, gostei imenso do EP que lançaram há pouco mais de ano e meio, Get Your Heart On - The Second Coming. No entanto, quando cliquei no play para a primeira audição e levei com uns gritos de "S! A! T-U-R! D-A-Y!", a minha reação foi:

 

- ...a sério?

 

Este espírito manteve-se ao longo dos três minutos certinhos que dura a faixa - três minutos de clichés de músicas de borga, alguns que já vêm da década passada. Acho que não existe um único verso nesta letra que não seja uma paráfrase de algo que já tenha ouvido noutro lugar. Por exemplo, a única frase mais batida que "let's get epic" é "legen... wait for it... dary!". Outro exemplo diz respeito a frases como "We can go get drunk, stayin' up all night" parecem recicladas de Outta My System - uma música com um tema não assim tão diferente, mas muito melhor conseguida em quase todos os aspetos.

 

 

Eu poderia deixar passar a letra pouco original se a melodia e o tratamento musical a redimissem. Infelizmente, não é isso que acontece. Não desgosto da melodia mas também esta me parece reciclada de outras músicas dos Simple Plan. Tal como dei a entender antes, não achei piada ao S-A-T-U-R-D-A-Y - se o facto de eles estarem a soletrar uma palavra numa canção já é suficientemente cliché, o facto de usarem vozes de crianças no coro não faz nada pela originalidade da faixa. A batida é vulgaríssima. O solo de teclados tem o seu interesse. Em termos musicais, em suma, Saturday parece um genérico de uma série do Disney Channel - o que é estranho para um tema de fala de apanhar uma piela e desmaiar no próprio vomitado.

 

Resumindo e concluindo, Saturday é uma desilusão. Qualquer um percebe que esta é uma tentativa de criar um êxito radiofónico - não posso censurá-los por quererem ter sucesso comercial, sobretudo com a pressão que as editoras discográficas exercem sobre os artistas. Eu sei que eles conseguem melhor do que isto - a canção "Boom", que só conhecemos de uma atuação acústica do ano passado, é mil vezes superior com o seu tratamento acústico e áudio amador, do que Saturday com uma produção completa. É por isso que dou à banda o benefício da dúvida no que toca ao seu próximo álbum. 

 

De qualquer forma, um dia destes torno a ouvir os álbuns antigos dos Simple Plan. Talvez até escreva sobre eles. 

 

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Entretanto, não devemos ficar por aqui em termos de música nova. Bryan Adams deixou pistas relativamente a um novo single e ao tal novo álbum de originais que eu espero há quase um ano (a fotografia acima é um screenshot do videoclipe). Também a Avril tem andado a brincar com a ideia de um single novo em breve. E ainda estou à espera que os Sum 41 digam alguma coisa sobre um possível álbum novo.

 

Quanto a nós, tenho várias entradas em processo de planeamento, uma já meio rascunhada. Fazendo um esforço para as publicar o mais cedo possível...

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